31 Julho 2011

Wolfmother - Joker and the Thief (2006)

Não sei se gosto mais da música ou do filme "Se beber, não case", de cuja trilha faz parte.

Mas aqui em casa quem gosta mesmo é minha filha, que além de balançar a cabeça ao ouvir a introdução, sempre diz: "Papai, ele parece um leão"!

Então, o vídeo desse domingo é em homenagem à minha pequena Antônia, que ainda não sabe que o Wolfmother é uma banda australiana formada em 2000 nos subúrbios de Sydney. Intitulam-se uma banda de hard rock com influência dos grandes nomes dos anos 1970: Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple.





30 Julho 2011

Antuco Gran Reserva Carmenère 2006


Esse vinho pertence a uma linha que já teve um Chardonnay comentado aqui (relembre). É produzido pela Cremaschi Furlotti e está na faixa dos R$45.

Vinho de cor púrpura, com lágrimas grossas e rápidas. Aromas intensos e elegantes, típicos da variedade. Frutos delicados, floral e especiarias.
Na boca tem corpo mediano, com taninos finos, levemente rascantes, acidez moderada e madeira presente, mas em bom equilíbrio com a fruta.
Final longo. Madeira e fruta, boca seca. Pronto para beber, mas com poder de evoluir nos próximos 2 anos. Evoluiu na taça, surgindo notas de chocolate e elegante tostado. Sugiro deixar respirar um pouco no decanter (30 minutos).

Embora eu não seja um fã de Carmenère, gostei bastante desse vinho.

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28 Julho 2011

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2006


Esse vinho é elaborado pela Miolo, na região da Campanha Gaúcha, município de Candiota, quase fronteira com o Uruguai. Na propriedade chamada Estância Fortaleza do Seival, a vinícola pretende instalar 400 hectares de vinhedos até 2018, ocupados com castas francesas e portuguesas.

Segundo o site da empresa esse vinho é um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Dentro desse projeto, esse é um vinho pertencente à categoria Super Premium. Acima dele apenas o Sesmarias, classificado como Ícone.

Na taça coloração rubi, com reflexos púrpura. Ótimos aromas. Início lembrando baunilha, côco, notas lácteas e álcool sobrando de leve. Na boca tem bom corpo, com taninos finos e boa acidez. Fruta madura um pouco escondida pelo abaunilhado, mas com boa presença. Certa potência dada pelo álcool e um levíssimo amargor, mas sem comprometer. Final me pareceu mais ligeiro do que imaginava em boca. Retrolfato marcado por madeira.

Já comentei o vinho da safra 2004, que me pareceu mais interessante. Essa nova safra me pareceu com estilo mais "novo mundo", mais amadeirado, talvez para agradar o consumidor que procura esse tipo de vinho.

Teor alcoólico de 14%. Pronto para beber e não deve melhorar com a guarda. Vendido a R$ 45 na loja virtual da vinícola.
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26 Julho 2011

Château Romassan Domanies Ott Bandol AOC Rosé 2007



Ganhei esse vinho de presente. É possível que seja o melhor rosé comentado aqui no blog. A afirmação categórica é perigosa, porque as sensações variam muito nas degustações, dependendo de uma série de fatores, mas é um rosé de grande personalidade, produzido pela Domaines Ott, que possui três propriedades na região que produz dos mais famosos rosés do mundo, a Provence: Château de Selle (adquirido em 1912), Clos Mireille (adquirida em 1936) e Château Romassan (adquirido em 1956).

O vinho vem dessa última propriedade e é elaborado com as tintas Mourvedrè e Cinsault e maturado em barricas de carvalho de 9 a 11 meses. Pertence especificamente à AOC Bandol, uma pequena região no litoral do Mediterrâneo. No livro de Hugh Johnson e Jancis Robinson o domaine está entre os "notáveis produtores" da região (2008, p. 148).

O vinho tem uma impactante coloração acobreada, lembrando casca de cebola. Aromas em boa intensidade, com destaque para pêssego e leve carvalho. Na boca é vivo, com ótima acidez, traços de mel e repetição da fruta. Final longo, potente, com leve álcool (14%), mel e pêssego. Pede comida.
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24 Julho 2011

Angelica Zapata Alta Chardonnay 2007


O produtor desse vinho, Catena Zapata, dispensa apresentações. Aqui mesmo no blog a safra 2004 desse vinho foi comentada (relembre). Foi um dos vinhos degustados no curso da WSET que fiz aqui em Uberlândia. Foi colocado na degustação para demonstrar as características de um vinho branco amadeirado.

Na taça tem coloração amarelo claro. Aromas com muita fruta, especialmente pêra e pêssego), lembrança amanteigada e discreto tostado. Na boca é macio, com acidez mediana e bom corpo. Boa complexidade, com boa fruta, manteiga e tostado em harmônico conjunto. Final mediano, com tostado mais presente do que a fruta.

Me pareceu um vinho mais que pronto para consumo, sem perspectiva de evolução. Não posso afirmar com certeza porque não o provei em outras ocasiões, mas já deve ter passado seu auge, embora ainda seja um vinho elegante e harmônico. Beba logo!

Álcool a 13,8% de teor.
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22 Julho 2011

P. E. Dopff & Fils Riesling Alsace AOC 2009


Vinhos da Alsácia não são baratos. Difícil encontrar alguns produtos abaixo dos R$100, mas esse é uma exceção. Aliás, uma boa exceção, porque consegue mostrar as características do vinho a um preço bastante razoável, abaixo dos R$60. É produzido pela Dopff & Fils, que já teve um espumante da mesma região comentado aqui (relembre).

Coloração amarelo palha. Bons aromas, dando tipicidade. Frutos de polpa branca e algo lembrando petróleo ou derivados, algo que já senti em outros Riesling, especialmente de sobremesa. Em boca é macio, acidez moderada. Repetição de fruta e petróleo, acompanhados por notas minerais. Final mediano, frutado e mineral.

Vale conhecer, especialmente se não quer gastar muito e tem curiosidade em relação à região..
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20 Julho 2011

Porcupine Ridge Sauvignon Blanc 2010


Os vinhos da vinícola Boekenhoutskloof são uma compra segura. Todos eles. Se você gostar do preço, pode comprar que ficará satisfeito. Esse Sauvignon Blanc eu provei quando fiz o curso da WSET em Uberlândia e fiz questão de tomar notas. Um vinho didático, capaz de demonstrar as características da uva e da região produtora.

Na taça coloração amarelo palha. Aromas cítricos em boa intensidade, lima, algo vegetal, aspargos e amendoim. Na boca é equilibrado, com acidez marcante, macio, presença marcante de frutos cítricos. Final de boa persistência. Álcool a 12,5%.
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18 Julho 2011

Quinta do Alqueve 2 Worlds Reserva 2004


Esse vinho é produzido pela Pinhal da Torre, na região do Ribatejo. A vinícola produz desde 1947 em duas quintas: a Quinta do Alqueve, com 36 hectares de vinhedos e a Quinta de São João, com 22 hectares.

É um corte de Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional e daí vem seu nome, uma referência à união de duas uvas e os "dois mundos" do vinho. Tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho e não é filtrado.

Na taça uma coloração rubi, com lágrimas finas. Bons aromas. Frutos silvestres, fundo de especiarias, queijo, algo resinoso e menta. Na boca apresentou pouco corpo, taninos finos e boa fruta, com leve madeira. Final ligeiro, com mais madeira do que fruta, mas sem destoar. Notas vegetais em segundo plano.

Um vinho simples, correto, com leve álcool em boca. Não é filtrado, tem 13% de álcool e está pronto para consumo, sem perspectivas de evolução.

No mercado custa em média R$80, mas paguei R$50 em condições especiais. A esse preço, a relação custo x benefício é apenas razoável.
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16 Julho 2011

Pisano Rio de Los Pájaros Reserve Pinot Noir 2007


Comprei esse vinho um pouco desconfiado por conta dos 4 anos de idade, mas posso assegurar que fiquei surpreso, especialmente com o estilo do vinho. Um Pinot Noir bem diferente dos chilenos e argentinos. Não tão intenso em fruta, com álcool sem exageros e sem aquela sensação de que está bebendo um caldo de madeira.

É produzido pela Pisano, que já teve outros vinhos comentados aqui e pode ser encontrado entre R$35 e R$45, dependendo da região do país em que morar (ou falando de outro jeito: dependendo dos tributos cobrados pelo governo do seu Estado, entende?). Tem uma breve passage por barricas francesas e 14% de alcool.

Vinho de coloração rubi, com bordas levemente alaranjadas, indicando certa evolução. Lágrimas grossas e rápidas. Aromas em boa intensidade, evoluídos, frutos silvestres, terra, ferrugem, notas animais e fundo lácteo. Boa complexidade.

Na boca é leve, com taninos com alguma adstringência, acidez evidente, gastronômico. Vinho seco, um pouco menos interessante em boca do que os aromas indicavam, mas com ótimo equilíbrio. Diria estar mais próximo da Borgonha do que dos Andes.

Final mediano, repetindo no palato as sensações aromáticas. Acredito que possa ficar mais macio com mais um ano de guarda porque tem taninos pra isso, mas a complexidade apresentada indica que está num bom momento para consumo. Eu não guardaria.
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14 Julho 2011

Miros Tinto Roble 2007


Esse tinto vem da famosa região espanhola de Ribera del Duero. É um corte de Tempranillo (85%), Merlot (10%) e Cabernet Sauvignon (5%), com passagem de 3 meses por barricas francesas. O produtor é a Bodegas Peñafiel.

Na taça apresentou coloração púrpura. Bons aromas. Frutos maduros, ameixa e leve mentolado. Na boca tem corpo médio, com taninos jovens e levemente rascantes. Acidez em boa conta. Presença de muita fruta madura, baunilha, groselha e cereja. Um bom conjunto.

Final de boa persistência, com fruta e madeira se dando bem. Boca seca. Caráter gastronômico. Um tinto moderno, com boa estrutura, boa integração entre fruta e madeira. Vinho que dá vontade de beber mais, porque não é um caldo chato. Pode melhorar em 2 anos, mas já está num bom momento de consumo. Tem 14% de teor alcoólico.
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12 Julho 2011

Almadén Riesling 2010


Preciso confessar que não tenho boa vontade com os vinhos da Almadén. Mesmo depois que a marca passou para o comando da Miolo, com todo seu prestígio e tradição, mesmo com a reformulação do visual, não me aventurei a comprar uma garrafa.

Mas, há um tempo atrás a confreira Fabiana Gonçalves (Escrivinhos) deixou uma mensagem no Twitter falando que havia gostado desse Riesling 2010. Desconfiado, mandei uma mensagem dizendo que não botava muita fé na informação. Ela, obviamente, defendeu sua opinião e me desafiou a provar o vinho.

Pois bem. No dia 7 de junho passei em um supermercado aqui em Uberlândia e comprei uma garrafa por R$ 13. Pensei: se não for bom, vai para o risoto ou para o frango. Resultado: bebi a garrafa quase toda, indo um pouco além do meu limite cotidiano, já que minha esposa não estava em casa para ajudar. Fiquei surpreso com o vinho.

Aos críticos de plantão, explico: não é um super vinho, nem poderia ser a esse preço. Mas sua simplicidade não pode ser confundida com falta de qualidade ou presença de defeitos. O vinho é correto para a faixa de preços e não tem defeitos. Ideal para ser o vinho de entrada para os que querem gastar pouco, mas especialmente para aqueles que ainda estão no mundo dos vinhos de mesa.

Na taça uma coloração amarelo palha. Aromas discretos, muito frescos e com tipicidade da uva. Na boca é um vinho leve, com boa acidez, frutas cítricas e notas adocicadas, sem ser enjoativo. Final ligeiro, deixando a boca limpa, com fruta em destaque. Zero de amargor, um ponto positivo para um vinho desse preço. Enfim, um vinho alegre, descontraído, para ser bebido à beira da piscina, embora possa acompanhar pratos leves sem fazer feio.
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10 Julho 2011

Larentis Reserva Especial Ancellotta 2005


Esse é o terceiro vinho da Vinícola Larentis que comento. Já passaram por aqui um surpreendente Pinotage (relembre) e um elegante Marselan (relembre).

Esse Ancellotta tem coloração rubi, com lágrimas finas e lentas. Bons aromas, frutos vermelhos maduros (ameixas e goiaba) e um toque de especiarias. Na boca mostra-se pronto. É harmônico e fácil de beber. Os taninos estão domados, doces, com boa acidez mantendo o vinho ideal para gastronomia.

Final mediano, elegante, com frutas, especiarias e leve madeira. No palato uma sensação típica dos vinhos do Vale, vegetal de leve, frutas e ervas. Vinho que não apresentou nenhum amargor ou desequilíbrio na acidez. Elegante e pronto. Boa compra que fiz no varejo da vinícola, pagando R$ 36.
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08 Julho 2011

Château Le Grand Housteau Rouge Bordeaux 2008


Esse é um típico Bordeaux acessível e ideal para o cotidiano, com boa fruta e personalidade, algo difícil de encontrar nessa faixa de preços (pela garrafa paguei R$65).

É um corte de 60% Merlot e 40% Cabernet Sauvignon, produzido pelo Château Gran Housteau em sua propriedade situada a 30 km ao sul de Bordeaux, na margem direita do Rio Garonne, na região conhecida como l'Entre Deux Mers (entre dois mares). O enólogo é Jean Louis Ballarin.

Coloração púrpura, com lágrimas finas. Aromas fechados no início, com couro e terra. Com minutos de aeração abriu-se para frutos vermelhos silvestres, amoras, cerejas. Leve álcool e leve madeira, com repetição de couro.
Corpo mediano, certa potência alcoólica (apesar dos 12,5%). Taninos vivos e ainda a evoluir. Acidez gastronômica. Vinho sério.
Final mediano, com destaques frutados e especiarias. No fundo da taça aromas de couro. Vinho do velho mundo certamente. Não é para bebericar, pois pede comida. Aliás, é outro vinho acompanhando uma refeição. Está num ótimo momento para consumo, mas pode ser guardado por mais 1-2 anos, sem problemas. Teve passagem de 6 meses por barricas de carvalho.


06 Julho 2011

Quinta da Mimosa Tinto Palmela DOC 2007

Esse vinho foi, pra mim, o melhor no TOP 5 do Encontro de Vinhos em Ribeirão Preto, em outubro de 2010. Na média do júri foi o segundo, mas recebeu minha melhor nota.

É produzido pela Casa Ermelinda Freitas, casa que sempre esteve ligada ao vinho, mas começou a engarrafar sua produção em 1997. Atualmente possui 210 hectares de vinhedos, em sua maioria (160 ha) ocupados pela tinta Castelão, conhecida na região como "Periquita".
Aliás, a região de Palmela era até então desconhecida pra mim. Situa-se na península de Setúbal e foi criada por um Decreto de 1997. Para receber o "selo" dessa DOC, o vinho tinto deve conter pelo menos 67% de Castelão, que podem ser completados com Alfrocheiro, Bastardo, Cabernet Sauvignon e Trincadeira.

Dados técnicos: 100% uvas Castelão, originárias de vinhas com mais de 40 anos de idade. Tem passagem de 12 meses por meias-pipas de carvalho francês. Produção de 50.000 garrafas. Segundo a vinícola o potencial de guarda é de 12 anos. Teor alcoólico de 14%.

Na taça coloração rubi, brilhante e límpido. Aromas em ótima intensidade, fruta vermelha madura, elegantes notas abaunilhadas da madeira. Na boca apresenta grande harmonia entre taninos bem acabados e acidez em boa dose. Vinho maduro e gastronômico. Final longo, com muita fruta madura e notas da madeira, baunilha, chocolate e café. Álcool deu potência ao vinho, mas sem atrapalhar.

Minha opiniao já foi dada quando avaliei o vinho anteriormente. Justifica-se a nota pelo equilíbrio apresentado, preço honesto (R$ 68) e pelo caráter moderno do vinho, integrando muito bem fruta e madeira, sem ser um vinho chato.

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05 Julho 2011

Atamisque Malbec 2007


Esse vinho é produzido com uvas do Vale de Uco pela Bodega Atamisque e foi degustado em 16 de fevereiro. Tem passagem de 14 meses por barricas novas de carvalho francês, além de mais um ano em garrafa antes da comercialização. Já recebeu 90 pontos da Wine Spectator e custa entre $75-80.

Li muitos comentários positivos sobre esse vinho, o que me deixou um pouco preocupado, porque não vi muita coisa nele.

Coloração púrpura, denso, de pouca transparência, manchando a taça e com lágrimas lentas.
Seus aromas são intensos, com destaque para nuances amadeirados, como côco e baunilha. Fruta em segundo plano no início e álcool aparecendo (14,3%).
Vinho encorpado, seco, com taninos presentes, ainda rascantes, demonstrando jovialidade. Acidez em equilíbrio. Frutas maduras apareceram com maior destaque, dando boa tipicidade a esse Malbec.
Final de boa persistência, com madeira em maior destaque que a fruta. Álcool dando potência. Vinho que não é ruim ou estava defeituoso, mas para meu gosto pessoal é um tanto pesado, com álcool sobrando e taninos ainda duros. Prefiro acreditar que ainda estará melhor no futuro, pois tem estrutura para isso, mas no momento não me encantou, com todo o respeito aos admiradores da WS.


04 Julho 2011

Vinho para Todos, há 5 anos no ar!

(Na foto, as quatro cadernetas que utilizei até agora para anotações do blog)

Quando comecei o blog, há exatos 5 anos, tinha um objetivo bem modesto: escrever sobre os vinhos que estávamos bebendo em casa e manter assim um acervo para consulta em futuras compras. Evidentemente sabia que teria leitores, mas não imaginava que fosse uma quantidade significativa, até porque naquele momento os blogs sobre vinhos não passavam de 20 no Brasil. Pra se ter uma ideia, somente no portal Enoblogs hoje estão cadastrados 315 blogs.

O Vinho para Todos não é um dos blogs mais lidos e nem está entre os que mais tem postagens, mas não parei de publicar desde então e vi nesse tempo inúmeros blogs desaparecerem. Começar um blog é muito fácil, mas mantê-lo consistente e confiável ao longo do tempo é um pouco mais complicado, pois demanda tempo, organização e dinheiro.

Alguns números que pra mim não tem preço:

- quase 290.000 visitas (representando mais de 540.000 page views);
- mais de 3.200 seguidores se somar Facebook, Twitter, Blogger e Orkut;
- 531 vinhos comentados, de 15 países diferentes;
- ajudei a fundar e manter a Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual de enoblogs, ativa desde fevereiro de 2007;
- conheci nesse tempo mais de 40 vinícolas no Brasil e Chile, experiências que todo enófilo deve realizar.


Nesse tempo tive oportunidade de conhecer figuras interessantes do mundo do vinho, especialmente nas viagens a vinícolas e nos encontros envolvendo o tema. Tive o prazer de conhecer blogueiros de várias partes do país e com eles viver experiências interessantes e sempre muito divertidas. São figuras marcadas por características que prezo muito: inteligência, cultura, bom humor, modéstia e, claro, bom gosto para vinhos.

Enfim, não tenho muito mais a dizer, mas muito a agradecer: aos leitores do blog, aos seguidores nas redes sociais, aos amigos blogueiros e especialmente à minha esposa, que além de conviver com todos os meus defeitos ainda consegue me apoiar nesse hobby.

Aliás, já ia me esquecendo de contar que o blog pode ser acessado diretamente pelo domínio que registrei há alguns dias: www.vinhoparatodos.com.

Saúde a todos!

Gil Mesquita

03 Julho 2011

U2 - The Fly (1993)


Dia desses um leitor do blog sugeriu que os vídeos aqui postados fossem "harmonizados" com os vinhos para que não ficasse um assunto solto, desconexo. Respondi a ele que não pretendia fazer isso, até mesmo porque algumas músicas aqui publicadas talvez não se harmonizem com vinho.

Mas ao procurar um vídeo do U2 não tive como escapar de uma certa analogia com o vinho. Na minha opinião é a banda em atividade que "melhor envelheceu", como os grandes vinhos. Nenhuma outra banda, à exceção dos Beatles, melhorou tanto com o tempo. As demais foram desfeitas, caíram no esquecimento ou vivem de tocar as mesmas músicas de sempre.

Acho que o Bono canta melhor hoje, sem aqueles sussurros irritantes da década de 1980, além de estarem menos feios. Essa canção é do melhor disco da banda, na minha opinião. O disco que causou um impacto muito grande no início dos anos 1990, algo como o Sargent Pepper's Lonely Hearts Clube Band, guardadas as proporções.




Esse vídeo é de 1993, filmado em Sydney durante a turnê Zoo TV.

02 Julho 2011

Uma bela lista de Supertoscanos que custam até R$200 #CBE

Como acontece desde fevereiro de 2007, ontem foi dia de postagens para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. O tema desse mês veio do confrade Alexandre Frias, Il nostro Presidente, que sugeriu um "supertoscano de até R$ 200".

Por isso, a imagem ao lado é do primeiro vinho que recebeu essa denominação da imprensa internacional, uma criação de Antinori que iniciou uma espécie de rebelião contra as regras rígidas da Toscana. Um clássico de todos os tempos!


Abaixo, segue uma lista dos vinhos sugeridos até o momento pelos confrades. Sem dúvida uma lista interessante, com grandes sugestões na faixa de preços indicada.

Na medida em que novos vinhos sejam publicados, vou adicionando à lista abaixo. Saúde a todos!

Blog do Jeriel
CERVIOLO IGT TOSCANA 2001

Bom Di Vinho
SAXA CALIDA 2005

Diário de Baco
LE VOLTE 2008

EnoDeco
I PINI COLLI DELLA TOSCANA CENTRALE IGT 2008

Enoleigos
POGGIO ALLA BADIOLA IGT 2008

Escrivinhos
NEMORINO TINTO IGT 2006

Histórias e Vinhos
Crognolo IGT 2007

Le Vin au Blog
SASYR 2007

Vinho para Todos
MEDITERRA TOSCANA IGT 2008

Vinhos de Corte
LUCENTE IGT 2008

Vinhos e Mais Vinhos
TUA RITA PERLATO DEL BOSCO 2007

Vivendo Vinhos
A SIRIO 2003

01 Julho 2011

Mediterra Toscana IGT 2008 #cbe


Esse é o 57º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. O tema desse mês foi "Supertoscano de até R$200", uma escolha do Alexandre Frias, do Diário de Baco. Um tema muito interessante porque tem muita história envolvida.

Nos anos de 1970 alguns produtores de Chianti começaram a acrescentar uvas francesas à Sangiovese para produzir vinhos mais estruturados. Porém, não poderiam levar em seus rótulos a indicação de procedência justamente porque violavam as regras básicas. Assim nasceram os "supertoscanos", que podiam ser vendidos com a indicação de vino da tavola, mas não DOC ou DOCG. São famosos os tintos produzidos por Antinori, como o Tignanello (Sangiovese e Cabernet Sauvignon) e Solaia (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e 20% de Sangiovese). Como dizem alguns, esses vinhos colocaram o vinho italiano nas manchetes de todo o mundo. Atualmente muitos são rotulados como IGT (Indicazione Geográfica Típica), mas os dois exemplos acima ainda são vinos da tavola.

Com base nessas informações, procurei encontrar vinhos que levassem mais Sangiovese no corte, mas acabei optando por esse belo vinho produzido por Poggio al Tesoro, na região de Bolgheri, de onde provém grandes "supertoscanos". Esse é um corte de 40% Syrah, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon, com passagem de 8 meses por barricas de segundo uso e algum tempo em cave para afinamento. Pela garrafa paguei R$89.

Vinho de coloração púrpura, com lágrimas finas. Aromas intensos, frutos negros, notas lácteas, elegante tostado, chocolate e terra. Na boca tem corpo mediano, mas é intenso, com taninos firmes, boa acidez, notas minerais e muita fruta. Potência dada pelo álcool (14,5%), mas sem qualquer desequilíbrio. Final longo, com frutos marcantes e repetição do tostado e chocolate. Levíssimo amargor.

Vinho gastronômico, que ficou melhor ao longo da degustação. Ótima compra, mesmo custando acima do preço de um vinho para o cotidiano. Vale conhecer.
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