29 Junho 2011

Errázuriz Ovalle Sauvignon Blanc Reservado 2010


Esse Sauvignon Blanc é produzido pela Viñedos Errázuriz Ovalle, casa fundada em 1992, sendo hoje a maior empresa familiar de vinhedos e bodegas do Chile. Tem vinhedos que ocupam 2.500 hectares nos Vales de Colchagua e Curicó, todos irrigados por gotejamento. As uvas brancas (Chardonnay e SB) vem de Lontué, localizada nesse último vale, onde a empresa mantém 500 hectares de vinhedos.

Coloração amarelo palha. Bons aromas, frutos de polpa branca (pêra e lichia). Menos cítrico que a maioria dos SB chilenos que tenho provado ultimamente. Algo lembrando amêndoas. Na boca é macio, com notas adocicadas e acidez discreta. Leve álcool aparecendo (13%). Final ligeiro, com frutos brancos e leve madeira. Vinho satisfatório.

Ganhei de presente essa garrafa, mas no mercado é encontrado na faixa dos R$ 18-25. A esse preço é uma boa compra, sem dúvida.
.
.

28 Junho 2011

Vinhos de até R$50 indicados pela revista Gula


A revista Gula lança anualmente um ranking de vinhos. Na edição 220 indicou os "100 vinhos que valem a pena beber", divididos em faixa de preços e estilos.

Separei para os leitores do blog as indicações na faixa de preços até R$50, que considero um bom guia de compras, especialmente porque são vinhos encontrados facilmente nas mais variadas regiões do país. Alguns deles podem ser comprados em supermercados, que continuam sendo a primeira opção da maioria dos consumidores brasileiros.

Vinhos tintos

- Colonia las Liebres Bonarda 2008 (Argentina)
- Aurora Reserva Tannat 2009 (Brasil)
- Rapariga da Quinta 2008 (Portugal)
- Gualle Cabernet Sauvignon 2009 (Chile)
- Aurora Pequenas Partilhas Carmenère 2009 (Brasil)
- Pizzato Merlot Reserva 2006 (Brasil)
- Banrock Statino Cabernet Sauvignon 2008 (Austrália)
- Yale Carmenère Reserva 2007 (Chile)
- Viniterra Pinot Noir 2008 (Argentina)
- Broquel Pinot Noir 2009 (Argentina)
- Vinha do Putto Tinto 2007 (Portugal)
- Maipe Malbec Reserva 2009 (Argentina)
- Dal Pizzol Touriga Nacional 20o9 (Brasil)
- Penedo Borges Malbec-Shiraz Reserva 2009 (Argentina)

Vinhos Brancos

- Aurora Varietal Riesling Itálico 2010 (Brasil)
- Casillero del Diablo Chardonnay 2009 (Chile)
- Los Vascos Sauvignon Blanc 2009 (Chile)
- Casa Rivas Sauvignon Blanc 2009 (Chile)
- Yealands Way Riesling 2009 (Nova Zelândia)
- Namaqua Sauvignon Blanc 2010 (África do Sul)
- William Cole Mirador Selection 2009 (Chile)
- Clava Coastal Reserve Quintay Sauvignon Blanc 2009 (Chile)
- Dr. L Riesling 2009 (Alemanha)
- L'Ombre Fraiche 2010 (França)

Espumante

- Prosecco Canevari (Itália)

Rosés

- Rosado Villavid 2009 (Espanha)
- Nieto Senetiner Malbec Rosé Nouveau 2009 (Argentina)
- Penedo Borges Rosé Malbec 2010 (Argentina)
- Casal da Coelheira Rosé (Portugal)
- La Capra Pinotae Rosé 2010 (África do Sul)

Doce

- Tarapacá Late Harvest Terroir 2009 (Chile)

Como dito acima, esse é um "bom guia" de compras, mas não um guia completo. Aliás, a revista não quer isso quando faz seu ranking e, obviamente, um guia completo é quase impossível de ser feito dada a infinidade de opções no mercado.

Boas compras!


27 Junho 2011

Terrapura Sauvignon Blanc 2010


Tenho experimentado muitos vinhos brancos ultimamente e, por coincidência, muitos Sauvigon Blanc chilenos. Esse foi bebido em um restaurante aqui em Uberlândia e acompanhou bem uma salada. Nada de excepcional, mas representou bem as características da uva e, embora venha de uma região "genérica" do Chile, o Vale Central, demonstrou boa refrescância, acidez correta e os costumeiros aromas cítricos.

É produzido pela Bodegas Terrapura, com uvas provenientes de vinhedos situados em Molina, na sub-região Vale do Curicó, a 200 km ao sul de Santiago. O vinho é fermentado por 25 dias e não tem passagem por madeira. Vinho com bons aromas vegetais e cítricos. Na boca é refrescante, descompromissado, mas bem feito. Vale conhecer. Aqui em nossa região será uma ótima opção de aperitivo num dia quente à beira da piscina.
.
.

26 Junho 2011

The Strokes - The Modern Age (2002)

Quando The Strokes surgiu para o grande público em 2001, foram intitulados como "a salvação do Rock and Roll". Exageros à parte, surgiram num momento em que as paradas de sucesso eram dominadas por bandas e músicas de gosto muito duvidoso.

O primeiro disco deles foi o Is This It!. Impossível não lembrar do Velvet Underground ao se ouvir a segunda faixa, The modern age.



25 Junho 2011

Tabali Reserva Sauvignon Blanc 2009


Bebi esse vinho num restaurante aqui em Uberlândia, pagando algo em torno dos $55. Um bom preço considerando a qualidade do vinho mas especialmente por se tratar de um restaurante que aplica margens de lucro maiores do que lojas ou supermercados.

O vinho é produzido pela Viña Tabalí, no vale do Limari, região vinícola distante 400 km ao norte de Santiago, já fazendo fronteira com o deserto do Atacama. A região começou a ser explorada para os vinhedos no início dos anos 90. Por lá chovem 90 milímetros por ano, condições difíceis para a agricultura de uma maneira geral, mas ideal para as videiras.

Não fiz anotações nesse dia, mas algumas informações ficaram na memória: o vinho tem coloração bem clara. Aromas em boa intensidade, mesmo se não soubesse que era um SB as características aromáticas não deixaram dúvida, bastante cítrico (limão), ervas e aspargos. Na boca tem boa acidez e final de média persistência, com notas cítricas e minerais dando as caras.

Considerando que esse vinho deve ser encontrado fora dos restaurantes na casa dos $40-45, é uma boa compra.
.
.

24 Junho 2011

Romeira Colheita Seleccionada Tinto 2008

Esse é o típico vinho para o dia-a-dia, seja porque cai bem ao paladar do brasileiro, seja porque tem bom preço (R$ 40). É produzido pela Caves Velhas na região do Alentejo, um corte de Aragonês (40%), Trincadeira (40%) e Alicante Bouschet (20%), com passagem de 6 meses por barricas francesas.

Vinho de coloração rubi, com boa transparência e lágrimas lentas. Bons aromas, com evidentes notas a frutos silvestres e flores. Na boca é macio, com taninos doces e boa acidez. Final mediano, marcado por boa fruta (algo lembrando groselha) e leve tostado. Aliás, a madeira é bem dosada e não se sobrepõe à fruta. Enfim, um vinho correto, equilibrado e gastronômico. Como dizem por aí, um "vai com tudo", como queijos, salamaria, pizza e massas leves.

.
.

23 Junho 2011

Anakena Pinot Noir 2007

Esse vinho é produzido pela Anakena, com uvas do Vale do Bio-Bio, região vinícola mais ao sul do Chile. Pela garrafa paguei R$33.

Vinho de coloração rubi, translúcido. Lágrimas indicando teor alcoólico. Aromas moderados, frutos silvestres e traços de leve oxidação. Na boca é leve com um pouco de álcool e retrolfato lembrando madeira e ferrugem, compota. Vinho bom, mas faltou um pouco de tipicidade (talvez pela idade) e sobrou um pouco de álcool. Beba logo se tiver uma garrafa dessas em casa.


22 Junho 2011

Marcus James Cabernet 1991


Esse é meu último post sobre os vinhos brasileiros que experimentei na viagem ao Vale dos Vinhedos no início do mês, a convite do Ibravin. A escolha tem um motivo simples: foi a maior surpresa da viagem e desconfio que para os demais blogueiros presentes também.

O vinho Marcus James é produzido pela Vinícola Aurora e tem uma história longa. Lembro-me na adolescência de ouvir que era o "primeiro vinho brasileiro a figurar em cartas na Europa e EUA". E, por conta dessa informação e de outros detalhes (como a falta de opções no mercado fechado para importações e o preço baixo), bebi muito MJ a partir da segunda metade da década de 90.

No último dia 4 de junho, depois de um dia longo de muitas degustações, chegamos ao Hotel Farina, onde estávamos hospedados, e fomos convidados para um brinde no restaurante que fica no subsolo. Brindamos e um dos presentes encontrou esse vinho, acho que foi o Arlindo Menoncin (O Morgano), do blog Enotrip, que também se encarregou do delicado serviço após a gentil oferta da proprietária do hotel.

O vinho estava em perfeitas condições, sem nenhuma turbidez, aromas ou sabores desagradáveis. A rolha, de boa qualidade, preservou muito bem o vinho. As cores na taça indicavam um vinho envelhecido: reflexos alaranjados, com transparência e muito brilho. Aromas evoluídos, frutos secos, chocolate. Em boca tinha mais acidez que muitos vinhos jovens do novo mundo, nenhum amargor e final mediano.

No rótulo consta apenas a indicação "Cabernet", mas era um Cabernet Franc, demonstrando que para o consumidor daquela época essa informação não era tão relevante. Cabernet era Cabernet. Ponto.

Um vinho da histórica safra 1991, que para alguns foi a melhor safra de todos os tempos na Serra Gaúcha. Mais uma prova da capacidade do vinho brasileiro de envelhecer bem.

Detalhe: os vinhos dessa linha custam hoje R$14 e são uma "linha democrática" da vinícola, ideal para quem está começando no mundo dos vinhos finos e não quer gastar muito.
.
.
.

21 Junho 2011

Valmarino Espumante Brut 2009

Esse é mais um espumante produzido em Pinto Bandeira, que agora possui Indicação de Procedência. Foi degustado na noite do dia 4 de junho, quando visitamos a Don Giovanni.
É produzido pela Vinícola Valmarino, que já teve outros vinhos comentados aqui e também produz tintos bem interessantes. Segundo o site da empresa, é elaborado pelo método tradicional, leva em sua composição 95% de Chardonnay e 5% de Pinot Noir e passa por 9 meses em segunda fermentação. Custa em torno de R$ 30.

Na taça uma coloração amarelo palha. Perlage fino e persistente. Aromas frescos de média intensidade. Leve fermentação, casca de pão, brioche, algumas notas cítricas, pêra e mamão. Na boca é refrescante, tem boca acidez e um adocicado maior que meu gosto pessoal. Um brut que agradará aos menos acostumados aos espumantes secos. Tem boa cremosidade. Final agradável, mas de média persistência. Espumante mais "festivo" que o primeiro. Correto e com bom preço.
.
.
.

20 Junho 2011

Don Giovanni Espumante Brut


A última visita técnica que fizemos no sul foi à Vinícola Don Giovanni, onde fomos recebidos com todo carinho pelo Sr. Ayrton Giovannini e sua família. Na entrada fomos recepcionados com o belo espumante Nature produzido por eles. Visitamos a cantina, as caves (de onde saíram dois tintos da safra 2002 servidos no jantar) e fomos direto ao trabalho principal: degustar três espumantes produzidos em Pinto Bandeira, antigo distrito de Bento Gonçalves e agora município, que ganhou a certificação de IP (Indicação de Procedência).

Para receber a IP no rótulo o espumante deve ser produzido pelo método tradicional (champenoise). Além desse espumante que comento, provamos dois outros brut da Valmarino e Cave Geisse. Esse último já foi comentado aqui (relembre) e não tenho mais dúvidas sobre sua excepcional qualidade.

Esse brut da Don Giovanni leva 75% de Chardonnay e 25% de Pinot Noir, tem 12,6% de teor alcoólico e custa R$ 43.

Na taça apresentou uma cor dourada clara, demonstrando mais tempo em contato com as leveduras da segunda fermentação em garrafa. Bolhas constantes. Nos aromas as elegantes notas de pão torrado, brioche, alguma fruta de polpa branca e uma pontinha de oxidação/ferrugem, mas não como um defeito do vinho, mas uma característica provavelmente dada pelo tempo em garrafa. Na boca é um espumante maduro, mas tem boa cremosidade e refrescância. Final longo e elegante.

Espumante mais "sério" que os demais. Agradará aos que preferem esse tipo de bebida para acompanhar refeições. Para bebericar, o espumante que comento amanhã é mais adequado.

.
.

19 Junho 2011

Singular Nebbiolo 2006


Esse era o vinho da Lídio Carraro que eu mais tinha curiosidade de provar. O motivo é simples: está numa faixa de preços mais alta do que costumo comprar (na casa dos R$ 215). Tinha ouvido falar muito bem dele. Inclusive que foi colocado às cegas junto com Barbarescos de preços semelhantes e não fez feio.

Mas eu, confesso, não tenho tanta experiência com Barbarescos para fazer essa afirmação, então a análise que segue leva em consideração o que eu esperava de um 100% Nebbiolo e o que ele apresentou, sem considerar o preço, que está acima do meu cotidiano. A impressão não poderia ter sido melhor.

A coloração é um rubi com reflexos alaranjados, límpido e transparente. Aromas em grande intensidade e elegância, com traços de mel, damasco, flores, terra molhada, frutos secos. Em boca alia grande elegância e vigor. Taninos finos, ainda presentes com leve adstringência, indicando que podem evoluir. Final de longa persistência, marcado também por notas terciárias. Equilíbrio total entre taninos, acidez e álcool.

Vinho didático!
.
.

18 Junho 2011

Elos Touriga Nacional Tannat 2008


A Lídio Carraro produz esse vinho com uvas de Encruzilhada do Sul, um corte de 77% Touriga Nacional e 22% Tannat. Também é vendido na faixa dos R$ 82, sem passagem por madeira. Me pareceu mais complexo que o CS+Malbec, comentado ontem.

Vinho com muita cor, lacrimoso, aromas bastante nítidos em ótima intensidade: lírios, cravo, flores, cereja. Na boca tem taninos maduros, bom volume, acidez em destaque. Frutado intenso aparecendo, chocolate e leve tostado, apesar de não ter passagem por madeira. Final longo, deixando a vontade de beber mais. Gastronômico e com potencial para ganhar complexidade no próximo par de anos.

.
.

17 Junho 2011

Elos Cabernet Sauvignon Malbec 2008


No dia 4 estivemos em visita técnica à Lídio Carraro, onde provamos todos os vinhos das linhas Dádivas, Elos, Grande Vindima e Singular. Ouvimos atentamente as explicações da Patrícia Carraro que, emocionando-se em alguns momentos, contou toda a trajetória da família, as dificuldades e êxitos dessa vinícola familiar que, dentre outras coisas: exporta para 17 países (13% das vendas), começará a exportar para os EUA em breve e vende cerca de 40% da produção no varejo da vinícola.

Para comentar aqui no blog escolhi dois vinhos da linha Elos, que eu ainda não conhecia. São vinhos na faixa dos R$ 82, assemblage de duas variedades plantadas em Encruzilhada do Sul e sem passagem por madeira.

Esse é um corte de 80% Cabernet Sauvignon e 20% Malbec, com 14% de álcool e produção limitada de 6.550 garrafas. Vinho de coloração rubi, com aromas de frutos negros, flores e notas de especiarias, musgo e pimenta. Corpo médio, taninos finos, sem serem rascantes, acidez marcante. Equilibrado. Bom final, marcado por fruta e leve lembrança vegetal. Ainda pode melhorar, mas já está em ótimo momento para consumo. Gastronômico, como deve ser.
.
.

16 Junho 2011

Villa Lobos Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2005


No último dia 4 fizemos uma visita técnica à Casa Valduga, uma das maiores vinícolas brasileiras. Provamos vinhos base para espumante nos tanques de inox, um Merlot ainda em inox para completar a fermentação malolática e aquele que está sendo considerado o Storia 2011, já nas barricas de carvalho. Visita sempre muito instrutiva, que terminou com um almoço gentilmente oferecido aos blogueiros e pessoal do Ibravin.

Dos vinhos servidos no almoço, escolhi esse Cabernet Sauvignon da safra 2005 para comentar. Um vinho lançado em 2009 e alusivo aos 50 anos do falecimento do maestro Villa Lobos, com parte da venda revertida em benefício da Academia Brasileira de Música, fundada pelo maestro.

Esse vinho teve passagem de 12 meses por carvalho francês e mais um longo período em cave. Tem muita estrada pela frente, embora esteja num ótimo momento para consumo. Acredito que a safra 2005 já esteja esgotada na vinícola, pois estão comercializando a safra 2006. Mas em casa ainda tenho 2 garrafas para serem abertas num futuro não muito próximo.

O vinho ainda tem coloração púrpura, sem reflexos de evolução. Nos aromas é intenso, com a tipicidade do Vale dos Vinhedos, muita fruta madura, ameixa, pimentão, notas tostadas e chocolate. Na boca tem grande corpo, com taninos potentes e ainda para amadurecer, com a acidez típica dos vinhos brasileiros, conferindo ao vinho um caráter gastronômico interessante. Final longo, com fruta e tostado marcantes. Os 14% de álcool deram potência, mas não incomodaram.

Provei esse vinho em várias ocasiões desde o lançamento e é perceptível sua evolução. Acredito que aos 10 anos de idade (2015) será um vinho interessante para se provar. Não que estará ainda no auge, mas deverá demonstrar uma complexidade maior e estará mais dócil.

.
.

15 Junho 2011

Degustação no Wine Bar - Workshop do Ibravin

Quem acompanha os blogs sobre vinhos sabe que o Ibravin realizou um importante evento sobre Mídias Sociais no último dia 3 de junho. Ao final do workshop, foi realizada a degustação de dois vinhos brasileiros, um tinto da Lídio Carraro (relembre) e um espumante da Pizzato (relembre), transmitida ao vivo pelo Wine Bar.

O blogueiro Beto Duarte, documentarista oficial dos Enoblogs, fez um clip com imagens da degustação. Vale assistir!





14 Junho 2011

Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2010


Para ostentar a D.O. Vale dos Vinhedos no rótulo, um vinho branco varietal precisa ser produzido com pelo menos 85% de Chardonnay. Já em assemblage, essa uva deve corresonder a pelo menos 65% do vinho.

Esse 100% Chardonnay é produzido pela Casa Valduga, com pasagem de 6 meses por barricas romenas e francesas, de média tostagem. Tem 14% de álcool e é vendido na casa dos R$ 55.

Na taça um dourado claro e límpido. Bons aromas, lembrando frutos brancos (como pêra e abacaxi em calda) e notas tostadas. Em boca tem bom volume, com destaques amanteigados da madeira mesclando com boa fruta. Final longo, com repetições da boa fruta e leve tostado. Acidez em boa conta, deixando que o vinho assuma uma refrescância gastronômica, mas mantendo caráter elegante.

Foi servido no jantar da Canta Maria para acompanhar um Crema di Zucca, que pode ser feito assim: tire a casca da abóbora cabotiá (1kg) e corte em pedaços. Cozinhe com sal e água até virar um creme. Acrescente um pouco de salsa picada e retire do fogo. Servir quente ou frio.

. .

13 Junho 2011

Miolo Millésime Espumante Brut 2009


Na noite do dia 3 de junho fomos ao restaurante Canta Maria para um jantar e degustação de vinhos da D.O. Vale dos Vinhedos. Essa certificação impôs aos produtores algumas regras para que os rótulos tragam essa designação geográfica.

No caso dos espumantes, as regras são:
- elaboração exclusivamente pelo método tradicional (champenoise), com segunda fermentação em garrafa, com uvas provenientes do Vale dos Vinhedos e processo de elaboração em vinícola instalada na D.O.
- utilização das uvas Chardonnay e Pinot Noir em pelo menos 60% do vinho base, podendo o restante ser completado com Riesling Itálico.
- constar no rótulo, além do método, a classificação em nature, extra-brut ou brut.

Esse espumante é elaborado pela Vinícola Miolo, uma das gigantes do vinho brasileiro. A partir da safra 2009 passou a ostentar a D.O. Vale dos Vinhedos. Segundo pude ler no site da vinícola, as uvas Chardonnay e Pinot Noir entram em parcelas iguais no vinho base e o processo de segunda fermentação em garrafa chega aos 20 meses. Álcool a 12,5%.

Espumante de coloração amarelo palha e reflexos esverdeados. Perlage fina e persistente. Bom equilíbrio entre acidez, cremosidade, fruta (pêra) e fermentação (casca de pão). Final longo e elegante, deixando na boca uma boa lembrança dos frutos de polpa branca e citricidade levíssima. Foi servido para acompanhar as entradas no jantar: Bruscheta con Melanzane e Pomodori Secchi e Insalata Siciliana. Harmonizou muito bem.

É vendido na loja virtual da vinícola a R$ 55.
.
.

12 Junho 2011

Pizzato Espumante Brut 2009


Na degustação on line realizada no dia 3 de junho, o segundo vinho aberto foi esse ótimo espumante elaborado pela Vinícola Pizzato, através do método champenoise, com uvas Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%). A garrafa aberta para os presentes e enviada aos demais blogueiros ficou por 22 meses em autólise de leveduras. É vendido por $42 no varejo da vinícola.

Na taça coloração dourado claro, com perlage fino e persistente. Aromas em boa intensidade, cítrico e notas de fermentação em equilíbrio. Na boca tem volume e cremosidade, mas com frescor garantido por uma boa acidez. Espumante de grande elegância e boa complexidade. O final é persistente, sensação final de boa integração entre frutado, algum floral e notas de pão torrado dadas pela fermentação em garrafa. Tem açúcar residual na casa dos 8-9 g/litro, uma faixa que me agrada bastante.

O enólogo Flávio Pizzato esteve presente. Falei com ele sobre esse vinho e ele disse: "estamos aprendendo a fazer espumantes". Modéstia dele, posso garantir.

.
.

11 Junho 2011

Lídio Carraro Grande Vindima Merlot 2005


Conheci a Lídio Carraro em 2008, na minha primeira visita ao Vale dos Vinhedos. Por gostar do que produzem, fiquei feliz ao saber que um de seus vinhos estaria na degustação on line que realizamos no dia 3 de junho, ao final do Workshop do Ibravin.

A degustação foi conduzida pelo blogueiro e sommelier Daniel Perches e pelo sommelier Cristiano Ribeiro. Foi transmitida pelo site Wine Bar e contou com a participação de 10 blogueiros espalhados pelo país e que receberam antecipadamente as garrafas que seriam abertas. Os demais puderam, além de visualizar a degustação, enviar perguntas e comentários pelo Facebook.

Esse vinho da Lídio Carraro é da safra 2005 e foi produzido com uvas de Encruzilhada do Sul, sem passagem por madeira, como acontece com os demais vinhos deles. O preço de mercado está na faixa dos R$110-115.

O vinho apresentou coloração rubi, com lágrimas lentas e grossas. Aromas um tanto tímidos de início, com destaque para frutos vermelhos maduros, um leve toque de chocolate e tabaco. Depois de alguns minutos o vinho foi se transformando em taça, indicando que uma aeração no decanter teria feito bem. Ganhou em complexidade, abrindo-se para especiarias, algo de frutos secos, terra e leve mentolado.
Tem boa estrutura, com taninos finos, bom volume, acidez moderada. Repete a boa fruta e algum tostado, com discretíssimo amargor. Final longo. Ainda tem potencial para melhorar, podendo ser guardado por um par de anos sem perder características. Vinho para acompanhar comida.

A família estava representada no evento pela Patrícia Carraro, que no dia seguinte nos recebeu em sua casa para uma degustação de todos os vinhos deles. Sobre isso outros posts virão.

A foto do rótulo mostra o bloquinho de anotações do Cláudio Werneck, que também estava por lá. Ele mantém, juntamente com a Rafaela Giordano, o excelente Le Vin au Blog. Usei a imagem, mas não pedi autorização. Será que vai dar problema?
.
.

10 Junho 2011

Aurora Millésime Cabernet Sauvignon 2008


A Vinícola Aurora é uma gigante: os cooperados cultivam mais de 100 variedades de uvas. Em 2011 processou 59 milhões de kilos de uva, sendo que 25% desse montante é de viníferas para elaboração de vinhos finos. O restante vai para os vinhos de mesa e suco. Possui cerca de 330 funcionários, dentre eles 15 são enólogos, sendo 6 mulheres. Recebemos essas informações da Paula Guerra Schenato, enóloga que nos acompanhou na visitação técnica.

O vinho comentado hoje é o top dentre os tintos da casa. Foi elaborado apenas em cinco safras consideradas muito boas: 1991, 1999, 2004, 2005 e esse de 2008. Gostei dessa fato, pois algumas vinícolas dizem produzir tais rótulos somente em safras excepcionais e, ano sim outro também, lá está o vinho.
Esse CS tem passagem por madeira, mas não sei precisar o tempo. Na loja virtual da vinícola é vendido a R$ 51, mas no varejo estava um pouco mais barato, acho que R$ 49.


Na taça apresentou coloração rubi. Nariz elegante e com boa complexidade, frutos maduros, algo defumado, pimenta e chocolate. Na boca tem corpo médio, taninos elegantes e bom equilíbrio. O final é de média persistência. É mais complexo e interessante que o Pequenas Partilhas. Pronto para beber, mas manterá suas características pelos próximos 2 anos, sem dúvida. Acompanhou as carnes assadas no restaurante da vinícola.
.
.




Ao final do jantar a Lourdes nos surpreendeu com um vinho comemorativo dos 75 anos da vinícola. Um corte bordalês que já foi comentado aqui. Um tinto com nove anos de idade e inteiro, vivo, com boa fruta e ainda estruturado. Sinceramente me pareceu mais interessante agora do que em 2006, quando foi comentado (relembre). Essa experiência só confirma a capacidade de envelhecimento dos tintos brasileiros. Valeu, Lourdes!