21 julho 2010

Porto Dom José Ruby

Quando comentei um porto branco aqui no blog (relembre), tive certeza de que não conhecer esses vinhos seria um grande sinal de ignorância. Passei a ler mais a respeito e a degustar esses licorosos nas oportunidades que tinha, especialmente em restaurantes.
Recentemente comprei três vinhos básicos, de preços modestos (na faixa dos R$40-60), para começar a experimentá-los com mais atenção. O primeiro comentado é esse produzido pela tradicional Real Companhia Velha. Um porto ruby, que passa três anos em cascos de madeira, elaborado através da vinificação de diversas castas como Touriga Nacional, Touriga Francesa, Bastardo, Tinta Roriz, Tinta Carvalha, Tinto Cão e Mourisco, em percentagens não definidas, conforme informações do site da vinícola. Garrafa do Lote 9043.
Na taça apresentou coloração rubi, com reflexos deixando o violeta e ficando mais próximos de um discretíssimo alaranjado. Aromas com boa intensidade, com as esperadas notas de frutos secos e presença alcoólica (19%). Vinho perfumado, mas sem muita complexidade. Na boca tem bom corpo. Açúcar se sobrepondo à fruta, o que me pareceu um tanto exagerado. Final curto para frutado e doçura, com prevalência do álcool e um pouco de mel no palato. Fundo de copo com discretíssimo defumado.
Vale o que custa, sem ser exuberante ou complexo. Para se ter em casa e servir sem esperar suspiros. A própria vinícola o considera um vinho para o dia-a-dia, que foi
servido a 15ºC, a temperatura recomendada pelo produtor. Servido gelado, como é comum nos restaurantes brasileiros, perde em aromas. Servido à temperatura dos trópicos, o álcool passa a incomodar. Cuidado!
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7 comentários:

Anônimo disse...

ótima dica mesmo.
nós brasileiros não sabemos apreciar os vinhos do Porto.
já vi pessoas em restaurantes pedirem vinho do Porto sem saber o que estavam fazendo, pediram pra acompanhar um jantar... fiquei com pena da mulher que estava acompanhando o cara que pediu o vinho no início da refeição.

Rodrigo Campos disse...

Calma com o radicalismo, há muitos tipos de vinho do porto e muitos deles casam bem com queijos e outras comidas salgadas. Há até mesmo Portos que podem acompanhar carnes, como alguns Vintage. São versáteis, afora o gosto pessoal.
Eu adoro Porto e sempre dou um jeito de incluir uma taça antes, durante ou depois da refeição.
O mais comum e fácil de harmonizar, no entanto, é mesmo com a sobremesa.
A temperatura também é importante, os tawnys, por exemplo, ficam melhores mais refrescados.

Rodrigo
esseeutomei.com

e n o t r i p disse...

O vinho do Porto talvez tenha sido um dos primeiros vinhos que provei, ainda na minha infância (aquela história de tomar escondido no bar de casa). Confesso que não sou um grande fã desta família e vinhos, mas também não tenho muita propriedade para falar pois tomei muito pouco.

Vou procurar esse que você postou, quem sabe mudo de opinião.

Sucesso!

Anônimo disse...

Ganhei de presente exatamente este Porto, e ele se tornou item obrigatório nos almoços de domingo e jantares com amigos aqui em casa. Só pra constar: já o servi como aperitivo! Arrisquei com queijos fortes e castanhas e achei que harmonizou muito bem! quem quiser "virar a mesa" e tentar o não-óbvio, fica o meu relato de uma experiencia bem sucedida!

Saturnino Estrada disse...

Pois bem...

É verdade que esse vinho é bem doce e que o álcool vinílico sobressai exageradamente.

Ficaria perfeito se fosse menos doce, e se o teor de álcool vinílico fosse reduzido. Nesse ponto, esperava mais de um vinho do porto, ops, menos... Heh heh...

O efeito que ele causa no cérebro fica não é "up" nem "down". O consumo um pouco além do moderado não causa embriagues excessiva, e depois que ela passa não deixa o mínimo resquício de mal estar. Assim, apetece bebê-lo enquanto houver gota na garrafa.



É um bom vinho.

Evelin Mortmagus disse...

Muita frescura para um só.... afetados ao extremo tomando vinho....

Maria disse...

nobre amigos, penso que quem compra um vinho desse (Dom José-Rubi), pode até não entender de vinhos, mas ignorar o cheiro da madeira(que me remete aos barris, inclusive tenho um), os aromas o sabor, até mesmo o adocicado, que bate de encontro ao nosso costume de degustar vinhos secos, sem duvida é a melhor opção para um bom relex com a esposa. abraços