02 junho 2012

Minha escolha do mês para a CBE: Yume Montepulciano D'Abruzzo DOC 2007


Esse é o 69º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. O tema foi escolhido pelo amigo Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, que determinou: Montepulciano D'Abruzzo de qualquer faixa de preço.

Os vinhos italianos possuem uma classificação um tanto complicada de início, porque o vinho ora é adotado o nome da região em seu rótulo (p. ex.: Barolo, Barbaresco), ora o nome da uva seguido da região. Montepulciano, portanto, é a uva utilizada na elaboração desse vinho na região de Abruzzo, que faz parte da Itália Central.

Minha escolha levou em conta dois aspectos, um ruim e um bom. O lado ruim é que aqui em Uberlândia as opções de vinhos italianos são poucas e os Montepulciano disponíveis são normalmente de baixa qualidade, então não tive muito a escolher. O lado bom é que tinha uma grande expectativa sobre esse vinho, porque a safra 2005 foi muito bem avaliada aqui no blog (relembre).

O vinho foi aberto numa noite em que bebemos três vinhos italianos em casa, acompanhados de amigos especiais. O grande destaque foi o Barbaresco 2006 da Batasiolo, que já havia sido comentado aqui. Um grande vinho em sua faixa de preços, elegância pura. O outro, um Ripasso, deixou a desejar, mas fui voto vencido.

Quanto ao Yume, talvez porque a expectativa fosse grande, houve uma pontinha de decepção. Não que o vinho seja ruim, mal feito ou estivesse defeituoso, longe disso. É que não me impressionou como o 2005.

Será que estou ficando mais exigente/chato etc? Talvez as duas coisas!

É produzido pela Caldora, cuja propriedade tem 1200 hectares, mas utilizam apenas 200 deles para elaboração de seus vinhos.

Na taça a coloração é púrpura, límpido e brilhante. Os aromas vêm em ótima intensidade no nariz, com predominância de frutos negros e presença da madeira, mas elegante e bem integrada. Na boca não tem a complexidade encontrada na safra 2005. É macio, taninos redondos, boa acidez. Final de boa persistência, repetindo frutado e madeira, mas sem as sutilezas que fizeram o vinho anterior mais interessante.

Posso estar equivocado, mas há uma diferença de estilo entre as safras 2005 e 2007, com esse último mais macio e pronto para o consumo, parecendo ter sido feito para um mercado que exige vinhos mais fáceis de beber.     

Não empolgou, embora eu não discuta sua qualidade. Está pronto para beber agora. Pela garrafa paguei R$76.

Saúde a todos!



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