09 novembro 2012

Esse você precisa provar: Vollereaux Champagne Brut Cuvée Tradition Millesime 2005


Conheci a importadora Chez France no Encontro de Vinhos de Campinas, realizado no dia 23/junho. Na ocasião provamos vários vinhos deles, apresentados pelo gentil Guillaume Turbat, que surpreenderam pela ótima relação qualidade x preço. 

Qual importadora tem um champagne safrado por menos de $200? Poucas, sem dúvida. 

De lá pra cá comprei alguns vinhos direto do site da importadora, como os que bebemos no segundo encontro de nossa Confraria aqui em Uberlândia. Também provei dois Bordeaux (um tinto e um branco) com o amigo Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos.

E na última terça-feira um de seus ótimos vinhos foi provado coletivamente em mais uma edição do Winebar, projeto criado pelos amigos Alexandre Frias e Daniel Perches, que permite a degustação on line de vinho(s) por vários formadores de opinião, críticos, jornalistas e blogueiros. 

Recebi em casa uma garrafa desse ótimo champagne safrado (millésime) para degustação, produzido pela Maison Vollereaux e que foi representada ao vivo de São Paulo pelo Julien Breuzon, que ao lado do Daniel respondeu às inúmeras perguntas que foram feitas pelos degustadores espalhados pelo país. A maison inicia sua história em 1806, quando adquiriu os primeiros vinhedos e até hoje estão sob controle da família Vollereaux. Atualmente são 42 hectares de vinhedos próximos a Epernay.

Quanto ao champagne, ele é elaborado a partir das três variedades típicas da região: 50% Chardonnay, 25% Pinot Noir e 25% Pinot Meunier, com todas as parcelas da safra 2005, daí ser um vinho safrado. O contato com as leveduras é de 5 anos, por isso eu imaginava um espumante mais "pesado", com aromas mais maduros e evoluídos. Mas fui surpreendido por um champagne que parecia bem mais jovem, em cores, aromas e sabores. 

Na taça a coloração é amarelo palha, com reflexos dourados. Perlage com bolhas finas e persistentes. Aromas intensos, complexos, lembrando pão, brioche, mas também uma presença frutada e cítrica. Na boca é bastante fresco, com grande acidez, mas também cremosidade. Final longo, amanteigado, com palato trazendo uma boa mescla de frutos e lembrança da fermentação.

Especulando, arrisco a dizer que ainda tem muita vida pela frente, porque aos 7 anos está ainda em grande forma. 

Tem um estilo que me agrada bastante, porque tem complexidade aliada ao frescor. Servirá para bebericar porque não é pesado, mas pede comida e pode acompanhar uma infinidade de pratos. Aqui em casa fizemos uma tábua de pães, queijos e salamaria. Foi bem com tudo, até com uma combinação deliciosa de Brie, mel e nozes. 

É vendido a R$ 179, mas essa garrafa nos foi enviada pela importadora, especialmente para essa edição do Winebar.

Avaliação VPT = 91 pontos. 

Saúde a todos!


5 comentários:

Anônimo disse...

Olá amigo Gil, boa noite.

Essa harmonização "deu" água na boca. Não será um safrado, mas que vou degustar um Crémant de Bourgogne nesse estilo eu vou...

Abraço,

Ronan

Gil Mesquita disse...

Amigo Ronan,

você andava sumido, meu caro!

também gostamos de experimentar os "crémant" aqui em casa, até porque não dá pra pagar por champagne sempre, não é?

esses espumantes da Borgonha e da Alsácia costumam ser boas compras.

depois que experimentar, conte aqui como foi a harmonização.

grande abraço.

Gil Mesquita
www.vinhoparatodos.com

Anônimo disse...

Amigo Gil, fiquei um pouco sumido mesmo. Muito trabalho e viagens tornaram meu tempo um pouco escasso para comentários mas, sempre que ligo o computador, não tem como dar uma "espiadinha" (lembrando o famigerado Bial) no que vc está postando, pois considero uma grande fonte de informações, e o melhor, CONFIÁVEL.

Quando experimentar meu crémant, comungo contigo nossas impressões.

Abraço,

Ronan.

P.s: Meu pé de uva está bem carregado aqui no apê.

Gil Mesquita disse...

Ronan,

obrigado pela gentileza de sempre.

quando vamos ter vinho dessa parreira? Vou te enviar um contato da Embrapa, quem sabe não saem aí umas 2 garrafas???

saúde, amigo!

Anônimo disse...

Amigo Gil, o mérito é todo seu. Quanto à produção, vamos evoluir essa idéia. Lembro que vc comentou sobre a Embrapa. Fico aguardando esse contato.

Abraços,

Ronan