26 setembro 2007

Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2006

Tinha muita curiosidade de degustar um vinho da Don Laurindo, vinícola familiar fundada em 1991, que tem produção limitada e, por conta disso, um preço um pouco superior a outras do Vale dos Vinhedos. Esse malvasia de cândia, variedade de origem italiana, me custou R$ 25, na Canta Maria, cantina de Bento Gonçalves.
No copo, coloração amarelo palha, com tons esverdeados. Aromas medianos, assemelhando-se a um moscatel. Lembrança de pêssego. Notas cítricas, talvez lima.
Leve, acidez moderada, porém referescante. Álcool equilibrado (11,5%). Retrogosto agradável. Final de boa persistência, com lembrança de lima (sumo), com leve amargor que acompanhou todo a degustação, mas sem incomodar.
Faltou um pouco de acidez, que o deixou meio escondido. No geral, no entanto, uma ótima experiência, confirmando o que ouvia dizer da vinícola, que produz apenas 10.500 garrafas deste vinho (a que abri era a de nº 10.320).
Vinho honesto, uma boa opção para dias quentes, acompanhando frutos do mar, massas bem leves ou simplesmente como aperitivo.

4 comentários:

VASCONCELOS disse...

Por coincidência, na última sexta bebi um Dom Laurindo Merlot 2006. Uma prova deliciosa de que os vinhos nacionais cada vez mais se equiparam aos nossos hermanos chilenos e argentinos. Estamos chegando lá!

le vin au blog disse...

Tenho uma amiga que adora vinhos malvasia. Vou recomendar este a ela.

Helô disse...

Falando em malvasia, um dos meus vinhos favoritos é o Maria, da Casa Valduga. A produção é limitada (na Páscoa 2007 a safra 2006 já havia terminado). As garrafas são de 500ml e o preço deve estar semelhante ao do Don Laurindo, o que o torna um pouco mais caro. Mas, na minha modestíssima opinião, é melhor. Esse vinho traz um lindo por do sol dentro dele, e é quando preferimos degustá-lo: final de tarde no verão, relaxando com um cálice na mão. Não precisa mais nada...

Gourmandise disse...

Esta casa é muito celebrada por amantes do vinho, mas sinceramente não gostei dele. Sinto muito doce, e falta de acidez.
abs,
Nina.