27 julho 2012

Um vinho para todos os bolsos: Acclamé Cabernet Sauvignon (2011)


Conhecemos a Vinícola Courmayeur em 2008, quando estivemos pela primeira vez na Serra Gaúcha. Ela fica em Garibaldi, mas o acesso é pelo Vale dos Vinhedos. Pra quem conhece a rota é só entrar à esquerda depois do posto de gasolina, logo no começo do acesso principal do vale pela vinícola Cordelier. 

Eles são especializados em espumantes de bom nível de qualidade e preço, elaboram até um Lambrusco. Mas também fazem alguns tintos e esse agora comentado faz parte de uma linha chamada Acclamé, com proposta de vinhos leves, jovens e fáceis de beber. O melhor de tudo é o preço, na casa dos $14,90 no site da vinícola.

O vinho não é safrado, o que me levou a enviar um email para a vinícola que de pronto respondeu através da Natália Zandonai. Eis a explicação:

"A linha Acclamé é composta por vinhos jovens, e nosso objetivo é que eles se mantenham em um mesmo padrão e por isso pensamos que, muitas vezes, teremos que realizar alguns cortes de safras e por isso resolvemos deixá-los não safrados. Isso até gerou discussão, pois a safra também se torna um guia para o consumidor, mas finalizamos com o opção de não safrar.

Os Acclamés atuais são da safra de 2011, sendo que o Cabernet e o Merlot possuem uma parcela de 10% da safra de 2010". 

Vamos ao vinho.

Na taça a coloração é rubi. Aromas em boa intensidade. Frutos vermelhos, groselha, ameixa, fundo vegetal, eucalipto e couro. Em boca é leve, notas adocicadas (mais próximo de um demi-sèc), acidez intensa, taninos macios, álcool em equilíbrio. Final de boa persistência, com muita fruta.

Vinho fácil de beber, pronto para consumo, agradável a todos os paladares e com ótimo preço. Alegre e descontraído, com teor alcoólico baixo (12%), atende à proposta da linha. Vai bem como aperitivo ou para acompanhar massas ou carnes.

Obs.: essa garrafa foi enviada pela vinícola para avaliação.

Saúde a todos!




Um comentário:

Luis Santos disse...

Isso é bem comum nos vinho do Porto. Mas é importante que a vinícola, ao não declarar a safra, declare pelo menos o ano do engarrafamento.