31 Agosto 2011

Essential Malbec Cabernet Sauvignon 2009


Hoje faço 37 anos. Corpinho de 40 e bolso de 20...

Pensei em postar sobre algum vinho especial, mas decidi comentar uma situação especial que vivi no último dia 29 de agosto em mais uma degustação do WineBar. Diretamente de Mendoza, os confrades Daniel Perches e Alexandre Frias proporcionaram a blogueiros e demais amantes do vinho uma noite especial com Susana Balbo, a enóloga mais importante da Argentina e proprietária da bodega familiar Dominio del Plata.

Alguns blogueiros receberam em casa uma garrafa do vinho para degustarem e comentarem naquela noite, via Facebook. A iniciativa foi da importadora Cantu e sua assessoria de imprensa.

O vinho é um corte de Malbec (40%) e Cabernet Sauvignon (60%), com passagem de 8 a 12 meses por barricas de carvalho. Álcool a 13,5% e preço de mercado na casa dos R$50.

Já provei vinhos do Dominio de la Plata e todos são bem harmônicos, equilibrados e tem um perfil bastante característico do Novo Mundo, com taninos macios, acidez moderada, madeira presente e, às vezes, uma leve lembrança alcoólica. Agradam mesmo o consumidor iniciante, pois são fáceis de beber. Esse não fugiu à regra.

Vinho de coloração púrpura, jovem, lacrimoso. Aromas potentes desde o início, em que o abaunilhado da madeira se destacava. Com alguns minutos depois de servido, o vinho passou a revelar seus frutos maduros. Em boca a primeira sensação é de um marcante adocicado. Corpo mediano, acidez moderada e taninos bem maduros, com levíssima adstringência. Final persistente, com amadeirado dando lugar aos frutos maduros, café, tostado elegante e chocolate.

Fundo de taça com algum "mentolado". Sem arestas, fácil, redondo e pronto para beber.
Apesar de a Malbec entrar com apenas 40% no corte, me pareceu que suas características se sobressaíram em relação à Cabernet Sauvignon.

Em minha avaliação procurei não deixar meu gosto pessoal interferir. De uns tempos pra cá tenho preferido vinhos mais secos, com acidez mais marcante e mais complexos, mas não posso negar as virtudes desse corte, especialmente sua harmonia, seu equilíbrio.

Ao final da degustação veio a notícia mais interessante. Susana Balbo enviará amostras de alguns vinhos varietais (uma só uva) a blogueiros brasileiros, devidamente acompanhados de dois acessórios enológicos, pipeta e proveta, para que cada um elabore seu corte em casa. O melhor assemblage será escolhido pela enóloga às cegas e será elaborada uma tiragem limitada, assinada por ela e pelo blogueiro, que também ganhará 5 caixas do vinho. Na Expovinis de 2012 haverá apresentação do vinho.

A proposta é inédita no Brasil e provavelmente no mundo todo.

Isso sim é pioneirismo!


Saúde a todos!
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29 Agosto 2011

Las Perdices Malbec 2009


Esse vinho é produzido pela Bodega Las Perdices e me custou R$50. Passa 6 meses em barricas de carvalho e, segundo o importador, pode ser guardado por até 4 anos.

Na taça a coloração é púrpura, denotando juventude. Aromas não tão intensos, lembrando frutos vermelhos maduros, ameixa mais evidente e um toque de madeira. Na boca tem corpo mediano, com taninos doces e macios, boa acidez. Muita fruta madura e leve álcool, madeira ao fundo com discreto tostado.

Final mediano, com fruta e tostado dividindo espaço. Álcool novamente dando as caras (14,5% de teor). Vinho correto e típico, sem madeira em excesso, mas sem atributos que o tornem diferenciado. Bom para o dia-a-dia, embora o álcool tenho incomodado um pouco.
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28 Agosto 2011

Nirvana - On A Plain

Tenho um vizinho de uns 18 anos que está tocando numa banda. Desci no elevador com ele e falamos sobre rock and roll. Eu disse a ele a seguinte frase: "ser grunge era mais barato que ser emo". Ele fez uma cara de interrogação e tive que explicar.

Naquela época, que vivi intensamente mesmo sendo adolescente no interior de Goiás, bastava uma calça jeans, uma camisa xadrez de flanela, um tênis velho. Trocava-se apenas a cueca (óbvio), a camiseta por baixo da camisa e as meias (se desse tempo). Não tinha acessórios, não tinha que fazer chapinha, não tinha que comprar maquiagem. Viu como era mais barato?

Pra celebrar esse papo nostálgico, aí vai uma das minhas músicas preferidas da melhor banda dessa época, o Nirvana, formada em Aberdeen (estado de Washington) em 1987. Durou até 1994 com o suicídio do genial Kurt Cobain.



O movimento grunge tinha outras bandas como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Stone Tample Pilots. Para o vocalista Robert Plant, do Led Zeppelin, com o grunge os americanos finalmente tiveram seu movimento punk.


26 Agosto 2011

Monte Paschoal Dedicato Pinot Noir 2009


Na última segunda-feira, dia 22/08, participei pela segunda vez de uma degustação virtual realizada pelo WineBar. Vários blogueiros do país receberam dois vinhos da Vinícola Basso em casa e os comentários eram feitos em tempo real via Facebook, com Daniel Perches e os dois enólogos da empresa, Marcos Vian e Magnos Basso. A família Basso está envolvida com a produção de vinhos desde a década de 1940 no distrito de Monte Bérico, município de Farroupilha.

O primeiro vinho degustado foi um frisante suave elaborado com a uva Moscato e vendido na loja virtual da vinícola a R$12. Vinho fácil de beber, ideal para dias quentes e bastante versátil, sendo um ótimo companheiro para frutas e sorvetes. Dá uma sensação de refrescância em razão da boa acidez e das bolhinhas, tem boa cremosidade e os aromas são típicos da variedade, flores e alguns frutos brancos, especialmente pêra. É adocicado para meu gosto pessoal, mas aconselho a compra para quem gosta desse tipo de vinho porque atende à proposta e é barato.

O segundo vinho me agradou bastante e parece que aos demais degustadores. É um Pinot Noir correto, delicado e equilibrado, além de ter uma acidez que lhe confere vocação gastronômica. Foram produzidas apenas 9.000 garrafas (abri a de nº 6.753). Tem ligeira passagem por madeira, apenas 3 meses em barricas francesas novas. Teor alcoólico de 12,5%. A apresentação do produto é linda, garrafa, rótulo e rolha de ótima qualidade. Boa opção para presentear alguém.

Vinho de coloração rubi, translúcido. Lacrimoso. Bons aromas, notas herbáceas que o identificam como vinho brasileiro (em minha opinião), também frutos delicados como cereja, morango, algo condimentado, notas animais depois de um tempo em taça. Na boca é leve, com taninos macios. Vinho seco, com discretas notas adocicadas. Acidez gastronômica e muito equilíbrio. Final um tanto ligeiro, mas agradável, com boa fruta e madeira discreta.

Na degustação comentei, resumindo minhas impressões, que o vinho além de gastronômico é bastante equilibrado, pois nenhuma de suas características se sobrepõe a outra. Sutil e elegante, que evolui na taça. Está pronto para beber e pode ser comprado na loja da vinícola a R$47.

Essa foi a primeira safra do vinho. Segundo informações do enólogo Magnos Basso, o vinho não foi feito em 2010 porque as uvas não alcançaram a qualidade desejada, mas será lançada a safra 2011. Essa atitude é louvável, mostra comprometimento da vinícola com a qualidade de seus produtos. Fico na expectativa de que nas próximas safras o vinho esteja ainda melhor.

Saúde a todos!
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24 Agosto 2011

Casas del Toqui Reserva Cabernet Sauvignon 2009


Esse vinho é produzido na região central do Chile, mais precisamente no Vale de Cachapoal, pela Casas del Toqui, fundada em 1994 da união comercial entre os proprietários do Château Lârose Trintaudon (Bordeaux) e produtores chilenos da região de Totihue. Saindo de Santiago, tome a Rota 5 e ande uns 100 km até essa cidadezinha onde estão outras vinícolas conhecidas, como Anakena, Los Boldos e Santa Amalia.

Vamos ao líquido.

Vinho de cor púrpura, jovem e lacrimoso. Boa intensidade aromática, frutos vermelhos, notas herbáceas, pimentão, pimenta e leve álcool (13%). Em boca apresentou menos corpo que a maioria dos Cabernet Sauvignon chilenos. Vinho seco, com taninos finos e acidez mediana. Boa presença frutada, acompanhada de notas amadeiradas conferidas pela rápida passagem por carvalho (8 meses).

O final de boca é ligeiro, fruta desaparecendo logo e sobrando a boca seca causada pelos taninos e uma pontinha de álcool incomodando. Vinho que me pareceu mais simples do que prometia, com pouca ou nenhuma complexidade e definitivamente não empolgou. Está pronto para o consumo.
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23 Agosto 2011

Revista Casa e Comida indica vinhos de até $50

Minha esposa gosta muito da revista Casa e Comida, uma publicação bimestral da editora Abril. Na última edição (nº 12 - ago/set) trouxe indicações de vinhos na faixa até $50. As sugestões foram elaboradas por um grupo de cinco especialistas: Jô Barros (sommelière do restaurante Dui, em São Paulo), Daniela Bravin (do Ici Bistrô), Eliana Araújo (autora do livro Passaporte do Vinho), Cecília Aldaz (do restaurante Oro, do Rio de Janeiro) e Dionísio Chaves (sommelier do restaurante Duo, no Rio de Janeiro).

Segue a lista completa abaixo com algumas observações que fiz. Escolhi um vinho em cada categoria, aquele que me parece a compra mais segura.

Espumantes

- Mionetto Vivo, Itália, R$44, na World Wine
- Cave Geisse Brut, Brasil, R$45, na Vinícola Geisse
- Adolfo Lona Brut Rosé, Brasil, R$42, no Empório Perdizes
- Cava Don Román Brut, Espanha, R$33, na Casa Flora

* Minha indicação: Cave Geisse Brut

Brancos

- Matile Pinot Grigio IGT 2009, Itália, R$32, na Decanter
- The Wolftrap White 2009, África do Sul, R$36, na Mistral
- Infinitus Chardonnay/Viura 2009, Espanha, R$28, na Mistral
- Pizzorno Don Próspero Sauvignon Blanc 2008, Uruguai, R$38, na Grand Cru
- Robertson Chenin Blanc 2010, África do Sul, R$23, na Vinci

* Minha escolha: Matile Pinot Grigio IGT 2009. Acrescento como sugestão: não comprar vinhos brancos nessa faixa de preços se a safra não for recente. Aposte nos vinhos 2010 que estarão em sua melhor forma. Se encontrar 2009 e tiverem sido bem armazenados, pode comprar.

Rosés

- Marquês de Aldaz Rosado 2009, Espanha, R$23, na Vinci
- Cisplatino Rosé Cabernet Franc 2009, Uruguai, R$29, na Mistral
- Kankura Maillén Rosé, Chile, R$23, na Grand Cru
- Alentex Rosé, Portugal, R$39, na CCA

* Minha escolha: Cisplatino Rosé Cabernet Franc 2009. As observações para os rosés são as mesmas que fiz para os brancos.

Tintos

- Paulo Laureano Clássico Aragonês/Trincadeira 2009, R$36, na Adega Alentejana
- Caldas Douro 2008, Portugal, R$48, na Decanter
- Santa Cristina Sangiovese/Merlot 2009, R$48, na Winebrands
- Vini Farnese Montepulciano D'Abruzzo DOC 2009, Itália, R$36, na World Wine
- Heartland Stickleback Red, R$46, na Grand Cru

* Minha escolha: Paulo Laureano Clássico Aragonês/Trincadeira 2009.

Sobremesa

- Fernando de Castilla Jerez Cream, Espanha, R$35, na Casa Flora
- Norton Cosecha Tardia Chardonnay, Argentina, R$24, Winebrands
- Tabali Late Harvest 2009, Chile, R$35, na Grand Cru
- Porto Tawny Comenda, R$ 37, no Pão de Açúcar

* Minha escolha: Fernando de Castilla Jerez Cream.

Boas compras!

22 Agosto 2011

Angheben Teroldego 2005


Sou fã dos vinhos da Vinícola Angheben. Então, não preciso falar muito sobre isso. Já comentei aqui outros cinco vinhos desse produtor, basta ver no menu "Vinhos Brasileiros", à direita.

Esse vinho é elaborado com a variedade Teroldego, uma uva autóctone do Trentino, norte da Itália, onde e utilizada para elaborar o mais popular dos vinhos tintos da região. Foram produzidas apenas 2.300 garrafas, com passagem de 50% do líquido por barricas de carvalho (6 meses).

Vinho de um rubi profundo, denso, pouca transparência. Lágrimas lentas. Aromas em boa intensidade, um pouco fechados no início. Frutos maduros, ameixa, fundo de especiarias e chocolate amargo. Na boca o corpo é mediano. Taninos já macios e elegantes, acidez gastronômica. Um bom conjunto. O final de boca é mediano, com fruta e tostado elegante. Discretas notas vegetais. Leve álcool aparecendo (13,2% de teor).

Vinho muito correto, equilibrado e gastronômico. Uma aeração lhe cairá bem, porque evolui bastante depois de servido. Já bebi esse vinho em outras ocasiões e acredito que esteja num ótimo momento para consumo. É o vinho mais caro da vinícola (R$ 50), mas é uma boa compra, até mesmo para conhecer essa uva tão rara na América do Sul.
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21 Agosto 2011

The Velvet Underground & Nico - Femme Fatale

Dia desses, revendo o filme The Doors, com Val Kilmer no papel de Jim Morrison (ainda em VHS), voltei minhas atenções ao Velvet Underground, uma das mais influentes bandas da história do rock and roll. Formada em 1964 teve como lider o grande Lou Reed e nos vocais a intrigante Nico, que no filme dos Doors recebeu um rótulo interessante: a mulher que bebia mais que Jim Morrison. Ela nasceu na Alemanha em 1938 e faleceu na Espanha aos 50 anos de idade. Seu nome de batismo era Christa Päffgen. O apelido NICO foi dado pelo artista Andy Warhol que criou um anagrama a partir da palavra ICON (ícone).

Essa música é do álbum de estréia, lançado em 1967, que tem uma das mais famosas e simples capas de todos os tempos: um fundo branco e o desenho de uma banana, só que feita por Andy Warhol, que "encomendou" a música a Lou Reed para homenagear a modelo Edie Sedgwick (quem?).

Dizem que o Velvet Underground teve apenas 100 fãs, mas cada um deles montou uma banda!





19 Agosto 2011

Ré Conde de La Cruz Merlot


Quando nossa amiga Aline Martins disse que iria ao Equador para visitar a irmã, não tive dúvidas e encomendei um vinho produzido naquele país. Curiosidade de blogueiro, mesmo não tendo ouvido coisas boas dos vinhos de lá.

Ela disse que foi a um supermercado e comprou o vinho "menos suspeito", embora tenha achado estranho ser um Merlot não safrado. Pagou algo em torno dos US$15.

Depois de beber o vinho perguntei a ela se poderia falar o que quisesse e ela respondeu: "claro, não fui eu que fiz o vinho. Fique à vontade". Então tá, Aline.

Posso assegurar que foi o pior vinho que bebi nos últimos tempos. Os aromas são tímidos, um frutado muito discreto, lembrando frutos mais delicados. Nem de longe lembra as características que conheço dos Merlot, independentemente do país de origem. Na boca tem pouquíssimo corpo, um caldo ralo e muito ácido, desequilibrado, com taninos quase inexistentes. Final curto. Não conseguimos chegar nem à metade da garrafa que, na dúvida se serviria para temperar comida, foi para o ralo. Acho que foi bom para desentupir os canos da cozinha.

Aline, obrigado por ter trazido o vinho e também por não ter aceito o pagamento. Acabou ficando como um presente. Experiência que não recomendo a ninguém (só aos sádicos ou masoquistas).

Em tempo: é elaborado pela La Toscana, indústria que produz vinhos, espumantes, frizantes, licores e coctéis.
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17 Agosto 2011

Philippe Bouchard Bourgogne AOC 2008


Vinho produzido na Borgonha por Philippe Bouchard. Na taça tem coloração vermelho grená, transparente. Aromas em boa intensidade, frutos delicados, cereja, groselha, morango e discreto couro, acompanhados por discreta lembrança de especiarias. No nariz revelou boas características da Pinot Noir. Na boca tem pouco corpo, com taninos finos e boa acidez. REpete fruta e couro. Parece não ter passado por madeira. Álcool a 12,5%, sem incomodar. Final um tanto ligeiro, mas agradável. Vinho equilibrado, fácil de beber.

Para bebericar ou acompanhar comida. Não é espetacular, mas correto e agradável. Mas quer saber uma coisa? Há Pinots brasileiros e uruguaios com essas características e preços mais acessível
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15 Agosto 2011

Cave de Pedra Tannat 2000

Comprei esse vinho no varejo da Cave de Pedra em 2009, depois de muito insistir com a Alexandra. Ela não queria vender porque o vinho poderia ser mal interpretado, já que estava com nove anos de idade e servia apenas de decoração. Quem conhece a vinícola sabe que atrás do balcão de atendimento aos turistas tem uma grande adega de metal. A garrafa estava lá.

Venci a queda de braço ao dizer pra ela que assumia os riscos e que minha intenção era escrever sobre como aquele vinho teria envelhecido, já que as condições de armazenamento eram boas na vinícola e aqui em casa foi direto para a adega climatizada.

Abri o vinho aqui em casa e bebemos em cinco pessoas. Foi importante ter em casa pessoas que realmente gostam de falar sobre vinhos e são, como eu, enófilos curiosos. O resultado foi bastante satisfatório.

O vinho estava numa linda coloração rubi com bordas atijoladas, com boa transparência e nenhuma turbidez. Lacrimoso ainda, tinha aromas evoluídos, com frutado perdendo força. Na boca surpreendeu bastante, porque embora tenha perdido fruta, ainda mantinha-se muito vivo, com taninos potentes e acidez equilibrada. Álcool sem incomodar (12%). O final era mediano, deixando a boca seca em razão dos taninos e notas discretas de tabaco e mel.


Como não está no mercado não vou avaliá-lo como faço costumeiramente. Aqui, será mais um hors concours.

A título de registro, o enólogo desse vinho foi Júlio Meneguzzo, atualmente diretor da Associação Brasileira de Enologia - ABE.


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14 Agosto 2011

The Clash - I Fought The Law (Live)

Que me desculpem os fãs de Ramones e Sex Pistols, mas a melhor banda de punk rock foi The Clash. Digo isso por três razões: eles sabiam tocar músicas com mais de 3 acordes, suas músicas não eram "quase iguais" umas às outras e ainda fizeram incursões bem sucedidas pelo reggae, ska, funk e até rockabilly.

A banda inglesa foi formada em 1976 por Joe Strummer (vocal principal e guitarra), Mick Jones (guitarra), Paul Simonon (baixo) e Nicky "Topper" Headon (bateria, percussão). O álbum de estreia, The Clash (1977) foi um grande sucesso no Reino Unido. O terceiro álbum, London Calling, lançado em dezembro de 1979 foi considerado pela revista Rolling Stone como o melhor álbum dos anos 1980.

A música do vídeo, I fought the law, foi escrita por Sonny Curtis e gravada pela primeira vez em 1959 por sua banda, The Crickets. Mas a versão que fez mais sucesso foi essa do The Clash, inserida em seu disco de estreia no mercado norte-americano, em 1979.





12 Agosto 2011

Lapostolle Semillon Late Harvest 2007

Quando estivemos no Chile em janeiro fomos à Casa Lapostolle, no vale de Colchagua. Chegamos no intervalo de um dos tours e resolvemos não esperar. Apenas tirei algumas fotos e conhecemos as intalações da vinícola, que é linda por sinal. Minha esposa aproveitou para descansar os pés num espelho d'água que existe na entrada do prédio principal, com vista para os vinhedos cultivados na planície, mas também tomando conta de parte das encontas dos morros. De lá é possível avistar os vinhedos da Viña Montes também.

No varejo me chamou atenção esse colheita tardia, porque é o único vinho deles que não está no mercado brasileiro, segundo me informou a vendedora. É produzido com 100% da uva Semillon, cultivadas no famoso vinhedo Apalta, um lindíssimo lugar que produz uvas para os melhores vinhos da vinícola. Paguei $6.000 pesos pela garrafa (algo em torno dos R$ 24).

Na taça tem coloração dourado bem claro. Aromas iniciais lembram petróleo, o que não é incomum nessa tipo de vinho. Frutos de polpa branca e mel completam as variações olfativas. Na boca é mais doce do que esperava (gosto pessoal) e acidez é discreta. Essa combinação deixa o vinho menos atraente do que poderia ser. Final longo, mas a acidez (ou falta dela) deixou o vinho um pouco chato. Mesmo assim será ótima companhia para sobremesas não tão doces, como uma combinação que sempre fazemos por aqui: Gorgonzola e goiabada.
Teor alcoólico de 15%.


10 Agosto 2011

Miolo Lote 43 2005


Nunca tive boa vontade com esse vinho. Não por motivos relevantes, mas me causava certa implicância ver os "entendidos" que conheço falarem bem dele. Pareciam aqueles sujeitos que adoram o Catena Malbec só porque é famoso, mas não fazem a menor ideia do que estão bebendo. Vejo muitos assim.

Pra acabar com isso - já que blogueiro que se preza tem que experimentar de tudo - resolvi comprar uma garrafa da ótima safra 2005 e experimentar. Já digo de antemão que me arrependi um pouco de ter aberto minha única garrafa desse vinho, porque acredito que possa se tornar um vinho ainda mais elegante. Está num ótimo momento para consumo e vale cada centavo (a safra 2008 está sendo vendida a R$ 85 na loja virtual da vinícola).

É um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, com passagem por barricas de carvalho americano. Segundo o contra-rótulo, foram produzidas 1000 garrafas de 6 litros e 72.000 garrafas de 750 ml (abri a de nº 55.635).

Vinho de coloração rubi, sem traços de evolução. Lacrimoso e brilhante. Ótimos aromas, com DNA brasileiro, frutos maduros, ameixa, goiaba, groselha, pimenta e ervas aromáticas. Na boca tem potência conferida pelo álcool (14%), bom corpo, com taninos ainda vivos, a evoluir, mas sem rusticidade. Acidez gastronômica e fruta muito madura, com lembrança de café e chocolate. Final longo, com madeira aparecendo um pouco, mas sem esconder a fruta. Boa complexidade.

Vinho que ainda pode evoluir nos próximos 3 anos, ganhando ainda mais complexidade, mas está num ótimo momento para consumo. Deixe o vinho na taça e verá que evolui bastante. Mais um grande vinho brasileiro, elaborado pela Miolo com uvas do Vale dos Vinhedos.
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09 Agosto 2011

Herdade das Albernoas Tinto 2008

Escrevo sobre esse vinho no momento em que é degustado (11 de julho). Hoje de manhã, minha filha de 4 anos pediu para comermos "cachorro quente" à noite. Aproveitei que a nutricionista da casa está viajando e aceitei a sugestão. O problema é que eu queria beber vinho.

Sei que hot dog e vinho não é uma harmonização clássica ou glamourosa, mas pensei que um tinto leve e barato poderia ser uma boa opção. Se ficasse horrível, pelo menos o preço do vinho não me faria arrepender. Aqui na minha região, nas festas de criança, cachorro quente é servido com pão, salsicha, molho de tomate e batata palha. Fizemos assim.

Pensei que o maior desafio seria harmonizar o vinho com o molho de tomate. Pensei num Chianti, mas os que tenho em casa tem um preço um pouco alto para o hot dog, com todo respeito. Então, escolhi na adega esse tinto do Alentejo, elaborado pela Herdade Paço do Conde, que produz outros ótimos tintos já comentados aqui. Esse é o mais barato da vinícola (R$ 29), elaborado com as regionais Aragonez (40%), Tricadeira (40%) e Castelão (20%) e não tem passagem por madeira.

Vinho rubi, com boa transparência. Aromas de frutos delicados, groselha, framboesa. Na boca é leve, taninos macios, quase imperceptíveis, boa acidez. Repetição de muita fruta delicada. Final mediano, dominado pelas características da Aragonez (a Tempranillo para os espanhóis). Vinho simples, correto, que pode ser harmonizado com uma infinidade de pratos. Caiu bem com o molho de tomate.

Obs.: as impressões aqui descritas são anteriores à degustação de que participei no dia 26 de julho e publicadas em 2 de agosto (relembre).
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07 Agosto 2011

Brancaia TRE Maremma IGT 2008


Quando o tema de julho da Confraria Brasileira de Enoblogs foi definido, saí em busca de um Supertoscano de preço mais acessível, abaixo dos R$100. Escolhi o Mediterra para comentar no dia 1º (relembre), mas também havia degustado esse belo vinho produzido pela Casa Brancaia, que produz vinhos desdo o início da década de 1980.

Um vinho que leva no corte uma grande parte de Sangiovese (80%), acompanhada de Cabernet Sauvignon e Merlot em parcelas iguais, daí o nome TRE, lembrando as três variedades. Passa 12 meses em barricas de carvalho. Pela garrafa paguei R$68 numa promoção.

Na degustação apresentou as características da região, num caráter moderno conferido pela presença das uvas francesas no corte com a Sangiovese. Vinho equilibrado, gastronômico, com boa complexidade e boa relação qualidade x preço, considerando os preços mais elevados de vinhos dessa região. No nariz bons aromas de frutos vermelhos e toques minerais. Na boca se repetem essas características, com corpo mediano, taninos elegantes e bom equilíbrio. Final de boa persistência, com boa fruta, notas minerais e leve lembrança da madeira (tostado). Bom para beber agora ou guardar por mais 3-4 anos.

Um vinho para acompanhar comida, que pretendo repetir em breve pois no dia da degustação estava um pouco resfriado. Em outras circunstâncias, talvez a avaliação pudesse ser mais precisa.
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05 Agosto 2011

Lançamento da Larentis comemora os 10 anos da vinícola


Quem acompanha o blog sabe que não faço propaganda para ganhar dinheiro ou vinhos. Faço quando quero e por achar que - nessas exceções - minha independência não será atingida. Hoje, tenho uma exceção.

Visitei a Vinícola Larentis em agosto de 2010, depois de passar inúmeras vezes à porta e nunca ter entrado. O ambiente familiar (na acepção exata da palavra) me chamou muito a atenção, além de ter gostado bastante de seus vinhos, especialmente os tintos e até mesmo um Cabernet Sauvignon em embalagem bag in box (surpreendente). Já comentei aqui um Marselan, um Ancellotta e um Pinotage.

Pois bem. Recebi deles um e-mail com material de divulgação sobre o último lançamento, um vinho comemorativo aos seus 10 anos de história, chamado Mérito, o primeiro assemblage da vinícola.

É um corte de quatro uvas da safra 2008, representando os quatro fundadores da empresa: 60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Ancellota e 10% Marselan, com passagem de 10 meses por barricas de carvalho norte-americano e mais 18 meses em cave depois do engarrafamento.

Foi feita uma tiragem de apenas 1.000 garrafas. Seu preço de venda é R$63 e comprei duas garrafas, uma para experimentar em breve e outra para guardar. Conhecendo a qualidade geral dos vinhos deles, aposto que será mais um excelente produto do Vale dos Vinhedos.

Saúde a todos!

04 Agosto 2011

Miguel Torres Ibéricos Crianza Tempranillo 2007



Esse vinho é elaborado na Rioja pela Bodegas Miguel Torres, com 100% Tempranillo e tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês e americano. É vendido na faixa dos R$65.

Vinho de coloração rubi, com lágrimas finas na taça. Início com destaques abaunilhados da madeira. Frutos maduros em boa intensidade, mas inicialmente em segundo plano. Aromas lácteos e côco apareceram.

Vinho de corpo leve, com taninos vivos e levemente rascantes, indicando que pode ser guardado. Fruta presente, mas com madeira sobressaindo, algumas notas picantes e álcool sobrando de leve (14%). Final de boa persistência, com frutos maduros em maior destaque que no início, groselha e leve tostado aparecendo.

Enfim, um vinho que não me empolgou, embora seja mais uma questão de estilo do que de qualidade. Tem uma combinação que não aprecio: pouco corpo, muita madeira, pouca fruta e álcool sobrando, ainda que de leve. Mas isso é uma questão de gosto. Se vinhos assim te agradam, compre.
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03 Agosto 2011

O Encontro de Vinhos é amanhã. Não perca!!!


Amanhã acontece um dos mais esperados eventos de vinhos do calendário brasileiro, o Encontro de Vinhos, idealizado pelos blogueiros e amigos Beto Duarte e Daniel Perches. Nessa terceira edição do evento, serão mais de 30 expositores, que disponibilizarão seus rótulos para degustação, além de um espaço com produtos gourmet. Clique aqui e veja a lista de expositores.

Amanhã estarei em São Paulo para o evento e, na medida do possível, vou informando os acontecimentos, especialmente pelo Twitter e Instagram.

A maratona começa às 11 da manhã com a degustação às cegas para eleição do TOP 5, concurso que chama atenção do público, mas principalmente dos expositores que querem figurar entre os escolhidos. Teremos grandes vinhos para provar durante o dia.


Não participei dos eventos anteriores, mas fui ao Encontro de Ribeirão Preto, em outubro de 2010. Gostei muito e certamente o sucesso se repetirá nessa edição paulistana.

O evento acontecerá no dia 4 de agosto (quinta-feira), das 12 às 22 horas, no 20º andar do Hotel San Raphael (Largo do Arouche, 150). O ingresso será vendido a R$60.

Se estiver em São Paulo, não deixe de participar desse evento.

Vinhos de supermercado até R$40 (#CBE)


Como acontece todo dia 1º, os participantes da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicam em seus blogs o vinho do mês, seguindo a indicação de um dos confrades. Para esse mês a escolha coube ao Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos: "vinho que custe até $40 e possa ser encontrado em grandes redes de supermercados". Um tema muito bacana e democrático, que permitirá aos leitores dos blogs um amplo painel de vinhos acessíveis, com algumas "raridades de supermercado" (se é que esse é um termo adequado).

Segue a lista dos vinhos publicados até o momento:

ALEXANDRE QUEIROZ
Tantehue Cabernet Sauvignon 2010

BLOG DO JERIEL
Yellow Tail Shiraz 2010

DIÁRIO DE BACO
Trapiche Pinot Noir 2010

ENODECO
Nieto Senetiner Reserva Malbec Petit Verdot 2008

ENOLEIGOS
Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2009


ESCRIVINHOS
Rio Sol Winemaker's Selection Alicante Bouschet 2008


HISTÓRIAS E VINHOS
Clos de Torribas Crianza 2006

LE VIN AU BLOG
Primus 2008

NOTAS ETÍLICAS
Club des Sommeliers Sauvignon Blanc 2010


PAPO DE VINHO
Club des Sommeliers Pinot Gris 2010

VINHOS DE CORTE
Tsantali Rapsani 2007

VINHO PARA TODOS
Viña Collada Rioja 2008

VINHO POR 2Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2088

VINHOS E MAIS VINHOS
Angove's Bear Crossing Cabernet Merlot 2005

VIVENDO VINHOS
Almadén Riesling 2011

02 Agosto 2011

Degustação Paço do Conde, algumas impressões


Na última terça-feira (26/7) participei de uma degustação promovida pela Di Vino Brasil, loja de vinhos em Uberlândia, e pela importadora Porto Mediterrâneo, que trouxeram à nossa cidade o produtor José Antônio Castelo Branco, proprietário da Herdade Paço do Conde.

Conversei longamente com o produtor, que contou que a região do Alentejo começou a focar em vinhos de grande qualidade após a entrada de Portugal na União Europeia, em 1986. Pra reforçar essa informação, o importador Júlio Schmitt contou que possui um livro sobre vinhos portugueses editado em 1976 que sequer menciona o Alentejo como zona produtora importante de vinhos.


A Herdade Paço do Conde iniciou suas atividades em 2002, com o engarrafamento de azeite, que antes eram vendidos para cooperativas "melhorarem" a qualidade de seus produtos. Logo após foram plantadas, além das uvas tradicionais da região, variedades francesas, como Syrah e Cabernet Sauvignon, que se deram muito bem no calor alentejano, resultando em uvas de grande maturação para elaboração de seus vinhos de mais alta gama. A irrigação é feita por gotejamento e a colheita realizada à noite. Dois enólogos trabalham na empresa, sendo um residente e outro consultor, Rui Reguinga.

A empresa possui 3.500 hectares de terras na região do Alentejo. Estão plantados 120 ha de vinhedos e outros 1.000 ha de oliveiras, para o azeite. Aliás, esse produto já nasceu vitorioso, pois a primeira safra (2008) ganhou medalha de prata no mais importante concurso português, recebendo ouro em 2009 como o melhor azeite de Portugal.

No evento foram degustados, além do azeite, os vinhos abaixo. Seguem minhas resumidas impressões sobre cada rótulo:

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Paço do Conde Branco 2009 - elaborado com as uvas Antão Vaz e Arinto, sem passagem por madeira. A primeira uva dá aromas e a boa fruta, enquanto a segunda é responsável pela acidez. Vinho muito correto, bom nos aromas, leve e refrescante. Boa fruta. Final mediano, fresco, amigável e gastronômico. É vendido a R$46.

Paço do Conde Rosé 2008 - elaborado com Touriga Nacional e Aragonês, com coloração avermelhada conferida pelo contato da polpa das uvas com a casca por um período de apenas 6 horas. Sem passagem por madeira. Bons aromas, groselha e morango especialmente. Leve, com boa acidez, frutos delicados em boa intensidade, morangos e framboesa. Final persistente, com fruta fresca bem presente. Mais interessante que o branco. Vendido também a R$ 46.

Herdade das Albernoas 2008 - elaborado com Aragonês (40%), Trincadeira (40%) e Castelão (20%), vinificadas em separado, também sem passagem por madeira. Vinho leve, com taninos macios, boa acidez e muita fruta. Correto, com final de média persistëncia e boa fruta se repetindo. Pertence à linha mais simples da casa (R$ 29). Segundo o produtor é o vinho português mais vendido no Canadá pela relação qualidade x preço.

Paço do Conde Tinto 2008 - elaborado com Aragonês (40%), Trincadeira (40%), Alicante Bouschet (10%) e Cabernet Sauvignon (10%), com rápida passagem de 3 meses por barricas francesas e americanas. Já comentei esse vinho aqui no blog, mas das safras 2004 e 2007. Considero uma das melhores relações qualidade x preço dentre os vinhos portugueses que conheço. Vendido a R$ 46, é uma ótima compra. Desse tinto em diante os vinhos deram um salto em qualidade e complexidade. Nos aromas frutos vermelhos maduros e um elegante tostado aparecendo. Na boca tem bom corpo, mas com taninos amigáveis e acidez gastronômico. Final persistente, repetindo boa fruta e tostado. Um vinho capaz de inúmeras harmonizações.

Paço do Conde Colheita Seleccionada 2007 - elaborado com Touriga Nacional (60%) e Syrah (40%), com 12 meses de estágio em barricas francesas. Intenso nos aromas, muita fruta madura, tostado. Amplo em boca, com boa estrutura, taninos macios, elegante, acidez equilibrada. Maduro, com boa complexidade. Final longo, marcado por certa potência alcoólica, repetição da boa fruta madura e do tostado, com café e chocolate aparecendo. Vinho de grande personalidade, talvez conferida pela presença da Syrah, com perspectiva de evoluir ainda nos próximos 2-3 anos. É vendido a R$ 89.

Paço do Conde Reserva 2007 - elaborado com 60% de Syrah, 30% de Touriga Nacional e 10% de Alicante Bouschet, com estágio de 14 meses por barricas francesas. É vinho TOP da casa e o mais premiado, em que a Syrah toma conta dando conferindo aromas intensos de frutos negros, com notas de chocolate. Na boca é encorpado, com boa acidez, taninos elegantes e boa complexidade. Maduro, pronto para beber ou gaurdar por mais 3 anos. Madeira deu elegância e complexidade ao vinho. Final longo. É vendido a R$ 123.


Saúde a todos!!!


01 Agosto 2011

Viña Collada Rioja 2008 #cbe


Esse é o 58º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. A escolha do tema coube ao confrade Cristiano Orlandi, profundo conhecedor de vinhos e autor do ótimo blog Vivendo Vinhos, que sugeriu: "vinho de supermercado com preço de até R$40". A ideia é termos um painel de vinhos que possam ser encontrados em qualquer região do país.

Adotei dois critérios: escolher um supermercado de uma rede nacional e um vinho em relação ao qual eu não tivesse nenhum preconceito. Fui ao Extra e ao Carrefour, excluindo as marcas que já conhecia.

Optei por esse espanhol da Rioja, pagando R$29,90 no Carrefour. Além do preço, o atrativo principal vem do produtor, a Herederos de Marqués de Riscal, que produz vinhos prestigiados também em Rueda e Castilla y León. Porém, o vinho escolhido não está no site da vinícola, o que me leva a concluir que é feito apenas para o mercado externo, um vinho de entrada, simples, para o dia-a-dia.

Na taça coloração rubi, com boa transparência e formação de muitas lágrimas (13% de álcool). Bons aromas, frutos maduros mais delicados, baunilha bem presente e um toque de pimenta. Na boca é leve, como a maioria dos Tempranillo nessa faixa de preços, com taninos doces e boa acidez. Fruta e madeira disputando espaço, mas em boa dose. Vinho que se mostrou simples nos aromas e em boca, mas agradável. Final ligeiro, o principal fator a impedir uma avaliação melhor.

Vinho pronto para consumo, sem perspectivas de evolução. Bom para o cotidiano, a um preço acessível.
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