Dentre os tintos, ficamos curiosos com este merlot da Vinícola Boscato, localizada no município de Nova Pádua, no Vale do Rio das Antas, e fundada em 1983 pelos irmãos Clóvis e Valmor Boscato. Segundo o site da empresa, todos os Reserva passam por barrica de carvalho, mas não especifica o período. Pela garrafa pagamos R$35.
Na taça um vinho de coloração rubi, com reflexos violáceos, aparentando untuosidade. Aromas discretos, com lembranças de frutos vermelhos e especiarias. Na boca apresentou leveza, com taninos finos e baixa acidez. Presença discreta em boca, o que levou a todos na mesa a utilizar o adjetivo "vazio" para descrever a sensação. Retro-olfato com boa fruta.
Final mediano, notas de bala de café e um gostoso frutado. Vinho delicado e elegante, muito macio e sem nenhum amargor para incomodar. Equilibrado e diferente da maioria dos merlot brasileiros. Não é um vinho excepcional, mas vale a experiência. Pronto para beber. Álcool equilibrado (12,5% de teor) e madeira muito discreta, na medida que deve ser.


6 comentários:
Interessante ver esses comentários. Eu conheci a Boscato também quando fui ao Sul e gostei bastante.
Abraços
Daniel Perches
Parabéns pela marca. É muito vinho... um dia chego lá.
Elton Martins/CE
Gosto desse Boscato, pq ele está bem equilibrado e macio, ao contrário de muitos outros vinhos nacionais. Não tem madeira em excesso, o que tb não gosto, como na maioria dos vinhos sul americanos. Grande abraço...
Discordando deste blogueiro, os experientes degustadores da revista Prazeres da Mesa elegeram esse vinho como o "segundo melhor" Merlot brasileiro da safra 2005. O "Best Buy" entre todos os avaliados. Veja na edição de setembro.
Saúde!
Legal, vocês o degustaram no dia do meu aniversário!
Comprei ele e estou tomando agora. Achei muito bom, se comparado com outros merlot da Serra Gaucha na mesma faixa de preço, como um Salton Volpi da vida.
Sim, a cor é profunda, violácea, fechada, dá expectativas de concentração que são frustradas na boca...mas acho que "vazio" é exagero. Ele é magrinho sim, mas ainda assim, é macio e equilibrado. Talvez eu não tivesse muita expectativa, mas não senti falta de nada nele.
Quanto à análise olfativa, bateu tudo com a nota que escrevi aqui.
Em tempo, me custou R$ 29, aqui em Salvador.
Um abraço.
Valeu Alexandre.
O "vazio" talvez não tenha sido tão justo, mas foi o adjetivo que veio à mente de quem estava degustando o vinho. Mas no geral, agradou bastantes.
Saúde!
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