18 fevereiro 2012

Visitando a Casa Venturini



Quando almoçamos em Flores da Cunha, pedimos indicação de vinho branco ao garçom. Ele não teve dúvida e indicou o Chardonnay da Casa Venturini, o que acabou aguçando nossa curiosidade em relação à vinícola, que não estava em nosso roteiro inicial. Gostamos bastante do vinho, que tanto no restaurante quanto no varejo da vinícola é vendido a R$29, uma ótima compra. 

A vinícola foi fundada em 1989. Está localizada em Flores da Cunha, mas também tem vinhedos em Santana do Livramento. Sua história é muito ligada à produção de vinhos de mesa através da marca Goés, que é engarrafada no interior paulista, segundo a guia que nos recebeu.



Nosso interesse na visita era comprar garrafas do Chardonnay que havíamos provado no restaurante, em Flores da Cunha. Mas, a atendente chamou para conduzir uma rápida degustação o enólogo Felipe Bebber, que acabou mostrando outras potencialidades da vinícola. Então, algumas garrafas a mais foram adquiridas.

Os vinhos degustados foram:

- Casa Venturini Sauvignon Blanc 2010. Vinho de bons aromas, lembrando mais os SB de zonas quentes, menos herbal, maior presença de notas lembrando amêndoas. Boa acidez e final ligeiro. R$ 24.  

- Casa Venturini Le Bateleur 2008. Não queria desgustar esse vinho. Sem madeira, com mais de 3 anos de idade, garrafa daquelas que se usa em vinhos mais baratos. Mas, fui surpreendido com um vinho leve, bons aromas, equilibrado, muita fruta e somente uma ponta de amargor que incomodou. Boa surpresa. Comprei uma garrafa a R$ 25. 

- Casa Venturini Reserva Tannat 2009. Esse é o ícone da vinícola. Um tannat potente, de bom corpo e longa vida pela frente. Passou 18 meses em barricas e tem uma linda apresentação. Preço bastante atraente: R$ 29. 

- Casa Venturini Vivere Espumante Brut. Espumante correto, mas simples. O vinho base leva Chardonnay, Sauvignon Blanc e uma pontinha de Merlot, para dar corpo. Espumante com boa acidez e cremosidade. Boa compra a R$ 29.

- Casa Venturini Vivere Espumante Moscatel. Elaborado, segundo o enólogo, com a Moscato Branco. Mostra aromas característicos, florais. Boa cremosidade. Bom moscatel, mas com uma pontinha a mais de açúcar para meu gosto pessoal. Pode ficar enjoativo. R$ 28.

Para saber mais: www.casaventurini.com.br

Saúde a todos!
 

8 comentários:

Evandro disse...

Olá,
a Casa Venturini está localizada em Flores da Cunha, e não em Nova Pádua como está no post. E concordo contigo: o Chardonnay deles é muito bom.

O Vira-Lata disse...

Olá! Tive a sorte de visitar a Vinícola Góes situada em São Roque aqui em São Paulo esse Carnaval e nem havia visto esse post. Lá tive a oportunidade de experimentar o Tannat 2009 e o Chardonnay citados. Não conhecia a Uva Tannat então fiquei receoso de levar, mas o vinho realmente parecia ser muito bom e diferente, com certeza levarei um desses da próxima vez.

Já o Chardonnay logo que experimentei foi decido que o levaria (além do fato dele ter participado entre as amostras do evento no sul, e ser barato, duvidei muito que erraria). Não conheço muito a uva também porque estou aprendendo de curioso há pouco tempo, mas o Chardonay deles me aparentou ser bem equilibrado, gostei bastante ! Já o Casa Venturini Vivere Espumante Moscatel, apesar do açúcar, fiz a experiência de dar de presente para amigos que só bebiam vinho suave e foi acerto em cheio.

Minhas referências são o Moscatel da Casa Geraldo, e minha outra é o da Vinícola associada da Miolo (acho que era castelo, que você chegou a experimentar aqui se não me engano), e pelo menos aparentemente o açúcar ao menos concerta o retrogosto amargo que parece ocorrer com alguns vinhos moscatel mais simples. Mas pode se tornar enjoativo mesmo.

Até gostaria de perguntar, o que você acharia interessante de pratos para ir junto com o Tannat e o Chardonnay ? Ainda estou estudando, e pretendo abrir o Chardonnay em breve.

No mesmo lugar também experimentei o Sauvignon Blac e Cabernet Franc, mas não conheço absolutamente nada delas, mas o gosto diferenciado delas me deixou bastante curioso.

E apesar de BEM simples, gosto bastante do Goés tradição Seco, vinho muito simples e baratíssimo, mas que não me arrependo de tomar.

O Vira-Lata disse...

Olá! Tive a sorte de visitar a Vinícola Góes situada em São Roque aqui em São Paulo esse Carnaval e nem havia visto esse post. Lá tive a oportunidade de experimentar o Tannat 2009 e o Chardonnay citados. Não conhecia a Uva Tannat então fiquei receoso de levar, mas o vinho realmente parecia ser muito bom e diferente, com certeza levarei um desses da próxima vez.

Já o Chardonnay logo que experimentei foi decido que o levaria (além do fato dele ter participado entre as amostras do evento no sul, e ser barato, duvidei muito que erraria). Não conheço muito a uva também porque estou aprendendo de curioso há pouco tempo, mas o Chardonay deles me aparentou ser bem equilibrado, gostei bastante ! Já o Casa Venturini Vivere Espumante Moscatel, apesar do açúcar, fiz a experiência de dar de presente para amigos que só bebiam vinho suave e foi acerto em cheio.

Minhas referências são o Moscatel da Casa Geraldo, e minha outra é o da Vinícola associada da Miolo (acho que era castelo, que você chegou a experimentar aqui se não me engano), e pelo menos aparentemente o açúcar ao menos concerta o retrogosto amargo que parece ocorrer com alguns vinhos moscatel mais simples. Mas pode se tornar enjoativo mesmo.

Até gostaria de perguntar, o que você acharia interessante de pratos para ir junto com o Tannat e o Chardonnay ? Ainda estou estudando, e pretendo abrir o Chardonnay em breve.

No mesmo lugar também experimentei o Sauvignon Blac e Cabernet Franc, mas não conheço absolutamente nada delas, mas o gosto diferenciado delas me deixou bastante curioso.

E apesar de BEM simples, gosto bastante do Goés tradição Seco, vinho muito simples e baratíssimo, mas que não me arrependo de tomar.

O Vira-Lata disse...

Não abusando da sua boa vontade, mas você recomendaria decantar o Tannat ? Ele parece ter alguns taninos fortes quano experimentei, e o aroma me pareceu um pouco mascarado. Pretendo até comprar algumas garrafas para guardar por uns 2 anos.

Vinho para Todos disse...

Caro "O Vira-Lata",

obrigado pela visita e pelos comentários. Veremos se consigo ajudá-lo.

1. A decantação do Tannat certamente servirá apenas para que ele se abra um pouco, liberando o potencial dos aromas. Não há depósito que justifique a decantação. Particularmente prefiro servir o vinho e deixar que ele evolua na taça, bebendo-o devagar. Mas isso é uma questão de gosto pessoal. Se quiser decantá-lo para acelerar a aeração, tudo bem.

2. O Chardonnay deles tem passagem por madeira, então consegue acompanhar pratos mais estruturados. Vá de carnes brancas (ave ou peixe), mas não muito condimentadas, especialmente pimenta. Quanto ao Tannat, opte por uma carne assada. São harmonizações clássicas.

Espero ter ajudado um pouco.

Quando abrir os vinhos deixe seus comentários aqui. Serão muito bem vindos.

Saúde!

Gil Mesquita
www.vinhoparatodos.com

O Vira-Lata disse...

Assim que abrir com certeza volto aqui! Obrigado pelas recomendações

Abraços!

O Vira-Lata disse...

Olá Gil, pretendia abrir o Chardonnay com carne, mas surgiu uma oportunidade de abrir ele amanhã com sopa de queijo, segundo meu amigo que irá fazer ele não usa queijos fortes (ele se nega a me dizer quais). Acha que pode ser interessante ? No site da casa venturini dizem que ele combina com queijos leves, como ele é amadeirado, suponho que combine, mesmo se a sopa for um pouquinho forte. Mas eu ainda não experimentei ele para saber.

Obrigado pela ajuda!

Vinho para Todos disse...

Com sopa de queijo cairá bem, estou quase certo.

Mas o que mais vale nisso tudo é a experiência, que espero você conte por aqui.

Abraço.