31 julho 2014

Belo espumante brasileiro: Marco Luigi Espumante Grande Reserva Brut

Foram elaboradas apenas 3.000 garrafas desse espumante. 

Quando estivemos no Vale dos Vinhedos pela primeira vez (2008) uma das primeiras vinícolas visitadas foi a Marco Luigi, charmosa bodega que teve suas atividades oficializadas em 1946, embora a família já se dedicasse ao vinho desde sua chegada, em 1875. 

Desde então não havíamos repetido a visita, não porque não seja muito interessante, mas por outras razões. O charme do lugar é sempre encantador, mesmo para quem já conhece dezenas de outras vinícolas. Mas, no último mês de abril resolvemos voltar por lá e degustar novos produtos e comprar alguns vinhos. 

Um deles foi esse espumante brut, elaborado a partir de três variedades: Chardonnay, Pinot Noir e Merlot, sendo essa última um diferencial do produto porque sai da fórmula tradicional dos espumantes à moda dos champagne. O método de elaboração é o tradicional (champenoise), com a segunda fermentação ocorrendo na própria garrafa. O contato do vinho com as leveduras ocorreu durante 18 meses.

Na taça tem coloração dourado claro. Perlage fina e intensa. Aromas de ótima complexidade, mesclando os frutos brancos, flores e as notas da fermentação, sem exageros. Na boca é cremoso, com ótima acidez e complexidade se repetindo, sem ser um espumante pesado. A acidez lhe dá frescor e capacidade de acompanhar comida. Final longo, frutado e com boa lembrança tostada vinda da fermentação. 

Espumante que permanece agradável ao paladar mais próximo dos vinhos mais leves, mas que também agradará aos apreciadores de espumantes mais complexos. É maduro, sem ser pesado. É fresco, sem ser simples demais. Entende?

Compraria outra garrafa, sem piscar. 


Detalhes da compra:

Comprei esse espumante no varejo da vinícola pelo mesmo preço que é vendido na loja virtual deles: R$ 44. Uma boa compra!

Saúde a todos!



29 julho 2014

Divulgação :: Luiz Argenta lança o primeiro vinho merlot com uvas desidratadas do Brasil


A Vinícola Luiz Argenta, considerada uma das mais belas do mundo e reconhecida por seus vinhos e espumantes diferenciados em aromas e design, lança um novo produto no mercado nacional, o vinho Luiz Argenta Merlot Uvas Desidratadas.

No ano de 2009, a Luiz Argenta foi agraciada com uma safra espetacular de sanidade perfeita, que permitiu ousar a criação de um novo produto a partir da seleção de cachos da variedade Merlot. Estas uvas foram colhidas e colocadas em esteiras para desidratarem naturalmente por 43 dias no antigo casarão da propriedade. Foram no total 1.500Kg de uva, que após a desidratação resultaram em 1.000 Kg de uva, sendo que cada 1 Kg destas uvas desidratadas foi possível elaborar apenas 300ml de vinho. 

Posteriormente as uvas passaram pelo processo de vinificação por gravidade e amadurecimento durante 36 meses em barricas de carvalho francês de 2º uso. Estas barricas foram escolhidas pela necessidade de micro-oxigenação lenta e por um período prolongado durante o processo.


Este vinho foi inspirado na produção dos vinhos Amarones Italianos, típicos da região de Vêneto, na Itália. O resultado foi um vinho vermelho granada intenso e brilhante, de aroma complexo que lembra geleia de amora, menta, ameixa seca e especiarias, proporcionando excelente volume de boca, com ataque inicial doce, taninos equilibrados e evoluídos. 

Foram produzidas apenas 600 garrafas deste produto que é inédito no país. Com previsão de lançamento no mês de Agosto, é possível encontrar este produto exclusivo em embalagens individuais na boutique virtual da vinícola – www.boutiqueluizargenta.com.br.




Luiz Argenta Merlot Uvas Desidratadas

Vindima: 2009
Terroir: Altos Montes – Serra Gaúcha – BRASIL
Sistema de Produção: Espaldeira
Colheita: Manual
Composição de Castas: 100% Merlot Desidratadas
Graduação Alcoólica: 16%
Maturação: 36 meses de barrica de carvalho francês
Preço médio por garrafa: R$290,00

Informações: Daiane Argenta (Assessoria de Imprensa da Luiz Argenta Vinhos Finos).

17 julho 2014

Já provou um vinho feito com oito uvas? Provamos e gostamos do Chozas Carrascal Las Ocho 2009


Esse é um corte de oito uvas! Isso mesmo, OITO uvas! Quando publiquei a foto do vinho no Instagram teve gente comentando que isso nem seria assemblage, seria aquela "atividade" que no Dicionário Aurélio é definida como "atividade sexual de que participam três ou mais pessoas".

Brincadeiras à parte, é um corte de variedades tipicamente espanholas (bobal, garnacha e tempranillo) e de outras internacionais (cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot e syrah). Tem passagem de 14 meses em barricas de carvalho francês e, quando comprei, esperava um vinho robusto e foi exatamente isso que encontrei. 

O produtor é uma jovem bodega familiar, Chozas Carrascal, fundada em 2003 e que elabora vinhos nas regiões de Pago (de onde vem esse vinho), Utiel-Requena, Cava e também na AOC francesa de Saint Jean de Minervois, onde produzem um Muscat.

Na taça a cor é rubi, denso e brilhante. Os aromas iniciais trouxeram um mentolado refrescante e algum álcool aparecendo (14,5% de teor), indicando que alguns minutos de aeração cairiam bem. Depois de meia hora apareceram aromas intensos de frutos negros, menta, floral, lírio, algo de fumaça e tostado da madeira. Maduro e com boa complexidade no nariz. 

Na boca tem taninos vivos, que ainda precisarão de um tempo para amaciarem. Acidez mediana. É seco, de corpo médio, ainda jovem, mas já agradável. Tem estrada pela frente. Final longo, com muitos frutos, tostado, chocolate amargo, amêndoas e castanha. 

A presença dos taninos ainda jovens indica que pode evoluir pelos próximos 2 ou 3 anos sem problemas. Boa complexidade. Um estilo mais sério que os tempranillo que a Espanha tem produzido para seduzir os consumidores do Novo Mundo. Esse tem mais cara de Velho Mundo.


Detalhes da compra:

Infelizmente não anotei o importador desse vinho, mas pode ser encontrado em lojas virtuais na faixa dos R$70-75.

Saúde a todos!



14 julho 2014

Um vinho paranaense na taça. Uma boa surpresa: Censurato Reserva Cabernet Sauvignon 2011


Prefiro vinhos com pouca madeira. Mas, confesso, de vez em quando bate saudade de beber um vinho com grande presença amadeirada. Não daqueles que você só tem as sensações de aromas e sabores vindas do carvalho, mas a madeira bem presente e integrada com a fruta. Amadeirado, mas sem abrir mão do equilíbrio e da elegância. 

Esse Cabernet Sauvignon da Vinícola Franco Italiano, de Colombo (PR), é um ótimo exemplo de vinho que reúne essas características. Vinho de produção limitada (menos de 3.000 garrafas), com preço acessível, 12 meses de passagem por barricas de carvalho francês e fruta bem presente. Gostei muito do resultado, até porque ainda não tinha escrito sobre um vinho do Paraná. 

Na taça a cor é púrpura com reflexos violáceos. Bons aromas, muita fruta vermelha madura, cereja, mas a madeira também presente com notas de baunilha e tostado. Leve menta e especiarias também. Bom corpo, sem notas adocicadas e sem qualquer desequilíbrio, taninos ainda vivos, levemente rascantes e boa acidez. Final longo, com muita fruta, tostado, bala de café. Álcool a 13% sem aparecer.

Está com três anos agora, mas pode evoluir na garrafa - se for bem guardado - por mais 1-2 anos. 

É daqueles vinhos que se você servir para um amigo "entendido" e disser que se trata de um vinho de outro país (qualquer um!), ele vai suspirar. Mas, eu não desperdiçaria esse vinho com alguém desse tipo. Sirva-o para alguém bem querido!


Detalhes da compra:

Recebi esse vinho da assessoria de imprensa da vinícola. O preço de venda no varejo deles é R$30 e leva meu selo de ótima compra.

Saúde a todos!


 


11 julho 2014

Jovem, mas típico: Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009


Junto com o Carmenère que comentei no post anterior (relembre) chegou esse Cabernet Sauvignon, que na verdade leva uma pitada de Cabernet Franc também (5%). Ambos se mostraram bem típicos e por isso mereceram esses posts, já que falei sobre a tipicidade há alguns dias. 

Esse é elaborado pela Viña Santa Rita com uvas do Vale do Maipo, região bem próxima à capital Santiago. As uvas passam de 12 a 14 meses em barricas francesas. Tem 5% de teor alcoólico.

Na taça a cor é púrpura, denso, com lágrimas lentas. No olfato frutos negros, algo vegetal, eucalipto, menta, especiarias e chocolate. Tem bom corpo, com taninos um pouco rústicos ainda e média acidez. Boa fruta e especiarias em boca. Final longo. 

Ideal para harmonizar com carnes de churrasco ou massas com molhos mais potentes. 

Esse me pareceu ainda mais jovem que o Carmenère e eu guardaria por uns 2 anos para ganhar ainda mais equilíbrio e complexidade. Mas, se você gosta de vinhos mais potentes em taninos e álcool, está na medida certa agora. 
 

Detalhes da compra:

Esse vinho chegou pelo Clube Wine, sendo vendido no site por R$ 80, mas para associados do clube sai por R$ 68.

Saúde a todos!