02 dezembro 2016

Para o bacalhau das festas :: Prova Régia Reserva Bucelas DOC 2014 #CBE


A Confraria Brasileira de Enoblogs completará 10 anos em fevereiro e está a todo vapor e o tema desse mês foi muito bem escolhido pelo confrade Felipe Silva, do blog BebadoVinho, que pensou nas festas de fim de ano para escolher o vinho do mês: 

"Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo".

Pois bem!

Quando penso em bacalhau penso em vinhos brancos mais maduros e estruturados, como os Viognier e os Verdejo espanhóis. Mas, como nosso confrade indicou necessariamente um português e com a uva Arinto, decidi por esse 100% elaborado com essa variedade e dentro de uma faixa de preços interessante.   

O produtor é bem seguro, a Quinta da Romeira, propriedade que existe desde 1703. Tem área total de 130 hectares, sendo que desse total há vinhedos em 75 deles, dedicados especialmente à variedade Arinto, ícone dos vinhos brancos nessa área de Portugal.

Na taça a coloração é de um dourado intenso. Na taça os aromas são bem maduros, frutos tropicais , frutos brancos e notas amendoadas. Como teve breve passagem por madeira e também 1 mês de contato com as borras da fermentação, adquiriu uma boa complexidade no nariz que se refletiu em boca.

No primeiro gole confirmou sua intensidade e caráter maduro. Boa acidez. Final um tanto ligeiro, mas muito agradável. Palato com notas minerais em destaque. Boa capacidade gastronômica. Pode acompanhar pratos mais robustos à base de bacalhau!

O álcool a 13,5% deu potência, mas sem qualquer desequilíbrio. Um vinho maduro, de boa complexidade e acidez marcantes. São fortes atributos que fazem desse vinho uma ótima compra pelo preço encontrado.


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Wine, que o vende em seu site por R$ 57,80,  mas para os associados de seu clube sai mais barato.

* Esse é o 123º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



27 novembro 2016

Mais um belo tinto espanhol de Jumilla, mas dessa vez orgânico: Honoro Vera Monastrell NOP 2015


Minha experiência com vinhos orgânicos não é vasta e coleciono algumas decepções. Então, sou daqueles que avaliam esse tipo de vinho sem levar em consideração essa origem orgânica ou ecológica, porque não tenho parâmetros para avaliar. Aliás, confesso algumas decepções com vinhos que pareciam "cozidos"... pode ser pura ignorância minha, mas não gostei dessas experiências!  

Esse aqui deixou boas impressões. É um 100% Monastrell, da região espanhola de Jumilla, elaborada por uma respeitável bodega, a Juan Gil, fundada em 1916 e atualmente administrada pelos bisnetos de seu fundador, Juan Gil Giménez. Possui 120 hectares de terras, ocupados principalmente com a uva Monastrell, originária da região.

Segundo o site da vinícola, o vinho é elaborado com uvas de vinhedos ecológicos, respeitando normas da União Europeia e dos Estados Unidos. Não há irrigação e a região é pobre em chuvas, não ultrapassando 300 mm de chuvas anuais, sem necessidade de adição de produtos fitosanitários. 

A sigla NOP no rótulo do vinho indica que está adequado às normas certificadoras dos Estados Unidos.  

Na taça a coloração é rubi. Aromas doces, destaques para frutos vermelhos, flores, geleia e discretas notas vegetais. Em boca tem taninos macios e acidez média. Tem corpo médio, mas os 15% de teor alcoólico lhe dão potência e não há desequilíbrio mesmo com todo esse álcool. Tem-se a sensação de ser levemente adocicado, mas não é demi-sèc. Agradável a diversos paladares.

Final de boa persistência. Vinho de personalidade, sem passagem por madeira, apenas um tempo de afinamento em tanques de aço inoxidável. Para ser bebido jovem, em no máximo 2 anos para que todas as características sejam aproveitadas ao máximo.  

A vinícola indica para harmonização: massas, pescados brancos e auis, queijos de cabra, embutidos sem muitos condimentos, carnes brancas e vermelhas assadas. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e vendido a preços que variam entre R$82 e $91. 

Saúde a todos! 




20 novembro 2016

Esvaziando a adega :: Casa Valduga Premium Cabernet Sauvignon 2005


Quem me conhece sabe que aqui em casa guardamos muitas garrafas de tintos brasileiros da histórica safra 2005 e tenho aberto algumas delas, que na medida do possível estão aparecendo aqui no blog. 

Guardamos por muitos anos, em adega climatizada, três vinhos da Casa Valduga, de uma linha intermediária chamada de Premivm, antigamente elaborada apenas com vinhos do Vale dos Vinhedos. Atualmente apenas o Merlot dessa linha vem da mesma região e é chamado de Leopoldina, enquanto o Cabernet Sauvignon e o Cabernet Franc vêm da Campanha, rotulados como Raízes. 

O primeiro que escolhi para abrir foi esse Cabernet Sauvignon. Não anotei informações a respeito do tempo de madeira, mas salvo melhor juízo passa 8 meses por barricas francesas. Isso lhe confere um tostado bem evidente, uma característica dessa linha nessas safras mais antigas. Tem 13% de álcool.  

Na taça a coloração é rubi, com alguns reflexos demonstrando evolução. Muita intensidade aromática, com frutos vermelhos maduros, alguma fruta em compota, um tostado bem presente (como era esperado), especiarias e feno. 

Na boca estava muito vivo, com taninos ainda firmes, mesmo aos 11 anos de idade. A acidez característica dos tintos do Vale muito presente, fazendo a boca salivar. Muita fruta formando um conjunto intenso com o elegante e intenso tostado.  

Vinho gastronômico, seco, sem notas adocicadas, com final longo de boca, com a sensação dúplice de gengiva seca (taninos) e boca salivando (acidez). Ainda tinha estrutura para ser guardado por mais um tempo, mas já forma depósitos e a fruta começa a perder força, então acredito que tenha aberto no momento certo. 

Ainda esse ano, assim espero, abriremos o Merlot e o Cabernet Franc que estão guardados.


Detalhes da compra:

Não dá para lembrar quanto custou esse vinho, mas a atual safra é vendida aqui em Uberlândia por R$ 74. 

Saúde a todos!



13 novembro 2016

Vale provar esse chileno :: Lauca Pinot Noir 2015


Há algum tempo provamos um Cabernet Sauvignon desse mesmo produtor e gostei do resultado. Tanto que escolhi o vinho para cumprir com o tema de nossa Confraria Brasileira de Enoblogs (veja aqui). Então, ao encontrar esse Pinot Noir resolvi experimentar, esperando um resultado igualmente recompensador. Foi o caso! 

É elaborado pela Chilean Wines Company, que possui dez marcas distintas, sendo os vinhos Lauca elaborados com uvas do Vale do Maule, situado ao sul da capital Santiago e possui a maior extensão de vinhedos chilenos (28.500 hectares). Grande parte desses vinhedos (quase 1/3) são ocupados pela uva País, levada pelos espanhóis no século XVI. Outra variedade que tem feito sucesso é a Carignan, embora ocupe apenas 800 hectares. 

Esse é um Pinot Noir bem interessante de características mais maduras, potência e boa interferência da madeira. Na taça tem coloração rubi, com boa transparência, típico dos Pinot Noir. 

Bons aromas. Frutos vermelhos silvestres e notas de especiarias. Na boca tem taninos doces e boa acidez. Muita fruta madura, dando ao vinho uma característica bem amigável, que agrada aos paladares de vinhos do Novo Mundo. A passagem de 3 meses por barricas de carvalho francês deram ao vinho uma boa característica lembrando baunilha e chocolate.

Final de boa persistência, com palato marcado por especiarias. O teor alcoólico (13,5%) dá uma certa potência ao vinho, recomendando que seja servido um pouco abaixo da temperatura normal. Sugiro algo entre 12-13º C.


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Mercovino e comprei uma garrafa aqui em Uberlândia pagando R$ 57.  

Saúde a todos!



07 novembro 2016

Dicas para "garimpar" vinhos no supermercado!

Foto: http://vinepair.com/wp-content/uploads/2015/08/supermarket-wine-social.jpg

Em muitos lugares do Brasil não há lojas especializadas e os supermercados são nossas melhores opções para comprar vinhos. E não há nada de errado nisso, embora eu saiba que muitos torcem o nariz para essa possibilidade. 

Isso acontece por puro esnobismo em grande parte das vezes, mas também devemos tomar certos cuidados nessas compras, porque são poucos os supermercados que têm, por exemplo, um atendente especializado para as gôndolas de vinhos. Por não serem necessariamente especialistas nesse tipo de mercadoria, muitos cometem erros no armazenamento, na disposição dos produtos, nos levando a compras infelizes. 

Em razão da experiência que tenho no assunto, seja porque há mais de 10 anos esse blog publica vinhos acessíveis, seja porque continuo comprando vinhos em supermercados, separei algumas dicas para que nossas chances de errar sejam diminuídas. Vamos a elas:

- Prefira safras mais jovens, pois vinhos de longa guarda normalmente não são o foco de um supermercado, que precisa de giro mais rápido. Exceção para as empresas que possuem adega climatizada. 

- Verifique se as garrafas não tomam sol. Acredite: conheço supermercados em que determinada hora do dia o sol bate diretamente nas garrafas de vinho. A luz solar é um veneno para essa bebida. Talvez seja o caso de visitar o supermercado em horários diferentes para verificar essa condição.  

- Rótulo estragado indica maus tratos. Se o rótulo está castigado, rasgado, mofado, molhado, enrugado etc, escolha outro produto, pois esse especificamente pode ter sofrido bastante a ponto de comprometer o líquido. 

- Opte por garrafas deitadas. Alguns supermercados deixam uma garrafa exposta em pé e outras deitadas logo atrás. Gosto sempre de "futricar" e procurar  uma garrafa deitada, que ficou lá no fundo, no escurinho às vezes. 

- Aposte nos vinhos com tampa de rosca. Não tenha receio, eles são lacrados assim para serem mais baratos ao consumidor e porque foram feitos para consumo rápido, talvez de 1 a 3 anos, dependendo do estilo. E eles tem a vantagem de podermos abri-los em qualquer lugar, sem necessidade de saca-rolhas.

- Dentre os vinhos baratos, os brancos são uma compra mais segura. Não sei dizer exatamente porque, mas quando optamos por comprar vinhos bem baratos, como os famosos "Reservado" as chances maiores de acerto são para os brancos. E essa opinião também é a mesma de muitas pessoas que conhecem muito de vinho. Os desequilíbrios são menores que nos tintos. Já encontrei surpreendentes Chadonnay por menos de $30 (atualmente), mas dificilmente encontro tintos que sejam tão interessantes. 

- Observe se a cor dos vinhos (especialmente brancos) é a mesma em todas as garrafas. Quando as garrafas são transparentes você consegue ver a cor dos vinhos. Se a coloração varia nas garrafas de um mesmo vinho, não compre! A única explicação para essa variação é que o vinho teve contato com a luz solar ou com o oxigênio, por um problema na rolha ou tampa de rosca, por exemplo. 

Nos tintos é mais difícil visualizar isso. Mas no "pescoço" da garrafa sempre conseguimos dar uma olhadinha no líquido. Se ele estiver turvo, não compre! Aliás, a turbidez não é bom sinal em nenhum tipo de vinho, pois todos devem ter brilho e a maioria uma transparência evidente. 

Espero que as dicas sejam úteis aos amigos!

Saúde a todos!  

01 novembro 2016

Um branco chileno refrescante por R$33 :: Luis Felipe Edwards Reserva Riesling 2015 #CBE


A nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE está sob nova direção. A amiga Fabiana Gonçalves, que escreve o excelente Escrivinhos, além de muitas outras atividades ligadas ao mundo do vinho, aceitou a tarefa de coordenar nossos trabalhos. 

E para o primeiro tema ela mesma se encarregou da escolha, nos fazendo voltar ao supermercado para garimpar uma boa opção de vinho com preço até R$40. Parece uma tarefa fácil, mas depois que os tributos aumentaram ainda mais (dezembro de 2015) e a inflação deus as caras nas prateleiras, encontrar esses vinhos não é tão fácil assim. 

Mas, a missão precisava ser cumprida e fui em busca de um vinho que não fosse tão óbvio por aqui, por isso fugi dos malbec, cabernet sauvignon, pinot noir, chardonnay e sauvignon blanc. Preferi optar por um branco porque o calor estava de matar. Então, caí nesse Riesling elaborado com uvas do Vale Central chileno, uma ampla e genérica região que pode trazer boas surpresas. 

Na taça tem coloração palha, bem claro. Nos aromas surpreende, porque tem muitas características da Riesling, como notas minerais, lembrança de derivados de petróleo, ervas aromáticas em segundo plano.

Embora surpreendente no nariz, em boca é ligeiro. Leve e refrescante, com toques minerais bem evidentes, mesclados com lembrança de castanhas. Ideal como aperitivo, mas acompanhará bem entradas variadas, saladas, peixe frito, sushi e sashimi.


Detalhes da compra:

Comprei essa garrafa por R$33,90. O Chardonnay da mesma linha custa o mesmo e é um pouco mais interessante.

* Esse é o 122º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs, no ar desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



23 outubro 2016

Esvaziando a adega :: Vallontano Reserva Merlot 2005


Respeito muito os vinhos e espumantes da Vinícola Vallontano, uma das primeiras que conhecemos quando visitamos o Vale dos Vinhedos pela primeira vez, em 2008. Sob o comando do enólogo Luis Henrique Zanini, a vinícola elabora aproximadamente 45 mil garrafas por ano, entre espumantes e vinhos tranquilos. Foi fundada em 1999. 

Comprei esse Merlot no varejo da vinícola e ele ficou devidamente acondicionado em adega climatizada, junto com muitos outros vinhos da histórica safra de 2005, considerada e melhor desse século naquela região gaúcha.

Mas, o que esperar de um vinho com 11 anos de idade? Bem, se for um tinto brasileiro eu espero que ainda esteja vivo, com notas lembrando a evolução, mas ainda capaz de demonstrar boa estrutura e até uma capacidade para ser guardado por mais alguns anos. E com esse aqui a expectativa se confirmou. 

Na taça a coloração é rubi, com discreta lembrança de que era um vinho com essa idade. Aromas intensos, com destaque inicial para um tostado bem presente. Após um tempo de aeração a boa fruta madura toma conta, acompanhada de notas complexas lembrando folhas secas, feno, flores e, claro, o tostado da madeira.

Em boca está muito vivo, com taninos que ainda poderiam evoluir e a boa acidez que caracteriza os tintos do Vale dos Vinhedos. Muitas flores, como violetas e lírios, formando bom conjunto com a fruta, notas de café e baunilha. Final de longa persistência. Boa complexidade!

Vinho ainda potente, capaz de acompanhar pratos de igual característica. Ainda poderia evoluir porque tem muita estrutura para isso, mas considero que foi aberto em um momento muito bom, porque gosto de vinhos evoluídos, mas que ainda tenham boa fruta para deixar o vinho agradável.

Na garrafa ficaram muitos depósitos, o que é bem natural para um vinho dessa idade e poderíamos ter usado um decantador, mas não foi o caso.

Tem 13,5% de álcool e foi elaborado com uvas da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, hoje uma Denominação de Origem. Teve maturação de 8 meses em carvalho e envelhecimento em garrafa. Foram elaboradas 10.000 garrafas. Abrimos a de nº 7.749.


Detalhes da compra:

Como disse acima, comprei esse vinho no varejo da vinícola pagando R$45 há muitos anos. A safra atualmente comercializada (2008) é vendida por R$ 69. 

Saúde a todos!



16 outubro 2016

Quer dicas valiosas para comprar vinhos rosés?

Foto: https://www.gentlemansgazette.com/the-rose-wine-guide/

Definitivamente, deveríamos beber mais vinhos rosés!

Nosso clima é muito propício a esses vinhos. No momento em que escrevo esse texto estou dentro de casa e da minha testa brotam gotas de suor de forma contínua. Se eu tivesse uma taça de rosé aqui do lado certamente meu humor seria outro. 

Creio que existam vários motivos para não comprarmos mais vinhos rosados: muitas pessoas ainda deixam de experimentar vinhos brancos, rosés e espumantes por acreditarem que os "grandes vinhos" sejam necessariamente os tintos.  

Também - infelizmente - muitos acreditam que os vinhos rosés são inferiores, um subproduto que as vinícolas colocam no mercado quando não conseguem uvas de alta qualidade ou, pior ainda, ainda há aqueles que acreditam que os rosés são uma mistura de vinho branco com vinho tinto. Dois erros!

Mas, como nós da Confraria Brasileira de Enoblogs não pensamos assim, publicamos alguns textos com dicas independentes e preciosas para você encontrar um belo rosé do Velho Mundo, ou seja, elaborado em países europeus. 

Boas compras!

- Bis Rosé 2015 - Portugal - blog Escrivinhos.  

Champagne Lanson Rosé Label Brut - França - blog Vinhos de Minha Vida. 

- Fonte do Nico Rosé 2015 - Portugal - blog Simplificando o Vinho.

Puech-Haut Prestige 2011 - França - blog Vou de Vinho.

- Vincada Rosé Vinho Verde DOC - Portugal - blog Vinho para Todos.  


Saúde a todos!

12 outubro 2016

Refresque seu dia e seja feliz: Vincada Rosé Vinho Verde DOC #CBE


Com certo atraso e aproveitando o feriado, publico hoje o vinho do mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), cujo tema foi escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do blog Notas Etílicas, que indicou para degustação um "vinho rosé do Velho Mundo, sem limite de preço", 

O meu atraso é justificado pela correria, mas também por não ter encontrado um rosé que me deixasse com vontade de comprar aqui em Uberlândia, muitos deles já provados anteriormente e outros muito caros para arriscar. Mas, ao encontrar esse vinho além de cumprir com o combinado para a CBE escrevi sobre um Vinho Verde Rosé!

É elaborado pela Enoport na demarcada região dos Vinhos Verdes, no norte de Portugal, utilizando as uvas Espadeiro, Borraçal e Padeiro, variedades nativas incomuns para os brasileiros. Tem apenas 10,5% de álcool, indicando ser um vinho para servir como aperitivo ou acompanhar pratos leves. Não é safrado! 

Na taça apresenta coloração rosada, límpida e brilhante, com formação de leve efervescência, que é bem comum em muitos Vinhos Verdes e que os portugueses chamam de "agulhas", porque causam essa sensação na língua. 

Os aromas são intensos e muito agradáveis, lembrando frutas vermelhas como morangos e delicado floral. Na boca é leve e muito refrescante. Agradável acidez e muita fruta presente. Apesar de ser considerado meio-seco pela lei brasileira, não é nem um pouco enjoativo. Longe disso, eu beberia uma garrafa dessas sozinho, sem qualquer dificuldade. 

O vinho é ideal para servir de aperitivo em um dia de calor, mas poderá acompanhar com sucesso alguns pratos como salada de folhas, camarões, peixes assados ou fritos. 


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Domno do Brasil e vendido aqui em Uberlândia na faixa entre R$51-55. 

* Esse é o 121º vinho que comento para nossa CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, no ar desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



09 outubro 2016

Mais um branco espanhol surpreendente :: Terra d'Uro Verdejo Toro 2015


Olha! Se você me perguntasse de supetão que vinhos mais tem me agradado mais eu responderia rapidamente: os brancos elaborados com a Verdejo!

Tenho provado muita coisa interessante com essa uva. São vinhos que variam entre o muito refrescante e os maduros. Alguns me lembram vinhos Verdes, os ícones portugueses; outros me lembram os Viognier, outros brancos que gosto bastante. Um leque bem considerável de opções.  

Esse é mais uma boa surpresa que veio por um clube de vinhos que assino. Esse eu gostei, o outro nem tanto.

Seu produtor é a Hacienda Terra d'Uro. Na taça a coloração é amarelo palha, com reflexos esverdeados. No nariz os aromas aparecem em boa intensidade, com destaque para frutos tropicais, especialmente goiaba branca, além de um elegante tostado, com lembrança de castanhas, mesmo sem ter passado por barricas de carvalho

Na boca é intenso, com acidez refrescante e muita fruta. Aparece um cítrico que nos aromas não aparecia tão claro, mesclado com a tropicalidade da goiaba branca, maracujá e abacaxi. Muito equilibrado e de boa complexidade. Final de boa persistência, repetindo tudo.


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Wine, que o enviou aos sócios de seu clube WFresh por R$ 50. Mas, o preço normal no site é R$ 64.

Saúde a todos!