22 abril 2013

Malbec é tudo igual? Não! Evidência nº 1: Mendel Malbec 2009 #malbecworldday

Esse foi o primeiro vinho degustado para o Winebar do dia 17 de abril

Não posso esconder que fiquei muito tempo sem beber vinhos Malbec, por um motivo simples: comprava vinhos muito parecidos, com muita fruta, potentes, amadeirados, suculentos, enjoativos... Por isso, quando encontrava um vinho mais elegante, mais gastronômico e de preferência com bom preço fazia questão de comentar aqui. Veja um exemplo recente (clique aqui). 

Quando fui um dos escolhidos para receber vinhos da Wines of Argentina em comemoração ao Malbec World Day, tive desde logo a impressão de que eles escolheram a dedo os vinhos, com objetivo não só de mostrar a qualidade deles, mas especialmente mostrar que Malbec não é tudo igual. Assim, recebi três vinhos, de regiões diferentes: Mendoza, Patagônia e Salta. 

E posso adiantar que realmente os vinhos são muito, mas muito diferentes uns dos outros e principalmente fogem do espectro de "pesadões" que se formou ultimamente. 

O primeiro a ser degustado no dia marcado foi esse 100% Malbec, elaborado pela Viñedos y Bodega Mendel,  fundada a partir da união do enólogo Roberto de la Mota e uma família argentina comprometida em objter vinhos de alta qualidade que expressem as características do terroir de Mendoza.

Os vinhedos de Malbec tem cerca de 80 anos e os de Cabernet Sauvignon estão localizados em Perdriel (Finca de los Andes) e em Mayor Drummond (Finca M). A altitude varia entre 900 e 1.100 metros de altitude, as mais altas terras irrigadas de Luján de Cuyo.

Esse vinho tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês, com 14,2% de teor alcoólico.

Na taça a cor é violácea, densa, com lágrimas lentas. Nos aromas é exuberante. Início lembrando côco queimado, baunilha, provenientes do tempo em madeira. Abre depois de alguns instantes para frutos maduros como ameixas e cerejas escoltados por especiarias, principamente pimenta do reino.

Em boca tem corpo mediano, com potência dada pelo álcool. Madeira em destaque, mas os frutos maduros também estão presentes. Taninos que ainda devem amaciar, mas não estão agressivos no momento. Acidez moderada. Notas adocicadas muito discretas.

Final mediano, com fruta no palato. Potente. Pontinha de álcool sobrando em alguns momentos, mas depois de 1 hora com a garrafa aberta (sem ir para o decanter) essa sensação se dissipou.

Não é uma “bomba de frutas”. Não é enjoativo e deve melhorar com alguns anos de guarda. Um Malbec de Mendoza que foge do estigma negativo que se formou entre os consumidores mais "rodados".


Detalhes da compra:

É importado pela Expand e no site deles é vendido a R$ 78,40. Mas essa garrafa foi enviada pela Wines of Argentina para avaliação e participação no Winebar do dia 17/04, quando foi comemorado o Dia Mundial do Malbec.

Saúde a todos!


2 comentários:

Le Vin au Blog disse...

Oi, Gil!
Esse ainda não provamos, mas logo o faremos. Bom saber que você gostou.
Outro que abrimos, me deu uma dor de cabeça de lascar no dia seguinte.
Bjs,
Rafaela

Casório Elis e Ro disse...

Olá, vc conhece o vinho La aposta cocina Malbec? bom experimentei em um bom restaurante em BH, que inclusive vende vinhos a preço de importadora (Amadeus), preço de 44 reais por um bom Malbec, se puder comente sobre ele..abraços