12 abril 2017

Eis aqui um vinho honesto :: Casa Agrícola Portugal Tinto 2015



País: Portugal
Região: Tejo
Uvas: Trincadeira, Castelão e Aragonez
Maturação: sem passagem por madeira.  
Álcool: 13% 

Sempre gostei de correr riscos no mundo vinho, especialmente encontrar vinhos de boa qualidade e com preço justo, o que nós chamamos comumente de boa relação custo x beneficio. Ou, em português mais claro, um vinho honesto!

Esse é um tinto básico da Casa Agrícola Portugal, que elabora seus vinhos na região do Tejo, nas proximidades da região de Santarém. Aposta em variedades tradicionais do país, como Trincadeira, Touriga Nacional, Aragonês, Fernão Pires, Verdelho e Alicante Bouschet, mas também em uvas internacionais, como Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling e Gewürztraminer.

O que mais me agradou nesse vinho foi sua boa estrutura, com taninos firmes, ótima acidez e uma capacidade gastronômica enorme. É um vinho seco, sem notas adocicadas que deixam o vinho enjoativo. A fruta está presente nos aromas e em boca, com lembrança de amoras e algumas especiarias.

Um vinho muito correto e com muitos atributos, embora sem grandes complexidades. Para ser bebido com acompanhamento de um bom prato que não precisa ser muito leve, porque tem boa estrutura. O produtor indica pizzas, massas e carnes brancas, mas seguramente você pode apostar em algo de mais robusto, como pratos à base de carnes vermelhas.

Não foi elaborado para ser guardado. Beba logo!


Detalhes da compra

Não tenho informações sobre o importador, porque ganhei essa garrafa, mas a informação que tenho é que no mercado é encontrado na faixa dos R$ 26-30.

Saúde a todos!



03 abril 2017

Divulgação :: Amanhã no MasterChef da Band o vinho brasileiro será protagonista

Rótulos Casa Valduga, Vinícola Aurora e Casa Perini - FOTO: Carlos Reinis

Programa televisivo irá ar a partir das 22h30min, pela Band. Primeira prova externa desafiará os 20 competidores a harmonizar menus com rótulos nacionais 

Nesta terça-feira (4), a partir das 22h30min, irá ao ar pela Band a primeira prova coletiva fora do estúdio da quarta temporada de MasterChef Brasil. Com articulação do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o episódio gravado nos dias 4, 5 e 6 de março, nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, terá como desafio a elaboração de menus acompanhados de vinhos nacionais.

A harmonização de três rótulos com pratos que evocassem à culinária das culturas italiana e alemã servirá de mote para a apresentação da produção vitivinícola brasileira aos 20 competidores, aos jurados da atração, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, e, por consequência, à prestigiada audiência do talent show. Nos cardápios criados pelos times azul e vermelho, o espumante Brut 130, da Casa Valduga, acompanhará a entrada, o vinho tinto Reserva Merlot, da Vinícola Aurora, o prato principal, e o espumante moscatel rosé Aquarela, da Casa Perini, a sobremesa. A trinca será responsável por representar a diversidade e qualidade da vitivinicultura nacional no principal programa de gastronomia da televisão brasileira.

A prova será avaliada por 80 convidados, entre eles dirigentes do Ibravin, representantes de vinícolas e enófilos, que terão a difícil missão de eleger a equipe vencedora.

Time vermelho, Henrique Fogaça e Paola Carosella - FOTO: Carlos Reinis/Band

O MasterChef Brasil é transmitido pela Band às terças-feiras, às 22h30min, com exibição simultânea no site e no aplicativo da emissora para smartphones, sendo também reproduzido pelo Discovery Home & Health, nas sextas, às 19h20min, com reapresentação aos domingos às 21h45min.        

SOBRE OS VINHOS DA PROVA      

Brut 130         
O Casa Valduga Brut 130 foi elaborado em 2005 para comemorar os 130 anos da chegada da Família Valduga ao Brasil. Considerado um dos destaques da vinícola, o Brut 130 tornou-se um dos espumantes ícones do país e já ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais. O espumante que já está presente em diversos países, como Estados Unidos e Alemanha, conquistou medalha de prata no Decanter Wine Awards 2016, uma das mais importantes premiações do mundo, e também já foi condecorado com medalha de ouro, no Effervescents du Monde, realizado na França. Elaborado pelo método tradicional, também conhecido como Champenoise, segue os moldes de Champagne, na França. O espumante Brut 130 é elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir de safras especiais e, após a refermentação, matura por 36 meses na penumbra das caves subterrâneas. O rótulo possui perlage fascinante, coloração dourada e aromas que lembram frutas brancas, frutas secas como amêndoas e um leve tostado que proporciona elegância e complexidade exuberante à bebida. Em boca, apresenta acidez equilibrada e notável cremosidade. É um espumante de caráter único que pode ser harmonizado com pratos frios, peixes, carnes brancas, queijos mais jovens, além de massas com molhos leves.           

Aurora Reserva Merlot        
O vinho Aurora Reserva Merlot integrou a seleção TOP 100 do Mundo em 2014, pelas premiações que acumulou nos mais importantes concursos internacionais. O Aurora Reserva Merlot 2016, que está no mercado, foi elaborado 100% com uvas Merlot da safra, cultivadas em parreirais de produtores da Cooperativa Vinícola Aurora, na Serra Gaúcha. Passou por vinificação clássica, com estágio de seis meses em barricas de carvalho, francês e americano, e tem 13% de álcool. Apresenta coloração rubi com tons violáceos, aromas intensos de frutas vermelhas maduras e em compota, paladar elegante, equilibrado, bom corpo e persistência muito boa. Final de boca agradável, confirmando os adocicados toques de frutas vermelhas em compota. O vinho Aurora Reserva Merlot é ideal para acompanhar bacalhau, massas com molhos leves, como os de tomate e funghi, carnes vermelhas grelhadas e queijos médios.

Aquarela
O Casa Perini Aquarela foi o primeiro espumante moscatel rosé lançado no Brasil. Ele é o resultado do harmônico assemblage das variedades Moscato Branco, Moscato Gallo e Moscato de Hamburgo, sendo este último o responsável por conferir uma tonalidade levemente rosada ao espumante. Possui borbulhas que formam uma bela coroa de espuma na taça e aromas com notas cítricas que remetem à casca de laranja e flores como o jasmim. É um espumante super premiado nacional e internacionalmente, com destaque para Medalha de Prata no Vinalies 2015, na França, e medalha de ouro no VII Concurso Internacional de Vinhos do Brasil 2016. Para harmonizar este produto, a sugestão são canapés e entradas com sabores doces ou com frutas e geleias, além de sobremesas a base de creme ou torta de frutas. 

Time azul e Erick Jacquin - FOTO: Carlos Reinis/Band

SOBRE AS VINÍCOLAS         

Casa Valduga 
Localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), a Casa Valduga possui a maior adega de espumantes da América Latina e foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método tradicional (champenoise) para elaborar espumantes ícones. Investe em produtos com padrão de excelência reconhecidos mundialmente e busca sempre inovar nos conceitos de elaboração e apresentação de seus vinhos.

Vinícola Aurora         
Com 86 anos de história, a Vinícola Aurora é a mais premiada do Brasil nos concursos internacionais. É uma cooperativa com 1.100 produtores de uvas e possui uma propriedade em Pinto Bandeira, de paisagem exuberante com parreirais no plano e em encostas, a Aurora Pinto Bandeira. Nessa área específica, a maior vinícola brasileira cultiva uvas para elaboração de vinhos com Indicação de Procedência (IP) na sua linha Aurora Pinto Bandeira. Seus demais rótulos, incluindo os Aurora Reserva, são elaborados com as uvas cultivadas pelas famílias associadas da cooperativa, responsáveis por uma safra de 71,5 milhões de quilos este ano, que contam com total acompanhamento dos técnicos e agrônomos da Aurora em todas as fases do ano.  A Vinícola Aurora está presente em todo o território nacional e exporta, para 20 países, parte de seu portfólio composto por 13 marcas e mais de 200 itens.  

Casa Perini
Uma das cinco principais vinícolas do Brasil, a Casa Perini, situada no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, é uma vinícola familiar que produz vinhos desde 1970, sendo que a família cultiva videiras desde 1929. Os vinhos são elaborados com uvas provenientes de vinhedos plantados com mudas europeias certificadas. A Casa Perini oferece mais de 90 itens de produtos derivados de uvas para cinco mil clientes no Brasil. Entre os produtos, a vinícola conta com a linha Perini (Linha Premium), Casa Perini (Vinhos finos e espumantes), Arbo e Macaw (Vinhos finos), além dos sucos de uva integral Perini.       

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Brasileiro do Vinho - IBRAVIN

02 abril 2017

Robusto e marcante :: Casas del Bosque Gran Reserva Syrah 2014




País: Chile 
Região: Vale de Casablanca
Produtor: Casas del Bosque 
Uvas: 100% Syrah
Maturação: 11 meses em barricas de carvalho francês (65% novas e 35% de segundo uso) + 6 meses em cave antes de ser comercializado.  
Álcool: 14% 

Os vinhos desse produtor eu conheci em 2011, quando visitamos a vinícola e conhecemos suas instalações e o ótimo restaurante. Esse vinho é um Gran Reserva, de uma linha superior, mais robustos, intensos e com maior capacidade de guarda. Longe de serem delicados, são vinhos mais impactantes, tanto os tintos quanto os brancos. 

Na taça tem coloração rubi, com reflexos púrpura, ainda bem jovem. Aromas intensos lembrando frutos negros, com um tostado bem presente em razão da passagem por barricas de carvalho. Na boca é impactante, com fruta bem presente, groselha e frutos negros, mas a madeira ganha espaço, com notas de tabaco e cedro. Acidez mediana e taninos firmes, ainda rascantes, que irão amaciar com o tempo de guarda. 

Final longo, persistente, com boa mescla entre fruta e madeira. Álcool sem incomodar, apesar dos 14% de teor. Vinho ainda bem jovem, que deve ficar mais dócil nos próximos 2-3 anos, se bem armazenado. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno do Brasil e vendido em sua loja virtual por R$ 128. 

Saúde a todos!



09 março 2017

Mais um branco espanhol que vale a pena provar :: Honoro Vera Blanco Verdejo 2015


De uns tempos para cá os vinhos brancos tem feito mais sucesso em casa do que os tintos. E dentre as uvas brancas a Verdejo tem sido muito frequente em nossas taças, como já disse aqui há um tempo atrás. 

O vinho de hoje é elaborado pela Bodegas Juan Gil, fundada em 1916 e atualmente é administrada pelos bisnetos de seu fundador, Juan Gil Giménez. Possui 120 hectares de terras, ocupados principalmente com a uva Monastrell, originária da região. Já comentei um ótimo Moscatel seco deles aqui no blog (relembre).

As uvas desse vinho vêm da região de Rueda, localizada a noroeste do país, na comunidade de Castilla y León. Seu status de Denominación de Origen (DO) foi adquirida em 1980.

É um 100% Verdejo, sem passagem por madeira, apenas um período de afinamento em aço inoxidável. Tem 13% de álcool.

Na taça uma coloração amarelo palha. No nariz aromas de flores brancas e frutas frescas, mas alguma tropicalidade em segundo plano. Na boca é leve, muito fresco e de bom equilíbrio. Levíssimas notas adocicadas deixando o vinho mais maduro, com maior destaque para frutos brancos, como melão. Vinho com ótimo equilíbrio, de boa acidez e final persistente.

Vinho ideal para quem gosta desse estilo privilegiando o frescor e a fruta fresca, sem interferência da madeira ou o peso do álcool. Ideal para uma infinidade de pratos à base de frutos do mar, paella, risotos e saladas.


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Mercovino e consigo comprá-lo aqui em Uberlândia por R$ 95.

Saúde a todos!




01 março 2017

Para todos os bolsos :: Aurora Reserva Chardonnay 2015


Já falei aqui no blog inúmeras vezes sobre o meu respeito pela história, tradição e produtos da Vinícola Aurora, então vou direto ao ponto: o vinho de hoje!

Ele é um 100% Chardonnay, elaborado com uvas da Serra Gaúcha, ou seja, não vem necessariamente do Vale dos Vinhedos ou de Pinto Bandeira, onde a vinícola mantém projetos. Mas certamente vem de uma região em que a acidez das uvas brancas garante espumantes e vinhos tranquilos de ótima acidez. 

Não sei precisar o tempo que passa em carvalho, mas o site da vinícola indica que o vinho passa por fermentação malolática em barricas francesas. Nessa fermentação o ácido málico se transforma em ácido lático, com objetivo de controlar a acidez e "amaciar" o vinho. Nesse caso como ela acontece em barricas o produto final ganha em aromas e sabores amanteigados, lembrança de baunilha, que são o ponto alto desse vinho que é uma versão que lembra os famosos chardonnay californianos. Um estilo intenso e de grande personalidade, mas em que as características primárias da fruta ficam menos evidentes. 

Na taça uma coloração intensa, amarelo-dourado. Nos aromas uma predominância muito clara dos aromas amanteigados, abaunilhados, mas também uma presença intensa de frutos tropicais maduros, como abacaxi, maçã verde e, dependendo da temperatura, banana. 

Em boca tem corpo mediano, repetindo todas as características aromáticas, com uma bela acidez, deixando o vinho amigável para inúmeras harmonizações, como carnes brancas, risotos e massas com molho branco. 

Final um tanto ligeiro, com um elegante tostado aparecendo no palato. Tem 13% de álcool. Uma boa compra, especialmente para os que preferem esse estilo mais maduro nos chardonnay.   


Detalhes da compra:

Esse vinho é facilmente encontrado em supermercados Brasil a fora. Aqui em Uberlândia paguei R$ 37,90 e a vinícola o vende em sua loja virtual por R$ 46,90. 

Saúde a todos!


29 janeiro 2017

Interessante branco da Sicília :: Ferreri Sette Vigne Inzolia IGP 2015


Ultimamente em casa os brancos andam dominando. Não somente em razão do calor, mas porque estamos em uma fase em que os tintos não estão caindo bem, parecem pesados... fases da vida!

Esse é um italiano elaborado na região da Sicília, cujo produtor já esteve aqui antes com um surpreendente Nero D'Avola (relembre). A Ferreri & Bianco, especializada em duas uvas autóctones (nativas) da região: a branca Catarratto e a tinta Nero D'Avola, cultivadas em seus 50 hectares de vinhedos próprios, plantados em altitudes variando entre 250 e 500 metros.    

O vinho de hoje é elaborado com a Inzolia, variedade nativa da Sicília, sendo utilizada no vinho fortificado Marsala e nos vinhos brancos secos é par perfeito para outras uvas nativas da região, como a Catarratto e a Grillo. Na Toscana é chamada de Ansonica e faz par com a Vermentino. 

Na taça tem coloração dourado claro. Aromas cítricos e florais em destaque. Ervas aromáticas em segundo plano. Em boca é leve, refrescante, aparecendo notas tropicais, grande acidez e final mediano. Palato frutado e mineral. 

Embora seja um vinho leve, tem personalidade e complexidade. Gastronômico, para os pratos a base de frutos do mar, saladas e comida oriental condimentada. Não tem passagem por barricas de carvalho, apenas um afinamento em tanques de inox. Tem 12% de álcool.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e vendido aqui em Uberlândia por R$ 79.

Saúde a todos!






22 janeiro 2017

Cerveja do mês :: Goose Island Honkers Ale


- Família: Ale

- Estilo: Special Bitter

- Cervejaria: Goose Island Beer Company - Chicago/Illinois - EUA

- Teor alcoólico: 4,3%

- Preço: R$ 19,00.

Sempre compro a IPA dessa cervejaria, facilmente encontrada em algumas redes de supermercados, mas ainda não conhecia essa Ale, que estava em uma promoção. Normalmente o preço aqui em Uberlândia é um pouco mais alto, na casa dos R$ 22.

A Goose Island Beer Company iniciou suas atividades em 1987 como um bar-cervejaria, administrado por John Hall, que era então um executivo da indústria de embalagens. Essa iniciativa surgiu após uma viagem do fundador à Europa, quando experimentou vários estilos de cervejas em muitas regiões produtoras, concluindo que "a América merece cervejas tão boas quanto essas".

Essa cerveja é uma Ale (de alta fermentação) e pertence ao estilo Special Bitter, que reúne cervejas sem grandes complexidades e com teor alcoólico mais baixo, e amargor moderado na faixa de 25-40 IBU, mas menos amarga que uma India Pale Ale. Suas características principais privilegiam o malte. Essa tem 30 IBU.

A coloração é âmbar. Os aromas reúnem características dos maltes, como caramelo, bala toffe, um leve tostado e notas frutadas. Na boca tem ótimo equilíbrio entre as notas maltadas e o amargor não muito proeminente dos lúpulos utilizados (Golding Celeia, Pilgrim e Styrian). Final com destaque no palato para um tostado bem presente e o amargor dos lúpulos.  

É refrescante, sem se tornar cansativa, doce ou amarga em demasia. Tem leveza para servir apenas como aperitivo, mas acompanhará uma infinidade de pratos, especialmente as carnes vermelhas (com molho barbecue ou bacon), salsichas assadas etc.    

Não é uma cerveja espetacular, mas é daquelas que podem servir de "porta de entrada" para os que ainda não se acostumaram com a presença amarga do lúpulo, algo muito comum no mundo das cervejas especiais.

O teor alcoólico de 4,3% a deixa bem amigável, fácil de beber.



Saúde a todos!

15 janeiro 2017

Boa experiência :: Quinta da Romeira Espumante Bruto DOC 2012


No fim de 2016 fiz algumas compras de espumantes diferentes para provarmos aqui em casa, porque na faixa de preços que costumamos comprar os produtos brasileiros são muito competitivos, então resolvemos variar um pouco apostando em outros países.

O primeiro que provamos foi esse da Quinta da Romeira, propriedade que existe desde 1703. Tem área total de 130 hectares, sendo que desse total há vinhedos em 75 deles, dedicados especialmente à variedade Arinto, ícone dos vinhos brancos nessa área de Portugal. 

O espumante vem de uma DOC chamada Bucelas, uma sub-região de Lisboa (leia mais). Nela a vinícola tem 50 hectares da uva Arinto, considerada a mais extensa área de vinha contínua dessa importante variedade.

Esse espumante é elaborado com 100% Arinto e passa 18 meses em contato com as leveduras para ganhar complexidade. Tem 12,5% de álcool e o método de elaboração é o tradicional (champenoise). 

Na taça a cor é amarela, com reflexos dourados. No aromas revelou-se um espumante maduro, com muita fruta madura e um tostado indicando que o vinho base tenha uma pequena passagem por barricas de carvalho ou o licor de expedição adicionado pelo enólogo após o dégorgement tenha algum destilado. Enfim, um espumante de boa complexidade nos aromas. 

Na boca é seco, continuou se mostrando maduro, complexo e muito agradável. As notas da fermentação estão bem presentes e novamente apareceu o elegante tostado. A acidez é mediana, o que deixou o vinho menos refrescante do que poderia ser. Final de boa persistência, revelando elegância e complexidade. 

Produto que eu certamente provaria de novo, mas que não aconselho para os paladares menos acostumados a espumantes de maior complexidade, porque se mostrou mais potente que a maioria dos brut brasileiros na mesma faixa de preços.


Detalhes da compra:

O espumante é importado pela Wine e paguei R$ 64 pela garrafa.

Saúde a todos!






08 janeiro 2017

Compra muito segura :: Susana Balbo Tradición Red Blend 2012


Bebemos esse vinho em casa em dezembro do ano passado. Um tinto argentino robusto, no estilo que consagrou os vinhos argentinos pelo mundo: madeira, álcool e muita fruta. Mas, no caso desse aqui esses ingredientes estavam em harmonia e o vinho não ficou tão pancadão. 

A produtora é a conhecidíssima enóloga Susana Balbo, que em 1981 tornou-se a primeira enóloga da Argentina e desde então foi consultora em importantes vinícolas pelo mundo, foi presidente da Wines of Argentina por três vezes, sendo considerada um ícone da indústria vitivinícola não somente na Argentina como em todo o mundo do vinho.

Em 1999 cria sua própria vinícola, a Susana Balbo Wines, que parte da ideia central de que a "pedra angular da enologia é a arte de elaborar os cortes, é a expressão máxima do talento do enólogo". 

O vinho de hoje, portanto, é um corte de três variedades que variam de safra para safra. Nesse 2012 o blend foi de Malbec (75%), Cabernet Sauvignon (20%) e Cabernet Franc (5%), que passou 8 meses por barricas de carvalho francês e americano.

Como dito acima, o vinho representa as marcantes características dos tintos argentinos. Na taça tem coloração púrpura, sem notas de evolução. Aromas lembrando ameixa, cerejas pretas, frutos vermelhos, baunilha e notas picantes. Corpo mediano, boa estrutura, com taninos maduros e com alguma rispidez ainda.

Acidez mediana. Vinho muito agradável, com boa harmonia entre madeira, fruta e álcool, sem agressividades. Final longo e prazeroso. Segundo o importador é ideal para harmonizar com picanha grelhada, espaguete com presunto cru, queijos amarelos e risotos com carnes vermelhas. 

Tem 14% de álcool, sem incomodar. Segundo a vinícola sua capacidade de guarda é de 6 anos. Porém, acredito que esteja em ótimo momento agora. 


Detalhes da compra

O importador dos vinhos de Susana Balbo para o Brasil é a Cantu. Comprei essa garrafa em Uberlândia pagando R$ 76. 

Saúde a todos!


01 janeiro 2017

Para começar o ano em grande estilo :: Ombú Reserve Petit Verdot 2016 #CBE


O primeiro vinho do ano é para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, nossa brincadeira virtual que em fevereiro completará 10 anos de atividades. A primeira e única confraria brasileira nesse formato e que tive o prazer de fundar, juntamente com outros blogueiros naquele distante ano, quando ainda éramos pouquíssimos blogueiros. 

O tema foi indicado pelo confrade Victor Beltrami, do blog Balaio do Victor, que assim pediu a todos: "um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização". 

Bom... o tema é realmente desafiador, mas devo de início pedir desculpas ao confrade, porque não consegui um vinho de um país que ainda não tenha sido provado. Afinal, já foram muitos países e em minha região não é tão fácil encontrar vinhos assim tão diferentes. 

Então, proponho - espero que aceitem - adaptar o tema para o seguinte: um país que eu gostaria de provar mais e uma uva que igualmente eu gostaria de provar mais vezes. Assim, escolhi um tinto do Uruguai com a uva Petit Verdot. Espero ser absolvido, Victor!

O vinho é elaborado pela Bracco Bosca, jovem vinícola fundada em 2005, mas possui vinhedos que são da família há 5 gerações. Originários do Piemonte (Itália), se instalaram na região de Atlántida para continuar a tradição do vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração púrpura, bem jovem, límpido e brilhante. Aromas de boa complexidade, com frutas vermelhas e negras, flores, especiarias e notas lembrando couro. Boa concentração, corpo mediano, muito fácil de beber. Boa fruta, mineralidade, taninos macios e acidez marcante.

Final boa persistência. Harmônico, presença discreta da madeira. Aproxima-se mais de um vinho do Velho Mundo. Tem 13,8% de álcool e metade do vinho passou 5 meses por barricas de carvalho, ganhando harmonia, mas sem que a madeira interfira de maneira intensa no resultado final.



Ombú é uma árvore nativa do Uruguai e que também está presente na região da vinícola. Segundo uma história local, os antigos proprietários das terras da vinícola tinham o costume de guardar suas riquezas sob a árvore Ombú. Com o passar dos anos, a árvore acabou sendo atingida por um raio e perdeu suas folhas. Com o surgimento da vinícola, a árvore ganhou vida novamente, trazendo um significado para a Bracco Bosca de que seus vinhedos são a sua maior riqueza.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e vendido em sua loja virtual por R$ 135 para clientes de Minas Gerais. 

* Esse é o 124º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!