22 janeiro 2017

Cerveja do mês :: Goose Island Honkers Ale


- Família: Ale

- Estilo: Special Bitter

- Cervejaria: Goose Island Beer Company - Chicago/Illinois - EUA

- Teor alcoólico: 4,3%

- Preço: R$ 19,00.

Sempre compro a IPA dessa cervejaria, facilmente encontrada em algumas redes de supermercados, mas ainda não conhecia essa Ale, que estava em uma promoção. Normalmente o preço aqui em Uberlândia é um pouco mais alto, na casa dos R$ 22.

A Goose Island Beer Company iniciou suas atividades em 1987 como um bar-cervejaria, administrado por John Hall, que era então um executivo da indústria de embalagens. Essa iniciativa surgiu após uma viagem do fundador à Europa, quando experimentou vários estilos de cervejas em muitas regiões produtoras, concluindo que "a América merece cervejas tão boas quanto essas".

Essa cerveja é uma Ale (de alta fermentação) e pertence ao estilo Special Bitter, que reúne cervejas sem grandes complexidades e com teor alcoólico mais baixo, e amargor moderado na faixa de 25-40 IBU, mas menos amarga que uma India Pale Ale. Suas características principais privilegiam o malte. Essa tem 30 IBU.

A coloração é âmbar. Os aromas reúnem características dos maltes, como caramelo, bala toffe, um leve tostado e notas frutadas. Na boca tem ótimo equilíbrio entre as notas maltadas e o amargor não muito proeminente dos lúpulos utilizados (Golding Celeia, Pilgrim e Styrian). Final com destaque no palato para um tostado bem presente e o amargor dos lúpulos.  

É refrescante, sem se tornar cansativa, doce ou amarga em demasia. Tem leveza para servir apenas como aperitivo, mas acompanhará uma infinidade de pratos, especialmente as carnes vermelhas (com molho barbecue ou bacon), salsichas assadas etc.    

Não é uma cerveja espetacular, mas é daquelas que podem servir de "porta de entrada" para os que ainda não se acostumaram com a presença amarga do lúpulo, algo muito comum no mundo das cervejas especiais.

O teor alcoólico de 4,3% a deixa bem amigável, fácil de beber.



Saúde a todos!

15 janeiro 2017

Boa experiência :: Quinta da Romeira Espumante Bruto DOC 2012


No fim de 2016 fiz algumas compras de espumantes diferentes para provarmos aqui em casa, porque na faixa de preços que costumamos comprar os produtos brasileiros são muito competitivos, então resolvemos variar um pouco apostando em outros países.

O primeiro que provamos foi esse da Quinta da Romeira, propriedade que existe desde 1703. Tem área total de 130 hectares, sendo que desse total há vinhedos em 75 deles, dedicados especialmente à variedade Arinto, ícone dos vinhos brancos nessa área de Portugal. 

O espumante vem de uma DOC chamada Bucelas, uma sub-região de Lisboa (leia mais). Nela a vinícola tem 50 hectares da uva Arinto, considerada a mais extensa área de vinha contínua dessa importante variedade.

Esse espumante é elaborado com 100% Arinto e passa 18 meses em contato com as leveduras para ganhar complexidade. Tem 12,5% de álcool e o método de elaboração é o tradicional (champenoise). 

Na taça a cor é amarela, com reflexos dourados. No aromas revelou-se um espumante maduro, com muita fruta madura e um tostado indicando que o vinho base tenha uma pequena passagem por barricas de carvalho ou o licor de expedição adicionado pelo enólogo após o dégorgement tenha algum destilado. Enfim, um espumante de boa complexidade nos aromas. 

Na boca é seco, continuou se mostrando maduro, complexo e muito agradável. As notas da fermentação estão bem presentes e novamente apareceu o elegante tostado. A acidez é mediana, o que deixou o vinho menos refrescante do que poderia ser. Final de boa persistência, revelando elegância e complexidade. 

Produto que eu certamente provaria de novo, mas que não aconselho para os paladares menos acostumados a espumantes de maior complexidade, porque se mostrou mais potente que a maioria dos brut brasileiros na mesma faixa de preços.


Detalhes da compra:

O espumante é importado pela Wine e paguei R$ 64 pela garrafa.

Saúde a todos!






08 janeiro 2017

Compra muito segura :: Susana Balbo Tradición Red Blend 2012


Bebemos esse vinho em casa em dezembro do ano passado. Um tinto argentino robusto, no estilo que consagrou os vinhos argentinos pelo mundo: madeira, álcool e muita fruta. Mas, no caso desse aqui esses ingredientes estavam em harmonia e o vinho não ficou tão pancadão. 

A produtora é a conhecidíssima enóloga Susana Balbo, que em 1981 tornou-se a primeira enóloga da Argentina e desde então foi consultora em importantes vinícolas pelo mundo, foi presidente da Wines of Argentina por três vezes, sendo considerada um ícone da indústria vitivinícola não somente na Argentina como em todo o mundo do vinho.

Em 1999 cria sua própria vinícola, a Susana Balbo Wines, que parte da ideia central de que a "pedra angular da enologia é a arte de elaborar os cortes, é a expressão máxima do talento do enólogo". 

O vinho de hoje, portanto, é um corte de três variedades que variam de safra para safra. Nesse 2012 o blend foi de Malbec (75%), Cabernet Sauvignon (20%) e Cabernet Franc (5%), que passou 8 meses por barricas de carvalho francês e americano.

Como dito acima, o vinho representa as marcantes características dos tintos argentinos. Na taça tem coloração púrpura, sem notas de evolução. Aromas lembrando ameixa, cerejas pretas, frutos vermelhos, baunilha e notas picantes. Corpo mediano, boa estrutura, com taninos maduros e com alguma rispidez ainda.

Acidez mediana. Vinho muito agradável, com boa harmonia entre madeira, fruta e álcool, sem agressividades. Final longo e prazeroso. Segundo o importador é ideal para harmonizar com picanha grelhada, espaguete com presunto cru, queijos amarelos e risotos com carnes vermelhas. 

Tem 14% de álcool, sem incomodar. Segundo a vinícola sua capacidade de guarda é de 6 anos. Porém, acredito que esteja em ótimo momento agora. 


Detalhes da compra

O importador dos vinhos de Susana Balbo para o Brasil é a Cantu. Comprei essa garrafa em Uberlândia pagando R$ 76. 

Saúde a todos!


01 janeiro 2017

Para começar o ano em grande estilo :: Ombú Reserve Petit Verdot 2016 #CBE


O primeiro vinho do ano é para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, nossa brincadeira virtual que em fevereiro completará 10 anos de atividades. A primeira e única confraria brasileira nesse formato e que tive o prazer de fundar, juntamente com outros blogueiros naquele distante ano, quando ainda éramos pouquíssimos blogueiros. 

O tema foi indicado pelo confrade Victor Beltrami, do blog Balaio do Victor, que assim pediu a todos: "um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização". 

Bom... o tema é realmente desafiador, mas devo de início pedir desculpas ao confrade, porque não consegui um vinho de um país que ainda não tenha sido provado. Afinal, já foram muitos países e em minha região não é tão fácil encontrar vinhos assim tão diferentes. 

Então, proponho - espero que aceitem - adaptar o tema para o seguinte: um país que eu gostaria de provar mais e uma uva que igualmente eu gostaria de provar mais vezes. Assim, escolhi um tinto do Uruguai com a uva Petit Verdot. Espero ser absolvido, Victor!

O vinho é elaborado pela Bracco Bosca, jovem vinícola fundada em 2005, mas possui vinhedos que são da família há 5 gerações. Originários do Piemonte (Itália), se instalaram na região de Atlántida para continuar a tradição do vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração púrpura, bem jovem, límpido e brilhante. Aromas de boa complexidade, com frutas vermelhas e negras, flores, especiarias e notas lembrando couro. Boa concentração, corpo mediano, muito fácil de beber. Boa fruta, mineralidade, taninos macios e acidez marcante.

Final boa persistência. Harmônico, presença discreta da madeira. Aproxima-se mais de um vinho do Velho Mundo. Tem 13,8% de álcool e metade do vinho passou 5 meses por barricas de carvalho, ganhando harmonia, mas sem que a madeira interfira de maneira intensa no resultado final.



Ombú é uma árvore nativa do Uruguai e que também está presente na região da vinícola. Segundo uma história local, os antigos proprietários das terras da vinícola tinham o costume de guardar suas riquezas sob a árvore Ombú. Com o passar dos anos, a árvore acabou sendo atingida por um raio e perdeu suas folhas. Com o surgimento da vinícola, a árvore ganhou vida novamente, trazendo um significado para a Bracco Bosca de que seus vinhedos são a sua maior riqueza.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e vendido em sua loja virtual por R$ 135 para clientes de Minas Gerais. 

* Esse é o 124º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



11 dezembro 2016

Ótima experiência com esse tinto argentino de seis anos de idade: R Goulart Reserva Malbec / Cabernet 2008


Aos seis anos de idade esse vinho está em plena forma e poderia ser guardado por mais 1-2 anos sem maiores problemas, pois ainda é vibrante e com características de um vinho mais jovem. As notas de evolução ainda não marcam presença, tanto na cor quanto aromas e sabores. 

Na taça tem coloração rubi, com boa transparência. Os aromas são intensos e desde o início demonstram um grande equilíbrio entre as frutas vermelhas com a madeira (francesa e americana). Aparecem também notas condimentadas lembrando pimenta, além de chocolate. 

Em boca é concentrado, os taninos já estão amaciados, com levíssima sensação rascante. Acidez mediana. Muita fruta vermelha e negra, chocolate, tostado e baunilha. Volumoso, equilibrado e elegante. Final persistente e muito prazeroso.

Ideal para acompanhar carnes vermelhas assadas, de preferência um belo corte argentino! 

É elaborado pela Bodega Goulart, que pertence a Erika Gourlart, uma paulistana descendente do Marechal Gastão Goulart, figura importante da Revolução Constitucionalista de 1932, no Brasil. O vinhedo foi adquirido pelo Marechal em 1915, na região de Lunlunta, em Lujan de Cuyo, e ampliados para mais 28 hectares quando esteva exilado na Argentina, na época, plantados com cabernet sauvignon e malbec. Erika assumiu a propriedade em 1995 e iniciou a recuperação de toda a estrutura, elaborando seu primeiro vinho em 2002. Atualmente possui 55 hectares de vinhedos próprios.

Esse vinho tem 14,3% e álcool, que não se mostrou alcoólico em nenhum momento, apenas deu potência ao vinho. Segundo o contra-rótulo descansou 8 meses em tonéis franceses e americanos.  


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Wine, que vende a safra atual a R$95 ou $81 para os associados de seus clubes.

Saúde a todos!



02 dezembro 2016

Para o bacalhau das festas :: Prova Régia Reserva Bucelas DOC 2014 #CBE


A Confraria Brasileira de Enoblogs completará 10 anos em fevereiro e está a todo vapor e o tema desse mês foi muito bem escolhido pelo confrade Felipe Silva, do blog BebadoVinho, que pensou nas festas de fim de ano para escolher o vinho do mês: 

"Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo".

Pois bem!

Quando penso em bacalhau penso em vinhos brancos mais maduros e estruturados, como os Viognier e os Verdejo espanhóis. Mas, como nosso confrade indicou necessariamente um português e com a uva Arinto, decidi por esse 100% elaborado com essa variedade e dentro de uma faixa de preços interessante.   

O produtor é bem seguro, a Quinta da Romeira, propriedade que existe desde 1703. Tem área total de 130 hectares, sendo que desse total há vinhedos em 75 deles, dedicados especialmente à variedade Arinto, ícone dos vinhos brancos nessa área de Portugal.

Na taça a coloração é de um dourado intenso. Na taça os aromas são bem maduros, frutos tropicais , frutos brancos e notas amendoadas. Como teve breve passagem por madeira e também 1 mês de contato com as borras da fermentação, adquiriu uma boa complexidade no nariz que se refletiu em boca.

No primeiro gole confirmou sua intensidade e caráter maduro. Boa acidez. Final um tanto ligeiro, mas muito agradável. Palato com notas minerais em destaque. Boa capacidade gastronômica. Pode acompanhar pratos mais robustos à base de bacalhau!

O álcool a 13,5% deu potência, mas sem qualquer desequilíbrio. Um vinho maduro, de boa complexidade e acidez marcantes. São fortes atributos que fazem desse vinho uma ótima compra pelo preço encontrado.


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Wine, que o vende em seu site por R$ 57,80,  mas para os associados de seu clube sai mais barato.

* Esse é o 123º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



27 novembro 2016

Mais um belo tinto espanhol de Jumilla, mas dessa vez orgânico: Honoro Vera Monastrell NOP 2015


Minha experiência com vinhos orgânicos não é vasta e coleciono algumas decepções. Então, sou daqueles que avaliam esse tipo de vinho sem levar em consideração essa origem orgânica ou ecológica, porque não tenho parâmetros para avaliar. Aliás, confesso algumas decepções com vinhos que pareciam "cozidos"... pode ser pura ignorância minha, mas não gostei dessas experiências!  

Esse aqui deixou boas impressões. É um 100% Monastrell, da região espanhola de Jumilla, elaborada por uma respeitável bodega, a Juan Gil, fundada em 1916 e atualmente administrada pelos bisnetos de seu fundador, Juan Gil Giménez. Possui 120 hectares de terras, ocupados principalmente com a uva Monastrell, originária da região.

Segundo o site da vinícola, o vinho é elaborado com uvas de vinhedos ecológicos, respeitando normas da União Europeia e dos Estados Unidos. Não há irrigação e a região é pobre em chuvas, não ultrapassando 300 mm de chuvas anuais, sem necessidade de adição de produtos fitosanitários. 

A sigla NOP no rótulo do vinho indica que está adequado às normas certificadoras dos Estados Unidos.  

Na taça a coloração é rubi. Aromas doces, destaques para frutos vermelhos, flores, geleia e discretas notas vegetais. Em boca tem taninos macios e acidez média. Tem corpo médio, mas os 15% de teor alcoólico lhe dão potência e não há desequilíbrio mesmo com todo esse álcool. Tem-se a sensação de ser levemente adocicado, mas não é demi-sèc. Agradável a diversos paladares.

Final de boa persistência. Vinho de personalidade, sem passagem por madeira, apenas um tempo de afinamento em tanques de aço inoxidável. Para ser bebido jovem, em no máximo 2 anos para que todas as características sejam aproveitadas ao máximo.  

A vinícola indica para harmonização: massas, pescados brancos e auis, queijos de cabra, embutidos sem muitos condimentos, carnes brancas e vermelhas assadas. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e vendido a preços que variam entre R$82 e $91. 

Saúde a todos! 




20 novembro 2016

Esvaziando a adega :: Casa Valduga Premium Cabernet Sauvignon 2005


Quem me conhece sabe que aqui em casa guardamos muitas garrafas de tintos brasileiros da histórica safra 2005 e tenho aberto algumas delas, que na medida do possível estão aparecendo aqui no blog. 

Guardamos por muitos anos, em adega climatizada, três vinhos da Casa Valduga, de uma linha intermediária chamada de Premivm, antigamente elaborada apenas com vinhos do Vale dos Vinhedos. Atualmente apenas o Merlot dessa linha vem da mesma região e é chamado de Leopoldina, enquanto o Cabernet Sauvignon e o Cabernet Franc vêm da Campanha, rotulados como Raízes. 

O primeiro que escolhi para abrir foi esse Cabernet Sauvignon. Não anotei informações a respeito do tempo de madeira, mas salvo melhor juízo passa 8 meses por barricas francesas. Isso lhe confere um tostado bem evidente, uma característica dessa linha nessas safras mais antigas. Tem 13% de álcool.  

Na taça a coloração é rubi, com alguns reflexos demonstrando evolução. Muita intensidade aromática, com frutos vermelhos maduros, alguma fruta em compota, um tostado bem presente (como era esperado), especiarias e feno. 

Na boca estava muito vivo, com taninos ainda firmes, mesmo aos 11 anos de idade. A acidez característica dos tintos do Vale muito presente, fazendo a boca salivar. Muita fruta formando um conjunto intenso com o elegante e intenso tostado.  

Vinho gastronômico, seco, sem notas adocicadas, com final longo de boca, com a sensação dúplice de gengiva seca (taninos) e boca salivando (acidez). Ainda tinha estrutura para ser guardado por mais um tempo, mas já forma depósitos e a fruta começa a perder força, então acredito que tenha aberto no momento certo. 

Ainda esse ano, assim espero, abriremos o Merlot e o Cabernet Franc que estão guardados.


Detalhes da compra:

Não dá para lembrar quanto custou esse vinho, mas a atual safra é vendida aqui em Uberlândia por R$ 74. 

Saúde a todos!



13 novembro 2016

Vale provar esse chileno :: Lauca Pinot Noir 2015


Há algum tempo provamos um Cabernet Sauvignon desse mesmo produtor e gostei do resultado. Tanto que escolhi o vinho para cumprir com o tema de nossa Confraria Brasileira de Enoblogs (veja aqui). Então, ao encontrar esse Pinot Noir resolvi experimentar, esperando um resultado igualmente recompensador. Foi o caso! 

É elaborado pela Chilean Wines Company, que possui dez marcas distintas, sendo os vinhos Lauca elaborados com uvas do Vale do Maule, situado ao sul da capital Santiago e possui a maior extensão de vinhedos chilenos (28.500 hectares). Grande parte desses vinhedos (quase 1/3) são ocupados pela uva País, levada pelos espanhóis no século XVI. Outra variedade que tem feito sucesso é a Carignan, embora ocupe apenas 800 hectares. 

Esse é um Pinot Noir bem interessante de características mais maduras, potência e boa interferência da madeira. Na taça tem coloração rubi, com boa transparência, típico dos Pinot Noir. 

Bons aromas. Frutos vermelhos silvestres e notas de especiarias. Na boca tem taninos doces e boa acidez. Muita fruta madura, dando ao vinho uma característica bem amigável, que agrada aos paladares de vinhos do Novo Mundo. A passagem de 3 meses por barricas de carvalho francês deram ao vinho uma boa característica lembrando baunilha e chocolate.

Final de boa persistência, com palato marcado por especiarias. O teor alcoólico (13,5%) dá uma certa potência ao vinho, recomendando que seja servido um pouco abaixo da temperatura normal. Sugiro algo entre 12-13º C.


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Mercovino e comprei uma garrafa aqui em Uberlândia pagando R$ 57.  

Saúde a todos!



07 novembro 2016

Dicas para "garimpar" vinhos no supermercado!

Foto: http://vinepair.com/wp-content/uploads/2015/08/supermarket-wine-social.jpg

Em muitos lugares do Brasil não há lojas especializadas e os supermercados são nossas melhores opções para comprar vinhos. E não há nada de errado nisso, embora eu saiba que muitos torcem o nariz para essa possibilidade. 

Isso acontece por puro esnobismo em grande parte das vezes, mas também devemos tomar certos cuidados nessas compras, porque são poucos os supermercados que têm, por exemplo, um atendente especializado para as gôndolas de vinhos. Por não serem necessariamente especialistas nesse tipo de mercadoria, muitos cometem erros no armazenamento, na disposição dos produtos, nos levando a compras infelizes. 

Em razão da experiência que tenho no assunto, seja porque há mais de 10 anos esse blog publica vinhos acessíveis, seja porque continuo comprando vinhos em supermercados, separei algumas dicas para que nossas chances de errar sejam diminuídas. Vamos a elas:

- Prefira safras mais jovens, pois vinhos de longa guarda normalmente não são o foco de um supermercado, que precisa de giro mais rápido. Exceção para as empresas que possuem adega climatizada. 

- Verifique se as garrafas não tomam sol. Acredite: conheço supermercados em que determinada hora do dia o sol bate diretamente nas garrafas de vinho. A luz solar é um veneno para essa bebida. Talvez seja o caso de visitar o supermercado em horários diferentes para verificar essa condição.  

- Rótulo estragado indica maus tratos. Se o rótulo está castigado, rasgado, mofado, molhado, enrugado etc, escolha outro produto, pois esse especificamente pode ter sofrido bastante a ponto de comprometer o líquido. 

- Opte por garrafas deitadas. Alguns supermercados deixam uma garrafa exposta em pé e outras deitadas logo atrás. Gosto sempre de "futricar" e procurar  uma garrafa deitada, que ficou lá no fundo, no escurinho às vezes. 

- Aposte nos vinhos com tampa de rosca. Não tenha receio, eles são lacrados assim para serem mais baratos ao consumidor e porque foram feitos para consumo rápido, talvez de 1 a 3 anos, dependendo do estilo. E eles tem a vantagem de podermos abri-los em qualquer lugar, sem necessidade de saca-rolhas.

- Dentre os vinhos baratos, os brancos são uma compra mais segura. Não sei dizer exatamente porque, mas quando optamos por comprar vinhos bem baratos, como os famosos "Reservado" as chances maiores de acerto são para os brancos. E essa opinião também é a mesma de muitas pessoas que conhecem muito de vinho. Os desequilíbrios são menores que nos tintos. Já encontrei surpreendentes Chadonnay por menos de $30 (atualmente), mas dificilmente encontro tintos que sejam tão interessantes. 

- Observe se a cor dos vinhos (especialmente brancos) é a mesma em todas as garrafas. Quando as garrafas são transparentes você consegue ver a cor dos vinhos. Se a coloração varia nas garrafas de um mesmo vinho, não compre! A única explicação para essa variação é que o vinho teve contato com a luz solar ou com o oxigênio, por um problema na rolha ou tampa de rosca, por exemplo. 

Nos tintos é mais difícil visualizar isso. Mas no "pescoço" da garrafa sempre conseguimos dar uma olhadinha no líquido. Se ele estiver turvo, não compre! Aliás, a turbidez não é bom sinal em nenhum tipo de vinho, pois todos devem ter brilho e a maioria uma transparência evidente. 

Espero que as dicas sejam úteis aos amigos!

Saúde a todos!