10 novembro 2011

A minestrone daqui de casa


Essa sopa faz o maior sucesso aqui em casa e olha que sopa não é um prato que o Gil admire muito. Quando faço, minha sogra fica cheia de elogios: “ninguém faz sopa como você”. Será que eu acredito?

Já eu adoro fazer e comer sopas. O preparo é simples e podemos usar ingredientes que temos em casa, aproveitando o que tem na geladeira.

Pesquisando um pouco mais sobre essa sopa que eu faço tanto, descobri que “minestra” é sopa em italiano e “one” é um sufixo de aumentativo. Portanto, “sopão” ou sopa com “vários ingredientes”.

O Jamie Oliver diz que existem tantas receitas para minestrone quanto vilas na Itália. Diz também que existem três regras básicas para impressionar: o caldo, o soffritto e a sazonalidade dos alimentos.

Uso sempre o mesmo caldo que faço para o risoto, um brodo apenas com ingredientes naturais. Mas se não tiver ou achar difícil, pode usar caldos protos. 

Eu sempre coloco tomates ou molho de tomate para engrossar o caldo e dar um sabor especial.

O soffritto mencionado pelo Jamie Oliver significa fritar os legumes lentamente para obter uma boa base de sabor. Eu uso azeite e deixo os legumes fritarem bem, isso faz com que se intensifique o sabor.

A sazonalidade é importante porque os produtos da estação são sempre mais saborosos na época certa, mas fáceis de serem encontrados e mais baratos que em outras estações.

Metendo a colher: 

- Desta vez não vou colocar receita, pois não tem receita para fazer minestrone. O que tem na geladeira é o que sempre utilizo. Pique os legumes em pedaços pequenos, frite a pancetta, deixe escorrer o excesso de gordura e seque com papel toalha. Frite os legumes em azeite. No dia em que a foto foi tirada, usei batata, cenoura, tomates sem sementes e vagem. A couve eu rasgo grosseiramente e só coloco no final.

- E o macarrão? Sabe aqueles pacotes que vamos usando pela metade, estão cheios de pedaços quebrados e escondidos no armário? Pois é, essa receita é perfeita para aproveitamento de todos eles.

- Uso sempre folhas de louro e, no final da preparação, acrescento folhas de manjericão fresco.

- Várias receitas pedem para usar feijões, mas nunca usei. Um dia vou testar.

- Para acompanhar a minestrone nada melhor que pães. Mas no dia (veja a foto) usei uma massa fina de pizza temperada com azeite, sal grosso, alecrim e gergelim. Levei ao forno por alguns minutos e estava pronto um acompanhamento bem crocante.

- O vinho escolhido foi italiano, claro (relembre). Uma regra interessante de harmonização é combinar vinho da região com a comida da região. Como na Toscana a minestrone também é prato importante, não pensamos duas vezes. O vinho casou perfeitamente. No início estávamos um pouco desconfiados, mas nem a sopa nem o vinho ganharam a batalha. Ao contrário, se completaram, como deve ser uma boa harmonização. 

- O livro que aparece na foto é da tradicional escola Le Cordon Bleu, que eu ganhei da Eliane e tem me servido de referência. Tem alguns problemas na tradução, como me alertou a Rafaela Giordano, do Le Vin au Blog. Mas foi apenas uma referência. A receita aqui de casa ainda não está nos livros. Quem sabe um dia.

Bom apetite!

Érika Mesquita

2 comentários:

Anônimo disse...

Érika,

adorei esse post. Faço sopa em casa mas fica um pouco sem graça. Essas dicas foram preciosas pra mim.

Obrigada.

Paula Meirelles

cristina rodrigues disse...

Temos um bar dentro de um condomínio, a dica do minestrone e o vinho serao hoje nosso prato especial, obrigada