28 Setembro 2009

Costa do Pombal Tinto Douro DOC 2006

Este tinto duriense é produzido pela Vallegre Vinhos do Porto S/A. É um corte das tradicionais Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Foi engarrafado somente em 2009.
É um vinho surpreendente, custando apenas $18. Apesar dos três anos de idade, apresentou-se muito agradável e sem defeitos, embora simples e descompromissado. Esteve melhor aos 17ºC.
De coloração púrpura, apresentou halo aquoso. Muitas lágrimas e boa transparência. Aromas medianos, com frutos silvestres maduros. Muito perfumado. A uma temperatura mais baixa a intensidade floral aumentou.
Pouco corpo, bastante leve, mas com taninos ainda presentes e pouca acidez. Equilibrado em boca. Fruta delicada com boa presença. Muito agradável, fácil de beber. Lembrança resinosa, como é comum em vinhos portugueses dessa região e faixa de preços. Final de boa persistência.
Não é excepcional, mas pelo preço que paguei foi uma ótima compra.

24 Setembro 2009

Cave Geisse Espumante Brut 2007

Pensei muito sobre a utilidade deste comentário. É que este brut da Cave Geisse já recebeu premiações que dispensam comentários. Além disso, praticamente todos os leitores do blog devem ter lido algo a respeito dele ou até já experimentaram este ótimo espumante brasileiro. Os que ainda não o fizeram, estão perdendo.
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Elaborado pelo método tradicional com as variedades Chardonnay e Pinot Noir, encanta pelo equilíbrio. Nenhuma característica se sobrepõe às demais. Frutado na medida certa, com notas da fermentação que não se sobrepõem à fruta, sendo gastronômico e refrescante ao mesmo tempo. Com boa cremosidade, tem perlage fina e persistente, um espetáculo na taça. Aromas frescos, com notas de torrefação, frutos secos e mel. Final longo e seco. Álcool de 12,5%. Pela garrafa paga-se em torno dos R$ 42. Um preço justo, na minha opinião.

Indispensável!

21 Setembro 2009

Finca El Origen Malbec 2007

Os vinhos da Bodega La Esperanza não têm feito sucesso aqui em casa. Já comentei um Malbec 2004 deles e não voltei a comprar outra garrafa (relembre). Ganhei um Malbec Reserva e não encantou. Esse 2007 foi outra triste constatação. Embora não seja ruim, não tem atrativos suficientes para me fazer comprar outra botella, embora esteja numa faixa de preços bem acessível (R$19).
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Na taça apresentou coloração púrpura com notas violáceas. Lágrimas grossas. Aromas de média intensidade. Álcool chegando na frente. Fruta madura, resina e algo químico.
De pouco corpo, tem taninos com leve adstringência, acidez presente, mas equilibrada. Pouca presença em boca, bem magro, embora melhor que no nariz. Final curto, com álcool marcante e leve madeira. Vinho que não se justifica, muito simples e pouco atrativo.
Pelo preço que tem, não haverá grande arrependimento, mas acredito que há vinhos um pouco melhores na faixa de preços.
Produzido com uvas do Vale do Uco, tem 14% de álcool.

17 Setembro 2009

Amadeu Espumante Brut Rosé

No dia 29 de julho estivemos novamente na Cave de Amadeu. Fui com minha esposa e três amigos, que não conheciam a vinícola. É um passeio que vale a pena, seja porque a região de Pinto Bandeira é muito bonita, seja porque visitar essa vinícola é sempre um charme. Agradeço à Kátia pela ótima recepção, como da outra vez em que estive por lá.
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Este brut rosé é elaborado com 100% Pinot Noir, uma opção diferente da vinícola, que antes utilizava além desta uva, um percentual de merlot e cabernet sauvignon. Quando fiz o comentário aqui (
relembre) ressaltei o caráter gastronômico do espumante. Nessa versão 2008 veio mais leve, mas refrescante, mais informal, mas com a qualidade de sempre.
Na elaboração, pelo método champenoise, a segunda fermentação leva aproximadamente 6 meses, com mais um ano de amadurecimento nas caves. Teor de açúcar: 12 gramas por litro. Teor alcoólico: 12,5%.
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Na taça uma bonita coloração voltada para o salmão, lembrando casca de cebola. Nada de "cor-de-rosa", lembrando o Guaraná Jesus, fabricado no Maranhão!
Excepcional perlage, com bolhas finas e constantes. Um espetáculo visual. Aromas moderados, frutado delicado e leve lembrança da fermentação.
Na boca é mais refrescante que a versão anterior. Certa cremosidade. Equilíbrio entre frutado e notas da segunda fermentação. Final mediano, marcando o palato com leve tostado.
Espumante menos encorpado que a versão anterior, que levava duas uvas tintas bem "pesadas" na elaboração. Ponto alto para o equilíbrio. Menos exuberante que outros da linha Cave Geisse. Acompanhou bem alguns queijos mais cremosos. Não me lembro exatamente quanto paguei no varejo da vinícola, mas foi algo em torno dos R$28.

13 Setembro 2009

Avondale Julia 2006

Quando experimentei o Pinotage da Vinícola Avondale, comentado em novembro do ano passado (relembre), fiquei muito impressionado, tanto que foi um dos vinhos "excelentes" de 2008 aqui do blog. Ao encontrar este Julia (nome da minha sobrinha-única), não tive dúvidas em comprá-lo, na expectativa que pudesse repetir o resultado. Parece ser o vinho básico da vinícola, um corte engenhoso de seis variedades: Merlot (29%), Cabernet Franc (24%), Mourvèdre (20%), Ruby Cabernet (13%), Malbec (10%) e Cabernet Sauvignon (4%). A passagem por madeira também é um pouco complicada: 12 meses em barricas de carvalho francês novas (25%) e de 2 anos de uso (45%), além de americanas de 3 anos de uso (30%).
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Na taça coloração púrpura bem jovem. Intensos aromas, abrindo com terra úmida, partindo para floral, um mix de sensações perfumadas. Minutos após servido surgiram notas de carvalho, que se mesclaram com boa fruta, permanecendo por todo o tempo restante em que o vinho foi degustado.
Complexidade aromática não se repetiu em boca. Corpo mediano, com taninos macios e doces. Acidez e álcool em equilíbrio. Retro-olfato com fruta e madeira. Final longo, com destaque para abaunilhado da madeira e leve tostado no palato. Estilo bem "novo mundo", semelhante aos demais sul-africanos nesta faixa de preços ($40-45). Pronto para beber, sem expectativa de melhora com a guarda.




Nota: a uva Mourvèdre é muito importante nos vinhos do sudeste e sul da França, nas regiões de Provence, Languedoc e Côtes-du-Rhône. É uma das uvas que entram no corte do famoso Château-Neuf-du-Pape. Na Espanha recebe o nome de Monastrell. Suas características são muito próximas às da Cinsault, uma das uvas do cruzamento que originou a Pinotage.

09 Setembro 2009

Vallontano Reserva Merlot 2005

Estive na Vinícola Vallontano em outubro de 2008. É uma das primeiras vinícolas na rota do Vale dos Vinhedos e tem um espaço interessante, o Vallontano Café. Não sei se estavam em reforma ou foi por conta da baixa temporada, mas funcionava apenas a degustação. Quando voltei agora em julho, infelizmente não consegui ir até lá.
Comprei este Merlot por $45, após degustar toda a linha de tintos e espumantes. Todos muito corretos e chamativos, mas um turista comedido não leva tudo de todos os lugares, certo?
Abri o vinho somente em junho deste ano, mas esqueci de fazer o comentário. Foi aberto numa quarta-feira para acompanhar uma pizza e caiu muito bem. Ficou doce e harmônico com a massa. Obs.: O rótulo está sujo porque outras garrafas foram delicadamente quebradas pela companhia aérea.
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De coloração rubi-violáceo, não demonstrou a idade. Aromas intensos, típicos dos Merlot brasileiros. Muita fruta madura, leve toque de especiarias e notas vegetais em evidência. Corpo mediano, macio e equilibrado. Opção pela elegância. Taninos finos e acidez moderada.
Final longo, com frutado tomando conta. Álcool equilibrado (13,5%) e sem nenhum amargor. Madeira bem dosada e elegante, com toques tostados e de café. Estilo mais próximo aos vinhos europeus. Passagem de 8 meses por barricas de carvalho. Está num bom momento para ser aberto, embora possa melhorar em 1 ano.
Somente um ponto negativo: poderia ser mais barato.




Obs.: Não sou supersticioso, mas não ia perder a oportunidade de publicar este comentário no dia 09/09/09 às 09:09 h.

05 Setembro 2009

Finca El Origen Reserva Malbec 2007

Já comentei outro Malbec da Bodega La Esperanza (relembre), de uma linha básica e que não me agradou muito. Aliás, em breve virá o comentário do mesmo vinho, só que da safra 2007.
Este reserva tem passagem de 12 meses por barricas usadas e está na faixa dos $ 30-35. Um vinho que poderia custar menos.
Jovem, de coloração púrpura com reflexos violáceos e lágrimas muito lentas. Bons aromas, com o frutado típico dos Malbec argentinos. Um pouco “quente” no nariz (14,5% de teor alcoólico).
Na boca apresentou corpo mediano, com taninos vivos, ainda ásperos, com acidez marcante. Vinho seco, sem a chatice da repetitiva doçura da maioria dos vinhos sul-americanos. Madeira discreta, com retro-olfato frutado.
Final médio, alcoólico. Leve amargor, especialmente quando a temperatura na taça aumentou. Fundo do copo com lembrança discreta do carvalho.

Enfim, um vinho com alguns problemas, especialmente o álcool que incomodou um pouco, demonstrando ter efetivamente os 14,5%. Servido a uma temperatura abaixo dos 18ºC melhorou o frutado e o álcool ficou menos aparente. Mas, "desafinou" no conjunto.

01 Setembro 2009

Palo Alto Reserva 2007

Este é o 33º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Desta vez a indicação foi do Alexandre, do Diário de Baco. Um tinto fácil de encontrar, produzido pela Vinícola Palo Alto, criada em 2006 no Vale do Maule, sendo uma das subsidiárias da gigante Concha y Toro. Vinho bastante semelhante à maioria dos chilenos nesta faixa de preços, bastante frutado, sem muita complexidade, mas agradável. Um corte de cabernet sauvignon, carmenère e syrah, em proporções que desconheço, assim como não sei o tempo de passagem por madeira. Pela garrafa paguei R$35.
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Na taça uma coloração púrpura, com bordas violáceas. Bastante lacrimoso. Aromas maduros em boa intensidade, frutos negros de início, abrindo posteriormente para frutos vermelhos mais delicados, chocolate e nuances da madeira. Álcool aparecendo e incomodando um pouco.
Corpo médio, com taninos vivos e acidez mediana. Início bastante "seco", sem notas mais adocicadas, que somente apareceram após um tempo aberto, mas não ficou enjoativo. A uma temperatura mais baixa (em torno dos 16ºC) ficou mais agradável em boca.
Final mediano, com madeira ainda discreta, sensação de "boca seca". Leve amargor. Vinho jovem, sem muita complexidade. Servirá bem para uma ocasião mais informal, mas não fará feio ao acompanhar uma refeição.
Sinceramente fiquei na dúvida sobre a “avaliação” do vinho. Levando em consideração a relação custo x benefício e o álcool (13,5% de teor) que "esquentou" um pouco o vinho em todos os momentos da degustação, acredito que mereça minhas três taças. Um bom vinho, sem dúvida, mas não mudará sua vida. Ponto positivo para madeira sem exageros. Beba logo!