28 Agosto 2010

Les Bretèches du Château Kefraya 2007


A vida de blogueiro dá um pouco de trabalho. Mas no meu caso é um hobby, fazendo com que os momentos prazerosos sejam muito mais frequentes, como quando fazemos novas amizades. Virtualmente ou pessoalmente, nos aproximamos de pessoas muito interessantes e gentis.
Esse vinho me veio como um presente, que já seria ótimo somente pelo gesto, mas se revelou ainda melhor quando bebi o vinho. O gentil Daniel Aguiar, do blog Atlan Vitis (Natal-RN), me enviou uma garrafa desse vinho pelo correio.
Quando me falou do presente a primeira coisa que discutimos foi sobre as dificuldades que os Correios aqui no Brasil impõem para o envio de encomendas como essa. Na verdade, acho até que utilizam argumentos para que NÃO enviemos garrafas. Senti isso quando mandei 2 vinhos para o João Barbosa, em Portugal. Quase me pagaram para não enviar.
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Mas chegando o vinho com uma embalagem muito bem feita pelo Daniel, fiquei muito curioso para experimentar, pela primeira vez, um vinho do Líbano. É produzido pelo conhecido Château Kefraya, que mantém 300 acres (121 hectares) de vinhedos no Vale de Bekaa, o melhor terroir do Líbano.
Os vinhedos ficam em altitude média de 1.000 metros, com verões secos e noites frias e chuvosas. A neve derretida auxilia na irrigação dos vinhedos e as uvas amadurecem em meados de setembro. Os rendimentos são controlados e relativamente baixos. As vinícolas utilizam uma combinação de técnicas antigas e modernas na vinificação.
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Dados técnicos do vinho: é um blend de 7 variedades: cabernet sauvignon, syrah, cinsaut, mourvèdre, tempranillo, carignan e grenache. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de inox e a malolática em tanques de concreto. Após 10 meses de amadurecimento em tanques o vinho é engarrafado, sem passagem por madeira.
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Vinho de coloração rubi, sem traços de evolução. Aromas em boa intensidade e complexidade interessante: aromas lácteos, terra, queijo roquefort, frutos silvestres, especiarias, uma nova sensação a cada análise.
Na boca tem corpo mediano, mas bom volume. Taninos presentes, mas sem rusticidade. Acidez equilibrada e retrogosto com muita fruta. Final longo, com leve sensação tostada, apesar da ausência de madeira. Equilíbrio e elegância se juntaram nesse vinho que custa em torno dos R$50. Facilmente passaria por um vinho do Rhône. Pronto para beber ou guardar por mais 1-2 anos.
A vinícola o classifica como um "pleasure wine". Realmente!

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25 Agosto 2010

Surazo Chardonnay 2007

Quando comprei um Carmenère da Vinícola Santa Mônica, já comentado aqui (relembre), também comprei esse Chardonnay, pagando R$34. Pela leitura do rótulo parece não ter passagem por madeira.
Vinho de coloração amarelo palha, sem reflexos esverdeados. Lacrimoso e brilhante. Aromas frescos, destaque para uma boa mineralidade quando mais frio. Frutos cítricos à temperatura correta de serviço, com notas lembrando mexerica ou tangerina. Algumas notas florais.
Na boca confirmou frescor e mineralidade. Boa presença. Equilíbrio e elegância. Notas adocicadas muito envolventes. Final mediano, marcado por fruta e leve defumado, embora pareça não ter passado por madeira. Álcool a 14%, sem aparecer.
Vinho muito honesto, bem feito, que harmonizou-se com alguns queijos que tínhamos em casa, como Brie e Old Dutch Master. Mas casou-se perfeitamente com fatias de Copa, que teve sua gordura "domada" pelo vinho, deixando na boca uma gostosa lembrança cítrica.
Está em ótima forma, com boa relação custo x benefício.
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21 Agosto 2010

Antuco Reserva Chardonnay 2007

A palavra "Antuco" significa "água do sol", segundo a cultura indígena Mapuche, mas também é o nome de um famoso vulcão chileno. A região entre o vulcão e a Laguna da Laja ficou marcada por uma tragédia em 2005, que levou à morte 45 integrantes do Exército Chileno que marcharam durante uma nevasca sob o comando do major Patricio Cereceda e do comandante Luis Pineda. A conhecida "tragédia de Antuco" é a segunda maior catástrofe do exército em tempos de paz.
Mas como vinho e tragédia não combinam, vamos mudar de assunto e ficar somente com a bela imagem do vulcão.
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Os vinhos Antuco são elaborados pela famosa vinícola Cremaschi Furlotti, a partir de seus vinhedos na região central do Vale do Maulle, de solo vulcânico e clima mediterrâneo. São exportados para cerca de 40 países e elaborados sob a supervisão do enólogo Rodrigo Gonzalez.
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Esse chardonnay é encontrado na faixa dos $40-45. 25% do vinho passam 4 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho com boa carga aromática, lembrança cítrica muito evidente, algumas notas remetendo a pêssego. No nariz há leve lembrança da madeira (abaunilhado). Na boca é melhor. Bom corpo e acidez refrescante e retro-olfato muito agradável, com nuances de frutos tropicais. Final de boa persistência, sem ser cansativo apesar da passagem por madeira. Vale o investimento!
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17 Agosto 2010

Wrongo Dongo 2008

Comprei esse vinho movido por três curiosidades: 1) a região em que é produzido, até então inédita para mim, 2) a uva igualmente inédita e 3) o rótulo, de uma estranheza curiosamente bonita. É produzido pela Bodegas Juan Gil, fundada em 1916 e atualmente administrada pelos bisnetos de seu fundador, Juan Gil Giménez. Possui 120 hectares de terras a uma altitude média de 700 metros. Paguei R$ 48 pela garrafa e foi uma experiência muito interessante.
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A região - o vinho é produzido na D.O. de Jumilla (veja mais), situada no sudeste espanhol e regulamentada em 1966. O nome da região vinícola decorre do município de mesmo nome, situado na província de Múrcia. A região conta atualmente com cerca de 30.000 hectares de vinhedos. As variedades autorizadas são:
- TINTAS:
Monastrell, Cencibel, Garnacha Tintorera, Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah y Petit Verdot.
- BRANCAS: Airen, Macabeo, Pedro Ximénez, Malvasía, Chardonnay, Sauvignon Blanc y Moscatel de grano menudo.

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A uva - Monastrell, variedade autóctone do sudoeste espanhol, sendo Jumilla sua mais importante zona de produção, onde está ambientada há séculos, caracterizando-se pela resistência à seca. Resulta em vinhos estruturados e atualmente é a terceira variedade mais cultivada na Espanha.
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O rótulo - continuo com a mesma curiosidade inicial, porque não faço a menor ideia do que signifique. Se alguém puder ajudar...
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Na taça um límpido rubi. Bons aromas. De início um frutado maduro (ameixas) e álcool aparecendo de leve (15% de teor). Abriu-se para compota, geleia e traços de especiarias e algo terroso.
Corpo mediano. Vinho maduro, continuando a lembrança compotada, frutos negros, bom calor dado pelo álcool. Taninos finos e acidez refrescante. Final um tanto curto, dominando a fruta muito madura acompanhada de leve tostado.
Não me lembro de ter bebido um vinho com esse teor alcoólico, que nesse caso serviu para dar certa potência, mas não é desequilibrado. Um vinho que vale conhecer, sem dúvida, por um preço interessante (na casa dos R$45-50)
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13 Agosto 2010

Santa Julia Tardío 2008

Esse foi o sexto vinho da degustação promovida pela importadora Ravin, no dia 26 de julho na sede da SBAV-SP, para apresentação dos produtos da conhecida e conceituada Família Zuccardi, com a presença de seu diretor José Alberto Zuccardi.
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Dados técnicos: elaborado com uvas de Maipú e Santa Rosa, um corte de 85% Torrontés e 15% Viognier. As uvas foram colhidas em maio. Depois de prensadas passaram por maceração com as cascas e fermentação com leveduras selvagens. O processo de fermentação foi interrompido por um choque a frio. Teor alcoólico de 9,5%.
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Vinho de coloração dourado claro. Aromas intensos. Inicialmente identifiquei uma fruta muito comum no cerrado chamada Cajá-Manga, que depois desapareceu dando lugar para frutos secos, mel e notas lembrando aspargos. Na boca é macio, repetindo frutado, com acidez moderada e final mediano.
Quem acompanha o blog sabe que tenho me dedicado (timidamente) a comentar vinhos de sobremesa (veja menu à direita). No caso dos colheita tardia, busco equilíbrio entre fruta e adocicado e uma boa acidez, características que não deixam o vinho chato e permitem uma gama maior de harmonizações. Esse me pareceu menos interessante justamente porque lhe faltou um pouco de acidez e talvez um pouco mais de álcool. Preço: R$49.
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Obs.: o sétimo vinho servido foi um Tempranillo, uma das especialidades da vinícola, que acompanhou o jantar. Mas àquela altura eu já não queria fazer mais anotações. Bebi o vinho sem maior atenção e prefiro não comentá-lo aqui, embora tenha gostado.

11 Agosto 2010

Zuccardi Zeta 2006

Esse foi o quinto vinho da degustação promovida pela importadora Ravin, no dia 26 de julho na sede da SBAV-SP, para apresentação dos produtos da conhecida e conceituada Família Zuccardi, com a presença de seu diretor José Alberto Zuccardi.
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Dados técnicos: elaborado com 64% de Malbec (de vinhedos em La Consulta) e 36% de Tempranillo (de vinhedos em Santa Rosa). O afinamento da Malbec foi em carvalho francês por 12 meses e a Tempranillo em carvalho americano por 14 meses. Depois de feito o blend o vinho repousou em garrafa por 24 meses. 14,5% de teor alcoólico.
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Estou comentando esse vinho porque ele estava na degustação e prometi falar sobre todos eles, mesmo fora da faixa de preços do blog. Trata-se do ícone da vinícola e suas avaliações positivas são tantas que meus comentários não farão diferença alguma. É um vinho de um patamar alto de preços para o consumidor iniciante ou de bolso mediano, algo em torno dos R$ 230, mas vale cada centavo.
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Vinho de coloração púrpura, denso, manchando a taça. No nariz a primeira impressão lembrou pimenta, abrindo-se para um leque imenso de possibilidades: frutos negros, chocolate, flores (violeta) e notas da madeira. Na boca é volumoso, com acidez gastronômica e taninos redondos, embora ainda possa evoluir com a guarda.
O maior destaque fica para o final de boca muito, mas muito persistente, com predominância de leve tostado e muita fruta. Vinho sem defeitos e de muita personalidade, como era de se esperar.
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Obs.: Vinho de nº 400 comentado no blog.


09 Agosto 2010

Zuccardi Q Malbec 2007

Esse foi o quarto vinho da degustação promovida pela importadora Ravin, no dia 26 de julho na sede da SBAV-SP, para apresentação dos produtos da conhecida e conceituada Família Zuccardi, com a presença de seu diretor José Alberto Zuccardi.
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Dados técnicos: produzido com 100% Malbec provenientes de vinhedos em La Consulta e Agrelo (Mendoza). A fermentação clássica ocorreu com leveduras selecionadas e o período de maceração por 20 dias. Fermentação malolática completa. Amadurecimento em barricas de carvalho francês novas por 12 meses. Delicada filtragem antes do engarrafamento. Álcool a 14%.
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Na taça coloração púrpura, com notas violáceas. Aromas elegantes, com especiarias dominando no início, abrindo-se para fruta madura (ameixa) e chocolate. Floral em alguns momentos. Menos corpo que o esperado, taninos marcantes e acidez equilibrada. Frutado toma conta da boca. Álcool dá potência ao vinho, mas sem desequilibrar. Vinho com muitas sutilezas e elegância harmoniosa, com potencial para guarda.
O preço não é baixo (R$105), mas vale o que custa. Pra consumidores medianos como eu, é um daqueles investimentos que se justificam.
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07 Agosto 2010

Santa Julia Reserva Cabernet Sauvignon 2008

Esse foi o terceiro vinho da degustação promovida pela importadora Ravin, no dia 26 de julho na sede da SBAV-SP, para apresentação dos produtos da conhecida e conceituada Família Zuccardi, com a presença de seu diretor José Alberto Zuccardi.
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Dados técnicos: 100% Cabernet Sauvignon provenientes de vinhedos em Maipú (Mendoza). O vinho passa por estágio de 10 meses em carvalho francês de diferentes usos.
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Certamente alguém vai discordar, mas esse vinho não me empolgou. Acredito que temos opções mais interessantes na faixa de preços ($43) e não vi nele o ganhador de medalha de prata no Argentina Wine Awards.
Na taça uma coloração rubi com reflexos violáceos. No nariz o álcool chegou primeiro (14%). Aroma estranho, fechado. Com algum tempo abriu-se, mas sem empolgar muito. Especiarias, pimenta, frutos negros maduros, madeira discreta e fundo vegetal. Na boca melhorou, com taninos marcantes, mas já amaciando. Final mediano com destaque amadeirado. Certo desequilíbrio alcoólico.
Pode ser que esteja enganado, pode ser que a temperatura não era ideal, pode ser muita coisa... mas os companheiros de mesa também não se empolgaram. Fiquei pensando se não seria "culpa" do tão surpreendente Touriga Nacional.

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05 Agosto 2010

Santa Julia Innovación Touriga Nacional 2009

Esse foi o segundo vinho da degustação promovida pela importadora Ravin, no dia 26 de julho na sede da SBAV-SP, para apresentação dos produtos da conhecida e conceituada Família Zuccardi, com a presença de seu diretor José Alberto Zuccardi.
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Dados técnicos: vinho elaborado com 100% Touriga Nacional provenientes de vinhedos em Santa Rosa (Mendoza), colhidas em março. Vinificação clássica com 10 dias de maceração e estágio em barricas de carvalho francês por 6 meses.
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Essa foi a surpresa da noite, não só pelo fato de experimentar pela primeira vez um TN produzido na Argentina, mas porque o vinho realmente empolgou pela qualidade e pela relação custo x benefício (R$39). Fiquei pensando que podemos ter em breve ótimos vinhos dessa uva produzidos por lá, como ocorreu com a Tempranillo.

Na taça um vinho jovem, de coloração púrpura, denso, brilhante, com lágrimas grossas e lentas (13,5% de teor alcoólico). Aromas fechados no início, predominando poeira e madeira bem presente, parecendo ter passado mais do que 6 meses em contato com o carvalho. Depois de alguns minutos abriu-se para frutado potente, compotado, com notas de ameixa e algo floral.
Médio corpo, com taninos vivos, muito presentes. Madeira em equilíbrio. Final de média persistência. Vinho ainda jovem que pode melhorar com algum tempo de guarda. Tem vocação gastronômica.
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03 Agosto 2010

Zuccardi Serie A Torrontés 2009

Conforme prometido na penúltima postagem, começo hoje a comentar os vinhos da Família Zuccardi que experimentei na degustação promovida pela importadora Ravin, no dia 26 de julho na sede da SBAV-SP. Esse foi o primeiro deles.
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Dados técnicos: 100% Torrontés, produzido com uvas da região de Salta (Cafayate), colhidas em abril. A fermentação ocorre a temperatura controlada entre 15 e 18ºC com leveduras em contato com a borra durante 6 meses.
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Na taça apresentou coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados. Lacrimoso (13,4% de álcool). Muito aromático, início com floral intenso, abrindo-se para lichia e outros frutos brancos. Acidez marcante, com final longo e certa adstringência. Boca seca, sem notas amargas. Apareceram notas lembrando maracujá.
Vinho muito bem feito, refescante, com boa complexidade aromática e relação custo x benefício que não chega a empolgar, mas não é caro pelo que apresenta ($60).
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01 Agosto 2010

Casa Valduga Premium Cabernet Franc 2006 #cbe

Esse é o 45º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. A escolha desse mês coube ao Jurandir (Blog Eu e o Vinho), que indicou o tema "cabernet franc brasileiro".
Eu tentei encontrar o Aurora Pequenas Partilhas porque tenho curiosidade a respeito dessa linha. Mas não o encontrei por aqui ou nas várias lojas que visitei em São Paulo. Como não queria pagar frete do Sul, acabei desistindo. Entrei em contato com o representante da vinícola em minha região e ele me disse que esses "vinhos mais elaborados tem pouca saída".
Enfim, apesar de ter comentado um Casa Valduga da safra 2005 (relembre), não me restou outra opção senão comprar uma garrafa da safra 2006, cuja distribuição por aqui é muito boa, pagando-se algo em torno dos R$38.
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Abri o vinho ontem e avaliei a primeira taça de imediato, mas decantei o restante por 30 minutos para verificar se ouve alguma evolução. É que experimentei recentemente o CS da mesma linha e safra e o achei bastante jovem ainda, necessitando de um tempo para se abrir.
Na taça é um vinho rubi com nuances violáceos. Os aromas de início estavam um tanto discretos, com lembrança de frutos mais delicados (framboesa), com fundo de especiarias e madeira. Álcool de leve no nariz (14% de teor). Corpo médio, vinho seco, taninos já amaciando e acidez equilibrada. Gastronômico, com álcool sem incomodar. Final de boa persistência, madeira bem casada e discreto frutado.
Depois da aeração o vinho melhorou sensivelmente. Aromas de especiarias ganharam um pouco mais de destaque. Em boca ficou mais balanceado, ganhando fruta e no retrogosto apareceram notas de café e chocolate.
Gostei bastante do vinho, mas ainda acho que o 2005 era superior. Este está pronto para beber agora ou daqui 1 ano. Ainda tenho 2 garrafas de ambas as safras, que abrirei daqui um tempo para comparar.
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