27 julho 2015

Em vídeo :: entrevista com Paula Velasco, diretora da Bodega Tinedo (Espanha)


Na última semana tive o prazer de entrevistar Paula Velasco, diretora comercial da Bodega Tinedo, vinícola espanhola da região de La Mancha. Na oportunidade falamos um pouco sobre a história da bodega, sua modernização a partir dos anos 2000, sobre seus vinhos e a opinião da diretora sobre a crise econômica brasileira. 

Saúde a todos!

20 julho 2015

No carrinho do supermercado :: Mahuida Cabernet Sauvignon 2013


Minha sogra não gosta de pagar caro em vinhos e prefere comprar muitas garrafas em supermercados, o que nos proporciona boas experiências quando vamos visitá-la. 

Recentemente ela comprou uma caixa (12 garrafas) de um Malbec argentino bem honesto, sem defeitos, pagando bem barato. Dessa vez provamos um chileno com a Cabernet Sauvignon, elaborado pela Viñedos Errázuriz Ovalle, com uvas do Vale de Colchagua, região ideal para variedades tintas. 

O resultado não poderia ser melhor: vinho barato, honesto e que alegrou a todos nós. Obviamente não é um vinho para você ficar discutindo a respeito dele. É daqueles para beber descontraidamente, sem que ele seja protagonista das conversas. Ok?

Na taça tem coloração púrpura. Bons aromas, frutos vermelhos, amoras, ameixa e madeira aparecendo com destaque, mas sem exageros. Em boca tem início adocicado, o que o torna um vinho ideal para quem está começando a apreciar vinhos secos. Notas lembrando pimentão, fruta vermelha e madeira se repetindo. Um toque mineral (salgado) apareceu, bem como o álcool deu as caras.

Final mediano, repetindo tudo e com leve vegetal aparecendo. Diria que as características da Cabernet Sauvignon em solo chileno estavam nesse vinho e mesmo às cegas seria facilmente identificado. Fácil de beber e com pequenos desequilíbrios que não comprometem o conjunto, até porque o preço compensa tudo isso. 


Detalhes da compra:

Não tenho informações sobre o importador desse vinho, mas foi comprado em um supermercado em Catalão (GO) por R$ 16. Excelente, não?  

Saúde a todos!




13 julho 2015

Provamos o finíssimo espumante Salton Lucia Canei Brut Rosé


No dia 28 de abril foi realizada mais uma edição do Winebar, degustação virtual que acontece via Youtube e recebi três vinhos da tradicional Vinícola Salton para participar do evento. Nessa edição não consegui participar ao vivo, infelizmente, mas já escrevi sobre o tinto da noite (relembre) e hoje é a vez desse elegante espumante rosé. 


É um espumante elaborado pelo método tradicional (Champenoise), o mesmo utilizado na região francesa de Champagne, com a segunda fermentação acontecendo dentro da própria garrafa. Em sua composição a vinícola utiliza apenas a Pinot Noir, deixando o espumante fermentando por 12 meses, o que normalmente agrega elegância e fineza ao vinho. Aliás, se tivesse que escolher adjetivos para esse espumante utilizaria essas palavras para resumi-lo: fineza e elegância.  

Tem apenas 11,5% de teor alcoólico.

Na taça tem coloração salmão, com bolhas finas. Aromas em boa intensidade e complexidade, frutos vermelhos, frutos secos, algo floral e a lembrança da fermentação em segundo plano, sem se sobrepor aos aromas da variedade. Discretamente aparecem notas de pão e fermento. 

Em boca é cremoso, com boa acidez e complexidade se repetindo. Final de boa persistência. Um espumante delicado, fino e elegante, daqueles que você tem vontade de abrir outra garrafa assim que termina a primeira. 

A vinícola sugere como pares ideais para a harmonização: canapés, queijos suaves, saladas, sopas leves e frutos do mar. Eu acrescentaria sushis e sashimis para deixar tudo ainda mais divertido. 


Detalhes da compra:

Recebi essa garrafa para participar da degustação virtual, mas na loja virtual da vinícola é vendido a R$ 150.

Saúde a todos!





06 julho 2015

Assista ao mais novo vídeo do blog: entrevista com Nicolas Perez, enólogo da chilena Viña Leyda


Na última quinta-feira tive o prazer de conhecer o enólogo Nicolas Perez, da chilena Viña Leyda, que esteve em Uberlândia para um evento de seu importador. 

E, como costumo perder essas oportunidades, fiz uma entrevista em que falamos sobre as particularidades da região, de como o clima influenciado pelo Pacífico interfere em seus vinhos, de enoturismo e até sobre um espumante extra brut que a vinícola elabora.   

Espero que gostem! 

Saúde a todos!

29 junho 2015

Mais uma ótima experiência: Arboleda Carmenère 2011


Esse foi o terceiro vinho que provamos para o Winebar realizado no dia 10 de junho. Dessa vez os vinhos provados foram da Viña Arboleda e a entrevistada, Maria Eugênia Chadwick, filha do respeitado Eduardo Chadwick, bateu um papo descontraído com o Daniel Perches, falando do projeto sediado na região do Aconcagua e, claro, de seus vinhos (veja aqui).

O vinho de hoje, um Carmenère, tem 14% de álcool. Após um período de maceração de 25 dias, 60% da mescla foi levada diretamente a barricas novas de carvalho, das quais 46% eram americanas e 54% eram francesas, nas quais o vinho envelheceu por 12 meses.

Na taça tem cor rubi, muito lacrimoso. Bastante aromático, apresentou as melhores características da Carmenère, como terra, especiarias, muita fruta madura, goiaba e eucalipto. A passagem por madeira deixou um leve tostado e baunilha discreta. Conjunto bem harmônico e interessante.

Na boca tem corpo mediano. Taninos levemente rascantes que vão amaciar com mais tempo em garrafa. Boa acidez. A complexidade dos aromas de repete na boca, em harmonia. É fácil de beber e irá agradar bastante aos amantes dessa uva, porque apesar dos taninos tem textura aveludada, com notas adocicadas que se adequam ao gosto do consumidor médio brasileiro.

Final persistente, com as sensações dos taninos (boca seca) e da acidez (salivação) dividindo as atenções. Palato marcado pelas notas terrosas e especiadas, além de muita fruta. O único senão foi um leve álcool que sobrou no nariz, mas um tempo de aeração no decanter talvez seja bem vinda. Tirando isso, um vinho muito bem feito, harmonioso e capaz de demonstrar todas as qualidades da Carmenère.

O vinho parece em ótimo momento para consumo, mas 1 ou 2 anos em garrafa podem deixá-lo ainda mais macio. Mas, eu abriria outra garrafa agora, se tivesse...


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Expand e vendido em sua loja virtual por R$120, mas essa garrafa eu recebi em casa para participar de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar (veja aqui a entrevista completa).

Saúde a todos!




22 junho 2015

Um belo exemplar de Pinot chileno: Arboleda Pinot Noir 2013


Participamos no último dia 10 de junho de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar, que contou com a presença da embaixatriz da Viña Arboleda, Maria Eugênia Chadwick (veja aqui). Fundada em 1999, a bodega é um projeto pessoal do respeitado Eduardo Chadwick na região do Aconcagua. 

No último post (relembre) comentei Chardonnay da mesma safra 2013, com um excelente resultado na taça. Mas, hoje a vez é de um tinto também muito bom, elaborado com a queridinha (e incompreendida talvez na mesma proporção) Pinot Noir, originária da França, mas que dá bons resultados em várias partes do mundo, com estilos diferentes, nem sempre parecidos com os famosos e caros Borgonha. 

O vinho de hoje envelheceu durante 12 meses em barricas de carvalho francês, sendo que 25% delas são novas. Interessante que a passagem de um ano por madeira não deixou o vinho amadeirado em exagero, ao contrário não escondeu a fruta e considero que o carvalho lhe deu complexidade e suas características estão em boa integração com o frutado.

Na taça a coloração é típica dos Pinot, um rubi de boa transparência. Nos aromas as tradicionais frutas vermelhas silvestres, cereja, algum floral e notas lembrando folhas secas. A madeira está discreta, com aromas levemente tostados. 

Na boca tem corpo típicos dos Pinot do Novo Mundo, mas sem os exageros do álcool ou da madeira, algo que infelizmente acontece. Elegante, com boa acidez e taninos presentes, sem agressividade. Fruta exuberante se repetindo, com notas tostadas da madeira (sem excessos) e bom equilíbrio entre suas características. Refrescante. Tem final longo, repetindo tudo e dando vontade de mais uma taça.

Confesso que já bebi vários Borgonha mais acessíveis, procurando encontrar algum interessante e que caiba no meu bolso. Então, posso afirmar que pelo preço desse vinho encontrei muito poucos franceses com características tão interessantes. 

*** Por favor, leiam o parágrafo acima novamente, para que não fique a impressão de que estou comparando os vinhos da Borgonha com os Pinot Noir do Chile. Combinado?

Para harmonizar com o vinho a vinícola indica pratos à base de aves, risotos delicados, importando que não sejam muito temperados. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Expand e vendido em sua loja virtual por R$155, mas essa garrafa eu recebi em casa para participar de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar (veja aqui a entrevista completa).

Saúde a todos!



15 junho 2015

Branco chileno de personalidade, maduro e ideal para sushi: Arboleda Chardonnay 2013


Participamos no último dia 10 de junho de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar, dessa vez entrevistando a Maria Eugênia Chadwick, embaixadora internacional da marca Viña Arboleda, fundada em 1999. É um projeto pessoal do respeitado Eduardo Chadwick na região do Aconcagua, cujo nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas. Em seus vinhedos.

Em seus vinhedos cultiva as brancas chardonnay e sauvignon blanc, além das tintas pinot noir, carmenère, syrah e cabernet sauvignon. Particularmente gostamos muito dos vinhos de regiões mais costeiras do Chile, como San Antonio, Leyda e Casablanca.

O vinho de hoje, um 100% chardonnay, foi premiado recentemente no Japão com o título de "Melhor Vinho para Sushi", pela Asian Food Sushi, num painel que reuniu 340 especialistas. Segundo enfatizou a assessoria de imprensa, "os juízes enfatizaram a acidez e aroma de laranja misturado com notas sutis de frutas tropicais como manga e abacaxi, deixando a boca com mineralidade refrescante, principais características que o levaram à premiação. Estas características, juntamente com a densidade e viscosidade, alcançam uma combinação perfeita com ingredientes ricos em gordura, como queijo, creme sushi, abacate, camarão, e única e irrepetível geração de salmão".


Durante a vinificação o vinho é fermentado integralmente em barricas de carvalho francês (30% novas). A alguns dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas, enquanto uma grande parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Depois disso, passou dez meses por envelhecimento sur lie para ganhar complexidade.

Vamos ao vinho!

Na taça apresenta coloração amarelo-palha. Bem aromático, predominando notas maduras, de frutos brancos e tropicais como abacaxi em calda, maracujá doce e boa presença do tostado da passagem por barricas de carvalho. 

Na boca é intenso em sabores. Vinho maduro, de acidez mediana e boa complexidade. Frutos tropicais bem maduros, madeira dando recado, mas sem deixar o vinho pouco interessante. Refrescante e de personalidade. Final médio-longo, repetindo no palato todas as características percebidas no nariz e na boca.

Ao ler a descrição acima - a respeito do uso da madeira e do envelhecimento sobre as borras da fermentação - poderíamos imaginar um vinho pesadão, que fosse difícil de agradar até o último gole, porque é comum encontrarmos vinhos assim por aí. Mas, não foi o caso desse.


A harmonização poderia ser com carnes brancas, aves e queijos brancos. Um vinho maduro, com boa capacidade para harmonizações, mas aqui em casa testamos com sushis que nossa filha adora. Ficou muito bom!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Expand e vendido em sua loja virtual por R$120, mas essa garrafa eu recebi em casa para participar de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar (veja aqui).

Saúde a todos!



14 junho 2015

Divulgação :: ViniPortugal leva seu Road Show a cinco capitais brasileiras

Paisagem na região do Douro. Foto: .DOC/Divulgação

Degustação gratuita com a presença de produtores vindos de Portugal passará por Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Toda a diversidade dos vinhos portugueses estará à prova em cinco capitais brasileiras através do Road Show – Grande Degustação dos Vinhos de Portugal 2015, promovido pela ViniPortugal, que há 19 anos atua promovendo os vinhos do país em todo o mundo. É uma associação privada, interprofissional, sem fins lucrativos, que contribui para o crescimento sustentável do volume de rótulos portugueses nos mais importantes comércios do mundo.

A programação do evento é a seguinte:

- Dia 22 de junho Belo Horizonte recebe a degustação no Hotel Mercure Lourdes, das 16 às 22 h.

- Dias 24 e 25 de junho é a vez de Vitória, capital capixaba, dentro da Feira Expovinhos, que acontece das 18 às 23 h, no Centro de Convenções de Vitória. 

- Dia 26 de junho - Curitiba receberá 13 produtores que levarão 83 rótulos das principais regiões produtoras portuguesas. O evento acontecerá no Hotel Radisson. 

- Dia 29 de junho, em Florianópolis, desembarcam 18 produtores e 120 rótulos para degustação, no Hotel Majestic Palace. 

- Dia 1º de julho, no Hotel Radisson, em Porto Alegre, acontece a última parada da caravana portuguesa, com a participação de 14 produtores e 86 vinhos.  

A prova em todas as cidades (com exceção de Vitória) começa às 16h para profissionais. A partir das 20h, o evento é aberto para consumidores. Palestras técnicas harmonizadas com iguarias típicas de cada região serão realizadas em todas as cidades. 

Em Porto Alegre o convidado é o jornalista e sommelier Irineu Guarnier Filho, que falará das 18h às 19h para profissionais do setor, com vagas limitadas (30). Na capital catarinense, o jornalista e críticos de vinhos João Lombardo conduzirá a palestra-degustação das 16h às 17h, mesmo horário de Curitiba, com a apresentação do jornalista e crítico de vinhos Guilherme Rodrigues. Márcio Oliveira ministrará a masterclass na capital mineira.

Primeiro no ranking dos países europeus que mais vendem vinhos aos consumidores brasileiros, Portugal se caracteriza por elaborar rótulos diferenciados e únicos. “Nossas castas autóctones, únicas e exclusivas, são um grande atrativo para quem aprecia bons vinhos”, afirma o diretor de marketing da ViniPortugal, Nuno Vale.

Foto: .DOC/Divulgação

Com mais de 250 castas autóctones identificadas, a promoção dos Vinhos de Portugal concentra a sua divulgação em 10 uvas que se constituem nas bandeiras dos rótulos portugueses pelo mundo: entre as tintas, Touriga Nacional, Aragonez/Tinta Roriz, Touriga Franca, Trincadeira/Tinta Amarela, Castelão e Baga; e as brancas Alvarinho, Arinto, Fernão Pires/Maria Gomes e Encruzado.

As inscrições para as palestras são gratuitas, porém é obrigatório preencher os formulários abaixo (clique em sua categoria):

Porto Alegre

Florianópolis

Curitiba

Dúvidas podem ser respondidas pelo e-mail viniportugal@exponor.com.br. A confirmação da inscrição será enviada por e-mail.

Fonte: .DOC Assessoria de Comunicação

Fácil de beber e muito agradável: Tomero Malbec Rosé 2013



A Bodega Vistalba elabora a linha Tomero, que considero uma boa relação custo x benefício, sejam os tintos com a malbec e cabernet sauvignon ou os brancos com a torrontés e sauvignon blanc. Mas, esse rosé de malbec ainda não tinha experimentado com atenção suficiente para escrever um post aqui para o blog. O resultado, como era de esperar, é muito bom, confirmando a impressão que tive para os demais.

As uvas são do Vale de Ucco, região mais ao sul de Mendoza. O vinho não tem passagem por madeira, como acontece com rosés para serem bebidos jovens, e apresentou um perfil tanto para servir como aperitivo, apenas para bebericar, como para acompanhar alguns pratos, como frutos do mar. 

Na taça coloração vermelha, com reflexos alaranjados. No nariz aromas de frutos vermelhos, cerejas, algo lembrando groselha. Na boca é refrescante, boa acidez, notas adocicadas deixam o vinho agradável como aperitivo. Muita fruta vermelha no paladar, sem ser enjoativo. Final de boa persistência, repetindo tudo. Álcool sem incomodar (12%).  

É daqueles vinhos que agradarão aos que estão iniciando no mundo dos vinhos finos (secos) e mesmo os mais experientes terão uma experiência agradável.  


Detalhes da compra:

É importado pela Domno, que o vende em sua loja virtual por R$ 65,90, mas aqui em Uberlândia encontramos por R$ 62. 

Saúde a todos!


11 junho 2015

Isso sim é o que podemos chamar de "unificação italiana": Gran Sasso TRE Autoctoni

No rótulo a indicação das três regiões de origem utilizadas na elaboração do corte. 

No dia de nosso 12º aniversário de casamento resolvemos abrir um vinho especial. Eram muitos, felizmente, na adega e resolvemos experimentar esse tinto italiano que estava guardado há algum tempo, talvez dois anos ou algo bem próximo a isso. 

É um vinho com algumas curiosidades em torno de sua elaboração, principalmente porque o corte de três variedades utiliza uvas de regiões diferentes da Itália, simbolizando as uvas autóctones (nativas), tão importantes na vitivinicultura europeia. Por isso a brincadeira com a "unificação italiana", que foi finalizada em 1870 com a anexação de Roma.  

A vinificação é feita em separado e depois o corte é realizado. De Abruzzo vem a montepulciano, da Puglia utilizaram a primitivo e da Sicilia a nerello marcalese, todas nativas e com características próprias que mesmo em assemblage não desapareceram. Talvez porque o vinho não teve passagem por madeira e foi vinificado e amadurecido em tanques de aço inox essas características ficaram mais nítidas, mais francas.

A elaboração fica por conta da Farnesi Vini, que não revela o percentual de cada uva no vinho, nem a safra em que foram colhidas, deixando tudo ainda mais interessante.

O resultado é um vinho estruturado, interessante em aromas e sabores. De coloração púrpura, denso, tem aromas em boa intensidade: frutos negros, ameixa, flores, tostado e chocolate.

Tem bom corpo, maduro, frutos marcando grande presença, notas adocicadas, chocolate amargo, boa acidez e um tostado elegante, mesmo sem barricas de carvalho. Taninos bem presentes, ainda com leve rascância, caminhando para amaciarem nos próximos 2-3 anos. Final de ótima persistência, marcado por frutos negros, tostado e chocolate amargo formando um conjunto interessante e diferente.




Harmonização: As notas adocicadas deixam o vinho fácil de beber, com a acidez ajudando a formar um conjunto que não é enjoativo, permitindo o vinho acompanhar uma imensa gama de pratos. Mas, no dia em que abrimos o vinho imaginamos algo tipicamente italiano, então nada mais apropriado (e fácil de fazer) do que uma massa com molho vermelho e polpettas, imaginando que a acidez do vinho, algo bem natural nos italianos, daria conta do recado. E deu! Outras opções com carnes vermelhas também serão uma boa pedida.    


Detalhes da compra:

Recebi esse vinho da Assessoria de Comunicação da importadora La Pastina e à época o vinho era vendido na faixa dos R$ 168,00.

Saúde a todos!