30 novembro 2010

Santa Alicia Millantu 2006

Esse vinho, produzido pela Viña Santa Alicia, me agradou sem fazer esforço, além de ser o melhor custo x benefício da noite (será vendido por aqui na faixa dos R$ 75-80). Aliás, essa vinícola é conhecida por seus bons preços e linhas que também podem ser encontradas em supermercados. Mas esse TOP da casa somente em lojas especializadas.

Dados técnicos: produzido com uvas do Vale do Maipo, é um corte de Cabernet Sauvignon (48%), Cabernet Franc (34%) e Carmenère (18%), com passagem entre 18 e 24 meses por barricas de carvalho francês, permanecendo mais 12 meses na vinícola antes da comercialização. Teor alcoólico de 14,5%.

Vinho lacrimoso, de coloração rubi. Aromas intensos, muita fruta madura, especiarias e tostado da madeira compondo muito bem o conjunto. Foi possível sentir a predominância da Cabernet Sauvignon, com suas notas apimentadas e de eucalipto, mas também da Carmenère, que mesmo em parcela menor no corte deu seu recado.
Na boca é harmônico, sem arestas, grande equilíbrio e boa estrutura. Taninos macios e acidez em boa conta. Final de longa persistência, com muita fruta e boa complexidade no palato.

Já conhecia o vinho do Encontro de Vinhos em RP e já havia me chamado a atenção. Vinho com estilo Novo Mundo em razão da boa fruta, mas sem madeira em exagero, álcool sem incomodar e bom conjunto. Um corte bordalês bastante acertado e que me parece estar num ótimo momento para consumo, embora possa evoluir com mais alguns anos de guarda.
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29 novembro 2010

Gran Pampas del Sur Malbec 2007


Esse vinho é de uma linha produzida pela conhecida vinícola Trivento, que já teve um vinho básico comentado aqui, um Pinot Noir (relembre). São vinhos com boa relação custo x benefício e encontrados em supermercados. Mas esse Malbec é o top da linha. Será vendido aqui na faixa dos R$ 75-80.
Quando foi servido alguns dos presentes suspiraram porque é um vinho muito frutado e com bastante madeira, um tanto exagerada para meu gosto pessoal. Mas com um tempo de aeração melhorou muito, e revelou grandes qualidades.

Dados do vinho: 100% Malbec da região de Tupungato, em Mendoza. Passagem de 12 meses por barricas de carvalho francesas, permanecendo mais 12 meses na vinícola antes da comercialização.

Vinho ainda jovem, de coloração púrpura, sem evolução. Aromas intensos, início muito amadeirado, mas com o tempo os aromas abaunilhados perderam força e se integraram bem com um frutado muito maduro, com alguma lembrança floral e discretas notas de especiarias. Na boca tem muita fruta e um característico abaunilhado. Vinho com boa estrutura, taninos levemente rascantes. Notas minerais apareceram por conta de leve salgado, característica dada ao vinho provavelmente pelo solo em que as uvas são cultivadas. Final longo, com boa integração entre fruta e madeira revelando leve tostado.
Enfim, um Malbec típico, ainda jovem, que evoluirá nos próximos 3-4 anos. Álcool não aparentou o alto teor de 14,8%.
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28 novembro 2010

Batasiolo Sovrana Barbera D'Alba DOC 2007


O terceiro vinho da noite deixou os presentes mais curiosos, porque os tintos fazem mais sucesso por aqui, apesar do calor em grande parte do ano. Embora a mesa estivesse com muitos pães, queijos e azeite, estávamos numa churrascaria e as carnes selecionadas para a noite não demorariam a vir.

Esse vinho é produzido pela Beni di Batasiolo com uvas 100% Barbera da região de Langhe, nos arredores da cidade de Alba, no Piemonte. No envelhecimento 30% do vinho fica em barris de carvalho e o restante para grandes tonéis de carvalho esloveno, permanecendo de 8 a 10 meses antes do engarrafamento.

Vinho de coloração rubi, apresentou-se bem aromático, com notas a frutos vermelhos bem maduros, frutos negros em alguns momentos e leve presença da madeira. Na boca tem corpo mediano, com taninos finos e boa acidez. Vinho de personalidade e boa tipicidade. Final persistente com fruta e madeira em harmonia, com destaques tostados e algum abaunilhado. Álcool de leve (14,5%), mas sem desequilibrar. Melhora muito se acompanhado por comida.

Será vendido por aqui na faixa dos R$60-65 e acredito que ainda pode evoluir nos próximos 2-3 anos, mas já está num bom momento para consumo.


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27 novembro 2010

Cesari Cento Filari Lugana DOC 2008

A vinícola Cesari foi fundada em 1936 por Gerardo Cesari, na província de Verona. Tem em seu portfólio vinhos de variadas gamas, divididos em Riserve, Singolo Vigneto, Vini Tradizionali, Classici e Varietali, além de azeites e destilados. Na degustação foram provados três vinhos desse produtor, que serão comentados nos próximos dias.

Dados do vinho: é um corte de Turbiana (95%) e Chardonnay (5%), sem passagem por madeira. A variedade que predomina no corte é uma uva originária da região de Lugana, na Lombardia. Seu nome também pode ser Trebbiano di Lugana, mantendo características que a aproximam das várias denominações de uvas Trebbiano, como o amadurecimento tardio, mas também é parecida com outra uva italiana, a Verdicchio.

Na taça coloração amarelo-palha, com reflexos esverdeados. Aromas em boa intensidade, frutos brancos, especialmente abacaxi e alguma especiaria. Discretas notas minerais. Boa complexidade.
Na boca evolui, com boa acidez e fruta muito presente. Equilibrado e elegante, com álcool a 13% sem incomodar. Sem indicativo de passagem por madeira. Pode acompanhar peixes ou pratos mais leves. Pronto para beber. Ligeiramente superior ao primeiro vinho da noite, comentado ontem no blog.

Será vendido por aqui na faixa dos R$ 60-65.


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26 novembro 2010

Batasiolo Chardonnay Morino Langhe DOC 2007


A história da conhecida vinícola Beni di Batasiolo começa em 1978, quando a família Dogliani compra a histórica Vinícola Chiola, edificada nos anos 50 em localização privilegiada no município de La Morra, no coração do vale do vinho Barolo (Piemonte). Naquela época a propriedade era composta de sete "beni", ou seja, sete casas de campo rodeadas de vinhedos de uvas Nebbiolo de Barolo. Atualmente são mais de 100 hectares de vinhedos, dos quais 60 são utilizados para cultivo da Nebbiolo.

Dados do vinho: produzido com 100% de uvas chardonnay do vinhedo "Morino", situado na colina de La Morra, no Piemonte. Tem 13% de teor alcoólico. Passa 6 meses em barris de carvalho e outros 6 meses em garrafa antes de ser colocado no mercado.

Na taça um vinho de coloração amarelo palha. Aromas de início discreto, mas que evoluíram para um frutado característico da variedade e discretas notas amadeiradas. Na boca é elegante, macio e com boa fruta. Acidez marcante, com bom equilíbrio. Final de boa persistência, com fruta aparecendo de início, dando lugar a um elegante tostado proveniente da fermentação em carvalho. Certa complexidade e vocação gastronômica, podendo ser apreciado como aperitivo também. Madeira não deixou o vinho "pesado".

Aqui em MG, considerando a pesada tributação estadual, deverá ser vendido na faixa dos R$ 60-65.
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25 novembro 2010

Degustação dos vinhos da Max Brands

No iníco dessa semana participei de uma degustação promovida pela Max Brands em Uberlândia para apresentação de seus produtos. A maioria eu já conhecia do Encontro de Vinhos em Ribeirão Preto, mas na ocasião não tomei notas sobre os vinhos. Dessa vez fui com minha caderneta e câmera fotográfica para registrar os rótulos. A partir de amanhã farei comentários sobre os 9 vinhos servidos na noite:

- Batasiolo Chardonnay Morino Langhe DOC 2007
- Cesari Cento Filari Lugana DOC 2008
- Batasiolo Sovrana Barbera D'Alba DOC 2007
- Gran Pampas del Sur Malbec 2006
- Santa Alicia Millantu 2006
- Mythos 2007
- Batasiolo Barolo Riserva DOCG 2003
- Cesari Ripasso Bosan DOC 2006
- Cesari Amarone della Valpolicella Classico DOC 2007

A degustação aconteceu na Churrascaria Uai-Tchê e foi comandada pela Mirela Fadel e pelo Wagner Presotto. Posso adiantar que não houve nenhuma surpresa, já que todos os vinhos são de grande qualidade, com algumas ótimas relações qualidade x preço. Em breve os consumidores de Uberlândia terão esses produtos na Di Vino Brasil que fechou uma bela parceria com a importadora.

24 novembro 2010

Planeta La Segreta Bianco Sicilia IGT 2008

Esse vinho é produzido na Sicilia pelo conhecido produtor Planeta. É um vinho com Indicazione Geografica Tipica - IGT, denominação instituída em 1992, e que carrega menos prestígio que os DOC ou DOCG, mas é uma classificação superior aos Vinos da Tavola, os mais simples dentre os italianos.

É elaborado a partir de quatro variedades brancas:
Grecanico (50%), Chardonnay (25%), Viognier (15%) e Fiano (10%). Pela garrafa paga-se em torno dos R$60.
Dourado claro no exame visual. Aromas em boa intensidade, com clara lembrança a frutos de polpa branca, como pêssego, abacaxi em calda e maracujá. Demonstrou frescor já nos aromas. Alguns traços de mel.
Na boca decepcionou um pouco. Acidez em boa conta, mas faltaram atrativos em aromas e sabores. Mineralidade apareceu por conta de notas salgadas.
Final pouco persistente, marcado por frutos maduros, tostado de leve, mel e salgado mais evidente um pouco. Álcool a 13% de teor, sem incomodar. Beba logo!
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21 novembro 2010

Angheben Cabernet Sauvignon 2006

Conheço todos os produtos da Angheben e comentei alguns aqui. A essa altura do blog já não preciso mais dizer o quanto gosto desses vinhos e respeito o produtor. Então vamos direto ao ponto.

Esse cabernet sauvignon apresentou coloração rubi. Límpido e com boa transparência.

Aromas em boa intensidade, dominados por vegetal e frutos vermelhos em segundo plano. Pouco corpo. Seco, com taninos levemente rascantes e boa acidez.
Final ligeiro, com frutado de leve. Boca seca e leve tostado. Vinho ainda muito jovem, com boa expectativa de evolução. Tem tipicidade brasileira e vocação para acompanhar comida. Elaborado com uvas de Encruzilhada do Sul, me pareceu o tinto mais simples da Angheben, o que não diminui sua qualidade.
Álcool a 12,1% de teor, sem incomodar. Excelente preço (menos de $30).

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18 novembro 2010

Matilda Plains Cabernet Shiraz 2009

Esse tinto australiano é produzido na região de Langhorne Creek pela Bremerton Wines, fundada na década de 1980. Pela garrafa paga-se em torno dos R$65.

Dados técnicos: é um corte de Cabernet Sauvignon (64%), Shiraz (24%) e Merlot (12%), com passagem de 10 meses por barricas de carvalho. Álcool a 14,5%. Enóloga responsável: Rebecca Wilson.

Púrpura, jovem, aromático. Álcool deu recado já no início. Forte presença de pimenta e pimentão, frutos vermelhos maduros em segundo plano, pimenta do reino e outras especiarias. Depois de um tempo a complexidade diminuiu, sobressaindo a fruta madura. Na boca é marcante. Acidez pronunciada e taninos vivos, podendo ainda evoluir. Notas adocicadas bem realçadas na ponta da língua., mas também um destaque mineral, deixando o vinho um pouco salgado. Corpo mediano. Final um tanto ligeiro, com presença de fruta e especiarias. Álcool ainda presente, mas sem desequilibrar. Acompanha comida. Pronto para beber ou guardar por 1 ou 2 anos. Vinho com muita "cara" de Novo Mundo.

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16 novembro 2010

Resultado da promoção Mundvs Portugal

Acabo de sortear a garrafa do Mundvs Portugal 2008 dentre os participantes da promoção que começou no dia 5/11 e terminou ontem. Foram 49 participantes. Utilizei o sistema do site SorteiosPT, conforme figuras abaixo. A sorteada foi Olcimar Cabral Peixoto de Souza, de Florianópolis-SC.
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A vencedora receberá um e-mail para que informe os dados para envio da garrafa. Caso não responda em 48 horas farei novo sorteio.
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Saúde a todos e obrigado por participarem. Até a próxima!

15 novembro 2010

Dal Pizzol Espumante Brut

Em agosto estive pela primeira vez na Vinícola Dal Pizzol, localizada no Distrito de Faria Lima, em Bento Gonçalves. Das vezes anteriores eu sempre errei o caminho para a vinícola, mas dessa vez acertei e tive a grata satisfação de ser recebido pelo sr. Antônio Dal Pizzol, uma figura simpatissísima, que conduziu uma degustação muito interessante.
Os vinhos dessa vinícola são uma grande pedida quando se procura uma boa relação custo x benefício. Fiquei especialmente encantado com um Tannat deles e com o tinto comemorativo aos 35 anos da vinícola, que serão comentados aqui em breve.
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Esse espumante recebeu a medalha de prata num concurso na França, sendo vendido no varejo da vinícola por R$ 28. Elaborado pelo método Charmat "longo", é um corte de Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, com 12% de teor alcoólico.
Perlage intensa, “nervoso”, bolhas finas e espuma rápida, mas prevaleceu colar de bolhinhas. Quando servido apresentou aromas da fermentação. Depois apareceram frutos cítricos e frutos brancos.
Na boca é refrescante, com boa acidez. Leve. Cremosidade poderia ser um pouco maior. Final mediano, com prevalência para o frutado, com discretíssimas notas da fermentação. Boa relação custo x benefício. Atende bem a proposta de um Charmat a esse preço.
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12 novembro 2010

Red Tree Pinot Noir 2009

Sou fã declarado de vinhos Pinot Noir, então não resisti à tentação de comprar esse vinho produzido pela Cecchetti Wine Company, na California.
Resolvi abri-lo num dia diferente. Não sou cozinheiro, mas decidi fazer uma receita típica da França, um Boeuf Bourguignon, receita do Emmanuel Bassoleil (Revista Gula, janeiro de 2009). Um tanto complexa para um amador por conta do tempo de preparo e quantidade de ingredientes. O ideal seria acompanhar a receita com um PN da Borgonha, mas não tinha e não sei se terei um grande vinho de lá. Então, quem não tem gato...

Na taça apresentou coloração típica, um vermelho rubi, translúcido, com boa transparência. Aromas em boa intensidade. Frutos silvestres e frescos (morangos e cerejas) e alguma mineralidade.
Evolui muito em boca. É intenso, amplo, com taninos macios, doces. Acidez equilibrada, retro-olfato frutado e mineral, com toques discretos de carvalho. Final longo, com frutado e mineral juntos. Surpreendente. Um vinho especialíssimo a esse preço, para comprar de caixa. Tem tudo que um PN precisa ter a um preço muito bom (R$45).
Acompanhou bem o prato, que deve ter ficado bom... pelo menos todos comeram e não sobrou nada!
Álcool a 12,5%, sem incomodar em nenhum momento.

10 novembro 2010

Quem é quem no mundo virtual do vinho

O site Enoeventos publicou uma matéria interessante baseada em informações de um site americano (Alexa - The Web Information Company) especializado na análise do tráfego da internet. Esse site possui uma base de dados com a classificação de mais de 25 milhões de páginas do mundo inteiro.

Segundo o Enoeventos, a "empresa utiliza o movimento dos últimos 3 meses (considerando visitas e páginas acessadas) a partir de uma fórmula não revelada. Cada um dos sites classificados recebe uma posição que varia de 1 - lugar que, sem surpresas, é ocupado pelo Google - crescendo sequencialmente até o último site classificado".

A partir dessas informações foi possível determinar os sites mais importantes relacionados ao vinho na internet brasileira. As informações foram colhidas no dia 9 de novembro, num total de 152 sites dividos em 4 categorias:

# 39 vinícolas
# 50 importadores
# 44 sites e blogs
# 19 organizações, associações e confrarias

Para minha surpresa o blog Vinho para Todos, em sua categoria, ficou em 10º lugar, conforme quadro abaixo.

Para acessar a matéria na íntegra, visualizando todas as categorias, clique aqui.

09 novembro 2010

Cartuxa Colheita Tinto 2005

Minha esposa me deu esse vinho no ano passado, numa dessas brincadeiras de "amigo secreto". É um famosíssimo produto no Brasil e acredito que na faixa de preços deve ser um dos vinhos portugueses mais vendidos. Encontrei na internet preços variando entre $90-105.
É produzido pela tradicional Fundação Eugênio de Almeida, na região do Alentejo, mais especificamente em Évora, sub-região também conhecida pelo famoso Pêra Manca, igualmente produzido pela EA.
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Seu nome está associado aos monges Cartuxos, que desde 1587 vivem solitários no Convento de Santa Maria Scala Coeli, em Évora. A primeira safra produzida foi 1987.
Como vinho representativo da região, leva no corte as tradicionais Aragonez, Alicante Bouschet, Alfrocheiro e Trincadeira, com estágio de 12 meses em tonéis e barricas de carvalho francês, além de 8 meses em garrafa. O enólogo é Pedro Baptista.
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Na taça uma bonita coloração rubi, com lágrimas bastante lentas (13,5% de teor alcoólico). Aromas intensos, típicos dos vinhos alentejanos, com frutado muito maduro (indicando ameixa) e especiarias.
Tem corpo médio, com taninos doces e maduros, acidez em boa conta. Retro-olfato frutado. Álcool esquentou um pouco o vinho.
Final longo, marcado por fruta madura e notas tostadas da madeira, que integrou-se bem ao conjunto. Apareceram notas de mel e compota, indicando boa evolução. Está num bom momento para consumo. Após aberto a sensação de calor dada pelo álcool diminuiu um pouco. Se tivesse que apontar um problema para esse vinho é a presença do álcool. De resto, um vinho que deve ser provado, apesar do preço alto.
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05 novembro 2010

Participe e concorra a um Mundvs Portugal 2008

Há muito tempo quero fazer uma promoção aqui no blog. Uma maneira simples de agradecer as mais de 220 mil visitas e aos seguidores no Blogger, Twitter e Orkut, que juntos são mais de mil.

Para um blogueiro amador esses números são uma recompensa e tanto.

Vamos sortear, com apoio total da Di Vino Brasil, loja de vinhos em Uberlândia, uma garrafa do mais recente lançamento da Casa Valduga, o Mundvs Portugal 2008.

É mais um vinho de sua linha internacional e, na minha opinião, é o melhor dos três. Só pra lembrar, a vinícola já lançou um Malbec argentino e um Cabernet Sauvignon chileno.

Esse vinho alentejano é um corte de Shiraz, Aragonês e Alicante Bouschet, maturação de 9 meses em barricas francesas e mais 12 meses descansando nas caves. Um vinho robusto e complexo, que merece ser bebido. Será vendido na faixa dos R$60.

Podem concorrer pessoas de qualquer lugar do Brasil.

Para participar você deve:

1. Deixar um comentário nessa postagem, assinando com seu nome e cidade e dizendo algo sobre o blog: o que gosta ou o que não gosta de ler, como chegou a ele, com que frequência acessa o conteúdo etc.

2. Enviar um e-mail para vinhoparatodos@bol.com.br para confirmar sua inscrição na promoção, repetindo apenas o nome completo e cidade. Peço que não divulguem o e-mail nos comentários, pois serão todos publicados, a não ser que você não tenha nenhum problema em divulgar seu endereço eletrônico.

As inscrições vão até a meia-noite do dia 15 de novembro. O sorteio será no dia seguinte. O sorteado receberá um e-mail para confirmar o endereço para envio.

Boa sorte a todos e obrigado pelas visitas e comentários.

04 novembro 2010

Santa Helena Selección del Directorio Chardonnay 2008

Esse vinho é produzido pela gigante Santa Helena, com uvas provenientes do Vale de Casablanca, localizado ente Santiago e o porto de Valparaíso. A influência marítima faz com que a temperatura média na região não seja tão alta, favorecendo variedades brancas como a Chardonnay e a Sauvignon Blanc resultando em vinhos com grande frescor e aromas cítricos.
O vinho é fermentado em barricas de carvalho francês e americano (50/50) e passa 6 meses em barris que mudam de posição semanalmente.
Na taça apresentou coloração dourado claro, com muitas lágrimas. Muito aromático, remetendo a frutos frescos, abacaxi e carvalho em segundo plano. Na boca é muito agradável, com acidez refrescante, redondo. Madeira aparece com delicadeza, deixando um leve tostado, acompanhado por abacaxi e algo de maracujá. Final mediano, marcado por prevalência do tostado. Tem vocação gastronômica, não é pesado (apesar da madeira). Fundo de taça lembrando amêndoas e nozes.
Aqui em casa sempre temos um Brie para acompanhar os brancos e esse deixou a boca limpa quando harmonizado com o queijo. Boa relação custo x benefício (R$39). Álcool a 14% sem incomodar em nenhum momento. Pronto para beber e não deve melhorar com a guarda.
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01 novembro 2010

Cavas de Los Andes Gran Reserva Malbec 2007 #cbe


Esse é o 48º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Depois de quase quatro anos responsável pela "administração" da CBE, passei o bastão para o Alexandre Frias, do blog Diário de Baco e idealizador do Portal Enoblogs. Podem esperar que muita novidade vem por aí, afinal a manutenção da maior confraria virtual de vinhos do Brasil é tarefa ideal para um cara tão dinâmico e inovador.

A escolha desse mês coube ao Gustavo Kauffman, do blog
Enoleigos, que indicou um "malbec, da Argentino, de qualquer faixa de preços". Uma escolha genérica que permitirá que todos os confrades possam comentar o vinho.

Minha escolha recaiu sobre esse ótimo vinho produzido pela Bodega Cavas de Los Andes Vinos Finos, na região de Luján de Cuyo, Província de Mendoza. Há pouca informação sobre a vinícola na internet, mas descobri no site da importadora que é uma vinícola butique, que produz apenas esse malbec. A tiragem é limitadíssima: apenas 9.000 garrafas, sendo metade para o mercado interno e metade para o mercado brasileiro. O enólogo responsável e fundador da vinícola é Alejandro Simón que já trabalhou em grandes vinícolas mendocinas e elaborou premiados vinhos, como o Doña Paula Estate.
Na taça o vinho apresentou coloração púrpura, sem traços de evolução. É denso, brilhante, mas com pouca transparência. Muito aromático. Frutado muito maduro (ameixas e amoras), acompanhado de especiarias e algo químico bem ao fundo. Ao perceber esse aroma brinquei que parecia o famoso Emplastro Sabiá! Mas não era um defeito, apenas uma característica. É volumoso, elegante já no primeiro gole. Taninos maduros e acidez equilibrada. Final persistente, frutado maduro se repetindo e palato marcado por lembrança de madeira (tostado, bala de café e baunilha). Mais elegante que potente. Apesar dos 14,7% de álcool, esse não apareceu em nenhum momento.
Vinho equilibrado, com boa tipicidade, madeira bem dosada... o preço é que me deixou em dúvida sobre a relação qualidade x preço (R$95), mas é um vinho que merece ser bebido.
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