11 maio 2009

Don Próspero Pinot Noir 2007

Este ano já comentei vinhos que não me agradaram, mas este produto da Pizzorno, casa fundada em 1910, tem uma menção especial: a decepção do ano até agora. Não é ruim ou mal feito, mas por menos do que paguei pela garrafa (R$49) encontramos Pinot Noir mais interessantes.
Na taça tem coloração rubi bem viva e clara, com bordas levemente alaranjadas. Lágrimas bem rápidas (13% de teor alcoólico). Aromas discretos, lembrando frutos silvestres (morangos e amoras), com leve toque de especiarias.
Na boca é levíssimo, com taninos macios e acidez discreta. Retro-olfato com discreto frutado. Finalizou com álcool muito leve (sem desequilibrar), de média persistência, marcado também pelo frutado discreto. Não há indicativos de passagem por madeira.
Vinho com muita delicadeza, mais próximo de um rosé que de um tinto (podem jogar pedras, eu aceito). Depois de um tempo aberto, apareceram notas florais, lembrando pó para maquiagem. Vinho simples, com uma relação econômica discutível.

7 comentários:

Johnny disse...

Estou começando a experimentar vinhos há pouco tempo e este site está sendo de muita utilidade para mim. Na verdade comecei a me interessar após uma viagem ao sul, onde me impressionaram os "duettos" da Valduga pelo sabor; aí fiquei perplexo ao ver que em alguns sites eles recebiam críticas negativas, o que não ocorreu no seu. Bem, apesar de minha inexperiência vou arriscar sugerir um Pinot Noir que julgo ter uma boa relação "custo x benefício"(embora ainda prefira o Trivento); o Newen da Bodega del fin del Mundo. Abraço!

Vinho para Todos disse...

Johnny, ganhei recentemente este vinho de minha esposa. Está guardado e em breve deve ser comentado aqui. Gosto dos vinhos da Patagônia.
Quanto ao Duetto, são vinhos que precisam ser "compreendidos". Nâo são próprios para bebericar. Sua estrutura de acidez exige comida. Sou entusiasmado com o vinho brasileiro, talvez por isso veja coisas boas onde alguém só vê defeitos. Talvez seja isso.

Obrigado pela visita e comentário.

Saúde!

Paulo Henrique Motta disse...

Olá, assim como o nosso colega que comentou logo mais acima, tb estou começando a apreciar bons vinhos, mas ainda sou muito, muito amador. Estou gostando muito do blog. Com ele estou até aprendendo um pouco mais sobre aromas, sabores, etc.
Gostaria de abusar um pouco mais. Para uma noite de frio bem agradável em Miguel Pereira, no Rio de Janeiro, que vinhos vc me indicaria para acompanhar um fondue de carne, queijo e doce?

** o meu blog é de poesias, mas eu percebi que degustar vinhos é beber poesia. Um não está nem um pouco distante do outro.

Um grande abraço,

P

Anônimo disse...

Visite o blog Sopranois Gourmet. André

Gustavo Mansur disse...

Caro,
Tive uma experiência igualmente decepcionante com o Don Prospero Sauvignon Blanc da mesma Pizzorno. O vinho tinha uma coloração muito leve e não sei se por consequência, mas o fato é que o sabor era fraco, quase desaparecido.

Pra compensar, na mesma compra do Sauvignon Blanc veio um Tannat Reserva 2004 da Pizzorno. Com este a experiência foi exatamente o contrário. No Tannat eles realmente não eram. O Tannat 2004 estava já super arredondado, talvez até melhorasse com mais alguns 2 ou 3 anos, mas já estava espetácular. Forte como o esperado mas com os taninos devidamente domados pelo tempo na garrafa.

Enfim... também quero ainda descobrir onde os uruguaios acertam além do Tannat.

Paulo Henrique Motta disse...

hj eu comprei um sunrise cabernet sauvignon 2007. daqui a pouco vou para Miguel Pereira e vou deixá-lo na vinícola até amanhã à noite. A Esperança é de que lá faça menos de 20º, mas isso não é muito difícil na região que é considerada o 3º melhor clima do mundo. Estou na torcida... rss
vc já bebeu este sunrise 2007??
Na segunda-feira te passo minhas impressões.

um abraço do Paulinho

Paulo Henrique Motta disse...

Opa, eu disse "vinícola", mas eu quis dizer "adega" rss... pequena falha!!
Bebi o sunrise 2007. Olha, segundo minhas impressões de amador, achei o vinho maravilhoso. Um sabor marcante, o álcool (13,5 de teor) não atrapalha o sabor do vinho. De olfato eu sou péssimo, mas de sabor consegui sentir chocolate e baunilha (o que me deixa com água na boca ao lembrar); e depois de 2 minutos não se sente aquela aspereza na língua (coisa que me incomoda em alguns vinhos). Quando eu me minha namorada terminamos de beber a garrafa, queríamos mais uma. Acho que valeu a pena os R$31 reais e pouco que paguei nas Sendas do Leblon, embora tenha visto um dia depois no Pão de Açucar do Jardim Botânico o mesmo vinho R$4,00 mais barato.
Bom, espero ver depois suas impressões sobre este vinho pra saber se o que senti foi "real" rss.

Um grande abraço,

P