26 junho 2016

Vale a pena experimentar: Tierras Guindas Tempranillo Ribera del Duero DO 2012


Há alguns meses precisei comprar vinhos com a uva Tempranillo, porque iria escrever para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs. Comprei várias garrafas, portanto.  

Embora não tenha trazido esses vinhos aqui para o blog, quero dizer que comprei muita coisa ruim, muitos vinhos insignificantes, daqueles que mesmo pagando pouco o arrependimento é grande. Então, confesso que adquiri certa resistência para comprar espanhóis com essa uva. 

Mas, abrimos há alguns dias esse vinho da Bodega Nexus, elaborado na famosa região de Ribera del Duero, com passagem de 4 meses por barricas de carvalho francês e 13,5% de álcool. 

Na taça tem coloração rubi, com reflexos violáceos, denotando jovialidade. Nos aromas muita intensidade, lembrança de frutos vermelhos frescos, como framboesa e cereja, discreta lembrança da passagem por madeira, com toques abaunilhados, além de especiarias. 

Na boca tem muita personalidade, médio corpo, taninos redondos, acidez mediana e ótimo equilíbrio. Fruta e madeira formam um conjunto harmonioso, de muita personalidade. Final persistente, repetindo a boa fruta, dando vontade de mais uma taça. 

Um Tempranillo de muita personalidade e que conseguiu apagar as experiências ruins que tive recentemente. Tem todas as características dessa uva e representa bem o estilo da região, sem exceder na madeira.  


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Domno e vendido aqui em Uberlândia (MG) por R$ 72. 

Saúde a todos!



19 junho 2016

Um clássico nunca sai de moda :: Taylor's Select Reserve Port


É incrível como perdemos oportunidade de bebermos vinhos de sobremesa, principalmente os tradicionalíssimos vinhos do Porto. Parece que ainda não damos tanta importância à harmonização entre a sobremesa e o vinho, o que para os portugueses deve parecer um sinal de ignorância nossa e de certa forma incompreensível, já que o brasileiro tem um paladar tão adocicado pelo costume com frutas e doces.

Mas, esse débito que o blog tem com os vinhos de sobremesa hoje diminui um pouco e diria que de forma muito elegante! Isso porque no último dia 23 de maio o pessoal do Winebar realizou mais uma degustação virtual e recebi uma garrafa para participar e comentar aqui as minhas impressões. 

Dessa vez o evento aconteceu com os vinhos da Taylor's, casa mais que tradicional em Portugal, fundada em 1692, e sinônimo de qualidade quando se trata de Vinho do Porto. Quem participou como entrevistado foi o Fernando Seixas, diretor da vinícola, que bateu um papo descontraído com o Daniel Perches.  

* Para assistir ao programa pelo Youtube: https://goo.gl/ckdOyc

O vinho que me foi enviado para a degustação foi o Select Reserva, elaborado a partir de um lote de vinhos jovens produzidos nas áreas do Baixo Corgo e do Cima Corgo, na região demarcada do Douro. Segundo a vinícola, para a composição desse lote foram escolhidos vinhos "pela sua profundidade de cor, frutado intenso e paladar cheio e firme", estagiando cerca de três anos em tonéis de carvalho, mantendo seu frescor, frutado e cor. Tem 20% de teor alcoólico.

Não é um vinho para ser guardado por longo tempo, já que está pronto para o consumo logo após o seu engarrafamento. Ideal para acompanhar queijos mais estruturados e ricos, frutas secas e sobremesas feitas à base de chocolate.


Aqui em casa harmonizamos com uma torta da Doces Bárbaros, um lugar bem bacana para comprar doces aqui em Uberlândia. 

Na taça o vinho tem coloração vermelho rubi, com bordas alaranjadas (granada). Os aromas são elegantes e clássicos, lembrando frutos silvestres e uma pontinha de álcool aparecendo. Talvez seja a temperatura, porque não sirvo esses vinhos gelados, como vejo por aí em muitos restaurantes. O ideal é na casa dos 15º C. Em boca é untuoso e não tem um adocicado exagerado, pois a fruta abundante e a boa complexidade estão em harmonia com o dulçor. Final persistente, repetindo o frutado intenso.

Vinho para ser bebido já, porque tem um perfil mais frutado, menos complexos que outros estilos de vinhos do Porto. Não guarde!  


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Qualimpor e pode ser encontrado em lojas virtuais com preços variando entre R$89 e R$96. 

Saúde a todos!



12 junho 2016

Boa experiência: o estruturado e ainda jovem Lauca Reserva Cabernet Sauvignon 2012


Abrimos esse vinho em um dia de temperatura mais amena aqui no Triângulo Mineiro e gostamos bastante do resultado, especialmente porque ainda pode ser guardado por um tempo, além de não ser um vinho com aquelas notas exageradas lembrando pimentão e eucalipto que muitos Cabernet Sauvignon chilenos possuem. 

É elaborado pela Chilean Wines Company, que possui dez marcas distintas, sendo os vinhos Lauca elaborados com uvas do Vale do Maule, situado ao sul da capital Santiago e possui a maior extensão de vinhedos chilenos (28.500 hectares). Grande parte desses vinhedos (quase 1/3) são ocupados pela uva País, levada pelos espanhóis no século XVI. Outra variedade que tem feito sucesso é a Carignan, embora ocupe apenas 800 hectares. 

Vamos ao vinho. 

Na taça tem coloração púrpura. No nariz os aromas vêm em boa intensidade lembrando frutos vermelhos bem maduros, frutos negros, notas de especiarias (pimenta) e um tostado elegante proveniente da madeira. O vinho passou 8 meses por barricas de carvalho francês. 

Na boca é encorpado, seco, com fruta intensa em grande harmonia com as notas amadeiradas (tostado e baunilha). Os taninos ainda vão amadurecer com mais tempo em garrafa, estão ainda rascantes e formam um conjunto estruturado com a acidez mediana e os 14% de álcool. 

A fruta escura e o tostado da madeira deixam o vinho com um perfil mais sério, pedindo acompanhamento de comidas mais estruturadas também. Final de ótima persistência, repetindo todas as sensações do nariz e da boca. 

Sua estrutura permite uma guarda, sem riscos, por mais 2-3 anos. Se você gosta de decantar os vinhos esse aqui pode "abrir" seus aromas se deixado aerando por 20 minutinhos.  


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e vendido aqui em Uberlândia (MG) por R$75.

Saúde a todos!




05 junho 2016

Vinhas de 75 anos deram ótimo resultado nesse Canepa Genovino Carignan 2010

Foto: Instagram @vinhoparatodos

Existe um livro que gosto muito, da jornalista Jancis Robinson, chamado "Como degustar vinhos", publicado pela Editora Globo. Em minha opinião é o mais completo guia de degustação que temos no mercado editorial brasileiro. 

Mas, sobre a uva carignan, com a qual o vinho de hoje é elaborado, a autora não é muito otimista. Veja o que ela diz (p. 155):

"foi por muitos anos, de longe, a uva mais plantada na França, porque era muito comum nas planíceis de alto rendimento do Languedoc. Seu cultivo era extremamente fácil em uma área em que os viticultores não se preocupavam em usar fios para expor ao sol as frutas e as folhas e deixavam a vinha crescer livremente em arbustos que se espalhavam pelo vinhedo. O vinho resultante era quase muito áspero e tinha um aroma rançoso e tosco (...). Não é uma uva nobre em minha opinião, embora as vinhas antigas ajudem". 

Com esse relato vindo de uma profissional tão gabaritada você compraria um vinho em faixa de preços não muito acessível (acima dos R$100) e ainda por cima para guardá-lo? 

Se a resposta for não, compreendo perfeitamente! Mas, contrariando a opinião da jornalista inglesa e considerando que desde 2007, no Vale do Maule, os chilenos estão apostando nessa uva para elaboração de grandes vinhos, resolvi apostar. Até porque bodegas importantes, como De Martino, Odfjell e Gillmore passaram a realizar experiências com a uva. 

Essa garrafa eu comprei em 2014. É elaborado pela Viña Canepa a partir de vinhas com mais de 75 anos de idade, passagem de 12 meses por barricas de carvalho e potencial de guarda variando entre 10 e 12 anos, segundo a vinícola. 

Já com seis anos de idade imaginei que fosse um momento interessante para abri-lo. Na taça tem coloração rubi, sem notas de evolução. Aromas em boa intensidade, elegantes, lembrando frutos vermelhos e negros, lembrança da passagem por madeira (leve tostado) e especiarias. Na boca tem corpo médio, taninos firmes e acidez mediana. Fruta e madeira em ótimo equilíbrio. Final de boa persistência. Tem 13,5% de álcool, sem incomodar.

Vinho mais elegante do que potente. Parece que a idade deixou o vinho mais dócil, não se parecendo com os parrudos cabernet sauvignon ou carmenère chilenos. Boa aposta da vinícola, sem dúvida.      


Detalhes da compra:

Não me lembro quanto paguei pela garrafa em 2014, mas atualmente é vendido na faixa dos R$130-150.

Saúde a todos!



02 junho 2016

Corte espanhol bem interessante: Abadal Pla de Bages D.O. 2013 #CBE


O tema desse mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi escolhido pelo amigo Deco Rossi, do consistente blog Enodeco. Amante que é da cabernet franc, escolheu que o vinho do mês deveria ser um corte em que essa uva prevaleça, o que não foi uma tarefa fácil. 

A maioria dos vinhos disponíveis no mercado brasileiro têm a cabernet franc como coadjuvante, normalmente da cabernet sauvignon ou da merlot. Mas, ao encontrar esse espanhol em que a cabernet franc predomina sobre a tempranillo, uva símbolo do país, não tive dúvida de que seria uma experiência interessante. Até porque vem de uma região que eu ainda não tinha provado: Pla de Bages, uma Denominación de Origen bem pequena, que possui atualmente 14 vinícolas, representada por sua uva autóctone (nativa) chamada Picapoll, da qual se obtém um vinho branco frutado, de aroma fresco, de boa textura e personalidade.

Esse vinho é elaborado pela Bodega Abadal, fundada em 1983. É um corte de 60% cabernet franc e 40% tempranillo, que passa 4 meses em barricas de carvalho francês e americano, de diversas idades. Tem 13,5% de álcool. 

Na taça a coloração é rubi, brilhante e com boa transparência. Aromas não muito intensos, mas de boa qualidade: frutos vermelhos delicados, framboesa, cerejas e lembrança de especiarias. Tem corpo médio, com taninos finos e boa acidez. Fruta muito intensa, mas com delicadeza, provavelmente por conta da tempranillo

Bem equilibrado. Álcool sem aparecer. A cabernet franc parece ter contribuído para certa potência, embora prevaleça a elegância e delicadeza no vinho. Final persistente, repetindo fruta e boca seca pelos taninos. 

Vinho que parece estar com um pé no Velho e outro no Novo Mundo do Vinho. Experiência interessante considerando o corte e a região. Obrigado, amigo Deco!

* Para saber mais sobre a uva Picapoll: https://goo.gl/7FEfsT


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Decanter, que o vende em sua loja virtual por R$91.

* Esse é o 117º vinho que comento para a CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, desde fevereiro de 2007.  

Saúde a todos!



29 maio 2016

Outro interessante branco espanhol: Protos Verdejo Rueda D.O. 2014


Aqui em casa os vinhos brancos têm predominado nos últimos tempos, para alegria da minha esposa. Não há um motivo específico, nem mesmo o calor... acho apenas que é uma fase em que a leveza desses vinhos e a busca por boas compras têm nos feito deixar os vinhos um pouco de lado. 

Depois de experimentar um ótimo moscatel de Jumilla (relembre) a próxima boa experiência foi com esse espanhol elaborado na região de Rueda com a uva verdejo, pela famosa Bodegas Protos, casa fundada em 1927. Confesso que tinha bastante curiosidade em relação aos vinhos dessa vinícola e o resultado foi muito bom.

A Denominación de Origen Rueda foi reconhecida em janeiro de 1980 pelo Ministério da Agricultura da Espanha, sendo a primeira D.O. da comunidade autônoma de Castilla y León e sua principal variedade cultivada é justamente a branca verdejo.   

Na taça tem coloração amarelo palha. Aromas em boa intensidade, frutos brancos maduros, maçã verde, abacaxi em calda, notas florais e lembrança da fermentação. Na boca tem boa acidez e repetição das sensações sentidas no olfato. Apesar de refrescante tem bom corpo e notas maduras. Boa complexidade se repetindo, principalmente em razão dos três meses que o vinho passou em contato com as borras da fermentação (sur lie, para os franceses; sobre lías, para os espanhóis). 

Final persistente, repetindo tudo e aparecendo um levíssimo amargor, mas essa é uma característica da verdejo, não um defeito. Tem 13% de álcool e bom equilíbrio.

Ideal para harmonizar com pratos à base de carnes brancas, bacalhau e queijos brancos de massa mole (brie e camembert).   


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Wine. Comprei uma garrafa (infelizmente só uma) pagando R$69. 

Saúde a todos!



22 maio 2016

No carrinho do supermercado :: o refrescante Quinta da Raza Vinho Verde DOC 2015

Foto: Instagram @vinhoparatodos

Anda muito complicado encontrar vinhos baratos. Aquelas pechinchas na faixa dos R$25-30 desapareceram do mercado aqui em Minas Gerais. Talvez em outros estados com menos tributos ainda seja possível, mas aqui anda difícil. Mas, entre R$30-40 ainda é possível garimpar algumas preciosidades, como o último vinhos comentado aqui, um Chardonnay chileno bem honesto. 

Hoje quero falar de um Vinho Verde, verdadeiro patrimônio português, que ganha admiradores mundo a fora por seu frescor, vibração, alegria e baixo teor alcoólico. Esse é elaborado pela Quinta da Raza com as variedades Alvarinho e Trajadura e pode ser servido gelado, na casa dos 7-8 graus de temperatura.

Na taça tem cor amarelo palha, com a formação das famosas "agulhas", aquelas bolhinhas que ajudam o Vinho Verde a ser ainda mais refrescante. É bastante aromático, com muito frescor, notas cítricas e de frutos brancos. Na boca é muito refrescante, acidez lá em cima e final de boca bem persistente, agradável e cítrico, chamando para mais um gole. 

Um vinho para acompanhar saladas, comida oriental, carnes brancas etc. Mas, fiquei imaginando sardinhas assadas na brasa. Pena que ficou só na imaginação!


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido em um supermercado aqui em Uberlândia por R$ 39.  

Saúde a todos!




15 maio 2016

Moscatel seco e marcante: Juan Gil Moscatel DOP 2014


Dois detalhes me fizeram comprar esse vinho: a região e a uva. Jumilla é uma DOP (Denominación de Origen Protegida) criada em 1966 e pertence à comunidade autônoma de Murcia. Por lá predominam os tintos com a uva monastrell. Quanto à uva moscatel, normalmente a relacionamos com vinhos doces, mas esse é um branco seco e muito interessante. 

A Bodegas Juan Gil foi fundada em 1916 e atualmente é administrada pelos bisnetos de seu fundador, Juan Gil Giménez. Possui 120 hectares de terras, ocupados principalmente com a uva Monastrell, originária da região. 

Na taça a coloração é amarelo palha, com reflexos esverdeados.

Na taça tem aromas em ótima intensidade, frescos, lembrança forte de flores, frutos cítricos, frutos brancos e toques minerais. Ótima complexidade, mesmo sem passagem por madeira. Demonstra as características da variedade sem qualquer interferência.

Em boca a intensidade se repete. Tem pouco corpo, mas apresenta grande frescor, é maduro sem ser adocicado em demasia, repetição dos frutos brancos e flores, com final de boa persistência aparecendo notas minerais muito claras, lembrança de eucalipto e mel dependendo da temperatura. Boca salivando e pedindo mais um gole. .

Vinho muito interessante, que pode ser servido como aperitivo porque tem frescor para isso, mas sua complexidade aromática e em boca pedem que acompanhe comidas leves, como saladas e pratos à base de frutos do mar. É seco e de personalidade. Os 13,5% de álcool deixam a sensação de mais corpo e intensidade, mas não há desequilíbrio. Aliás, trata-se de um vinho muito intenso e harmonioso.

Uma grande experiência!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e aqui em Uberlândia é vendido na faixa dos R$90.

Saúde a todos!



08 maio 2016

No carrinho do supermercado :: o honesto Cono Sur 1551 Chardonnay 2015

Foto: Instagram @vinhoparatodos

É muito comum usarmos a expressão "vinho honesto". E o que queremos dizer com isso? Bom, pelo menos quanto a mim estou querendo dizer que o vinho tem bom preço e apesar de sua simplicidade não tem defeitos, sendo bem prazeroso. É o melhor rótulo que encontrei para esse Chardonnay do Vale Central chileno. 

Elaborado pela Cono Sur, uma vinícola importante daquele país andino, pertence a uma linha simples, vendida em supermercados brasileiros e que nem aparece no site da vinícola. Mas, seu preço acessível deixa esses vinhos bem atraentes, apesar de sua simplicidade. 

É um Chardonnay típico do Novo Mundo, com muitas notas de frutos brancos maduros, pêra, melão, banana, leves notas de baunilha e chocolate branco. Em boca tem corpo médio, notas levemente adocicadas, acidez mediana. Muito frutado, untuoso, fácil de beber. Simples e equilibrado. Final de média persistência, repetindo o frutado intenso. 

Tem 13% de álcool e acompanhou muito bem uma massa ao molho branco que fizemos no almoço de domingo. 

Em uma época em que é difícil encontrar um vinho interessante na faixa dos 30 reais esse pode ser uma boa opção. 


Detalhes da compra:

Segundo o contra-rótulo o vinho é importado pela La Pastina, mas foi comprado em um supermercado de Uberlândia, custando R$ 33. 

Saúde a todos!



01 maio 2016

Rosé português para nossa #CBE: Monte Vilar Selection Rosé 2013


Hoje é dia de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs e o tema foi escolhido pela querida Alessandra Esteves, a Dama do Vinho, que mandou bem ao indicar um vinho rosé para os confrades, independentemente do país ou da faixa de preços. 

Eu queria um vinho em faixa de preços mais acessível, algo na faixa dos R$40-50, mas deixando para a última hora acabei me deparando com esse português que me tiraria das escolhas óbvias: Argentina, Brasil e Chile. Apostei, mesmo pagando um preço mais alto do que desejava de início.  

Esse vinho é elaborado pela Casa de Santa Vitória, levando as tradicionais Alfrocheiro, Aragonez e Trincadeira. Em seu rótulo, além da indicação que é um "vinho regional alentejano", tem o brasão que lembra uma das lendas da cidade de Beja, recordando "o triunfo do Touro sobre uma monstruosa Serpente que a assolava".  

Na taça uma coloração vermelho-acobreada, com reflexos lembrando casca de cebola. Nos aromas é intenso, com boa presença de morangos e groselha. Na boca a primeira sensação é adocicada, o que deixa o vinho lembrando mais um meio-seco, o que agradará os paladares iniciantes no mundo dos "vinhos finos". Boa acidez. Final de boa persistência, com retro-olfato marcado pela boa fruta, especialmente a groselha. Tem 13,5% de álcool, o que o deixa potente para apenas bebericar. 

Já com três anos de idade parece ter desenvolvido alguns aromas e sabores evoluídos. Para meu gosto pessoal apenas um senão: poderia ser mais seco! Aliás, no contra-rótulo a indicação é de um "vinho seco", mas parece ser meio-seco. Harmonizará bem com saladas, comida japonesa (sushi e sashimi) e aves. 



Detalhes da compra

Comprei esse vinho em uma loja aqui em Uberlândia (MG). Sinceramente, o preço pago é mais alto do que a qualidade que entrega (R$80), mas não tive como escolher outro para comentar aqui e cumprir meu compromisso com os confrades. A avaliação abaixo não leva em consideração o meu gosto pessoal, mas as características que o vinho apresenta.  

* Esse é o 116º vinho que comento para nossa gloriosa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. 

Saúde a todos!