25 agosto 2016

No carrinho do supermercado :: Tarapacá Cosecha Chardonnay 2014


Há muitos anos não bebia um vinho da Viña Tarapacá, bodega chilena fundada em 1874, cujos vinhos podem ser facilmente encontrados nos supermercados e lojas especializadas. Mas, como gosto de experimentar vinhos baratos esse Chardonnay do Vale Central me pareceu uma boa pedida. 

Nessas buscar por vinhos em faixa de preços mais acessível dou preferência aos brancos, porque o risco de uma decepção parece ser menor. No caso desse vinho, as uvas vem de uma região quente do Chile, o que indica um vinho mais maduro, mais tropical, do que outros que possam vir de regiões mais frias, como Casablanca, Leyda ou San Antonio, por exemplo. 

O vinho não aparece no site da vinícola, o que pode significar que seja uma linha destinada apenas à exportação... e como o mercado brasileiro absorve TUDO que esteja dentro de uma garrafa e tenha no rótulo a palavra VINHO, veio parar na prateleira de um supermercado em minha cidade. 

Mas, o resultado foi satisfatório, apesar desse detalhe. 

Na taça uma coloração amarelo palha. Nos aromas confirmou-se a ideia de que seria um vinho maduro, com notas de frutos tropicais maduros, como pêssego, banana e melão, traços lembrando mel, além de uma nota que me lembrou a salmoura da azeitona (não, eu ainda não tinha bebido nada!).

Na boca é untuoso, maduro, com notas abaunilhadas, parecendo ter passado brevemente por madeira. Repetiu-se-se a fruta branca madura. Embora tenha acidez mediana tem bom frescor, boa presença em boca e final médio-longo. Tem 13% de álcool, que dão um calorzinho ao vinho, mas sem desequilíbrio.  

Ideal para harmonizar com aves, pratos com arroz e frutos do mar, massas com molhos brancos ou mesmo para bebericar em um dia mais quente. Mas, aqui em casa a harmonização foi com esse prato típico de Minas e Goiás, arroz com galinha. Só faltou o pequi!



Detalhes da compra

Comprei esse vinho em Uberlândia (MG) pagando R$34.

Saúde a todos!



14 agosto 2016

No estilo típico da Malbec argentina: Clos de Chacras "Cavas de Crianza" Malbec 2014


Esse vinho é elaborado pela Clos de Chacras, vinícola de Mendoza que teve sua primeira safra em 2004, embora o prédio em que está instalada tenha sido construído em 1921 e pertencido a um complexo chamado Bodegas y Viñedos Garantini, nome de uma família suíça que chegou à região no fim do século XIX.

A bodega foi uma das maiores empresas vinícolas de sua época, mas o prédio ficou abandonada até 1987 quando os descendentes do pioneiro Bautista Gargantini recuperaram o patrimônio. Com a reforma e acréscimo de moderna tecnologia o lugar ficou pronto para elaboração de vinhos finos. 

Esse vinho pertence à linha "Cavas de Crianza" e passa 6 meses por barricas de carvalho francês de terceiro uso. 

Na taça tem coloração púrpura, demonstrando juventude. Lágrimas grossas se formam na parede da taça. Nos aromas é um Malbec típico com sua fruta abundante, principalmente ameixa e cereja, leve floral, além das notas amadeiradas, baunilha e chocolate. Em boca tem boa estrutura, com muita fruta madura bem integrada à madeira, sem que essa seja mais importante no conjunto. Vinho macio, com taninos redondos e média acidez. Potência dada pelo álcool (14% de teor). 

Final de boa persistência, com destaque para a fruta madura, chocolate, um dedinho de álcool aparecendo para dar "calor" e uma mineralidade discreta no palato. 

Vinho de perfil mais adocicado, já no aroma e repetindo esse perfil em boca. Madeira presente e álcool dando potência, um conjunto ideal para quem gosta do estilo. Para os paladares iniciantes, que estão migrando para os vinhos finos, tem uma intensidade que certamente agradará. 

Opinião pessoal: o vinho me parece potente para servir apenas como aperitivo, indicando que ficará melhor acompanhando um churrasco ou queijos maduros, ou seja, pratos mais potentes. Embora não seja meu estilo preferido de vinhos, tenho que reconhecer seus predicados. 


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Mercovino e a garrafa custa na faixa dos R$ 92-97. 

Saúde a todos! 


07 agosto 2016

Um tinto brasileiro de respeito: Casa Valduga Raízes Gran Corte 2010


A primeira vez que provei esse vinho da Casa Valduga foi às cegas, na condição de jurado de uma edição do Encontro de Vinhos, em Campinas. Na ocasião faturou o primeiro lugar entre os tintos e causou grande surpresa, especialmente entre aqueles que ainda torcem o nariz para o produto nacional.

Essa é uma linha top da vinícola, muito bem feita, que recebe cuidados especiais na seleção das uvas, barricas de carvalho, garrafa, rótulo etc.

Esse é da safra 2010, que não foi das melhores no Vale dos Vinhedos, mas as uvas para essa linha vem de outras regiões: para esse Gran Raízes o terroir é da Campanha Gaúcha e para o Gran Identidade é a Serra do Sudeste. Sem dúvida uma estratégia para fugir das surpresas que o clima da Serra pregam todos os anos. Dos tintos ícones da vinícola apenas o Storia Merlot ficou no Vale dos Vinhedos.  

O corte é de cabernet sauvignon, cabernet franc e tannat, sem que sejam revelados os percentuais, o que não faz diferença nenhuma se o resultado for bom. Passa 12 meses por barricas de carvalho francês e 18 meses em cave para afinamento. Foram elaboradas 12.000 garrafas desse vinho e abrimos a de número 3.400.

Na taça a coloração é rubi, límpido e brilhante. Os aromas vem em boa intensidade, fruta madura (ameixa e amora) envolvida pelas notas de café, chocolate e especiarias. Complexo e elegante. Harmônico, sem que alguma característica se sobressaia sobre as demais.

Na boca tem corpo médio, taninos maduros e macios, boa acidez. Álcool equilibrado. Vinho aveludado, macio, fácil de beber, com elegância dos grandes vinhos tintos, sem excessos. Final bastante persistente, com frutado maduro e sensações da madeira em grande equilíbrio.

É um ótimo exemplar de vinho brasileiro, daqueles que podem ser guardados. Esse aqui está em ótimo momento para consumo, mas parece que ainda pode ser guardado por mais 2 anos sem risco de perder suas principais características.

Atenção: não abra esse vinho apenas como aperitivo. Prepare uma bela refeição porque merece!


Detalhes da compra:

O vinho pode ser encontrado com preços variando a partir dos R$130, uma faixa de preços que não é para o vinho cotidiano (para a imensa maioria dos brasileiros). Mas, é um ótimo produto para presentear, para guardar em sua adega ou abrir em momentos especiais. 

Saúde a todos!



01 agosto 2016

Sempre com a qualidade lá em cima: LA Espumante Brut Rosé #CBE


O tema desse mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs foi sugerido pelo confrade Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos: "espumante brut rosé do novo mundo, elaborado pelo método tradicional", um tema interessante e relativamente fácil de atender, com muitas ofertas de bons produtos no mercado. 

Infelizmente, em minha região há pouca oferta de espumantes rosés pelo método tradicional (champenoise). Encontro com facilidade o Blush da Valduga e o Cuvée Tradition da Miolo, mas esses ótimos produtos já apareceram aqui no blog. Queria um diferente. 

Então, escolhi um espumante da Luiz Argenta, vinícola que também já apareceu por aqui em várias ocasiões, inclusive com outro espumante brut rosé, mas elaborado pelo método Charmat (relembre). Esse aqui é um 100% pinot noir, com 18 meses de contato com as leveduras e 12% de álcool.  

Na taça a cor é elegante, lembrando casca de cebola. Aromas em ótima intensidade, característicos dos frutos vermelhos como morango e framboesa. Na boca é cremoso, de boa acidez, refrescante, com teor de açúcar que o torna muito amigável sem que seja adocicado. 

Harmônico, elegante e gastronômico, capaz de acompanhar uma infinidade de pratos. Final longo, refrescante e frutado. Os 18 meses de maturação lhe deram elegância e fineza. Os aromas característicos da fermentação estão bem discretos. 

Recomendo muito!  


Detalhes da compra:

O espumante é vendido na loja virtual da vinícola por R$79 (veja aqui) e aqui em Uberlândia consigo comprar por R$80.  

* Esse é o 119º vinho que comento para nossa CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



28 julho 2016

Experimente e seja feliz: Arunte Salento Negroamaro IGT 2014


A região italiana da Puglia é famosa por duas uvas tintas que os brasileiros gostam bastante: Primitivo e Negroamaro, porque tem lá no fundo um adocicado que nosso paladar aprecia, tem boa capacidade gastronômica e são muito fáceis de beber, sem excessos de taninos, vinhos macios, enfim. 

Esse 100% Negroamaro é elaborado pela Catolio, cantina cujas atividades tiveram início nos anos 1960 pelas mãos de um pequeno grupo de viticultores e hoje são mais de 700 associados, que destinam seus esforços para elaborarem principalmente o Primitivo di Manduria. A vinícola desde 2008 utiliza energia elétrica de fontes renováveis (células fotovoltaicas).  

Esse vinho não tem passagem por madeira, ficando apenas um período em tanques de inox para afinamento. Tem 13,5% de álcool e ainda pode suportar mais 1-2 anos em garrafa sem perda de suas principais características.

Na taça tem coloração rubi. Aromas lembrando frutos negros e chocolate amargo. Corpo mediano, taninos finos, frutado marcante, álcool sem incomodar e acidez muito presente. Típico Negroamaro, gastronômico, sempre pedindo mais uma taça.

Vinho macio e equilibrado, foi o escolhido para acompanhar as redondas no "dia da pizza" (10/7).


Detalhes da compra:

O vinho pode ser encontrado aqui em Uberlândia por R$76. É importado pela Mercovino.

Saúde a todos!



24 julho 2016

Divulgação :: Taylor's inaugura centro de visitas - uma verdadeira imersão no universo do vinho do Porto


Após meses de reestruturação e modernização, a Taylor´s anuncia a abertura de seu novo Centro de Visitas, localizado no coração da zona histórica de Vila Nova de Gaia. Um passeio pelo complexo e delicioso mundo do Vinho do Porto e da Taylor´s que proporciona ao turista uma experiência inesquecível!

Para Adrian Bridge, diretor-geral da Taylor’s, a empresa sentiu a necessidade de oferecer aos mais de 100 mil visitantes anuais um outro tipo de experiência, mais adaptada ao século XXI e que se destaque dos outros 16 centros de visita às caves de vinho do Porto que estão por perto.  Para isso, a empresa investiu mais de um milhão de euros nas novas instalações. 

A visita custa 12 euros e está disponível em áudio-guia em cinco idiomas: inglês, espanhol, francês, alemão e português; e leva os turistas através das caves que abrigam os antigos tonéis e mais de 1.500 pipas, onde envelhecem os vinhos do Porto antes da comercialização. Cada visitante ficará livre para escolher quanto tempo deseja dedicar às 11 áreas em que se divide o tour completo: o percurso rápido leva 20 minutos e o completo pode levar até duas horas. 


O tour começa pela história da marca, criada em 1692, contada por áudio, fotografias e vídeos. Os visitantes percorrem os túneis que abrigam a lendária coleção de vintages da Taylor´s, alguns com mais de dois séculos. Estas garrafas especiais encontram-se deitadas umas sobre as outras e repousam neste local até atingir a maturidade perfeita. Um dos pontos altos da visita é a garrafeira Vintage, que abriga uma das mais raras coleções de vinhos do Porto Vintage. Uma verdadeira viagem ao universo do vinho do Porto! 


Após este trajeto, os visitantes seguem para a sala de degustação, local onde podem provar o Taylor´s Chip Dry e o Taylor´s Late Bottled Vintage, sempre com os comentários de um expert da empresa. Para os que desejarem uma degustação mais completa, com inclusão de outros vinhos e até mesmo com alguns snacks e chocolates para harmonização, um novo valor é cobrado. 

Adrian Bridge destaca: "Sentimos que estava na hora de atualizar a nossa visita usando tecnologia moderna. O áudio tem conteúdo para uma visita de duas horas para os turistas que desejarem ver e aprender tudo o que puderem. No entanto, muitos vão preferir ir mais rapidamente para a sala de provas, onde têm acesso a uma ampla gama dos nossos vinhos do Porto."

Centro de Visitas Taylor´s
Horário: 10:00 às 19:30pm (última visita começa às 18:00)
Entrada: 12€ por pessoa
Rua do Choupelo nº 250, 4400-088 Vila Nova de Gaia

No Brasil, os vinhos Taylor´s são importados e distribuídos pela Importadora Qualimpor.

Fonte: Assessoria de Comunicação - São Paulo. 





21 julho 2016

Você compraria um vinho de R$20? Leia nossas impressões sobre o Salton Classic Malbec 2015


A pergunta do título é mesmo provocativa: você compraria um vinho de R$20? A resposta depende muito do seu perfil de consumidor e do que você espera de um vinho a esse preço.

Particularmente se me oferecessem um vinho desse preço eu esperaria que fosse correto, fácil de beber, que não fosse agressivo, sem defeitos, para ser bebido descontraidamente, sem causar "debates infindáveis" sobre suas características. 

Se sua resposta a essa pergunta for algo parecido, pode comprar esse vinho que a Salton elabora na Argentina utilizando a uva emblemática de nosso vizinho. Pertence à popular linha Classic que todos nós já tivemos oportunidade de experimentar.  

Na taça a coloração é de um vinho jovem, violáceo. Aromas bem francos, frutas como ameixa, uva passa, figo. Demonstra ser um vinho simples nos aromas, sem interferência da madeira para maquear, o que pode ser muito comum em vinhos mais baratos. Não é o caso desse!

Em boca, é muito fácil de beber, macio, taninos doces e acidez discreta. Notas adocicadas fazem o vinho muito amigável, especialmente aos paladares iniciantes, aqueles que estão migrando dos vinhos suaves ou demi-sèc.

Um vinho redondo, sem grandes complexidades, mas sem defeitos. Não tem a fruta exuberante de Malbec mais caros, nem tanta potência. Tem 13% de álcool, sem desequilíbrio.

Final de boca um tanto ligeiro, mas muito agradável, com levíssimo amargor. Ideal para harmonizar com massas, queijos maduros, carnes vermelhas, empanadas de carne. Enfim, uma boa lista, mas de pratos menos potentes.


Detalhes da compra:

Recebi essa garrafa para participar de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar no último dia 18 (segunda-feira). Na loja virtual da Salton é vendido por R$ 20,40. 

Veja aqui como foi a degustação virtual.

Saúde a todos!



17 julho 2016

Excelente compra e ótima surpresa: Ferreri Sette Vigne Nero D'Avola 2014


Esse é um vinho daqueles que gosto de servir aos amigos que preferem os vinho bem potentes. É dos vinhos que surpreendem, porque a cor tênue (resultado de pouca extração) e o baixo teor alcoólico declarado (12,5%) tendem a deixar o consumidor imaginando um vinho leve, sem muita personalidade. Ledo engano!!!!

É elaborado na Sicília, região italiana de ótimas surpresas, pela Ferreri & Bianco, especializada em duas uvas autóctones (nativas) da região: a branca Catarratto e a tinta Nero D'Avola, cultivadas em seus 50 hectares de vinhedos próprios, plantados em altitudes variando entre 250 e 500 metros.  

Na taça a coloração é rubi, com muita transparência. Aromas frutados, lembrando frutos mais delicados. Mas, em boca é muito intenso, corpo mediano, muita fruta madura, taninos doces e macios, acidez lá em cima. Frutado silvestre forma um conjunto muito interessante com o adocicado da boa fruta madura. A passagem brevíssima por carvalho não interfere de maneira importante no conjunto. 

O vinho mais maduro jamais fica enjoativo se tiver uma grande acidez. É o caso. Final longo, marcado pela fruta e por uma mineralidade que não aparecia antes. Boca seca, salivando pela acidez e com alguma lembrança dos taninos. Apesar do pouco teor alcoólico é um vinho potente, um grande companheiro para bons pratos italianos. Uma surpresa!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e vendido aqui em Uberlândia por R$ 76. Excelente compra! 

Saúde a todos!



10 julho 2016

Em tempos de crise, uma ótima compra: Primus The Blend 2012


Aqui em nossa região os tintos de corte não são muito comuns, os varietais é que mandam no pedaço. Aliás, acho que em todo o Brasil é assim. Então, quando encontro um corte não costumo deixar passar a oportunidade, ainda mais se o preço for convidativo. 

Primus é uma das marcas da Bodega Veramonte, um projeto capitaneado desde 2012 pelo enólogo Rodrigo Soto, que tem grande experiência na condução de projetos ecologicamente corretos no Chile, Estados Unidos e Nova Zelândia. Além desse blend eles elaboram outros três varietais, todos tintos.

Esse é elaborado com uvas do Vale de Colchagua, um blend de seis variedades: 25% Cabernet Sauvignon, 25% Carmenère, 25% Syrah, 15% Merlot, 5% Cabernet Franc e 5% Petit Verdot. Passa 12 meses em carvalho francês, sendo que 25% delas são de primeiro uso. Tem 14,5% de álcool.

Na taça tem coloração rubi. Nos aromas a presença de frutos vermelhos maduros, amoras, especiarias (pimenta e alecrim), cedro e baunilha. Em boca é estruturado, maduro, com muita fruta presente, ameixa, com a madeira também aparecendo, em boa harmonia. Apesar do teor alcoólico não há desequilíbrio. Taninos macios e acidez mediana.

Final longo, repetindo as sensações de fruta e madeira em um bom conjunto. Pronto para ser consumido agora ou no máximo em 2017, porque ainda terá estrutura para suportar a guarda, mas não para evoluir.

Vinho que pode ser classificado como potente e amadeirado, mas sem que esse adjetivo seja pejorativo, porque há boa integração entre fruta e madeira. Às cegas parece que as características da Syrah estão mais presentes que das outras variedades, mas é só um palpite.


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho aqui em Uberlândia pagando R$59, o que considero uma ótima relação custo x benefício, ainda mais nesses tempos em que os vinhos bons e baratos desapareceram nas prateleiras. 

Saúde a todos!


04 julho 2016

Hoje o blog faz 10 anos! E com ele eu...


- Fiz amigos que jamais faria se não fosse pelo vinho. Quem tem amigos tem um céu ao seu dispor!

- Conheci pessoas e lugares que jamais conheceria se não escrevesse sobre vinhos!

- Incentivei minha esposa a trilhar por um caminho profissional diferente da nutrição clínica!

- Escrevi sobre mais de 1.040 vinhos, com meu texto próprio, sem  interferências externas!

- Vi muitos blogs nascerem e inúmeros morrerem!

- Posso celebrar 10 anos de atividade de muito aprendizado e dizer que sou (ou devo ser) o único blogueiro com atividade por tanto tempo no mundo do vinho, lembrando que quando comecei havia 4 blogs no Brasil e hoje devem ser mais de 500!

- Tive o prazer de ter o blog como o mais relevante (Google) por muitos anos. Mas, o ritmo de postagens diminuiu e com ele outros blogs se tornaram mais relevantes. Sem problemas, já que minha alegria em escrever nunca esteve vinculada a esses dados!

- Tenho oportunidade de fazer do vinho uma bebida cotidiana, sem que para isso seja necessário um jantar especial. Bebemos vinho em casa com frango caipira ou arroz e feijão, porque à mesa o que importa é quem está a seu redor!

- Recuperei o tempo perdido, porque comecei a beber vinho com frequência somente aos 30 anos de idade!

- Viajei para cidades e países e nelas tive experiências que não teria sendo um "turista padrão"!

- Aprendi a beber vinhos de todos os preços - dos mais baratos aos mais caros - e entender sua proposta, buscando qualidade em cada um!

- Bebi vinhos excepcionais e alguns encantadores de tão simples!

- Agradeço por um dia terem cruzado meu caminho vinhos como o Cordelier Chardonnay (o primeiro do blog), o Periquita (clássico português), o Santa Carolina Reservado Cabernet Sauvignon e o Angaro Syrah-Malbec, vinhos simples e baratos, que em determinado momento eram excepcionais para um iniciante!

- Entendi que para alguns produtores o que está dentro da garrafa não é dinheiro, é história! E por vezes a história de gerações de uma família simples, trabalhadora e acostumada a sofrer com o clima, com os tributos, com as críticas!

- Descobri há alguns anos que a crítica a um vinho de que não gosto não me faz bem!

- Participei de inúmeros eventos de vinhos, sendo jurado em alguns deles e aprendendo o quanto uma degustação às cegas pode revelar sobre os vinhos e sobre os degustadores!

- Criei coragem, venci (um pouco) a timidez e criei um canal de vídeos no Youtube. Anda um pouco devagar, mas está lá como parte da história do blog!

- Ajudei a criar (e a manter viva) a primeira e única confraria virtual de vinhos do Brasil, a Confraria Brasileira de Enoblogs, que desde fevereiro de 2007 mantém mensalmente seus confrades ativos e oferecendo opiniões sinceras e imparciais aos leitores!

- Aprendi a guardar vinhos por anos, mas também a abrir mão deles para celebrar a amizade, o amor, a vida!

- Passei a receber vinhos de produtores e importadoras, mantendo com eles uma relação de cordialidade, porque se gosto do vinho digo o que penso, se não gosto eu me calo, porque o mundo já está repleto de críticos destruidores!

- Passei a ter milhares de seguidores no Blogger, Instagram, Youtube, Twitter, Facebook e mais recentemente no Vivino. Todos "seres humanos de verdade", nenhum robô!

- Comecei a falar menos sobre vinhos nos lugares onde estou, porque nem todos querem ouvir ou estão dispostos a falar a respeito!

- Conheci muita gente ligada ao vinho... alguns conhecedores incríveis e de simplicidade contagiante!

- Enfim, tive o prazer de por 10 anos ininterruptos me divertir e aprender sobre esse universo inesgotável, não me cabendo outra coisa senão agradecer a todos que leem o blog, aos amigos que fiz e à Érika, minha esposa, porque sem o seu incentivo esse blog já não existiria mais.   

Saúde a todos!!!