28 Novembro 2009
Coloma Selección Torre-Bermeja 2007
24 Novembro 2009
Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2008
Este Chardonnay da Casa Valduga é um grande vinho branco nacional, ao lado do produzido pela Villa Francioni. Mas tem uma vantagem: custa a metade do preço.
Com passagem de 6 meses por barricas de carvalho francês e romeno, é um vinho de boa complexidade, gastronômico, sedoso e marcante. Vale os R$ 48 que paguei.
De coloração amarelo palha, tem aromas medianos, lembrança de frutos maduros como abacaxi
Evolui muito
Final longo. Acidez mediana, muito agradável. Tostado elegante acompanhando a fruta. Vinho que não se mostrou “chato” com o uso da madeira. Ao contrário, adquiriu complexidade.
Um vinho que simboliza o potencial dos vinhos brancos brasileiros. Acompanhou bem uma descompromissada tábua de queijos macios (brie e camembert), mas tem estrutura para pratos mais potentes, especialmente carnes brancas.
Esta safra 2008 está esgotada. Bebi em quatro ocasiões diferentes e em todas elas tive ótima impressão. Estive no varejo da vinícola em outubro do ano passado e o vinho havia sido engarrafado naquela semana e o degustei com o enólogo João Valduga. Uma chance rara.
Comprei uma garrafa da safra 2009. Vamos ver como está em breve.
21 Novembro 2009
Salton Volpi Gewürztraminer 2009
Final curto, com prevalência floral. Leve amargor e lembrança vegetal. No fundo da taça, um curioso aroma de amendoim ou castanha(?). Simples e despretensioso. Bom para uma quente noite de quarta-feira. 13% de teor alcoólico.
17 Novembro 2009
Chateau Toutigeac Bordeaux AOC 2006
Na taça apresentou coloração rubi, límpido e transparente. Aromas moderados. Frutos vermelhos maduros. Notas de especiarias.
Vinho de pouco corpo, com taninos ainda firmes. Seco. Leve fruta em boca. Amargor discreto. Melhorou depois de um tempo aberto, desaparecendo a sensação amarga.
Final curto, boca seca. Madeira discreta.
Tive a impressão de que pode ficar mais macio com um tempo de guarda, mas não creio que ficará mais interessante. Como anotei em minha caderneta no dia da degustação: não é ruim porque não tem defeitos, mas não se justifica. Sem atrativos.

13 Novembro 2009
Errazuriz Reserva Pinot Noir 2008
De coloração rubi, transparente, demonstrou tipicidade já no exame visual. Aromas em boa intensidade, frutos silvestres maduros (cerejas, framboesas e morangos). Algum traço floral.
Vinho leve, com taninos macios, notas adocicadas, acidez moderada. Redondo, com retro-olfato frutado e leve álcool (13,5%).
Final mediano, com destaque para boa fruta e leve acidez. Álcool repetindo presença, mas sem ser um defeito. Madeira muito bem dosada pelo enólogo.
Não me pareceu necessitar de decantação, mas no fim da garrafa melhorou, indicando que pode receber breve aeração. Vinho com boa cor, bons aromas, boa tipicidade e boa presença em boca. Relação custo benefício interessante. Paguei R$42 pela garrafa. Diria que este vinho fica na metade do caminho entre a delicadeza esperada de um Pinot Noir e a potência a que estamos acostumados na maioria dos chilenos e argentinos elaborados com esta uva.

09 Novembro 2009
Cave Antiga Espumante Moscatel
É produzido em Farroupilha pela Vinícola Cave Antiga, casa fundada em 1998. Posso apontar quatro qualidades desse moscatel - em ordem de importância - que justificam sua compra: não é exageradamente doce, não tem amargor no final, possui boa refrescância e tem bom preço. Ideal para festas em que não se pode/quer gastar muito com os vinhos.
Na taça tem coloração amarelo palha, com perlàge irregular (bolhas grandes). Aromas discretos, com presença do floral característico dos moscatéis. Na boca é cremoso e refrescante, com acidez em destaque. Sem notas amargas. Final curto, com destaque floral.
Espumante simples, mas sem defeitos que comprometam a qualidade. Cumpre o papel, com bom equilíbrio. Álcool a 7,7%.

05 Novembro 2009
Villa Cerna Chianti Classico DOCG 2007
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01 Novembro 2009
Salton Volpi Cabernet Sauvignon 2007
A linha Volpi, da Vinícola Salton, é bastante confiável. Tem bom preço e vinhos ideais para o dia-a-dia, bem superior à linha Classic da mesma vinícola, embora com um preço pouco superior.
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Apesar da indicação de ser um Cabernet Sauvignon, esta uva está presente em 85% do corte, que ainda leva 15% divididos igualmente entre Merlot, Tannat e Cabernet Franc. O vinho passa por um estágio de seis meses em barricas de carvalho norte-americano e outros seis meses em garrafa.
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Servi as duas primeiras taças diretamente da garrafa, deixando o restante no decanter por meia hora. Ao que parece o vinho melhorou um pouco, abrindo-se para um frutado mais franco, com a madeira deixando de aparecer tanto. Melhor com comida.
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Na taça uma coloração rubi escuro, com muitas lágrimas. Aromas em boa intensidade. Domínio das notas vindas do carvalho americano: côco, baunilha e tabaco. Toques discretos de especiarias. Fruta escondida no início.
Corpo mediano. Taninos já domados, macios e doces. Acidez equilibrada. Retro-olfato amadeirado, com especiarias em alguns momentos.
Final mediano. Domínio da madeira, com lembrança tostada. Leve amargor. Álcool a 13% sem incomodar em nenhum momento.
Ficou melhor depois da decantação e a uma temperatura de 18ºC (revelando aromas de especiarias e madeira mais escondida). Vinho correto, sem ser excepcional.




