Fui ao Carrefour e me deparei pela primeira vez com vinhos gregos na prateleira. Pelo preço, resolvi arriscar comprando dois tintos e um vinho de sobremesa (colheita tardia). Total da compra: R$80. Risco calculado.
Esse é o mais simples dos tintos que comprei, pagando R$24. É produzido na região de Nemea, uma Apelação de Origem Protegida localizada no Peloponeso.
Na taça um vinho de coloração grená, indicando delicadeza, parecendo um Pinot Noir. Aromas um tanto fechados de início, mas que se abriram um pouco com um tempo de serviço. Frutos silvestres, cereja, pó para maquiagem e algo balsâmico.
Na boca tem pouco corpo, taninos dóceis, boa acidez, terra e frutado delicado bem presente. Lembrança de madeira muito discreta. Final marcado pela fruta, sem complexidade e persistência mediana. Álcool a 12,5%, sem aparecer.
Vinho barato, sem defeitos, mas sem grandes atrativos, lembrando os PN de linhas mais acessíveis. Tem boa acidez para acompanhar, por exemplo, massas com molho de tomate.
Vinho que se não é excepcional, pelo menos não é um desastre. Minha avaliação é positiva considerando o preço. Se custasse R$40, por exemplo, já não seria interessante.
É produzido pela Evangelos Tsantalis, casa fundada em 1890. Provavelmente é um vinho para o mercado externo, já que não vi notícia dele no site do produtor.
Saúde a todos!

3 comentários:
Já provei esse vinho e gostei, também pelo mesmo critério seu, o preço.
Gostei do "aroma de pó de maquiagem". Espero que tenha sido a Erika que tenha escrito isso! :))
Abraços
Daniel
Daniel, o preço salva o vinho, realmente.
Quanto ao "pó de maquiagem", melhor não me manifestar, rsrs.
Abraço,
Gil
Também já provei e aprovei, excelente custo benefício!
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