26 outubro 2010

Encontro de Vinhos em Ribeirão Preto - 1ª Parte

(Fotos de Nádia Jung)

Certamente inúmeros blogs falarão sobre o Encontro de Vinhos que aconteceu em Ribeirão Preto no último dia 23. Tenho certeza também que todos falarão do sucesso desse evento que já faz parte do calendário nacional de feiras de vinho.

Iniciativa dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Beto Duarte (Papo de Vinho), contou dessa vez com a assessoria da dinâmica Silvia Cintra Franco (In Vino Veritas e Vinho e Gastronomia). Organização muito boa, ambiente aconchegante e repleto de personalidades do mundo do vinho. Destaque também para o ambiente climatizado (vinho e calor não combinam) e para a educação das pessoas. Vi apenas um sujeito que abusou um pouco mais do vinho e pedia para os atendentes servirem a taça cheia. De resto, todos entenderam que tratava-se de uma degustação. As mesas com pães e frios ajudaram muito na maratona de um dia inteiro de provas.
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Nesse primeiro post sobre o evento falarei sobre a eleição para o Top 5, primeira atividade do dia, começando às 13:30 h. Fui convidado com minha esposa para a avaliação de 22 vinhos, sendo 2 espumantes, 1 branco, 1 vinho de sobremesa e tintos os demais. No decorrer da prova chegaram mais 2 vinhos tintos, totalizando 24. Podemos dizer que provamos o que havia de melhor na feira, porque cada expositor mandou o vinho que entendia ser capaz de ganhar a prova realizada às cegas.

Confesso que não tenho grande experiência com o sistema de pontuação, porque aqui no blog as avaliações não ocorrem assim. Mas fiquei satisfeito com o resultado final, porque os Top 5 do evento receberam de mim 90 pontos ou mais.

Seguem abaixo os rótulos dos vencedores, ordenados a partir da maior média:
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Evidentemente a avaliação de cada um de nós não coincidiu exatamente com os Top 5. Segue a ordem de pontuação segundo a minha avaliação e a posição que o vinho obteve na classificação geral:

- 93 pontos: Quinta da Mimosa Palmela DOC 2007 (2º no Top 5);
- 92 pontos: Cesare Bosan Amarone Della Valpolicella DOCG 2001 (1º no Top 5)
- 91 pontos: Crane Lake Zinfandel 2006 (5º no Top 5)
- 91 pontos: Dominio de Valdelacasa 2006
- 91 pontos: Quinta do Serrado Reserva Tinto 2005
- 91 pontos: Lucero Syrah 2008
- 90 pontos: Domaine Pasqua Vin Doux Chardonnay (3º no Top 5)
- 90 pontos: Cinco Tierras Reserva Cabernet Sauvignon 2006 (4º no Top 5)
- 90 pontos: Casa Valduga Espumante 130
- 90 pontos: Château Lamblin Côtes de Bourg AOC 2005

Para as duas primeiras posições houve uma inversão entre a minha pontuação máxima e o resultado final do Top 5. Mas a diferença de preços entre os dois vinhos é grande. Enquanto o português custa R$68 o italiano sai por R$450. A relação custo x benefício aqui é indiscutível em favor Quinta da Mimosa, embora sejam vinhos totalmente diferentes um do outro.

A experiência foi ótima e degustar vinhos às cegas é realmente a maneira mais justa de avaliá-los para um ranking como esse. Já confirmei nossa presença no Encontro que acontecerá em 25 de abril do ano que vem, em São Paulo.

Amanhã um post sobre os expositores que visitamos na feira e as pessoas que tivemos o prazer de conhecer.

Para visualizar os rótulos de todos os 24 vinhos degustados, clique aqui.

Saúde a todos!

9 comentários:

NáJung disse...

Graaaaaaaaande Post!
E, passou aqui para agradecer a felicidade minha em ver um registro meu que possa ilustrar este Post do Encontro De Vinhos!
Obrigada!

Sucesso!
NáJung.

Rafael Moreira disse...

Olá, sou o importador do Quinta do Serrado Reserva, fiquei muito satisfeito em saber que na sua avaliação o mesmo ficou entre os 5 melhores! Pelo jeito ele ficou muito bem colocado na classificação final, pois um outro conhecido também o classificou entre os 5 melhores.

Abs,

Rafael Moreira - rafaelmoreira@ftpwines.com.br

Rua Sem Dono disse...

Triste!

Vinho para Todos disse...

Tristeza e vinho não combinam.

Saúde!

Rua Sem Dono disse...

Olá Vinhoparatodos, bonito o nome, mas será que é a preocupação real?
Vinhos perto de R$ 30,00 par o Dia a dia?
Aqui quem vos fala é antigo Blog Prazerporvinhostintos!
Tristeza seria o mais nobre dos sentimentos ao ver essa reunião de “pseudos-amantes” do vinho, poderia adjetivar de outras maneiras:
Mediocridade, arrogância, status, mesmice e por aí vai. Credo você deve estar me achando um antigo membro do partido comunista! Vem de novo aquela velha mediocridade, mesmice, lugar comum Blá, blá, blá e por aí vai.
Mas como eu te disse numa das vezes “Cuidado com o poder, quer financeiro quer por notoriedade, pois nos tira a condição sagrada de sermos independentes e sem amarras.

Que você volte a ser um eterno Beberrão e não um..."Enófilo"

Vinho para Todos disse...

Prezado,

tentei escrever algo em resposta ao seu comentário... mas trabalhei quase 60 horas essa semana (uma regra, infelizmente), hoje é sábado, estou de bermudas e chinelo, minha filha quer minha atenção... então não me vem nada inteligente e cortez à cabeça.

Desejo-lhe sorte em seu novo blog e torço para que o discurso ferrenho contra os "pseudo-amantes-do-vinho" se abrande.

Saúde!

Rua Sem Dono disse...

Caro Vinhoparatodos, se eu te provoquei um conflito e espero que sim, pois escrevestes que não conseguistes pensar em algo inteligente e cortez para me responder, “o conflito só nos faz reavaliar se estamos no caminho certo do que acreditamos”, era essa a intenção, pois no início quando comecei a ler seu blog, me identificava e muito com suas descrições primorosas de “qualquer vinho”, e ainda contínuo lendo seu blog, aliás é o único, e espero realmente que você não se perca da intenção primeira do seu blog, que era nos fartar de belas e raras descrições de beber um “qualquer bom vinho”.

Grande abraço.

Anônimo disse...

Abaixo os vinhos de direita!

Viva a condução por latada!

Abaixo o engarrafamento mecanizado!

Viva os vinhos de garrafão!

Socorro!

Rua Sem Dono disse...

Retirado da internet do site da Veja Vinhos.

Texto de Marina:

"Sabe quem é o verdadeiro nobre nesta coisa toda? Aquele lavrador que planta a videira, cuida dela com amor e reverência, tem as mãos marcadas pelo ofício e sabe da terra, da uva e do vinho e, sem fazer nenhum curso "sente" o vinho. Este é o aristocrata do vinho. Os demais (enólogos, enófilos ou o que seja) fazem um teatro patético, com aquela pantomima de "cheirar a rolha", que deve ser motivo de riso para o lavrador-vinicultor. Tenho a impressão que o lavrador deve sorrir bondosa e indulgentemente ao ver uma "sofisticada" publicação sobre vinhos em revistas de luxo. Pena e indulgência é o que ele deve sentir".