08 janeiro 2018

Macio e muito fácil de beber :: Casas del Bosque Reserva Cabernet Sauvignon 2013


País: Chile
Região: Vale do Rapel
Produtor: Casas del Bosque
Uvas: 100% Cabernet Sauvignon
Maturação: 10 meses em barricas de carvalho francês
Álcool: 13,5%

Confesso que não abro um Cabernet Sauvignon chileno com grande entusiasmo, principalmente das linhas mais básicas. Não porque sejam ruins, mas é um estilo que não tem me agradado nos últimos tempos, muita intensidade, eucalipto, vegetal, alguns com madeira em excesso. 

Enfim, gosto pessoal. E, depois de tantos anos escrevendo sobre vinhos descubro que alguns aspectos desse "gosto pessoal" podem variar. Vez ou outra me vejo com vontade de um vinho bem amadeirado, outras vezes de um vinho bem levinho, coisas do cérebro (eu acho)!

Então, abri esse vinho sem muitas expectativas, mas acreditando que poderia ser uma boa opção em razão do seu produtor ser de muito respeito. 

Na taça coloração intensa, rubi, límpido e brilhante. Nos aromas boa intensidade, mas sem aquelas notas enjoativas que mencionei acima. Frutos negros, café e especiarias. Na boca a boa fruta se repete, com taninos macios e elegantes, acidez mediana. Final de boa persistência, com alguma complexidade no palato e madeira muito bem integrada. 

Pessoalmente, acredito que os adjetivos que melhor se enquadram a esse vinho, na ordem de importância, são: equilíbrio e elegância. 

É um vinho com quatro anos de idade, que me parece no seu ápice de equilíbrio e evolução. Melhor beber agora. 


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Domno do Brasil e vendido em sua loja virtual por R$ 80,90.

Saúde a todos!



27 dezembro 2017

Experimente esse belo Vinho Verde :: Covela Edição Nacional Avesso 2015


País: Portugal
Região: Vinhos Verdes
Produtor: Covela
Uvas: 100% Avesso
Maturação: sem passagem por barricas
Álcool: 12,5%  

A primeira vez que ouvi falar da Covela foi através de um amigo (Celso Lima, infelizmente falecido, que era irmão de um dos proprietários da vinícola). Entusiasmado com o projeto ele trouxe para degustarmos esse branco (safra 2013), um tinto sem madeira e outro branco de gama superior. Para lembrar essas avaliações clique nesse link: goo.gl/XzUmJd  

O vinho de hoje é um 100% Avesso, uma das 47 variedades permitidas na região para elaboração dos vinhos Verdes, é das mais importantes ao lado da Arinto, Loureiro e Trajadura, com as quais os produtores elaboram blends. Em alguns casos utilizam a Chardonnay também, como é um caso de um dos vinhos que comentei desse mesmo produtor.   

Interessante observar que o nome Avesso vem das características diferentes que a variedade possui se comparada com as demais da região: tem alto rendimento, seu desenvolvimento é acelerado, é difícil de cultivar e vinificar, tem aromas e teor alcoólico fortes, mas baixo teor de acidez. É o "avesso" de suas companheiras. 

Na taça o vinho tem coloração palha. Os aromas são muito frescos, com forte presença mineral, além de lembrança cítrica e floral. É seco, acidez presente e equilibrada, elegante. As notas minerais são mais presentes que o frutado e o floral. Refrescante, com boa vocação gastronômica. Final de boa persistência, com palato marcado pelo mineral. 

Vinho de estilo diferente dos vinhos "adocicados" do Novo Mundo, em nada lembrando as notas tropicais de nossos Charnonnay sul-americanos. Certamente um vinho mais gastronômico do que festivo, vai harmonizar bem com comida japonesa, peixe frito e mariscos. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands que o vende em sua loja virtual por R$ 80.

Saúde a todos!



18 dezembro 2017

Esvaziando a adega :: Miolo Terroir Merlot 2005


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Miolo
Uvas: 100% Merlot 
Maturação: 12 meses em barricas de carvalho francês
Álcool: 14%

Ainda fico esperando oportunidades para abrir meus vinhos brasileiros da histórica safra de 2005, mas preciso dar um jeito de abrir logo essas garrafas, pois eles já estão com 12 anos e posso ter alguma decepção profunda, embora isso ainda não tenha acontecido. 

Fazendo um churrasco em casa em um domingo desses resolvi abrir esse que é um dos exemplares mais importantes da uva Merlot em nosso país, um dos ícones da tradicional vinícola Miolo e eu tinha comigo que seria um vinho para longa guarda. 

Na taça a cor era rubi, com notas evoluídas nas bordas tendendo ao alaranjado. Muitas lágrimas e os resíduos normais apareceram já no fim da garrafa, porque não decantei o vinho. Não fiz isso porque simplesmente não me importo com as borras, coisa pessoal!

Os aromas, inicialmente fechados, apresentaram complexidade à medida em que foram abrindo. Primeiro uma clara lembrança de azeitona preta, depois a boa fruta madura, compota, notas tostadas e tabaco. 

Na boca a acidez marcante ainda estava lá. Vinho muito macio, intenso, bom corpo, com taninos já bem amaciados, mas marcando as gengivas com uma adstringência viva. Final longo, prazeroso. Evidentemente o vinho perdeu potência e ganhou notas evoluídas, mas foi um dos vinhos brasileiros antigos mais prazerosos que experimentei. Esvaziamos a garrafa! 

Foram elaboradas 22.000 garrafas e abrimos a de nº 2.056. 


Detalhes da compra:

Obviamente, não há como precisar quanto paguei por essa garrafa, mas a Miolo vende a safra 2015 por R$ 154. 

A safra atual já recebe o selo de Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, distinção que não existia em 2005, porque a região ainda era uma Indicação de Procedência.  

Saúde a todos!



04 dezembro 2017

Um belo Syrah italiano :: Falesco Tellus Syrah 2015


País: Itália
Região: IGT Lazio 
Produtor: Falesco
Uvas: 100% Syrah
Maturação:5 meses em barricas de carvalho de 2º uso
Álcool: 14%

A Syrah é uma das uvas tintas que mais gosto de beber, assim como a Cabernet Franc, especialmente se vierem do Velho Mundo. Infelizmente a oferta não é tão grande assim em minha região, pois temos muitos argentinos e chilenos que, confesso, já não me trazem muitas surpresas, embora sejam muito bons. 

Então, ter a oportunidade de reencontrar esse belo Syrah italiano foi uma ótima experiência. 

Apenas a título de curiosidade, segue informação sobre o bonito rótulo do vinho, que está em uma garrafa diferente, que em primeiro momento nem parece ter 750 ml: 

"Tellus é a deusa romana da terra, sua garrafa, inspirada nas antigas garrafas do império romano, é diferente e chama a atenção. Seu rótulo, foi criado em 2009, é o quadro ganhador de um concurso com artistas no Castel Sant'Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto".

O vinho não lembra os exemplares sul-americanos. Tem muita elegância e personalidade, com boa acidez e vocação gastronômica. A madeira é discreta, embora presente. Tem coloração rubi com reflexos violeta, límpido e brilhante. Não é muito denso em cores.  

Nos aromas há muita fruta fresca, cereja, especiarias e uma lembrança muito discreta da madeira. Tem taninos macios, boa acidez, equilíbrio e elegância. Tem corpo mediano, sensação de muito equilíbrio, final persistente. 

Sem excessos, dá vontade de não parar de beber. 

Será um ótimo para massas com molhos densos, queijos mais curados, pizzas, carnes vermelhas. As especiarias não são problema para esse vinho. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands, que o vende em sua loja virtual por R$ 113. 

Saúde a todos!



28 setembro 2017

Esse está com tudo no lugar :: Columbia Crest Grand Estates Cabernet Sauvignon 2013


País: Estados Unidos
Região: Columbia Valley (Washington)
Produtor: Columbia Crest
Uvas: 87% Cabernet Sauvignon, 7% Merlot e 6% Syrah
Maturação: 14 a 16 meses em barricas francesas (25% novas) e americanas.
Álcool: 13,5%

Há tempos não provava um vinho norte-americano tão prazeroso. Equilibrado, intenso, sem excessos e muito fácil de beber. Sem as notas adocicadas que aparecem em muitos tintos daquelas bandas, sem madeira exagerada e sem álcool queimando. Tudo no lugar!

Na taça um rubi intenso e brilhante. Aromas intensos lembrando frutos vermelhos, notas de groselha e chocolate. Na boca é surpreendentemente elegante e equilibrado, muito fácil de beber, com taninos macios, boa acidez e frutado muito agradável, sem ser cansativo. De corpo médio, tem certa potência conferida pelo álcool, mas sem desequilíbrio. Madeira bem integrada.  

Final de boa persistência, dando vontade de mais um gole em razão da acidez refrescante. Vai ser um bom par para uma infinidade de pratos, mas as carnes grelhadas, massas com molhos mais poderosos como um belo ragu, queijos maduros e embutidos. 

Está pronto agora para apresentar o seu melhor, embora possa ser guardado por mais 1 ano, acredito.  

O mapa da região vinícola de Washington (EUA), com Columbia Valley em lilás.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands, que o vende em sua loja virtual a R$125.

Saúde a todos!



24 setembro 2017

Bela experiência com um tinto brasileiro de 11 anos :: Marco Luigi Grande Reserva Cabernet Sauvignon 2006


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos (Serra Gaúcha)
Produtor: Marco Luigi
Uvas: 100% Cabernet Sauvignon
Maturação: 20 meses de maturação em barricas de carvalho
Álcool: 13,5%

Na mesma noite de pizzas na casa do Marcel e da Carol esse tinto brasileiro "apareceu" na adega deles. Na verdade, ninguém sabe quem levou, nem quando... mas, como a adega me foi liberada não tive dúvida em abri-lo, movido pela grande curiosidade de provas vinhos com tanta idade. 

O vinho surpreendeu, porque mesmo com 11 anos de idade não apresentou demasiados sinais do tempo, como depósitos no fundo da garrafa, aquela fruta "passada do ponto" e um certo "peso" que pode deixar o vinho mais difícil de agradar. Ao contrário, esteve vivo e prazeroso durante todo tempo em que foi degustado, porque a primeira taça e a última foram minhas, justamente para observar essas características. 

Na taça uma cor viva, rubi, com bordas discretamente alaranjadas, fruto da ação do tempo. Sem turbidez. Lágrimas grossas nas paredes da taça. 

Aromas fechados de início, aparecendo notas terciárias. Com um tempo respirando na taça, apareceram notas de fruta em compota, leve tabaco e ervas secas.  

Em boca está macio, com taninos ainda presentes, bem finos. Acidez marcante. As notas de evolução, formaram bom conjunto com frutos compotados, feno, tostado e ervas secas. Madeira elegante, bem integrada. Final médio-longo, repetindo tudo. Vinho bem vivo e prazeroso, repito. 

A produção desse grande reserva foi limitada a 5.000 garrafas e abrimos a de número 2.900.


Detalhes da compra

Esse é um vinho que não é mais comercializado, mas considerando os preços das demais linhas acredito que custaria atualmente algo entre 80-100 reais. 

Saúde a todos!



18 setembro 2017

Foi bem com as pizzas, mas combina com quase tudo :: Torcicoda Primitivo Salento IGT 2014


País: Itália
Região: Salento (Puglia)
Produtor: Tormaresca 
Uvas: 100% Primitivo
Maturação: 10 meses em carvalho francês e húngaro + 8 meses em garrafa 
Álcool: 14%

Em uma noite de pizzas na casa dos amigos Marcel e Carol (Sabor Sonoro) levei esse vinho porque a alegria da uva Primitivo e a descontração de algumas fornadas na companhia de amigos combinavam perfeitamente. E de fato foi assim!

Por uma coincidência (juro que não foi planejado) é o segundo Primitivo em sequência que aparece aqui no blog. Embora eu prefira a diversidade de vinhos para aparecerem aqui, creio que os leitores não se sentirão frustrados, pois essa uva é muito querida pelos brasileiros, como escrevi no vinho anterior (relembre).

O vinho de hoje também vem da região de Salento, na Puglia, sendo elaborado exclusivamente com essa uva. A passagem por barricas não é tão longa e penso que os 10 meses acrescidos aos 8 meses de maturação em garrafa busquem a perfeita integração da madeira com a fruta, sem excessos. E foi isso que encontrei na taça. 


A bonita propriedade.

Na taça a coloração é rubi, com alguma transparência e reflexos violáceos. Os aromas são típicos, frutos vermelhos, especiarias e notas abaunilhadas. Na boca é fácil de agradar, harmônico, com taninos presentes, mas amaciados, sem serem rascantes, ótima acidez, fruta em abundância, com destaques para alguma presença de fruta em compota, temperos e a madeira em ótimo equilíbrio. Final persistente. 

Realmente um vinho muito fácil de beber, equilibrado, com estrutura (taninos + acidez) que ativam aquela vontade lá no fundo do cérebro de beber mais algumas taças!!!

Está em ótimo momento agora, mas poderia ser guardado por mais 1 ano sem problemas. 

Combina com uma infinidade de pratos e foi muito bem com todas as pizzas que saíram do forno, mas pode também ser um excelente par para queijos maduros, carnes grelhadas. 

Sei que muitos adoram a Primitivo apenas como aperitivo, mas sua vocação gastronômica pede um belo acompanhamento, mas calma... não vamos abri-lo com os pratos crus da comida japonesa, com tenho visto por aí.   


Detalhes da compra

Esse vinho é importado pela Winebrands, que o vende em sua loja virtual por R$ 149.

Saúde a todos!





07 setembro 2017

Um bom exemplar da apaixonante Primitivo :: 12 e Mezzo Primitivo del Salento IGP 2015


País: Itália
Região: Salento (Puglia)
Produtor: Varvaglione
Uvas: 100% Primitivo
Maturação: 12 meses de maturação em barricas de carvalho americano
Álcool: 12,4%

Conheço muitas pessoas que iniciaram no mundos dos vinhos e logo de cara se apaixonaram pela uva Primitivo, que para alguns é a mesma Zinfandel tão conhecida dos norte-americanos. Particularmente, prefiro uma versão mais científica que diz que elas possuem DNA muito próximos, talvez sejam primas-irmãs!

E porque essa uva cai na graça das pessoas tão facilmente assim? Primeiro porque os vinhos elaborados com ela parecem ter um adocicado que é muito agradável, justamente porque são acompanhados de uma boa acidez, típica dos vinhos italianos. São vinhos fáceis de beber, harmonizam com uma variedade enorme de pratos e por isso mesmo os iniciantes se encantam. 

O vinho de hoje vem da região italiana da Puglia, mais precisamente de Salento, que juntamente com Manduria, elabora os principais vinhos com essa uva. Os 12 meses de barricas de carvalho deixaram o vinho mais robusto, aromático e moderno. 

Na taça tem uma coloração rubi, brilhante e límpido. Os aromas são cativantes, remetendo a cereja, ameixa e chocolate. Na boca tem boa estrutura, notas levemente adocicadas e ótima acidez. Os taninos estão presentes e formam um conjunto gastronômico, fácil de beber e harmonizar. Final persistência, com frutado sendo repetido e notas de baunilha e chocolate aparecendo. Tem 12,5% de teor alcoólico. 

Harmonização: pizzas, uma boa tábua de frios e queijos, carnes grelhadas... ou simplesmente beber aos pouquinhos, apreciando as boas características dos vinhos com essa variedade.  


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e vendido aqui em Uberlândia por R$ 104.

Saúde a todos!



20 agosto 2017

Outra ótima compra :: Terra de Caniços Branco 2015


País: Portugal
Região: Tejo
Produtor: Enoport
Uvas: Arinto (50%) + Fernão Pires (50%)
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 12,5%

Seguindo a mesma linha do tinto já comentado aqui no último domingo, esse branco é uma ótima compra, pois entrega um resultado muito interessante pelo preço que se paga pela garrafa. Um vinho sem arestas, de boa intensidade aromática e em boca não deixa por menos. 

Na taça esse amarelo bem clarinho da foto, com reflexos esverdeados, límpido e brilhante. Aromas intensos, refrescantes, lembrando frutos cítricos e tropicais, especialmente uma lembrança muito clara de lichia e algumas especiarias, como alecrim. 

Em boca é leve, refrescante, intenso, com boa acidez, fácil de beber e ótimo para acompanhar petiscos e algumas comidas mais gordurosas, como frituras. Tem acidez para isso. Os frutos cítricos e tropicais aparecem novamente formando um conjunto harmônico e um final de média persistência. 

Confesso que fiquei ligeiramente inclinado a achar que branco está um pouquinho à frente do tinto. Coisa de milímetros...


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e pode ser comprado aqui em Uberlândia por R$ 46. 

Saúde a todos!



13 agosto 2017

Ótima compra por R$ 46 :: Terra de Caniços Tinto 2015


País: Portugal
Região: Tejo
Produtor: Enoport
Uvas: Castelão (40%) + Trincadeira (40%) + Touriga Nacional (20%)
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 13%

Os vinhos aumentaram muito de preço nos últimos 2-3 anos. Motivos não faltam para explicar, principalmente por conta da alta dos tributos e da inflação. Mas, na carona dessas desculpas tem sempre o importador mais ganancioso. Enfim, quero dizer que há poucos vinhos realmente interessantes em faixa de preço mais acessível. 

Esse tinto português, que vem da região do Tejo, me deixou satisfeito porque é um vinho muito fácil de beber, harmônico, sem excessos e deixará feliz mesmo aquele seu convidado que não está muito acostumado aos vinhos secos. Um corte de tradicionais uvas portuguesas e que não passa por barricas de carvalho. 

Na taça a cor é rubi, brilhante, com boa transparência. Aromas em boa intensidade, muita fruta vermelha madura, algo de especiarias e compota. Na boca é macio, com taninos doces e ótima acidez. Equilibrado, sem nenhuma agressividade. Final de boa persistência, marcado por aquela lembrança de frutos em compota e notas especiadas. Muito agradável!

Pode servir a penas como aperitivo, para bebericar com os amigos, mas se for pensar em harmonização a lista é bem ampla, podendo acompanhar o churrasco, mas também a pizza ou uma tábua de queijos. Vai bem com quase tudo.   


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e vendido aqui em Uberlândia por R$ 46, uma ótima compra.

Saúde a todos!