27 Janeiro 2012

Mais uma boa opção a menos de R$20: Alfredo Roca Syrah 2009


Mais uma boa opção em supermercados, pagando R$ 19. Um 100% Syrah muito honesto, sem defeitos, elaborado pela respeitada bodega Alfredo Roca, com uvas de San Rafael, em Mendoza. Tem passagem de 9 meses por barricas de carvalho.   

Na taça apresentou coloração púrpura, muito lacrimoso. Boa intensidade aromática. Frutos frutos negros, ameixa, bem como notas balsâmicas, amadeiradas e discreto mineral. Em boca tem corpo mediano. Ataque adocicado, com taninos macios e acidez moderada, mas em bom equilíbrio. Álcool a 13,4% também em equilíbrio. Notas amadeiradas presentes, mas muito bem integradas.

Final mediano, com frutado presente, mineralidade e madeira.  Bom conjunto.

Não é um excepcional vinho, mas a esse preço é uma ótima compra, daqueles pra se comprar muitas garrafas e deixar em casa para ocasiões informais. Pronto para beber.

Detalhe importante: esse é um vinho para ser consumido jovem. Na mesma ocasião compramos também a safra 2008, que em comparação com esse 2009 estava em grau inferior de qualidade, já na linha descendente. Prefira safras mais jovens. 

Saúde a todos!



25 Janeiro 2012

Provamos um belo vinho do Algarve: Marquês dos Vales Selecta Algarve 2008


Tenho um aluno português  que veio cursar Direito em Uberlândia. Há um tempo atrás me disse que o pai estava vindo ao Brasil e perguntou se eu queria encomendar algo. Tentando disfarçar minha vontade real, respondi "não". Mas conversa vai, conversa vem, perguntei de que região ele era. Respondeu ser do Algarve. Então eu disse com grau zero de segundas intenções: "Acho que nunca bebi um vinho do Algarve". Ele, gentil, disse que pediria ao pai para trazer um vinho da Terrinha. Não pude recusar, por óbvio!


O Algarve é a região vinícola mais ao sul de Portugal, fazendo divisa (ao norte) com o Alentejo. Possui quatro Denominações de Origem Controlada (DOC): Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira. Porém, dá-se mais importância à categoria de Vinho Regional, tanto que o produtor desse tinto, a Quinta dos Vales, não produz vinho em nenhuma DOC. 

É um vinho moderno, assemblage de Castelão, Syrah, Aragonês e Cabernet Sauvignon, em proporções que desconheço, com estágio por barricas francesas pelo período de 10 meses. Foram produzidas 10.400 garrafas. Os enólogos são Paulo Laureano e Dorina Lindemann. 

Na taça a coloração é púrpura, com muitas lágrimas. Os aromas têm boa intensidade, com lembrança de frutos vermelhos bem maduros, elegante amadeirado (baunilha e côco), floral e especiarias. Boa complexidade. Madeira elegante e bem integrada, sem atrapalhar a fruta.

Tem corpo mediano, com taninos presentes, com aquela rusticidade que confere personalidade e vocação gastronômica. Ainda podem evoluir nos próximos 2 anos. Acidez equilibrada. Final persistente, com boa fruta. Boca seca, em razão da carga tânica. Vinho seco, sério, que pede comida. Álcool a 13,5% de teor, sem incomodar. 

Não sei se está disponível no mercado brasileiro, mas se estiver é uma bela compra. 

Saúde a todos!



23 Janeiro 2012

Por $22 é uma ótima compra: Santa Carolina Reserva Syrah 2007


Minha sogra gosta de vinhos e sempre que vou a Catalão (GO) procuro nos supermercados algumas sugestões pra ela. Mulher inteligente que é, tem bom gosto para genros e gosta das boas relações custo x benefício quando se trata de vinhos. Não gosta de gastar mais do que R$35-40 numa garrafa. De vez em quando compro umas bombas, mas acerto em outras, como nesse caso. 

Esse Syrah estava à venda num supermercado a $22. Embora seja de uma safra mais antiga (2007) para um vinho dessa faixa de preços, resolvi arriscar porque estava bem armazenado. Ótima compra. 

É produzido pela tradicional Santa Carolina, com uvas da denominação genérica Vale Central. Tem passagem por barricas francesas e americanas pelo período de 7 meses. Tem 14% de teor alcoólico. 

Na taça a coloração é rubi, um pouco denso e com pouca transparência, mas sem qualquer sinal de turbidez. Aromas em boa intensidade, típicos da variedade, frutos vermelhos, pimenta do reino, especiarias, menta e abaunilhado da madeira.

Em boca tem corpo mediano, com taninos ainda vivos e levemente rascantes. Acidez discreta e álcool aparecendo de leve. Final de média persistência, com destaque para especiarias, menta e madeira em maior dose, escoltados por boa fruta. Taninos deixando a boca levemente seca. 

Vinho correto, sem defeitos, que atende a proposta de ser um vinho de entrada. Acompanha bem carnes vermelhas e até massas com molhos mais potentes.

Vinho com boa tipicidade. Fiz um teste às cegas com a Érika e pedi para ela dizer qual a variedade. Ela, sem pestanejar, disse: "é um Syrah!"

Saúde a todos!



20 Janeiro 2012

Esperava mais desse vinho: Momentos de Chile Chardonnay 2010


Uma das vinícolas que visitamos em janeiro do ano passado foi o Château Los Boldos, casa fundada em 1991 no Vale de Cachapoal. Na verdade foi uma visita um tanto rápida, porque eles ainda não recebiam turistas, mas um guarda muito gentil fez as honras da casa. 

Ainda não havia comentado nenhum vinho deles, porque em nossa região não são figurar fáceis. Mas ao encontrar esse 100% Chardonnay num dia de calor, resolvi arriscar. As uvas são provenientes do Vale do Rapel.   

Vinho de coloração amarelo, com reflexos verdeais. Bons aromas, lembrando frutos brancos, pêra, abacaxi em calda, leve amanteigado, embora não tenha passagem por barricas. Discretíssimo tostado. 

Na boca tem bom corpo, acidez discreta. Frutado se repete, acompanhado de notas amanteigadas. Álcool presente (13,5%). Final ligeiro. Como não tem passagem por madeira, esperava uma fruta mais exuberante, com mais frescor, mas o vinho é até um pouquinho chato. Ao preço que pagamos (R$32) há opções mais interessantes.  

Saúde a todos!


18 Janeiro 2012

Um grego no supermercado: Tsantali Nemea Rouge 2008


Fui ao Carrefour e me deparei pela primeira vez com vinhos gregos na prateleira. Pelo preço, resolvi arriscar comprando dois tintos e um vinho de sobremesa (colheita tardia). Total da compra: R$80. Risco calculado.

Esse é o mais simples dos tintos que comprei, pagando R$24. É produzido na região de Nemea, uma Apelação de Origem Protegida localizada no Peloponeso.

Na taça um vinho de coloração grená, indicando delicadeza, parecendo um Pinot Noir. Aromas um tanto fechados de início, mas que se abriram um pouco com um tempo de serviço. Frutos silvestres, cereja, pó para maquiagem e algo balsâmico. 

Na boca tem pouco corpo, taninos dóceis, boa acidez, terra e frutado delicado bem presente. Lembrança de madeira muito discreta.  Final marcado pela fruta, sem complexidade e persistência mediana. Álcool a 12,5%, sem aparecer.

Vinho barato, sem defeitos, mas sem grandes atrativos, lembrando os PN de linhas mais acessíveis. Tem boa acidez para acompanhar, por exemplo, massas com molho de tomate.

Vinho que se não é excepcional, pelo menos não é um desastre. Minha avaliação é positiva considerando o preço. Se custasse R$40, por exemplo, já não seria interessante. 
 
É produzido pela Evangelos Tsantalis, casa fundada em 1890. Provavelmente é um vinho para o mercado externo, já que não vi notícia dele no site do produtor.

Saúde a todos!


16 Janeiro 2012

Mais uma surpresa brasileira, o elegante Rastros do Pampa Premium Cabernet Sauvignon 2009


No ano passado experimentamos 2 espumantes da Estância Guatambu que gostamos bastante. Um extra-brut elaborado pelo método Champenoise (relembre) e um brut pelo método Charmat (relembre), sendo esse último uma grande surpresa. 

Os vinhedos da vinícola ficam na Campanha Gaúcha, quase divisa com o Uruguai e a produção é limitada. No caso desse Cabernet Sauvignon foram produzidas apenas 12.000 garrafas e abrimos a de nº 9.975. 

Na taça a coloração é rubi, com formação de muitas lágrimas. Bons aromas, frutos vermelhos e negros, ameixa, groselha e leve álcool quando a temperatura estava mais alta. 

Na boca o corpo é mediano, com bom equilíbrio já no primeiro gole. Taninos dóceis, finos, acidez presente e equilibrada. Álcool não esteve presente em boca. Final longo, com muita fruta, chocolate, madeira muito bem integrada. Boca levemente seca, vocação gastronômica. 

Um Cabernet Sauvignon "amigável", diríamos. É delicado, sem ser chato ou doce.  Tem menos taninos e acidez que os vinhos do Vale dos Vinhedos.

Evoluiu bastante durante a degustação e a última taça foi a melhor, (in)felizmente. Parece pronto para beber já, embora possa evoluir com a guarda.

Avaliação VPT = 87/100 pontos. 

Saúde a todos!





13 Janeiro 2012

Compra segura: La Linda Torrontés 2010


A Torrontés é a variedade branca que simboliza a Argentina, ao lado da Malbec entre as tintas. É uma variedade, diria, prima-irmã da Malvasia, com boas características aromáticas, boa acidez e refrescância. Não é, na maioria dos casos, um vinho com grande corpo e poucos são os que passam por madeira. Então, sua delicadeza pode ser confundida com falta de personalidade. Mas não é o caso, especialmente desse que vem de Salta.

Tenho ouvido de pessoas que entendem de vinho muito mais que eu: Torrontés bom vem de Salta. Desde que ouvi isso pela primeira vez tenho comprado mais os vinhos dessa região, deixando os de Mendoza um pouco de lado.

Esse é um vinho produzido pela prestigiada Bodega Luigi Bosca, fundada em 1901 por Don Leoncio Arizu. Possui cerca de 700 hectares de vinhedos e exporta 60% de sua produção para 50 países. Curiosamente, é uma das bodegas com maior presença em cartas de vinhos de companhias aéreas internacionais: American Airlines, Cathy Pacific Airways, Swiss International Airlines, Finnair Airlines e Aeroflot Russian Airlines.

As videiras para esse vinho tem mais de 30 anos de idade e estão localizadas em Cafayate, Salta, a 1.700 metros de altitude. 

Vinho de coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados. Boa intensidade aromática, flores e frutos brancos. Na boca apresenta bom corpo, equilíbrio entre acidez e notas doces. Floral se repetindo e frutos brancos em maior evidência, lembrando pêssego. Muito agradável, com mineral discreto. Final mediano, mas com lembrança gostosa das flores e frutos no palato.

Não é um vinho complexo, nem parece ser essa a proposta. Mas é equilibrado, intenso e bem feito, entregando um resultado muito bom. Ótimo para dias quentes, como aperitivo ou para acompanhar entradas leves. Único senão fica por conta do teor alcoólico que pode incomodar a alguns: 14,7%.

Pela garrafa paguei R$35. Uma compra segura.

Saúde a todos!




11 Janeiro 2012

Bom e barato, comprado no supermercado: Gracia de Chile Reserva Sauvignon Blanc 2009


No mês de dezembro o Wal-Mart abriu uma loja em Uberlândia. Nunca fui lá, porque aqui quando algum lugar abre as portas as filas são imensas. Mas, no dia 19/12 eu passei por lá e comprei dois vinhos da mesma vinícola, um Sauvignon Blanc e um Pinot Noir, pagando $19.

São vinhos elaborados pela Gracia de Chile, com uvas do Vale do Bio Bio, região mais ao sul no Chile, com influência do Pacífico, mais fria e com maior precipitação (cerca de 1.300 mm/ano) do que os vales mais próximos à capital Santiago.

Quanto ao vinho, é quase certo que a esse preço não há produtos excepcionais, mas espera-se vinhos corretos, que não sejam desequilibrados e que possam acompanhar as refeições do dia-a-dia. É o caso desse.

Amarelo palha, tons esverdeados. Aromas em boa intensidade. Frutos brancos e notas cítricas, lembrando limão. Menos vegetal que os SB dos Vales mais próximos ao Pacífico (Leyda e Casablanca), mas as notas de aspargos e grama cortada também estão presentes, mas em segundo plano.

Na boca tem boa acidez, frutos brancos dominando. Final mediano, com vegetal mais presente nesse momento da degustação. Álcool dando recado (13,5% de teor), mas sem desequilíbrio.

Ideal para acompanhar entradas leves, como a salada que a Érika fez.

Quanto ao supermercado, espero que melhorem sua adega, pois dentre as grandes redes (Extra, Carrefour e Bretas) é o que tem as piores opções de rótulos aqui em Uberlândia. Não fiquei com vontade de voltar por lá.  

Saúde a todos!



09 Janeiro 2012

Já bebeu Pinot Noir com cereja? Nós bebemos: Tomero Reserva Pinot Noir 2007


A Bodega Vistalba é um dos respeitados produtores argentinos. Seus vinhos são compras seguras e aqui em casa gostamos muito da linha Tomero, que já teve um Torrontés, um Cabernet Sauvignon e um Sauvignon Blanc comentados no blog.

Esse Pinot Noir é da linha Tomero Reserva e custa na faixa dos R$ 90-95. As uvas vem do Alto Valle de Uco, em Mendoza. O vinho passa 12 meses por barricas francesas e fica mais 8 meses descansando na cave antes de ser comercializado.

Na taça a coloração é grená, com boa transparência. Aromas intensos, frutos silvestres, cereja, framboesa, especiarias e menta. Na boca tem pouco corpo, com boa acidez e presença de taninos macios. Muita fruta novamente. O álcool aparecendo "esquentando" a boca (14,6% de teor). Boa complexidade. 

O final é de boa persistência, sem amargores, com frutado e especiarias presentes. O álcool aparece novamente, mas no fim das contas é uma característica e não um desequilíbrio. 


O interessante e inusitado (pelo menos pra nós) ficou por conta de uma harmonização acidental. Estávamos com uma tábua de queijos e salamaria à mesa, e a Érika resolveu experimentar o vinho com cerejas frescas. Isso mesmo, o vinho ficou ótimo com cerejas e ao comê-las junto com o vinho os sabores se equilibraram de uma maneira muito interessante. Algo que agora parece óbvio, já que os Pinot Noir costumam ter aromas e sabores lembrando essa fruta. 

Avaliação VPT = 88/100 pontos. 

Saúde a todos. 


06 Janeiro 2012

O intenso Allan Scott Marlborough Gewürztraminer 2008


Continuando com vinhos brancos aqui no blog, escolhemos uma uva que gostamos muito, a Gewürztraminer, nome que numa tradução aproximada do alemão significa aromático, temperado. De fato, é uma das uvas mais aromáticas (senão a mais), com toques florais, frutas e especiarias, dependendo da região produtora. 

Compramos esse vinho no Empório Santa Maria, em São Paulo, por R$ 75. Uma compra que imaginei ser arriscada porque é um vinho branco, delicado e talvez já não estivesse em grande forma. Felizmente estava.

É produzido pela Allan Scott Family Winemakers, fundada em 1990, na região de Marlborough. O vinho é fermentado parte em tanques de inox e parte em barricas. Segundo o site do importador, há permanência do vinho sobre as borras da fermentação (sur lie) pelo período de 3 meses. 

Na taça coloração amarelo palha. Aromas intensos, num primeiro momento a clara lembrança de lichia, acompanhada dos típicos aromas florais e outros frutos, como pêssego e maracujá.

Na boca a intensidade se repete, aparecendo um leve mineral, álcool aparecendo (14%) e dando potência. É untuoso, com ataque doce e boa acidez. Boa presenta de flores e frutos brancos. 

O final é longo, repetindo frutos, flores e lembrança mineral. Boa complexidade.  

Vinho que demonstra a tipicidade da Gewürztraminer e tem boa complexidade, provavelmente pelo tempo que passa fermentando sobre as borras. Se há algum ponto negativo é para o álcool, que deixou o vinho um tanto quente. Mas é um estilo, não um defeito.  

Avaliação VPT = 89/100 pontos.

Saúde a todos!


04 Janeiro 2012

Preparamos uma lista com Champagnes de até $199. Confira!


Todo enófilo tem ou teve o desejo de beber Champagne. Ainda que você não seja um grande apreciador dos vinhos espumantes esse desejo em algum momento passou pela sua cabeça. O grande problema no Brasil é o preço dessa bebida tão charmosa.

Nem todos podem pagar cotidianamente R$200, R$300 ou até bem mais que isso por uma garrafa de Champagne. Então, esse desejo é realizado poucas vezes ou mesmo uma vez ao ano, em ocasiões especialíssimas.

Pensando unicamente na questão preço, fizemos um levantamento em 35 sites de importadoras e lojas virtuais para selecionar produtos acessíveis, assim considerados os vinhos de até R$199, em garrafas de 750 ml, pesquisados entre os dias 1º e 2 de janeiro.

Embora a maioria já saiba, é sempre bom lembrar que:

- só é Champagne o vinho espumante elaborado na região francesa de mesmo nome, com a segunda fermentação ocorrendo na própria garrafa (método Champenoise), a partir de vinho base de uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

- se é elaborado somente com a variedade Chardonnay (branca), traz no rótulo a indicação Blanc de Blancs. Se leva apenas variedade tinta (PN ou PM), traz no rótulo a indicação Blanc de Noir.

- a maioria dos Champagne não são safrados, porque levam vinhos base de safras diferentes. Os mais baratos normalmente são assim. Se o rótulo trouxer a indicação Millésime, é porque as uvas são da mesma safra e normalmente são mais caros. 

Abaixo está a lista em ordem crescente de preços. Clicando no nome do produto você será encaminhado diretamente ao site da importadora. Ao final da postagem a lista de sites consultados, mas que não possuem Champagne nessa faixa de preços, bem como uma lista de outras importadoras consultadas com observações entre parênteses. 

Boas compras!

R$ 140,00 - Wine.com

R$ 158,00 - Vinea

R$ 158,00 - Wine.com
R$ 159,00 - In Vino

R$ 159,90 - World Wine

R$ 168,00 - Expand

R$ 169,90 - Adega Curitibana

Champagne Haton Fils Carte Blanche Brut
R$ 170,00 - In Vino

Champagne Haton Fils Brut Grande Réserve Rosé
R$ 175,00 - In Vino

R$ 175,00 - In Vino

R$ 180,00 - Expand

R$ 180,60 - Decanter

R$180,60 - Decanter

R$ 180,60 - Decanter

R$ 184,99 - World Wine

R$ 190,00 - Cave Jado
Obs.: único Millésime da lista
R$ 191,20 - Decanter

R$ 195,00 - De La Croix
R$ 199,00 - Club du Taste-Vin


Importadoras sem produtos na faixa de preços pesquisada:

- Ana Import 
- Cellar
- Mistral
- Nova Fazendinha
- Vinci
- Zahil

Outras importadoras consultadas: 

- Barrinhas (não disponibiliza preços em seu site)
- Cantu (não disponibiliza preços em seu site)
- Casa Flora (não disponibiliza preços em seu site)
- D'Olivino (não importa Champagne)
- Grand Cru (o site estava em manutenção no período da pesquisa)
- Hannover (não importa Champagne)
- Magna Import (não importa Champagne)
- Porto a Porto (não disponibiliza preços em seu site)
- Premium Wines (não disponibiliza preços em seu site)
- Ravin (não importa Champagne)  
- Smart Buy Wines (não importa Champagne)
- Vinho Sul (não disponibiliza preços em seu site)
- Vinhos do Mundo (não importa Champagne)
- Vinos y Vinos (região disponível para busca, mas sem produtos)
- Wine Brands (não importa Champagne)
- Wine Experience (não importa Champagne)

Obs.: Essa é uma pesquisa livre e independente, feita pelo blog Vinho para Todos. Caso alguma importadora, loja ou leitor saibam de produtos nessa faixa de preços e que não foram mencionados, favor nos comunicar por email ou via comentário. Obrigado!

 A atriz Scarlett Johansson, numa foto de campanha para a Möet e Chandon.

02 Janeiro 2012

O primeiro vinho do ano vem de Salta: Pietro Marini Torrontés 2010 #cbe


Começamos o ano com uma postagem sempre muito agradável, o vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que desde fevereiro de 2007 publica mensalmente boas indicações para os leitores dos blogs participantes.


Em dezembro, o confrade Deco Rossi escolheu dois temas. O primeiro foi um espumante para as festas de fim de ano, já publicado (relembre). O segundo tema foi: "vinho branco do Novo Mundo, exceto Chardonnay e Sauvignon Blanc, de qualquer faixa de preços".

Nossa escolha foi bem rápida, pois tínhamos comprado há alguns dias os vinhos da Bodega El Transito, de Salta. Compramos esse Torrontés, um Malbec, um corte (CS+Syrah) e o top da vinícola, chamado Pedro Moisés, também um corte, mas de Malbec, Tannat, CS e Syrah, de vinhedos com mais de 40 anos de idade. 

Há algum tempo comentamos um vinho dessa vinícola, um tinto da linha Pietro Marini, corte de Cabernet Sauvignon e Syrah que agradou muito (relembre). 

Esse Torrontés tem cor amarela com reflexos esverdeados. Aromas intensos, primeiro com presença clara de lichia, mas também outros frutos brancos e uma algo cítrico lembrando limão siciliano. Notas florais em segundo plano.

Na boca a acidez está bem presente, dando frescor ao vinho. Fruta, flores e uma lembrança mineral formam um conjunto bem harmônico, ideal tanto para bebericar quanto para acompanhar pratos leves à base de frutos do mar e saladas.

Final longo, repetindo frutos, flores e um toque mineral (salgado) em grande evidência. A acidez convida para o próximo gole. Vinho daqueles que podemos chamar de "didático", pois consegue demonstrar com clareza as características da variedade e de seu terroir.

O preço é bastante atraente: R$ 39. Excelente compra, em nossa opinião. 

Avaliação VPT = 88/100 pontos.

Saúde a todos!


31 Dezembro 2011

Encerrando os trabalhos de 2011



Não sei se em plena véspera de ano novo alguém lerá esse post, o último de 2011. 

Esse foi um ano interessante para o blog, de novidades e quebra de alguns recordes importantes pra nós. 

A melhor novidade ficou para o fim do ano, quando a Érika passou a publicar algumas receitas e tornou o blog mais colorido. Nesse fim de ano diminuímos um pouco o ritmo das receitas, mas em 2012 voltaremos com muitas delas. As que foram publicadas estão no meu "receitas" à direita.

Em janeiro fizemos uma viagem ao Chile para conhecer vinícolas. Visitamos 22 delas e recomendamos muito. Pretendíamos escrever sobre todas as visitas, mas não conseguimos. Mas ainda o faremos e você pode conferir tudo na aba superior "Vinícolas CHI". 

Esse foi o ano que mais publicamos vinhos aqui. Foram 160, de 17 países produtores, com alguns aparecendo pela primeira vez aqui: Áustria, Bulgária, Grécia, Hungria e até Equador.

Curiosamente, ao contrário de anos anteriores, a Argentina não esteve entre os três primeiros colocados em número de rótulos degustados. Em 2011 a classificação ficou assim:

1º - Brasil
2º - Chile
3º - França
4º - Espanha
5º - Argentina
6º - Portugal

No levantamento anual feito pelo amigo Oscar Daudt, do site EnoEventos, ficamos entre os blogs de vinho mais visitados do Brasil. Em 2010 estávamos em 10º lugar. Em 2011 fomos para 15º lugar, mas em termos de "classificação global", considerando todos os sites do mundo, ganhamos 925.000 posições.

Veja a pesquisa completa clicando aqui.

As visitas também cresceram consideravelmente, em torno dos 42%, chegando a quase 120.000 visitas. Certamente não é dos blogs mais visitados, mas pessoalmente esse é um número expressivo, pelo que agradecemos a todos os leitores e principalmente àqueles que deixam comentários nas postagens. Aliás, nem sempre os comentários são favoráveis ao que está escrito, mas publicamos todos porque até hoje (felizmente) nenhum foi desrespeitoso.  Obrigado!  

Nesse ano também tivemos oportunidade de estreitar laços com vários blogueiros, especialmente após o "Projeto Imagem" desenvolvido pelo Ibravin, pelas degustações virtuais propostas pelo WineBar, por mais uma edição do Encontro de Vinhos em Ribeirão Preto e pelo último evento, realizado em São Paulo (19/11) para comemorar o aniversário do Cláudio Werneck, do Le Vin au Blog. Nesses encontros reforcei minha concepção a respeito dos blogueiros que conheço: têm bom gosto para vinhos (claro), mas são inteligentes e modestos, duas características um tanto raras ultimamente.

Enfim, um ano interessante, festivo, intenso, como devem ser os vinhos e as situações em torno dele. 

Para não passar em branco, deixo uma lista dos melhores vinhos publicados aqui. Felizmente, os vinhos que receberam 4,5 ou 5 taças formaram um painel interessante, com 31 rótulos (20% do total).

Vinhos avaliados com 5 taças:
 

Vinhos avaliados com 4,5 taças:
Argentina - Don Yturbe 2006


Obrigado a todos, 
muita saúde e um 
Feliz 2012!

30 Dezembro 2011

Não seja preconceituoso(a). Experimente o Casillero del Diablo Espumante Brut Reserva 2007


Uma das melhores compras que fazemos são aquelas em que o vinho é bem melhor que o esperado. A surpresa é um diferencial na avaliação do vinho e nas futuras compras, especialmente se o preço é bom. É o caso desse espumante brut elaborado pela Concha y Toro, pelo qual paguei R$45 (aqui, no estado com os tributos mais pesados do país). 

É elaborado com 100% uvas Chardonnay, provenientes do Vale de Limarí, região ao Norte de Santiago, influenciada pelas brisas do Pacífico e com pouca precipitação (94 mm/ano). Por ser elaborado apenas com uma variedade branca, é considerado um Blanc de Blancs, na linguagem dos franceses.

Na taça a coloração é amarelo palha, com reflexos esverdeados. Perlage persistente, com formação de um colar de bolhinhas no topo do líquido. Aromas intensos, destacando-se frutos brancos e as tradicionais notas da fermentação, casca de pão, brioche etc.

Na boca é refrescante, boa acidez e complexidade, repetindo-se as sensações olfativas e aparecendo um toque cítrico. Boa cremosidade. Final mediano, elegante, uma boa mescla de frutos e sensações evoluídas da fermentação. Levíssimo amargor.

Espumante que consegue ser maduro e complexo, mas ao mesmo tempo refrescante. Boa surpresa, porque ainda não tínhamos experimentado um espumante chileno/argentino que nos agradasse tanto.

Mesmo que esse post esteja sendo publicado há 2 dias do fim do ano, ainda dá tempo de correr ao supermercado e comprar umas garrafas para suas festas. 

Saúde a todos e um Feliz 2012!



28 Dezembro 2011

Tipicidade e elegância no Escorihuela Gascón Viognier 2010



Os vinhos elaborados com a Viognier devem ser consumidos jovens, a maioria num período máximo de 3 anos para que mantenham suas características aromáticas e o frescor. Nos supermercados ou lojas, prefira vinhos com 1 ou 2 anos de engarrafamento para desfrutar do seu melhor. 

Esse vinho, elaborado pela Bodega Escorihuela, passou por madeira, mas apenas 10% do líquido, o que lhe conferiu certa complexidade, sabores amanteigados e mais corpo, mas foram mantidas as demais características e principalmente o frescor.

Na taça o vinho tem coloração palha. Os aromas tem boa intensidade, denotam frescor e presença de frutos de polpa branca, abacaxi maduro, pêssego e maracujá. Notas florais em segundo plano e leve amanteigado. 

Na boca é maduro, com notas adocicadas, mas sem serem enjoativas. Bom corpo, com acidez presente apesar de não ser uma grande virtude da Viognier. Um elegante e discreto amanteigado lembrou a passagem por madeira, uma virtude desse vinho. 

Final mediano, repetindo frutos brancos e discreto floral, com palato marcado por sensações abaunilhadas. Álcool a 13,5%, mas sem qualquer desequilíbrio. 


Preço de mercado: R$45. 


Saúde a todos!






26 Dezembro 2011

O estilo bordalês do Escudo Rojo 2008



Esse é mais um projeto da famosa Baron Philippe de Rothschild no Novo Mundo, dessa vez no Chile. O nome Escudo Rojo é a tradução para o nome alemão da família: Roth (vermelho) + schild (escudo). Os vinhos vêm do Vale do Maipo, região vinícola mais próxima à capital Santiago, importante na produção de grandes tintos daquele país. 

Ao que parece o objetivo desse tinto é ter um perfil mais europeu, com mais elegância e menos fruta. Isso começa pela opção de ser um corte e não um varietal: Caménère (40%), Cabernet Sauvignon (38%), Syrah (20%) e Cabernet Franc (2%), com passagem de 7 meses por barricas de carvalho francesas.
   
Se for isso mesmo, acredito que conseguiram, porque o vinho é harmônico, equilibrado, elegante e gastronômico, ao contrário da maioria dos chilenos nessa faixa de preços (R$65) que abusam da fruta, do álcool, com pouca acidez e por isso se parecem pouco com vinhos europeus. Esse tem perfil mais próximo aos Bordeaux.

Na taça é rubi, translúcido, lacrimoso, deixando manchas nas paredes. Bons aromas, fruta bem presente, com uma curiosa alternância das características varietais durante a degustação. Pimenta, especiarias, ameixa, algo de frutos negros e carvalho bem integrado. Em alguns momentos parecia um Cabernet Sauvignon, noutros um Carmenère ou Syrah. 

Na boca tem corpo mediano, com taninos macios, acidez correta. Em boca a Carmenère está mais presente. Apresenta um toque mentolado, frutos maduros, especiarias, café e chocolate. Álcool deu potência ao vinho, mas não atrapalha (14% de teor).

Final mediano, repetindo boca. É um vinho que vale o que custa e ainda permite observar essas variações que um assemblage proporciona, portanto, uma boa complexidade. Boa compra a R$65. 

Avaliação VPT = 86/100 pontos. 

Além desse corte a vinícola produz também um Chardonnay (com passagem por barricas de carvalho) e um Rosé (corte de Syrah, Caménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc).

Saúde a todos! 







23 Dezembro 2011

O vinho tinto do último Wine Bar: Sonnenmulde Zweigelt 2008


No último dia 5 de dezembro foi realizada mais uma edição do Wine Bar, uma degustação virtual via Facebook que na ocasião teve como tema os vinhos austríacos. De São Paulo, o sommelier Daniel Perches comandou a degustação ao lado da produtora Kathrin Schreiner, da vinícola Sonnenmulde, que produz esse vinho na região de Burgeland.

O mais interessante da degustação fica por conta da uva com que é produzido o vinho, a Zweigelt, fruto de um cruzamento entre as variedades St. Laurent e Blaufränkisch realizado pelo pequisador Fritz Zweigelt. Ela também é conhecida como Rotburger. É a uva tinta mais cultivada da Áustria, com vinhedos ocupando cerca de 9% da área total plantada no país.

É um vinho biodinâmico, com fermentação em grandes tonéis de madeira, mas sem amadurecimento em carvalho. Vinho de coloração púrpura, com boa transparência. Aromas em boa intensidade, lembrando frutos delicados como cerejas. Na boca é leve, com adstringência inicial, boa acidez e notas levemente adocicadas. No paladar lembra um Gamay. Final mediano, com levíssimo amargor e palato marcado por chocolate.

Embora seja um tinto, é descontraído, para se beber nos dias quentes do verão brasileiro a uma temperatura de serviço mais baixa do que o de costume, talvez a uns 12-13 graus. Tem pouco teor alcoólico (12,5%). Em termos de harmonização, pareceu ter vocação para aves e massas.

Valeu a experiência de beber um vinho de um país tão raro por aqui e de uma uva ainda mais difícil. A importação para o Brasil é feita pela The Special Wineries e no mercado é encontrado a R$85. 

Saúde a todos!    

21 Dezembro 2011

Mais uma dica para o fim de ano: Miolo Espumante Cuvée Tradition Rosé (Tiragem 2010)




Abrimos esse espumante no dia 11 de dezembro, quando ainda estávamos decidindo a publicação da CBE. Preferimos indicar o Blush, publicado ontem (relembre), que está numa faixa de preços próxima a esse, também é Champenoise, mas tem mais atributos interessantes. 

Esse é elaborado pela Miolo, a vinícola brasileira mais comentada aqui no blog, com 28 vinhos até o momento. Pertence a uma linha de produtos classificada pela empresa como "premium" e leva no vinho base as uvas Chardonnay e Pinot Noir, do Vale dos Vinhedos. A segunda fermentação ocorre na garrafa (método tradicional) e passa mais 6 meses descansando nas caves da vinícola.   

Pela garrafa pagamos R$36, mas pode ser encontrado em todo o Brasil a partir de R$25, dependendo de quanto o governo de seu Estado quer pôr no bolso. Aqui em Minas a mordida é grande!

Espumante de coloração vermelho claro, parecendo suco de melancia. Perlage em boa intensidade. Espuma rápida. No nariz é simples, com notas de frutos silvestres, especialmente morango. Fermentação sem aparecer. Proposta de espumante refrescante e mais informal.

Na boca a proposta se confirma. Boa cremosidade, repetição dos frutos delicados, acidez equilibrada. Açúcar residual deixando o espumante agradável, sem ser doce. Final mediano, marcado pelo frutado e novamente sem aparecerem as notas de fermentação.

Bem feito. Agradável, mas sem complexidade. Atende a uma proposta de espumante mais festivo, mais alegre e que pode acompanhar pratos mais leves. Pode ser uma boa opção para o fim do ano, especialmente se encontrado a preços mais honestos.

Importante: no rótulo há um selo dizendo "tiragem 2010", significando que o espumante sofreu a degola (dégorgement) nesse ano. Se o espumante não é safrado, como esse, a informação permite saber sua idade e há quanto tempo ele foi colocado no mercado. Isso evita a compra de produtos velhos quando a proposta é que sejam bebidos jovens. 

Saúde a todos!



19 Dezembro 2011

Nossa dica de espumante para o fim de ano: Casa Valduga Espumante Blush Brut 2007 #cbe


Como acontece no fim de ano, fica a dúvida de qual espumante comprar para as festas. Pensando nisso a Confraria Brasileira de Enoblogs sempre faz suas indicações. Nesse ano o tema é "espumante rosé, elaborado pelo método tradicional", uma escolha do intrépido Deco Rossi, do blog EnoDeco.

Aqui em casa testamos dois espumantes brasileiros e resolvemos que uma boa indicação seria esse rosé elaborado pela Casa Valduga, com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, com segunda fermentação pelo período mínimo de 24 meses. Aliás, todos os espumantes feitos por essa vinícola têm segunda fermentação em garrafa (exceto, claro, o Moscatel).

Na taça a cor é salmão, com perlage fina e com boa persistência. Em boca a acidez está bem presente, com frutado em grande equilíbrio com a lembraça da fermentação, com algo evoluindo para mel. Boa cremosidade. Final persistente, com palato lembrando frutos vermelhos delicados, tostado, mel e ferrugem. Amargor discretíssimo, sem ser um defeito.

O ponto alto desse espumante é o equilíbrio entre as principais sensações em boca: cremosidade, acidez, fruta e fermentação. Não tem a intensidade da fruta de outros espumantes mais baratos, o que o deixaria mais simples. Nem tem a fermentação tão presente, que o deixaria mais pesado. É evoluído, mas delicado.

Acreditamos que seja uma boca compra (faixa dos R$35-40) e trará um charme especial às comemorações do fim de ano.



Para acompanhar o espumante a Érika fez uma saladinha rápida, com radicchio, alface romana, tomate cereja, manga, lascas de pão sírio (passadas na frigideira rapidamente com azeite e ervas) e um molho de mostarda, mel e pimenta do reino. Ótima harmonização!

* Ainda dentro da programação festiva da Confraria, publicaremos no dia 2 de janeiro o outro tema sugerido pelo Deco: "vinho branco do Novo Mundo, exceto Chardonnay e Sauvignon Blanc". Aqui, vamos de Torrontés de Salta. 

Saúde a todos!


 


17 Dezembro 2011

Para a degustação do WineBar fomos de Linguine com camarões. Ficou ótimo!


No dia 5 de dezembro eu queria preparar alguma coisa pra acompanhar a degustação dos vinhos austríacos para o Wine Bar. O Gil chegou do trabalho em cima da hora, então eu tinha que preparar algo muito rápido. Vasculhando a geladeira encontrei camarões. Pronto! Uma massa com camarões para acompanhar o vinho branco, o primeiro que seria degustado. 

Escolhi Linguine ("pequenas línguas", em italiano) porque gostamos muito aqui em casa, especialmente por ser uma massa que incorpora bem os molhos. 

Não vou publicar uma receita, porque o prato é simples e não há grandes segredos. Vou apenas falar sobre algumas dicas que podem ser úteis, algo que tenho feito nas receitas anteriores e que chamo de "metendo a colher". 
Primeiramente já digo: o vinho melhorou muito com a massa (relembre), comprovando que a uva Grüner Veltliner realmente dá vinhos que podem acompanhar pratos com um pouco mais de gordura. 

Então, vamos lá!

Para os camarões digo o mesmo que disse para os cogumelos de uma receita anterior (relembre): eles têm muita água, portanto, desidratam com facilidade. Então, deixe para pôr o sal apenas no final ou você terá camarões borrachudos. 

Basta colocá-los de molho na água que eles incham como esponjas. Muitos vendedores de camarões adotam esta prática para aumentar o peso, o que faz com que ele reduza ainda mais quando vai para a penela. 



Então, quando for comprar camarões congelados (porque aqui na nossa região quase não há camarões frescos confiáveis), escolha os pacotes em que os camarões estejam soltos na embalagem. Os que são artificialmente "inchados" soltam água no processo de congelamento e ficam presos em placas de gelo. 

O mais importante para se ter um bom prato feito com camarões: eles cozinham muito rápido. Quando digo rápido é muito mesmo! Eles só devem ser cozidos ou fritos em água bem quente ou azeite de boa qualidade, igualmente quente. 

Para cozinhar, deixe a água ferver, ponha os camarões sem temperos e deixe por cerca de 1 minuto. Se for frito, deixe pelo mesmo tempo. Retire e tempere a gosto. 

Incorpore os camarões à massa e decore com manjericão fresco e castanhas, mas prefira as que estejam in natura, sem serem salgadas. O azeite dará uma boa consistência à massa e a oleosidade deverá combinar com um vinho branco de boa acidez, como o escolhido para essa noite.  

Bom apetite!

Érika Mesquita

16 Dezembro 2011

O vinho branco do último WineBar: Lois Gruner Veltliner 2009


No último dia 5 de dezembro foi realizada mais uma edição do Wine Bar, uma degustação virtual via Facebook que na ocasião teve como tema os vinhos austríacos. De São Paulo, o sommelier Daniel Perches comandou a degustação ao lado da produtora Kathrin Schreiner, da vinícola Sonnenmulde.

O primeiro vinho da noite foi esse branco elaborado com a uva que simboliza a Áustria, a Grüner Veltliner, já apresentada aqui em outra postagem (relembre). É um vinho leve, mas que consegue acompanhar as gordurosas comidas locais. Aqui em casa ficou fantástico com um Linguine com camarões que a Érika fez. 

O produtor é Fred Loimer, uma vinícola jovem que teve a primeira vinificação em 2000. Possui atualmente 69 hectares de vinhedos, sendo 60 deles na região de Kamptal e o restante em Thermenregion. As uvas do vinho degustado vem da primeira região, banhada pelo rio Kamp, cuja capital é Langelois, a maior cidade produtora de vinhos na Áustria. Essa região se destaca pela elaboração de ótimos vinhos brancos feitos com a Grüner Veltliner e com a Riesling. 

A importação para o Brasil é feita pela The Special Wineries e no mercado esse vinho é encontrado a R$ 96. 

Na taça uma coloração amarelo palha com reflexos esverdeados. Boa intensidade aromática, frutos brancos, especialmente maçã verde e notas minerais. Na boca tem bom corpo (considerando ser um vinho branco sem passagem por madeira). No começo da degustação leves “agulhas” apareceram, lembrando um Vinho Verde. Boca repetindo sensações aromáticas, com boa presença mineral.

Final mediano, mas harmônico. Vinho que vai bem como aperitivo, com 11,8% de teor alcoólico, mas que cresceu muito quando passou a acompanhar a massa.

Saúde a todos!   




14 Dezembro 2011

Boa surpresa de Encruzilhada do Sul: Alto das Figueiras Merlot 2009



Esse Merlot é produzido pela Bodega Copetti e Czarnobay, casa fundada em 2003 em Encruzilhada do Sul, região da Serra do Sudeste. Foi a primeira vinícola a ter a própria cantina na região, já que outros produtores como Casa Valduga e Angheben vinificam no Vale dos Vinhedos.


Vinho de coloração rubi, muito lacrimoso. Aromas em boa intensidade, frutos vermelhos, framboesa, ameixa, boa presença da madeira (baunilha), chocolate e café. Na boca as sensações aromáticas se confirmaram. Tem corpo médio, com taninos vivos, acidez equilibrada e álcool sem aparecer (13% de teor).

Final mediano, com fruta presente, mas a boca fica seca em razão da carga de taninos, indicando que o vinho pode acompanhar pratos mais estruturados, especialmente as carnes vermelhas. Palato marcado também por leve tostado.

Pode ser consumido agora ou daqui a 2-3 anos sem nenhum receio. Tem estrutura que lhe garante vida pela frente. 50% do vinho passaram por barricas francesas de segundo uso pelo período de 12 meses.

Foram feitas apenas 2.000 garrafas. Abri a de nº 0503. 

É uma boa compra, pois é encontrado no mercado na casa dos R$30-32.  

Saúde a todos!