Consegui alguns dias de folga e programei com minha esposa uma ida a São Paulo, a capital brasileira dos vinhos e da gastronomia. Para marcarmos as datas olhei primeiro a agenda de degustações da SBAV-SP e vi que no dia 26 de julho teriam um evento da importadora Ravin e os vinhos da Família Zuccardi, apresentados por José Alberto Zuccardi.
Entrei em contato com o confrade Jeriel da Costa, diretor de degustações da SBAV-SP, que me recomendou muito o evento. Fiz as reservas pra nós e para um casal de amigos, na casa de quem ficamos hospedados. Valor por pessoa: R$55 para a degustação e mais $40 para o jantar. Preço honesto, pensei.
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Realmente o Jeriel tinha razão, José Alberto Zuccardi transpira simpatia, competência e paixão pelos vinhos, sua família e sua terra.
Após sua apresentação inicial, os vinhos foram servidos. Em nossas mesas havia uma pasta da importadora com a ficha técnica de todos os vinhos, bem como uma ficha para avaliação. O serviço foi muito correto, taças ISO e temperatura ideal para o branco, tintos e colheita tardia. A cada vinho um comentário vindo de pessoas importantes como Agnaldo Záchia Albert, José Luiz G. Pagliari, Roberto A. Ventura, Miguel Alberto Lopes, Jeriel da Costa.
No jantar foi servida uma salada, seguida de risoto e sobremesa. Um feito que não ocorria há tempos: comi rúcula. Não fazia isso desde 2002, quando descobri que a combinação entre caipirinha e rúcula é tóxica pra mim.
Durante a sobremesa pensei nos R$95 reais que pagamos e descobri que foi um preço mais que justo, pois o valor não pagou apenas vinho e comida, mas tudo o que cercou o evento.
Quanto aos vinhos... fizemos anotações, discutimos, descobrimos aromas em temperaturas diferentes etc, mas em agosto faço postagens para cada um deles.
Ao Jeriel agradeço pela acolhida. Aos amigos Paulo e Roberta, pela hospedagem, companhia divertidíssima e pelos inúmeros momentos etílico-gastronômicos que nos proporcionaram na curta visita.
Aos paulistanos (de nascimento ou por adoção), recomendo a participação nos eventos da SBAV-SP. O que se paga não paga o que de lá se leva.












