30 Março 2011

Paulo Laureano Tinto 2008

No dia 2 de janeiro do ano passado estive em Catalão-GO e bebi esse vinho (safra 2007) no DonnAna Bistrô. Voltei lá no início de janeiro de 2011 e carta estava mais enxuta, mas esse clássico alentejano ainda estava na lista, mas da safra 2008.

É um corte de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet, produzido por
Paulo Laureano. Vendido no restaurante por R$ 58. Uma boa compra.

Na taça uma coloração rubi. Nos aromas, de boa intensidade, a madeira deu recado em primeiro plano, seguido de frutos vermelhos delicados, como cereja, e algumas especiarias. Com o passar do tempo a madeira integrou-se melhor. Na boca é mais delicado que o 2007, menos rústico, mas com a mesma vocação gastronômica. Bom conjunto, final longo.
Álcool a 14,5% sem incomodar

Obs.: a foto acima não fui eu que tirei, pois esqueci de levar câmera ao restaurante. Tomei "emprestada" a foto do blog GarfiCopo. Obrigado.
.

.
.

.
.

28 Março 2011

Pampas del Sur Select Merlot Malbec 2010


No mesmo dia em que comprei o Merlot da Santa Alicia (comentado no dia 23), comprei esse bi-varietal elaborado pela Trivento, pagando R$15 num supermercado. É um corte de Merlot e Malbec em iguais parcelas, sem passagem por madeira.

Vinho de cor púrpura, com aromas de média intensidade, frutos vermelhos, groselha, fundo discretíssimo de especiarias. Pouco corpo, com taninos doces e pouca acidez. Pareceu-me ser um demi-sèc, embora o rótulo não traga essa informação. Groselha se repetindo em boca. Final curto, um pouco de álcool aparecendo apesar do baixo teor (12%). Vinho muito simples, como era de se esperar, mas ficou a ligeira sensação de que há opções melhores mesmo nessa faixa de preços. Não compraria outra garrafa, mesmo a R$15.
.
.

27 Março 2011

The Who - Behind Blue Eyes (1975)

Ontem minha filha fez 4 anos e me lembrei que a primeira música que ela ouviu na vida foi Behind Blue Eyes, que pus pra tocar assim que ela chegou do hospital, em março de 2007. Uma vida nova em casa, com as boas vindas dadas por um velho clássico, ouvido bem baixinho, claro.

Resolvi então criar uma novidade aqui no blog e publicar aos domingos (espero que consiga manter isso) alguns vídeos do Youtube de bandas que gosto e que se tornaram clássicos pra mim desde quando comecei a ouvir música. Tenho ainda o primeiro vinil que ganhei, aos 11 anos, da minha avó Terezinha, o Passo do Lui, dos Paralamas do Sucesso, em 25/08/1986.

O gosto por vinhos e música é algo muito pessoal, até acho que algumas das músicas que ouço não se harmonizam tão bem com vinhos, mas espero
que gostem do que virá por aí.



Behind blue eyes é uma das músicas daquele que considero o melhor álbum do The Who, chamado Who's next, lançado em 1971. O ponto alto aparece quando o baterista Keith Moon entra em cena. Conhecido pelo apelido "Moon the Loon", morreu em 1978, aos 32 anos, numa overdose de medicamentos destinados a combater o alcoolismo.

25 Março 2011

Nimbus Estate Gewürztraminer 2007

Estava em Catalão-GO e tive notícias que um grande supermercado da cidade iria fechar. Sabedor que pertence a uma rede que também importa vinhos, fui lá conferir o que ainda restava. Encontrei pouca coisa, mas esse Gewurztraminer estava a um bom preço e, apesar da safra, ainda mantinha-se sem qualquer alteração na cor. Escolha certeira.
É um vinho produzido pela Viña Casablanca (fundada em 1992), na região chilena que leva o mesmo nome e tem se notabilizado pela produção de vinhos brancos bastante intensos, seja em aromas (especialmente), seja em sabores.
Esse pertence à linha Nimbus, que também traz os varietais Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Não passa por barricas de carvalho, nem sofre fermentação malolática (hã?), o que lhe permite manter o frescor e as características aromáticas da variedade.
Como disse, vinho bastante claro, um amarelo palha, com reflexos violáceos e nenhuma turbidez, apesar dos 3 anos e pouco em garrafa. Nos aromas é intenso, com o inconfundível festival de flores e frutos de polpa branca, especialmente lichia. Na boca é fresco, com notas adocicadas e boa acidez, sendo possível acompanhar pratos com algum condimento. Surpreendentemente vivo para a idade e por estar numa garrafa transparente em supermercado. Retrolfato persistindo flores. Final mediano, floral e alguma citricidade. Amargor de leve, sem atrapalhar. Boa tipicidade. Com queijo Camembert ficou doce. Com um Grana Padano limpou a boca e se sobressaiu levemente. Álcool a 14% sem aparecer.
Compra muito boa. Devia ter trazido mais garrafas (R$ 35).
.
.

23 Março 2011

Santa Alicia Merlot 2009


Gosto muito dos vinhos da
Santa Alicia, especialmente o top deles, o Millantu (relembre). Mas o que mais me agrada nessa vinícola é que todos os seus vinhos são corretos, mesmo os mais básicos encontrados em supermercados, como é o caso desse. Quanto estive no Chile em janeiro tentei ir à vinícola, mas não consegui encontrá-la, apesar de estar com um mapa nas mãos. Na busca acabei encontrando a Santa Rita e a Concha y Toro por acaso, duas vinícolas que não estavam no roteiro inicial.

Há um tempo fui a um supermercado para comprar duas garrafas de vinhos mais simples e baratos, para um descompromissado almoço de domingo. Encontrei esse Merlot a R$ 19 e não tive dúvidas, até porque já conhecia o vinho da safra 2004, que me pareceu interessante para a faixa de preços.

Esse 2009, produzido no Vale do Maipo, tem bons aromas, lembrando frutos vermelhos mais delicados. Tem pouco corpo, é delicado, com taninos doces, passando quase despercebidos. Baixa acidez. Final mediano, leves notas de ervas e um pouco de tabaco, apesar de não passar por madeira, segundo o site da vinícola.
Vinho simples e descompromissado, ideal para o cotidiano. Não é complexo nem causará suspiros, mas vale o que custa. Devido à sua baixa acidez é menos gastronômico que outros vinhos de linhas superiores, mas também é ideal para bebericar. Não ganhará nada com a guarda.

.
.
. .

21 Março 2011

Caitec Pinot Noir 2008


Paguei $39 nesse vinho produzido em Neuquén, na Patagônia, pela Bodega del Añelo. Não encontrei o site deles, mas uma informação aqui outra ali me levam a concluir que é uma sociedade entre produtores da região, também conhecida pela sigla COFRUVA S/A.

Bonita coloração rubi. Bons aromas. Frutos silvestres como amoras e morangos. Sem presença de madeira ao que pareceu. Tem boa acidez e taninos finos. Delicado como esperava. Notas adocicadas, bom equilíbrio e álcool sem incomodar (14%), o que é bastante louvável para um vinho dessa região, normalmente mais potentes.
Final de média persistência, com boa fruta. Vinho simples, bem feito. Vale o que custa. Ideal para o cotidiano.
.
.

18 Março 2011

Quinta da Ponte Pedrinha Tinto Reserva Dão DOC 2004

Em maio do ano passado comentei o tinto básico produzido pela Quinta da Ponte Pedrinha (relembre) e logo em seguida comprei esse Reserva, um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro, com passagem por meias pipas de carvalho francês. Não me lembro quanto paguei, mas atualmente é vendido pelo importador na casa dos R$70-75.

Ao bebê-lo em janeiro desse ano deixei no decanter por 30 minutos, uma recomendação da Catarina Simões, enóloga da casa, com quem troquei alguns e-mails no ano passado. Ela gentilmente enviou dois de seus vinhos a um amigo blogueiro em Portugal.

É um vinho de um púrpura profundo, com bons aromas já de início, frutos vermelhos maduros, elegante carvalho e destaque para especiarias de toda ordem. Em segundo plano algumas notas lácteas.
Tem bom corpo, com taninos já domados, embora com leve aspereza, boa acidez e potência dada pelo álcool (14,5%). Muita fruta na boca acompanhada por elegante madeira. Final mediano, finalizando com leve álcool e repetindo elegância. Vinho que evoluiu no decorrer da degustação, aliando potência e elegância. Pronto para beber agora ou em 1 ano.

Boa compra!

.
.

16 Março 2011

Vale da Mina Reserva Tinto 2007


Esse vinho é produzido no Alentejo por Cristiano Van Zeller e Luis Duarte. É um m corte de Touriga Nacional (30%), Alicante Bouschet (50%) e Cabernet Sauvignon (20%). Me foi dado de presente, mas no mercado encontra-se na faixa dos R$40-45.

Coloração púrpura. Aroma inicialmente fechado, desagradável, indicando que uma aeração lhe faria bem. Após um tempo abriu-se para frutos silvestres e um pouco de vegetal e especiarias.
Corpo mediano. Taninos vivos que ainda vão amaciar. Repetição do frutado e algumas notas resinosas. Final ligeiro, com frutado curto e prevalência da madeira, com marcante tostado, resultado da passagem de 9 meses por barricas de carvalho francês e americano. Álcool marcando de leve (14% de teor). Discreto amargor. Boca seca.
Um vinho correto e muito bem feito, mas a madeira o deixou um pouco diferente do que espero de vinhos dessa região. Apesar disso é uma compra muito boa. Perspectiva de evolução em garrafa.
.
.

15 Março 2011

Visita ao Chile - Viña Santa Monica

A mais acolhedora recepção que tivemos no Chile foi na Viña Santa Monica, no Vale do Rapel, no dia 14 de janeiro.
Não é uma bodega que receba cotidianamente os turistas, até porque atualmente ainda se recupera dos danos causados pelo último grande terremoto. Mas contamos com o auxílio do Júlio Schmitt, da Porto Mediterrâneo, que viabilizou nosso encontro com Don Emílio de Solminihac, proprietário e enólogo da vinícola, o primeiro chileno a se formar Bordeaux, ainda em 1953. Foi um encontro memorável.
.
Na chegada fomos recebidos pelo genro de Don Emilio, que nos mostrou um pouco dos vinhedos, localizados nos arredores de Rancágua e rodeados pela Cordilheira da Costa. Algum tempo depois tivemos o prazer de conhecer o principal personagem daquela visita. Fomos simpaticamente conduzidos a cada uma das instalações da vinícola, que reúne grande modernidade e tradição em suas instalações. Ao lado de modernos equipamentos de vinificação há os antigos lagares de cimento e pipas de Rauli (madeira nativa do Chile). Algumas partes de galpões desabaram com os tremores, assim como alguns tanques de inox estão amassados.
.
Terminada a visita fomos conduzidos ao jardim de um casarão do Século XIX, que estava coberto por uma lona por conta do desabamento de parte do telhado. No jardim nos esperava uma mesa com toda a linha Surazo para degustação. Essa linha recebe esse nome apenas no mercado brasileiro, por conta de questões envolvendo a marca Santa Mônica por aqui.
.
.
Foi uma grande satisfação degustarmos os 14 vinhos na presença de um enólogo tão experiente e carismático. Foram 3 brancos, 10 tintos e 1 colheita tardia. O dia estava bastante fresco e mesmo com o sol aparecendo a degustação ao ar livre correu muito bem e os vinhos foram servidos à temperatura ideal. Ficou ainda mais evidente pra mim que esses vinhos são muito elegantes e com boa capacidade de guarda. Na verdade têm mais de Velho Mundo do que de Chile!
.
Depois da degustação Don Emilio presenteou minha esposa com uma lembrança da vinícola, uma bela caixa de madeira com a logomarca gravada e me deu um Merlot da safra 1999, que está guardado esperando o momento ideal para abri-lo.
De quebra ainda fomos convidados para almoçar na cidade, acompanhados, claro, de algumas garrafas dos vinhos Surazo. Gentileza impagável!
.
Veja todas as fotos no Facebook.

14 Março 2011

Cave del Veneto Espumante Brut Champenoise


Esse espumante é um achado, uma ótima relação custo x benefício. Não é excepcional, mas é correto, simples e sem defeitos, podendo ser uma ótima opção para o dia-a-dia, embora não seja tão fácil de encontrar em qualquer cidade do Brasil. É produzido pela Adega Chesini, que produz vinhos em Farroupilha-RS desde 1960.
Elaborado pelo método tradicional (champenoise) leva em sua composição apenas a variedade Chardonnay e acredito que tenha me custado menos de R$ 25.

Na taça uma coloração amarelo claro com reflexos esverdeados, com perlage fina. Aromas discretos, frescos, lembrando frutos cítricos. Na boca melhora bastante, com levesa, refrescância e cremosidade. Boa presença da fruta e lembrança de casca de pão e fermento, em boa integração.
O final é um tanto ligeiro, mas sem qualquer amargor. Deixa na boca uma boa lembrança dos aromas típicos da fermentação em garrafa, num estilo que aprecio bastante para os espumantes brut brasileiros.
Álcool a 12%.
. .

11 Março 2011

Irroy Champagne Brut

Esse é o primeiro champagne comentado aqui no blog. O motivo é simples: o preço normalmente alto. Mas esse foi comprado em condições especiais junto com garrafas de outro champagne, que em breve será comentado aqui. Paguei na ocasião R$ 75 por garrafa. Uma pechincha se comparado com os preços normalmente praticados no Brasil.

É produzido pela Maison Ernest Irroy, em Reims, casa fundada em 1820 na conhecida "Idade do Ouro do Champagne", bebida preferida para o poderoso império britânico e a milionária coroa russa.

O vinho base é um blend de Pinot Noir (35%), Pinot Meunier (25%), Chardonnay (30%) e 10% de vinhos reserva, amadurecido por 15 meses em barricas francesas (claro!).

Na taça a coloração é amarelo palha, apesar da passagem por carvalho. Aromas inicialmente com destaque para o resultado da fermentação (casca de pão, manteiga), mas depois de alguns segundos se amenizaram, dando lugar a um frutado bastante fresco, com destaque para frutos de polpa branca, lembrando pêra.

Na boca é marcante. Tem ótima acidez, é seco, mas com alguma cremosidade. Em termos de teor de açúcar está mais próximo de um nature ou extra-brut brasileiros. Gastronômico, com final longo. A esse preço foi uma ótima compra.
.
.
.

09 Março 2011

Mundvs Portugal Reserva 2008


Esse é o terceiro lançamento da Casa Valduga em sua linha Mundvs, que objetiva lançar um produto em cada um dos grandes países produtores. O primeiro foi um Malbec da Argentina e o segundo um Cabernet Sauvignon chileno. Ambos bem aceitos pelo consumidor brasileiro e com algumas premiações no exterior.

Esse que agora comento vem de Portugal, mais precisamente da região do Alentejo. Um corte de Shiraz, Aragonês e Alicante Bouschet, com passagem de 9 meses por barricas francesas e mais 12 meses de maturação em cave. Álcool a 13,5%.
Na taça um vinho denso, de coloração rubi e reflexos violáceos. Lágrimas finas e lentas na taça. Bons aromas. Leve álcool no início e abaunilhado percebido com mais intensidade que a fruta madura.
Corpo médio, com taninos levemente rascantes, muita fruta e notas adocicadas, além de um intenso tostado, proveniente da passagem por barricas de carvalho. Final persistente, com a boca seca em virtude dos taninos. Fruta em segundo plano, com tostado da madeira predominando.

Essa é a descrição que fiz antes de decantá-lo. Depois de pelo menos 30 minutos fica mais equilibrado nos os aromas e a sensação tostada perde intensidade, dando lugar para uma fruta mais franca, quase compotada. Vinho jovem que ainda tem muito a evoluir, talvez por mais 2-3 anos.

Fiquei com a ligeira impressão de que esse é meu vinho preferido na linha Mundvs. Não tão "novo mundo" quando o Cabernet Sauvignon e mais complexo e gastronômico que o Malbec, embora todos sejam compras certeiras.
.
.

07 Março 2011

Don Yturbe 2006


Esse vinho é produzido pela Bodegas Lariviere Yturbe, fundada por Miguel Lariviere Yturbe, cuja vida transcorreu entre a Argentina e a França com atividades ligadas à diplomacia, moda, vinho e às artes (convenhamos, áreas que se completam com rara elegância).
De fornecedor de uvas passou a produtor de seus próprios vinhos em 2002 e atualmente possui 70 hectares de vinhedos situados aos pés do chamado “Cordón del Plata”, nos Andes, mais especificamente em Ugarteche, Luján de Cuyo, Província de Mendoza.
A altitude média dos vinhedos é de 975 metros e as plantas possuem mais de 30 anos de idade, divididas em Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Semillón.

Esse vinho é um corte de Cabernet Sauvignon (40%), Malbec (40%) e Bonarda (20%), com passagem de 4 meses por barricas de carvalho francês e 13,5% de teor alcoólico. O enólogo é Juan Carlos Chavero.

Na taça uma coloração rubi, com lágrimas finas. Muito aromático. Frutado maduro, ameixas, tabaco, especiarias, café e leve álcool no nariz. Na boca é ainda mais maduro, de bom corpo, volumoso, com taninos presentes, mas já amaciando. Equilibrado na acidez. Forte personalidade.
Final longo, deixando boca seca e lembrança de fumo, café e chocolate acompanhando boa fruta. Madeira deu complexidade ao vinho e manteve-se em harmonia com a fruta. Vinho gastronômico, que pede comida. Álcool percebido no nariz dissipou-se depois de alguns minutos e não incomodou na degustação. Boa compra (R$ 55-60).

Já tenho em casa uma garrafa da safra 2007 que tem um corte diferente: 60% Cabernet Sauvignon, 30% Malbec e 10% de Merlot, com passagem de 40% do vinho por barricas de carvalho francês por 14 meses. Talvez experimente esse ano, talvez guarde...
.
.

04 Março 2011

Humberto Canale Estate Viognier 2008

Esse é um daqueles raros vinhos que me arrependi de comprar. Não é ruim, mas decepcionou. Não justificou o preço pago (R$ 45), não honrou a fama do produtor (Humberto Canale, fundada em 1909) nem a região da Patagônia, que tem crescido muito em qualidade nos últimos anos. E olha que gostamos muito dos vinhos com a elegante Viognier.

Na taça uma coloração dourado claro. Aromas discretos. Destaque alcoólico (13,5%), frutos cítricos, lima, limão, algum florall, abacaxi e pêra. Na boca o álcool tomou conta. Citricidade presente, pouca acidez. Agradável... e nada mais.
Final curto, com traços de mel e álcool ainda incomodando. Potente, mas sem personalidade.
.
.

01 Março 2011

Casa Marin Gewürztraminer Casona Vineyard 2009 #cbe


Esse é o 53º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), criada há 4 anos (fevereiro/2007) a partir de uma ideia que tive com o Leonardo Araújo, do blog Viva o Vinho. Desde então ela só cresceu em qualidade e quantidade de confrades. Continua sendo a primeira e única confraria de enoblogs do Brasil, agora sob a direção do Alexandre Frias, do Diário de Baco.

Em nosso rodízio democrático, chegou minha vez de escolher o vinho ou tema do mês. Depois de meditar alguns segundos escolhi o tema "100% Gewürztraminer, qualquer país e qualquer preço". É uma de nossas uvas preferidas aqui em casa e certamente teremos um ótimo painel de indicações feitas pelos confrades.

O vinho que escolhi foi comprado no varejo da Casa Marin, que visitamos no mês de janeiro. É produzido com uvas de vinhedos próprios localizados no Vale de San Antonio, que sofre grande influência do Oceano Pacífico. Essas uvas são de um vinhedo próximo ao prédio principal da vinícola, daí a inscrição Casona Vineyard.

Na taça tem coloração amarelo palha. É intenso nos aromas, demonstrando boa tipicidade, com o floral característico da variedade, algumas frutas (talvez lichia) e notas minerais decorrentes do terroir. Na boca melhora ainda mais. A primeira impressão é de leve adocicado, mas quando o vinho se espalha pela boca a acidez marcante ganha lugar, acompanhada de grande mineralidade e do típico floral. Parece ter leve passagem por madeira, o que talvez seja responsável pela untuosidade do vinho.
Ao contrário de alguns vinhos que provei por aqueles lados (San Antonio/Casablanca) esse não é só aroma. É marcante na boca e pode harmonizar-se bem com pratos leves. Final longo, repetindo todas as características olfativas. Certa potência dada pelo álcool (14,5%), mas sem ser alcoólico e contribuindo para a vocação gastronômica.

Ótimo exemplar dessa uva aromática e sedutora. Pronto para consumo imediato.

Obs.: Como disse, comprei esse vinho a um preço acessível no varejo da vinícola. Mas para escrever esse comentário fui pesquisar os preços no Brasil e me espantei: na casa dos R$ 180-190. Está fora da faixa de preços desse blog e creio que não compraria uma garrafa aqui no Brasil, mas as circunstâncias especiais me permitiram comentá-lo.
.
.