06 agosto 2012

Um rosé de tirar o chapéu: Costaripa Rosamara Chiaretto DOC 2011


Os vinhos rosés ainda sofrem preconceito do consumidor brasileiro, embora isso tenha melhorado bastante nos últimos anos. Parte disso se deve a vinhos de má qualidade que povoam o mercado e à crença de que vinhos rosés são a "mistura" de vinhos brancos e tintos. 

Mas há um outro fator que me parece fundamental nisso tudo: ao beber um rosé não se deve esperar os resultados que se obtém dos tintos, pois um rosé está mais próximo de um branco. Vejo isso acontecer com certa frequência. 

Mas é difícil interpretar de forma errada um rosé de grande personalidade como esse, capaz de servir como aperitivo e com capacidade de acompanhar comida. Mesmo numa faixa mais alta de preços (custa $89), vale a pena conhecer e, claro, aproveitar para tirar o chapéu. 

Diz o produtor que foi eleito o "melhor rosé do mundo". Obviamente não posso assinar embaixo nessa afirmação, já que não tenho conhecimento suficiente pra isso. Mas posso afirmar que é um grande vinho.   


É produzido pela Costaripa, fundada em 1936 em Valtenesi, província de Brescia, próxima ao Lago di Garda, o maior da Itália com 370 km2. Em termos vinícolas, fica na região da Lombardia. 

A região é uma DOC, chamada Garda Classico Chiaretto, instituída em 1996 e com apenas 125 hectares de área. As uvas permitidas são quatro, que podem entrar nos cortes em percentuais definidos por lei: Groppello (30-85%), Barbera (5-60%), Marzemino (5-60%) e Sangiovese (5-60%). 

Na elaboração desse vinho são utilizadas as quatro variedades, sem envelhecimento em madeira. A cor é a tradicional para os bons rosés: casca de cebola. A delicadeza da cor deve-se ao pouco contato do vinho com as casas, daí na etiqueta abaixo do rótulo a inscrição il vino di una notte.

Nos aromas em boa intensidade presença marcante de flores, frutos mais delicados, morango, romã e especiarias. Boa complexidade. Em boca é muito equilibrado, intenso e fresco. Boa fruta e acidez marcante. Final de boa persistência, frutos vermelhos, amêndoas, algo defumado, borracha e discreto mineral.

Não é demasiadamente frutado ou enjoativo. Está muito distante das características dos rosés sul-americanos, que em sua maioria têm muita cor, mas aromas e sabores mais simples. É elegante e equilibrado. Apenas para bebericar é excelente, mas sugiro aproveitar o vinho para acompanhar comidas, mesmo as mais condimentadas. Na degustação ele "passou por cima" do pepperone que estava à mesa para beliscar.

Avaliação VPT = 89 pontos.

Saúde a todos!





Um comentário:

Priscila disse...

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EU GOSTO DE VINHO PORQUE ....