20 agosto 2017

Outra ótima compra :: Terra de Caniços Branco 2015


País: Portugal
Região: Tejo
Produtor: Enoport
Uvas: Arinto (50%) + Fernão Pires (50%)
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 12,5%

Seguindo a mesma linha do tinto já comentado aqui no último domingo, esse branco é uma ótima compra, pois entrega um resultado muito interessante pelo preço que se paga pela garrafa. Um vinho sem arestas, de boa intensidade aromática e em boca não deixa por menos. 

Na taça esse amarelo bem clarinho da foto, com reflexos esverdeados, límpido e brilhante. Aromas intensos, refrescantes, lembrando frutos cítricos e tropicais, especialmente uma lembrança muito clara de lichia e algumas especiarias, como alecrim. 

Em boca é leve, refrescante, intenso, com boa acidez, fácil de beber e ótimo para acompanhar petiscos e algumas comidas mais gordurosas, como frituras. Tem acidez para isso. Os frutos cítricos e tropicais aparecem novamente formando um conjunto harmônico e um final de média persistência. 

Confesso que fiquei ligeiramente inclinado a achar que branco está um pouquinho à frente do tinto. Coisa de milímetros...


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e pode ser comprado aqui em Uberlândia por R$ 46. 

Saúde a todos!



13 agosto 2017

Ótima compra por R$ 46 :: Terra de Caniços Tinto 2015


País: Portugal
Região: Tejo
Produtor: Enoport
Uvas: Castelão (40%) + Trincadeira (40%) + Touriga Nacional (20%)
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 13%

Os vinhos aumentaram muito de preço nos últimos 2-3 anos. Motivos não faltam para explicar, principalmente por conta da alta dos tributos e da inflação. Mas, na carona dessas desculpas tem sempre o importador mais ganancioso. Enfim, quero dizer que há poucos vinhos realmente interessantes em faixa de preço mais acessível. 

Esse tinto português, que vem da região do Tejo, me deixou satisfeito porque é um vinho muito fácil de beber, harmônico, sem excessos e deixará feliz mesmo aquele seu convidado que não está muito acostumado aos vinhos secos. Um corte de tradicionais uvas portuguesas e que não passa por barricas de carvalho. 

Na taça a cor é rubi, brilhante, com boa transparência. Aromas em boa intensidade, muita fruta vermelha madura, algo de especiarias e compota. Na boca é macio, com taninos doces e ótima acidez. Equilibrado, sem nenhuma agressividade. Final de boa persistência, marcado por aquela lembrança de frutos em compota e notas especiadas. Muito agradável!

Pode servir a penas como aperitivo, para bebericar com os amigos, mas se for pensar em harmonização a lista é bem ampla, podendo acompanhar o churrasco, mas também a pizza ou uma tábua de queijos. Vai bem com quase tudo.   


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e vendido aqui em Uberlândia por R$ 46, uma ótima compra.

Saúde a todos!



01 agosto 2017

Vinho do mês para a Confraria :: Flor das Tecedeiras Tinto 2014 #CBE



País: Portugal
Região: Douro
Uvas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca, Tinta Amarela e Vinhas Velhas
Maturação: sem passagem por barricas de carvalho
Álcool: 14%

Se me perguntam que vinhos portugueses são meus preferidos a minha resposta depende do tempo que tenho para pensar. Se tiver tempo par argumentar darei uma resposta mais genérica, elegante, sem bater o martelo, porque não dá para eleger um vinho preferido de um país tão gigante no que diz respeito a vinhos. Mas, se querem uma resposta automática, responderei: tintos do Douro.

Por isso, quando a confrade Fabiana Gonçalves, do excelente blog Escrivinhos, me pediu para indicar o vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE não tive muita dúvida, até porque tinha esse vinho na adega e estava com vontade de abri-lo. 

Esse tinto é um corte de cinco variedades típicas de Portugal, sem passagem por madeira. O toque interessante é que no corte também entram "vinhas velhas", que são uvas de vinhedos antigos que não necessariamente são identificados pelos enólogos. Sim, não interessa muito que uva sejam, desde que contribuam para aumentar a qualidade do vinho. 

Na taça tem coloração rubi intensa, brilhante. Os aromas têm boa intensidade, frutos vermelhos e negros, com algumas notas florais. Em boca tem bom corpo e apresenta-se intenso no frutado e em sua estrutura. Taninos firmes e acidez marcante. Confesso que errei um pouco a temperatura e o vinho ficou mais frio do que deveria, então demorou um pouco para mostrar toda sua expressão. Não cometa o mesmo erro!

Em boca, além dos frutos vermelhos e negros, apresenta notas discretas de baunilha, mesmo sem passar por madeira, tendo também boa mineralidade e presença floral. Um vinho de média complexidade e que poderá ser guardado por mais 2-3 anos para evoluir, embora esteja em ótimo momento. Final persistente e prazeroso. 

Um vinho que confirma toda a tradição dessa região que eu tanto aprecio. Ideal para acompanhar uma infinidade de pratos, desde a tradicional tábua de frios, como também pizzas, carnes vermelhas grelhadas e massas. Não me parece um vinho para apenas bebericar, como se fosse um simples aperitivo. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands e vendido em sua loja virtual por R$80. 

* Esse é o 125º vinho que comento para Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual brasileira, fundada em fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



23 julho 2017

Tipicidade sul-africana :: De Grendel Shiraz e Petit Verdot 2014


País: África do Sul
Região: Tygerberg (Coastal Region)
Produtor: De Grendel Wines
Uvas: Shiraz (86%) e Petit Verdot (14%)  
Maturação: breve passagem por barricas de carvalho
Álcool: 14%

Vinhos da África do Sul aparecem por qui menos do que eu gostaria e até acredito que isso ocorra com a maioria dos apreciadores de vinhos - exceto os que residem em grandes centros - porque a oferta de rótulos daquele belo país não é tão abundante. 

Esse aqui é um belo assemblage de duas uvas que aprecio bastante e juntas formaram um ótimo conjunto. Com predominância da Shiraz, que compõe grande parte do corte, é um vinho suculento, moderno e muito fácil de beber. 

A coloração, dá para ver isso na foto, é rubi com grande transparência, parecendo um Pinot Noir. Os aromas são uma boa mescla de frutos vermelhos, especiarias, baunilha (em razão da madeira) e algo floral em alguns momentos. 

Na boca é suculento, fresco, moderno, sem madeira em excesso. Confirma um estilo muito particular dos vinhos sul-africanos, como se percebe em grande parte dos Pinotage que experimento. Frutado lembrando ameixa, mirtilo e algo defumado formam um conjunto interessante, com taninos macios e boa acidez. 

Final de boa persistência, marcado por fruta, madeira e chocolate discreto. Muito fácil de beber e agradar. Pode ser ótimo como aperitivo, mas acompanhará bem um risoto de cogumelos. 


Detalhes da compra:

O importador é a Domno e pode ser comprado aqui em Uberlândia por R$ 88.     



16 julho 2017

Rosé de Blanc? :: Lauca Sauvignon Blanc Rosé 2016


País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Lauca (Chilean Wines)
Uvas: Sauvignon Blanc + Carignan 
Maturação: 30% do vinho passam 4 meses em barricas de carvalho
Álcool: 13%

Mesmo com tanto tempo no mundo dos vinhos e já tendo experimentado milhares de rótulos, ainda não havia me deparado com um Sauvignon Blanc Rosé. E, claro, não poderia deixar de ficar curioso com essa novidade, até porque experiências ainda inéditas vão ficando raras depois de tanto tempo de estrada.

Vinhos com uvas brancas podem ficar com uma coloração rosada se a casca da variedade tiver matéria corante suficiente, como é o caso da Pinot Grigio (leia a respeito aqui). Mas, a casca da Sauvignon Blanc não permite isso, então é de se concluir que a vinícola utilizou uma pequena quantidade de uva tinta para alcançar esse resultado

No rótulo consta apenas a Sauvignon Blanc porque a quantidade da uva tinta é pequena e o percentual prevalecente atende à legislação chilena. Portanto, legalmente, é um varietal. Embora, na prática, seja um corte! 

No site da vinícola não aparece esse rótulo. Então, pesquisando pela internet descobri que a uva utilizada para dar essa cor foi a Carignan, tinta que tem dado excelentes vinhos em terras chilenas.   

Na taça a coloração é elegante, lembrando alguns famosos rosés do Velho Mundo. No nariz apresentou bons aromas, lembrança interessante de goiaba, mas as notas que prevalecem são herbáceas, típicas da Sauvignon Blanc, folha de tomate especialmente. Mas, sem demonstrar excessos como em muitos outros vinhos chilenos com essa uva. Boa acidez, muita refrescante e com vocação gastronômica. 

Boa experiência! 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e vendido aqui em Uberlândia por R$ 56.

Saúde a todos!



15 junho 2017

Intensa experiência :: Cuatro Vacas Gordas Torrontés 2015


País: Argentina
Região: Luján de Cuyo
Produtor: Caligiore
Uvas: Torrontés Riojano
Maturação: afinamento em aço inoxidável (vide observação abaixo)
Álcool: 13,5%

Há tempos eu não provava um Torrontés tão interessante. É elaborado pela Caligiore, responsável pelo famoso Cuatro Vacas Gordas Blend (tinto), e mostrou a tipicidade da uva e uma intensidade marcante, sendo ótimo como aperitivo mas com estrutura para acompanhar alguns pratos à base de frutos do mar, culinária oriental e saladas. 

Na taça a coloração é um dourado claro. Os aromas são bem marcantes, com destaque para a tradicional lichia, que muita gente não conhece e aí não consegue identificar no vinho, mas está lá, bem clara. Notas minerais em segundo plano. 

Na boca é intenso, de corpo médio e maduro. Muita fruta, acidez mediana. Embora a ficha técnica do importador informe apenas que o vinho afinou em tanques de aço inoxidável, aparecem notas de boa complexidade que indicam uma fermentação em contato com as borras (sur lie) ou alguma passagem por madeira. Eu apostaria na primeira opção.  

Final de boa persistência, com palato marcado pela lichia e pela mineralidade. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e aqui em Uberlândia é encontrado a R$ 73,00.

Saúde a todos!






08 junho 2017

Boa experiência com esse espumante português :: Mural Espumante Reserva Extra Brut


País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Quinta do Portal
Uvas: Baga, Bical e Maria Gomes
Amadurecimento: 12 meses nas garrafas sobre as borras
Método: tradicional (champenoise)
Álcool: 12%

Gosto da maioria dos espumantes portugueses que provei. Se ainda não experimentei nenhum excepcional, pelo menos não me lembro de uma grande decepção. A maioria dos produtos são corretos e com características diferentes dos espumantes brasileiros que estamos acostumados a provar.

Esse é um extra-brut da Quinta do Portal, fundada em 1990, sob responsabilidade do enólogo Paulo Coutinho. É um espumante de boa estrutura e realmente honra o que está no rótulo: é um verdadeiro extra-brut, sem açúcar residual que o tire dessa classificação.

Sua coloração é de um amarelo dourado, indicando um espumante mais maduro ou evoluído. Não teve uma boa formação de espuma, mas o pérlage tem boa intensidade. Faltou um pouco de cremosidade.

Os aromas revelam notas de casca de pão, alco cítrico e floral. A boa estrutura imaginada pela coloração se repete em boca. É maduro, frutado e de boa persistência. Acidez mediana e final de boa persistência.

Um espumante agradável como aperitivo, mas sua estrutura permite que seja um bom acompanhante para diversos pratos, especialmente os que lembram a culinária portuguesa, como leitoa assada, bolinho de bachalhau, sardinha na brasa, massas com camarão e uma infinidade de pratos à base de frutos do mar.


Detalhes da compra:

O espumante é comercializado no site da Wine por $78.

Saúde a todos!



21 maio 2017

Típico e elegante :: Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012


País: Chile
Região: Vale do Maipo
Uvas: Cabernet Sauvignon
Maturação: 14 meses em barris de carvalho de 1°, 2° e 3° usos.
Álcool: 14%

Esse vinho foi uma boa surpresa na taça, porque eu esperava um vinho mais potente, com maior concentração de cor, taninos, madeira aqueles aromas característicos dos Cabernet Sauvignon chilenos. Enfim, um vinho mais intenso nessas características, com menos elegância. 

Mas, ao servi-lo e perceber seus aromas e características em boca fiquei feliz com a experiência de apreciar um vinho elegante, equilibrado e muito fácil de agradar. Obviamente, para aqueles que preferem a intensidade lá em cima, talvez não fiquem tão contentes. Aqui em casa foi aprovado: um típico CS chileno com um toque especial de elegância. Fácil de beber!   

O produtor é a Viña Santa Rita foi fundada em 1880 por Domingo Fernandez, na região onde hoje está localizada a vinícola principal, um lugar muito bonito que visitamos em 2011, no Vale do Maipo. A partir de 1980 o Grupo Claro tornou-se investidor e posteriormente o único acionista da empresa, cujo grupo também engloba as vinícolas Carmen, Terra Andina e Doña Paula, esta última na Argentina.  

Os vinhos dessa linha Medalla Real são elaborados com uvas de vinhedos mais antigos da vinícola. As uvas desse Cabernet Sauvignon são provenientes de vinhedos com 15 anos de idade, localizados no Alto Jahuel, com baixo rendimento. 

Na taça o vinho tem cor rubi brilhante. Os aromas são elegantes e de boa intensidade, com predominância de frutos negros como amora, figo seco, especiarias e um leve tabaco. Boa complexidade. 

Em boca tem corpo médio, taninos finos e acidez mediana. Por ser um vinho com 5 anos de idade ganhou muito equilíbrio e está em ótimo momento de consumo. A boa estrutura ainda permite que seja guardado por mais algum tempo em boas condições de armazenamento. Final de boa persistência e complexidade.   

Ideal para acompanhar uma infinidade de pratos, mas irá bem com carnes vermelhas assadas. Aqui em casa foi muito bem com um churrasco de picanha.   


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands, que o vende em sua loja virtual por R$ 127.

Saúde a todos!



12 abril 2017

Eis aqui um vinho honesto :: Casa Agrícola Portugal Tinto 2015



País: Portugal
Região: Tejo
Uvas: Trincadeira, Castelão e Aragonez
Maturação: sem passagem por madeira.  
Álcool: 13% 

Sempre gostei de correr riscos no mundo vinho, especialmente encontrar vinhos de boa qualidade e com preço justo, o que nós chamamos comumente de boa relação custo x beneficio. Ou, em português mais claro, um vinho honesto!

Esse é um tinto básico da Casa Agrícola Portugal, que elabora seus vinhos na região do Tejo, nas proximidades da região de Santarém. Aposta em variedades tradicionais do país, como Trincadeira, Touriga Nacional, Aragonês, Fernão Pires, Verdelho e Alicante Bouschet, mas também em uvas internacionais, como Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling e Gewürztraminer.

O que mais me agradou nesse vinho foi sua boa estrutura, com taninos firmes, ótima acidez e uma capacidade gastronômica enorme. É um vinho seco, sem notas adocicadas que deixam o vinho enjoativo. A fruta está presente nos aromas e em boca, com lembrança de amoras e algumas especiarias.

Um vinho muito correto e com muitos atributos, embora sem grandes complexidades. Para ser bebido com acompanhamento de um bom prato que não precisa ser muito leve, porque tem boa estrutura. O produtor indica pizzas, massas e carnes brancas, mas seguramente você pode apostar em algo de mais robusto, como pratos à base de carnes vermelhas.

Não foi elaborado para ser guardado. Beba logo!


Detalhes da compra

Não tenho informações sobre o importador, porque ganhei essa garrafa, mas a informação que tenho é que no mercado é encontrado na faixa dos R$ 26-30.

Saúde a todos!



03 abril 2017

Divulgação :: Amanhã no MasterChef da Band o vinho brasileiro será protagonista

Rótulos Casa Valduga, Vinícola Aurora e Casa Perini - FOTO: Carlos Reinis

Programa televisivo irá ar a partir das 22h30min, pela Band. Primeira prova externa desafiará os 20 competidores a harmonizar menus com rótulos nacionais 

Nesta terça-feira (4), a partir das 22h30min, irá ao ar pela Band a primeira prova coletiva fora do estúdio da quarta temporada de MasterChef Brasil. Com articulação do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o episódio gravado nos dias 4, 5 e 6 de março, nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, terá como desafio a elaboração de menus acompanhados de vinhos nacionais.

A harmonização de três rótulos com pratos que evocassem à culinária das culturas italiana e alemã servirá de mote para a apresentação da produção vitivinícola brasileira aos 20 competidores, aos jurados da atração, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, e, por consequência, à prestigiada audiência do talent show. Nos cardápios criados pelos times azul e vermelho, o espumante Brut 130, da Casa Valduga, acompanhará a entrada, o vinho tinto Reserva Merlot, da Vinícola Aurora, o prato principal, e o espumante moscatel rosé Aquarela, da Casa Perini, a sobremesa. A trinca será responsável por representar a diversidade e qualidade da vitivinicultura nacional no principal programa de gastronomia da televisão brasileira.

A prova será avaliada por 80 convidados, entre eles dirigentes do Ibravin, representantes de vinícolas e enófilos, que terão a difícil missão de eleger a equipe vencedora.

Time vermelho, Henrique Fogaça e Paola Carosella - FOTO: Carlos Reinis/Band

O MasterChef Brasil é transmitido pela Band às terças-feiras, às 22h30min, com exibição simultânea no site e no aplicativo da emissora para smartphones, sendo também reproduzido pelo Discovery Home & Health, nas sextas, às 19h20min, com reapresentação aos domingos às 21h45min.        

SOBRE OS VINHOS DA PROVA      

Brut 130         
O Casa Valduga Brut 130 foi elaborado em 2005 para comemorar os 130 anos da chegada da Família Valduga ao Brasil. Considerado um dos destaques da vinícola, o Brut 130 tornou-se um dos espumantes ícones do país e já ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais. O espumante que já está presente em diversos países, como Estados Unidos e Alemanha, conquistou medalha de prata no Decanter Wine Awards 2016, uma das mais importantes premiações do mundo, e também já foi condecorado com medalha de ouro, no Effervescents du Monde, realizado na França. Elaborado pelo método tradicional, também conhecido como Champenoise, segue os moldes de Champagne, na França. O espumante Brut 130 é elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir de safras especiais e, após a refermentação, matura por 36 meses na penumbra das caves subterrâneas. O rótulo possui perlage fascinante, coloração dourada e aromas que lembram frutas brancas, frutas secas como amêndoas e um leve tostado que proporciona elegância e complexidade exuberante à bebida. Em boca, apresenta acidez equilibrada e notável cremosidade. É um espumante de caráter único que pode ser harmonizado com pratos frios, peixes, carnes brancas, queijos mais jovens, além de massas com molhos leves.           

Aurora Reserva Merlot        
O vinho Aurora Reserva Merlot integrou a seleção TOP 100 do Mundo em 2014, pelas premiações que acumulou nos mais importantes concursos internacionais. O Aurora Reserva Merlot 2016, que está no mercado, foi elaborado 100% com uvas Merlot da safra, cultivadas em parreirais de produtores da Cooperativa Vinícola Aurora, na Serra Gaúcha. Passou por vinificação clássica, com estágio de seis meses em barricas de carvalho, francês e americano, e tem 13% de álcool. Apresenta coloração rubi com tons violáceos, aromas intensos de frutas vermelhas maduras e em compota, paladar elegante, equilibrado, bom corpo e persistência muito boa. Final de boca agradável, confirmando os adocicados toques de frutas vermelhas em compota. O vinho Aurora Reserva Merlot é ideal para acompanhar bacalhau, massas com molhos leves, como os de tomate e funghi, carnes vermelhas grelhadas e queijos médios.

Aquarela
O Casa Perini Aquarela foi o primeiro espumante moscatel rosé lançado no Brasil. Ele é o resultado do harmônico assemblage das variedades Moscato Branco, Moscato Gallo e Moscato de Hamburgo, sendo este último o responsável por conferir uma tonalidade levemente rosada ao espumante. Possui borbulhas que formam uma bela coroa de espuma na taça e aromas com notas cítricas que remetem à casca de laranja e flores como o jasmim. É um espumante super premiado nacional e internacionalmente, com destaque para Medalha de Prata no Vinalies 2015, na França, e medalha de ouro no VII Concurso Internacional de Vinhos do Brasil 2016. Para harmonizar este produto, a sugestão são canapés e entradas com sabores doces ou com frutas e geleias, além de sobremesas a base de creme ou torta de frutas. 

Time azul e Erick Jacquin - FOTO: Carlos Reinis/Band

SOBRE AS VINÍCOLAS         

Casa Valduga 
Localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), a Casa Valduga possui a maior adega de espumantes da América Latina e foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método tradicional (champenoise) para elaborar espumantes ícones. Investe em produtos com padrão de excelência reconhecidos mundialmente e busca sempre inovar nos conceitos de elaboração e apresentação de seus vinhos.

Vinícola Aurora         
Com 86 anos de história, a Vinícola Aurora é a mais premiada do Brasil nos concursos internacionais. É uma cooperativa com 1.100 produtores de uvas e possui uma propriedade em Pinto Bandeira, de paisagem exuberante com parreirais no plano e em encostas, a Aurora Pinto Bandeira. Nessa área específica, a maior vinícola brasileira cultiva uvas para elaboração de vinhos com Indicação de Procedência (IP) na sua linha Aurora Pinto Bandeira. Seus demais rótulos, incluindo os Aurora Reserva, são elaborados com as uvas cultivadas pelas famílias associadas da cooperativa, responsáveis por uma safra de 71,5 milhões de quilos este ano, que contam com total acompanhamento dos técnicos e agrônomos da Aurora em todas as fases do ano.  A Vinícola Aurora está presente em todo o território nacional e exporta, para 20 países, parte de seu portfólio composto por 13 marcas e mais de 200 itens.  

Casa Perini
Uma das cinco principais vinícolas do Brasil, a Casa Perini, situada no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, é uma vinícola familiar que produz vinhos desde 1970, sendo que a família cultiva videiras desde 1929. Os vinhos são elaborados com uvas provenientes de vinhedos plantados com mudas europeias certificadas. A Casa Perini oferece mais de 90 itens de produtos derivados de uvas para cinco mil clientes no Brasil. Entre os produtos, a vinícola conta com a linha Perini (Linha Premium), Casa Perini (Vinhos finos e espumantes), Arbo e Macaw (Vinhos finos), além dos sucos de uva integral Perini.       

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Brasileiro do Vinho - IBRAVIN