29 maio 2016

Outro interessante branco espanhol: Protos Verdejo Rueda D.O. 2014


Aqui em casa os vinhos brancos têm predominado nos últimos tempos, para alegria da minha esposa. Não há um motivo específico, nem mesmo o calor... acho apenas que é uma fase em que a leveza desses vinhos e a busca por boas compras têm nos feito deixar os vinhos um pouco de lado. 

Depois de experimentar um ótimo moscatel de Jumilla (relembre) a próxima boa experiência foi com esse espanhol elaborado na região de Rueda com a uva verdejo, pela famosa Bodegas Protos, casa fundada em 1927. Confesso que tinha bastante curiosidade em relação aos vinhos dessa vinícola e o resultado foi muito bom.

A Denominación de Origen Rueda foi reconhecida em janeiro de 1980 pelo Ministério da Agricultura da Espanha, sendo a primeira D.O. da comunidade autônoma de Castilla y León e sua principal variedade cultivada é justamente a branca verdejo.   

Na taça tem coloração amarelo palha. Aromas em boa intensidade, frutos brancos maduros, maçã verde, abacaxi em calda, notas florais e lembrança da fermentação. Na boca tem boa acidez e repetição das sensações sentidas no olfato. Apesar de refrescante tem bom corpo e notas maduras. Boa complexidade se repetindo, principalmente em razão dos três meses que o vinho passou em contato com as borras da fermentação (sur lie, para os franceses; sobre lías, para os espanhóis). 

Final persistente, repetindo tudo e aparecendo um levíssimo amargor, mas essa é uma característica da verdejo, não um defeito. Tem 13% de álcool e bom equilíbrio.

Ideal para harmonizar com pratos à base de carnes brancas, bacalhau e queijos brancos de massa mole (brie e camembert).   


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Wine. Comprei uma garrafa (infelizmente só uma) pagando R$69. 

Saúde a todos!



22 maio 2016

No carrinho do supermercado :: o refrescante Quinta da Raza Vinho Verde DOC 2015

Foto: Instagram @vinhoparatodos

Anda muito complicado encontrar vinhos baratos. Aquelas pechinchas na faixa dos R$25-30 desapareceram do mercado aqui em Minas Gerais. Talvez em outros estados com menos tributos ainda seja possível, mas aqui anda difícil. Mas, entre R$30-40 ainda é possível garimpar algumas preciosidades, como o último vinhos comentado aqui, um Chardonnay chileno bem honesto. 

Hoje quero falar de um Vinho Verde, verdadeiro patrimônio português, que ganha admiradores mundo a fora por seu frescor, vibração, alegria e baixo teor alcoólico. Esse é elaborado pela Quinta da Raza com as variedades Alvarinho e Trajadura e pode ser servido gelado, na casa dos 7-8 graus de temperatura.

Na taça tem cor amarelo palha, com a formação das famosas "agulhas", aquelas bolhinhas que ajudam o Vinho Verde a ser ainda mais refrescante. É bastante aromático, com muito frescor, notas cítricas e de frutos brancos. Na boca é muito refrescante, acidez lá em cima e final de boca bem persistente, agradável e cítrico, chamando para mais um gole. 

Um vinho para acompanhar saladas, comida oriental, carnes brancas etc. Mas, fiquei imaginando sardinhas assadas na brasa. Pena que ficou só na imaginação!


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido em um supermercado aqui em Uberlândia por R$ 39.  

Saúde a todos!




15 maio 2016

Moscatel seco e marcante: Juan Gil Moscatel DOP 2014


Dois detalhes me fizeram comprar esse vinho: a região e a uva. Jumilla é uma DOP (Denominación de Origen Protegida) criada em 1966 e pertence à comunidade autônoma de Murcia. Por lá predominam os tintos com a uva monastrell. Quanto à uva moscatel, normalmente a relacionamos com vinhos doces, mas esse é um branco seco e muito interessante. 

A Bodegas Juan Gil foi fundada em 1916 e atualmente é administrada pelos bisnetos de seu fundador, Juan Gil Giménez. Possui 120 hectares de terras, ocupados principalmente com a uva Monastrell, originária da região. 

Na taça a coloração é amarelo palha, com reflexos esverdeados.

Na taça tem aromas em ótima intensidade, frescos, lembrança forte de flores, frutos cítricos, frutos brancos e toques minerais. Ótima complexidade, mesmo sem passagem por madeira. Demonstra as características da variedade sem qualquer interferência.

Em boca a intensidade se repete. Tem pouco corpo, mas apresenta grande frescor, é maduro sem ser adocicado em demasia, repetição dos frutos brancos e flores, com final de boa persistência aparecendo notas minerais muito claras, lembrança de eucalipto e mel dependendo da temperatura. Boca salivando e pedindo mais um gole. .

Vinho muito interessante, que pode ser servido como aperitivo porque tem frescor para isso, mas sua complexidade aromática e em boca pedem que acompanhe comidas leves, como saladas e pratos à base de frutos do mar. É seco e de personalidade. Os 13,5% de álcool deixam a sensação de mais corpo e intensidade, mas não há desequilíbrio. Aliás, trata-se de um vinho muito intenso e harmonioso.

Uma grande experiência!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Mercovino e aqui em Uberlândia é vendido na faixa dos R$90.

Saúde a todos!



08 maio 2016

No carrinho do supermercado :: o honesto Cono Sur 1551 Chardonnay 2015

Foto: Instagram @vinhoparatodos

É muito comum usarmos a expressão "vinho honesto". E o que queremos dizer com isso? Bom, pelo menos quanto a mim estou querendo dizer que o vinho tem bom preço e apesar de sua simplicidade não tem defeitos, sendo bem prazeroso. É o melhor rótulo que encontrei para esse Chardonnay do Vale Central chileno. 

Elaborado pela Cono Sur, uma vinícola importante daquele país andino, pertence a uma linha simples, vendida em supermercados brasileiros e que nem aparece no site da vinícola. Mas, seu preço acessível deixa esses vinhos bem atraentes, apesar de sua simplicidade. 

É um Chardonnay típico do Novo Mundo, com muitas notas de frutos brancos maduros, pêra, melão, banana, leves notas de baunilha e chocolate branco. Em boca tem corpo médio, notas levemente adocicadas, acidez mediana. Muito frutado, untuoso, fácil de beber. Simples e equilibrado. Final de média persistência, repetindo o frutado intenso. 

Tem 13% de álcool e acompanhou muito bem uma massa ao molho branco que fizemos no almoço de domingo. 

Em uma época em que é difícil encontrar um vinho interessante na faixa dos 30 reais esse pode ser uma boa opção. 


Detalhes da compra:

Segundo o contra-rótulo o vinho é importado pela La Pastina, mas foi comprado em um supermercado de Uberlândia, custando R$ 33. 

Saúde a todos!



01 maio 2016

Rosé português para nossa #CBE: Monte Vilar Selection Rosé 2013


Hoje é dia de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs e o tema foi escolhido pela querida Alessandra Esteves, a Dama do Vinho, que mandou bem ao indicar um vinho rosé para os confrades, independentemente do país ou da faixa de preços. 

Eu queria um vinho em faixa de preços mais acessível, algo na faixa dos R$40-50, mas deixando para a última hora acabei me deparando com esse português que me tiraria das escolhas óbvias: Argentina, Brasil e Chile. Apostei, mesmo pagando um preço mais alto do que desejava de início.  

Esse vinho é elaborado pela Casa de Santa Vitória, levando as tradicionais Alfrocheiro, Aragonez e Trincadeira. Em seu rótulo, além da indicação que é um "vinho regional alentejano", tem o brasão que lembra uma das lendas da cidade de Beja, recordando "o triunfo do Touro sobre uma monstruosa Serpente que a assolava".  

Na taça uma coloração vermelho-acobreada, com reflexos lembrando casca de cebola. Nos aromas é intenso, com boa presença de morangos e groselha. Na boca a primeira sensação é adocicada, o que deixa o vinho lembrando mais um meio-seco, o que agradará os paladares iniciantes no mundo dos "vinhos finos". Boa acidez. Final de boa persistência, com retro-olfato marcado pela boa fruta, especialmente a groselha. Tem 13,5% de álcool, o que o deixa potente para apenas bebericar. 

Já com três anos de idade parece ter desenvolvido alguns aromas e sabores evoluídos. Para meu gosto pessoal apenas um senão: poderia ser mais seco! Aliás, no contra-rótulo a indicação é de um "vinho seco", mas parece ser meio-seco. Harmonizará bem com saladas, comida japonesa (sushi e sashimi) e aves. 



Detalhes da compra

Comprei esse vinho em uma loja aqui em Uberlândia (MG). Sinceramente, o preço pago é mais alto do que a qualidade que entrega (R$80), mas não tive como escolher outro para comentar aqui e cumprir meu compromisso com os confrades. A avaliação abaixo não leva em consideração o meu gosto pessoal, mas as características que o vinho apresenta.  

* Esse é o 116º vinho que comento para nossa gloriosa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. 

Saúde a todos!   


24 abril 2016

Com a Tannat também se faz vinho de sobremesa: Alcyone Reserve 2007

Foto: Instagram @vinhoparatodos

Quando estivemos no Uruguai, em 2013, não visitamos tantas vinícolas quanto gostaríamos, mas uma de nossas visitas foi bem especial, pois fomos muito bem recebidos na Viñedo de Los Vientos, numa tarde gelada, pelos simpáticos proprietários da bodega.

Um dos vinhos que compramos foi esse de sobremesa, que ficou guardado na adega por todos esses anos, esperando uma boa ocasião para ser aberto. 

É um 100% Tannat que passou 12 meses por barricas de carvalho francês e tem 17% de teor alcoólico. 

Na taça tem coloração rubi, bem profundo. Bastante aromático e complexo, com notas de chocolate, tabaco, café, caramelo e frutos negros bem maduros. Na boca é macio, aveludado, untuoso. A sensação mais marcante é o alto dulçor, mas com boa acidez que deixa o vinho mais harmônico. Boa complexidade em boca, repetindo as sensações olfativas. Final longo, prazeroso, com álcool sem incomodar. 

Em razão do dulçor bem intenso do vinho, parece que as sobremesas menos doces serão mais indicadas nas harmonizações. Fiz alguns testes com chocolates e o que se saiu melhor foi o amargo, porque o contraste foi mais interessante. Um meio-amargo ou um chocolate ao leite deixam tudo bem doce e menos interessante. Também acredito que as tortas com frutos secos, castanhas e amêndoas cairão bem.  


Detalhes da compra:

Essa garrafa eu comprei na própria vinícola, mas a Wine importa o outro vinho de sobremesa da vinícola, pelo que posso concluir que esse aqui seria vendido no Brasil a um preço superior, talvez abaixo dos R$ 100. 

Saúde a todos!



17 abril 2016

É sempre bom reencontrar a elegância dos brancos franceses: Clos Bellane Côtes-du-Rhône Villages Valreás Blanc 2011

Foto: Instagram do @vinhoparatodos

O amigo Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, e sua esposa Valdirene são anfitriões fantásticos, sempre recebendo os amigos com muito carinho, boas risadas, boa comida e sempre alguns vinhos secretos brotam daquela adega. Dizem por aí que são mais de 400 vinhos escondidos, esperando boas companhias para desarrolhá-los. 

Esse o Cristiano abriu no fim de fevereiro quando estive em Jundiaí para uma rápida visita. É elaborado no Rhône pela Clos Bellane, vinícola fundada em 1999 com 44 hectares de vinhedos onde são cultivadas principalmente as tintas Grenache e Syrah e as brancas utilizadas nesse vinho,  um corte de Roussanne (65%), Marsanne (30%) e Viognier (5%).

Esse é um vinho considerado orgânico para a legislação francesa e não tem passagem por madeira.

É daqueles vinhos franceses de bom corpo e elegantes. De coloração amarelo palha, já com 5 anos de idade, tem aromas em boa intensidade, destaque para frutos brancos maduros, frutos tropicais e uma nota de evolução lembrando mel. Em boca tem boa estrutura, é untuoso, tem boa acidez, bem refrescante, com muita fruta branca se repetindo. Final de boa persistência, repetindo no palato o frutado e as notas de mel. 

Elegante! E considero que os 750 ml de uma só garrafa foram pouco para a nossa "sede".     


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Premium Wines, de Belo Horizonte, e pode ser encontrado no mercado na faixa dos R$ 110-120,00.

Saúde a todos!



10 abril 2016

Se acha que os malbec são todos iguais, precisa provar esse! Mar Malbec 2011


Há alguns anos a frase "malbec é tudo igual" parece ter incomodado muito os produtores argentinos, tanto que começaram a explorar outras uvas de forma mais intensa, como a cabernet franc e a petit verdot. Mas, o principal efeito dessa frase é o número cada vez maior de vinhos com a mesma uva, às vezes cultivadas em regiões muito próximas, que apresentam na taça um resultado bem distinto. 

Já tive oportunidade de falar sobre isso aqui em abril de 2013 quando a Wines of Argentina realizou ações junto aos blogues por ocasião do Dia Mundial do Malbec. Foi uma grande experiência. 

O vinho de hoje está aqui justamente por isso, por ser diferente (e muito) da maioria dos malbec que encontramos no mercado. 

É elaborado pela Bodega Océano, localizada no Vale de Viedma, na província de Rio Negro, na região da Patagônia argentina. Foi fundada em 1998 por dois irmãos com o objetivo de elaborar vinhos com a cara da região, que sofre muita influência do Oceano Atlântico. Seus produtos são considerados os “primeiros vinhos marítimos da Argentina. Foi eleita em 2013 como a vinícola revelação da Argentina pelo famoso Guia Descorchados e elabora apenas 30.000 garrafas por ano.

Esse é um malbec que não passa por madeira e tem 14% de álcool. Está com 5 anos de idade e apresenta uma excelente evolução, porque já está "domado" pelo tempo, ganhou complexidade e mantém boa estrutura. 

Na taça tem cor rubi, lacrimoso. Aromas remetendo a frutos negros e muita azeitona preta. Vinho de bom corpo, "gordo". Taninos dóceis e acidez mediana. Boa complexidade nos aromas e em boca. Final longo, com uma pontinha de álcool indicando ser melhor servi-lo a uma temperatura mais baixa. 

Vinho muito interessante, sem madeira. Como dito acima, um malbec diferente da grande maioria dos que experimentamos no cotidiano. Ótima experiência!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela La Charbonnade, de Canela (RS). Em outros estados que não são atingidos por uma das cargas tributárias mais altas do universo conhecido, o preço é melhor. Mas, aqui em Minas Gerais está na faixa dos R$80. 

Saúde a todos! 



04 abril 2016

Belo vinho brasileiro, com 11 anos de idade: Pizzato Reserva Tannat 2005 #CBE


Com um pequeno atraso publico aqui minha escolha para ser o vinho do mês de nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que desde fevereiro de 2007 publica opiniões independentes de seus membros. 

O tema desse mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele determinou: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!"

Tenho algumas garrafas de vinhos sul-americanos, mas são em sua grande maioria vinhos brasileiros da safra 2005. Então, o tema é uma excelente oportunidade para começar a "abrir a adega" e escolhi esse 100% Tannat da ótima vinícola Pizzato, que há muitos anos tem o respeito de quem acompanha a evolução do vinho brasileiro. 

Essa garrafa eu comprei diretamente do enólogo Flávio Pizzato,  em 2013. Saiu do Rio Grande do Sul e veio diretamente para minha adega e ficou climatizado. Portanto, em condições ideais para ser consumido agora aos 11 anos.  

O vinho teve 70% passando seis meses por barricas de carvalho americano. A produção foi limitada a 7.000 garrafas e abrimos a de nº 4.819. Tem 13,3% de álcool. 

Os aromas são intensos, com muitos frutos vermelhos e negros bem maduros, lírios. Uma pontinha de menta e álcool. Há uma nota de evolução, com aromas lembrando fruta em compota, mel e feno. 

Na boca é encorpado e potente, com taninos ainda rascantes e grande acidez. É um vinho seco, sem notas adocicadas, bem gastronômico. Fruta abundante, folhas secas em segundo plano e uma boa presença da madeira, com elegante tostado. Final persistente, com a gengiva enrugando e a boca salivando, taninos e acidez em ação, retrogosto com frutado, floral e feno.   

Em síntese: um vinho que ainda tem estrutura para ser guardado por mais 3 ou 4 anos, o que é um grande feito. Mas, em termos de aromas e sabores pode desenvolver notas muito evoluídas. Particularmente, prefiro como está, porque percebe-se que é um vinho mais antigo sem que isso atrapalhe as características de um vinho jovem. 

Mas, para quem prefere os vinhos muito evoluídos, como meu amigo Silvestre Gonçalves (Vivendo a Vida) a opção de guarda pode ser ótima escolha.    


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho diretamente das mãos do Flávio Pizzato, em 2013, quando estive com ele na vinícola e fiz uma entrevista sobre a colheita em andamento (relembre). A safra atual é vendida na casa dos R$80. 

* Esse é o 115º vinho que comento para nossa Confraria, primeira e única virtual do Brasil. 

Saúde a todos!



27 março 2016

Direto da "montanha sagrada": Yarden Mount Hermon White 2013


Não é todo dia que bebemos vinhos de Israel. Na verdade, esse é apenas o segundo vinho que vem para o blog, mas assim como outros vinhos daquela região, como Marrocos, o resultado é sempre interessante. 

O produtor desse vinho branco é a Golan Heights Winery, que teve suas primeiras vinhas plantadas em 1976, mas somente em 1983 instituiu-se como vinícola, lançando no ano seguinte o Yarden Sauvigonon Blanc que recebeu críticas muito positivas no país e no exterior. Atualmente a bodega conta com 28 vinhedos espalhados por cerca de 600 hectares, uma extensão bastante considerável.  

Esse vinho pertence à linha Mount Hermon, uma das cinco que a vinícola comercializa. Seu nome é uma homenagem ao Monte Hérmon, que significa "montanha sagrada" em árabe, mas também pode ser traduzida como "montanha nevada", uma alusão ao contraste entre o deserto que a cerca e o pico sempre coberto por neve. Ao longo da história a montanha foi palco de inúmeras batalhas e menções na literatura, inclusive na Bíblia.

Segundo o produtor a Galileia é a região vinícola mais setentrional (norte) de Israel, sendo que Golan Heights é a região mais fria e que resulta vinhos da mais alta qualidade do país, com vinhedos localizados a 1.200 metros de altitude, beneficiando-se do degelo das montanhas. 

O vinho é um corte com predominância de Sauvignon Blanc e Viognier, mas uma pitada de Chardonnay e Semillon, sem passagem por barricas de carvalho, apenas um período em tanques de inox para ganhar equilíbrio. Tem 13,5% de álcool.

Na taça tem coloração amarelo palha. Aroma em  boa intensidade, notas minerais, frutos brancos como melão e algo tropical, como tangerina e goiaba branca. Discretas notas adocicadas lembrando mel. Na boca é intenso, tem uma pontinha de álcool que lhe dá potência, mas tem uma acidez refrescante. A sensação de boa fruta se repete, mas o destaque é para a boa mineralidade. 

Final de média persistência, muito agradável, marcado por uma complexidade bem interessante, mesclando os frutos tropicais, notas cítricas e mineralidade. 

Tem uma vocação gastronômica indiscutível, podendo ser um bom par para saladas, peixes assados e, claro, sushi e sashimi serão ótimas opções também.


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho na simpática Wine Soul Store, em São Paulo. Um espaço pequeno, mas com muito charme, que foi visitado pelo amigo Beto Duarte, que gravou um vídeo com a sommelière Eliana Araújo, mas quem nos atendeu no dia da compra foi sua sócia, Ana de Andrade (assista aqui). 

Saúde a todos!