24 junho 2013

Um moderno tinto do Alentejo: Olho de Mocho Reserva 2009

A vinícola possui atualmente 70 hectares de vinhedos, mas também produz azeite a partir de seus 10 hectares de olivais.

Na última segunda-feira (17) participei de mais uma edição do WineBar, degustação virtual que reúne sempre um produtor/importador em torno de seus vinhos, com a participação on line de vários blogs de vinhos espalhados pelo Brasil. 

Nessa edição o Daniel Perches entrevistou a enóloga Catarina Vieira, responsável pelos vinhos da Herdade do Rocim, um moderno projeto de vinhos e turismo na tradicional região do Alentejo. Ela apresentou os principais objetivos da vinícola e respondeu a várias perguntas feitas pelos participantes virtuais. 

Para ver o vídeo completo acesse o link: http://migre.me/f9rCu

Foram degustados dois vinhos e hoje apresento minhas impressões sobre o que mais gostei, um corte que já vi em outros vinhos da região: Syrah, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, com passagem de  12 meses por barricas de carvalho, sendo 80% francesas e estágio de 6 meses em garrafa antes da comercialização. Tem graduação alcoólica de 14%.

Ao servir o vinho percebe-se desde logo uma cor densa, um violáceo profundo, sem reflexos que demonstrem ser um vinho de 4 anos. 

No nariz tem boa intensidade aromática, muita fruta madura (ameixa) e outros aromas trazidos pela madeira, como café e chocolate. À primeira impressão é daqueles que seduzem os amantes dos vinhos mais potentes.

Em boca tem bom corpo, com as nota aromáticas se repetindo, taninos que ainda vão amaciar mas já estão bem equilibrados em relação ao conjunto. Tem boa acidez, o que o deixa com vocação gastronômica para pratos mais potentes. 

O final de boca é intenso, de longa persistência, com muita fruta, sensações amadeiradas e um refrescante mentolado.  

Em minha opinião esse é daqueles vinhos modernos do Alentejo. Essa expressão significa que não se parece com vinhos rústicos, tânicos e pouco frutados que já provamos dessa região em outros tempos. Está mais parecido com um vinho do "Novo Mundo", ou seja, com mais fruta, mas macio e sem necessidade de esperarmos muito tempo para apreciá-lo em toda sua plenitude, embora no caso desse vinho eu acredite que possa melhorar em 2 anos.


Dados da compra:

Os vinhos da vinícola são importados pela World Wine, mas as garrafas provadas para essa edição do WineBar nos foram enviadas sem custo. No site do importador esse vinho é vendido a R$198. 

Saúde a todos!



2 comentários:

Anônimo disse...

Pergunto, você daria 198,00 neste vinho? Vale qto custa?
Abs

Gil Mesquita disse...

Acho caro, mas não esse vinho em específico, qualquer outro na mesma faixa está acima do meu cotidiano.