21 agosto 2013

Boa dica de harmonização para o cassoulet: La Croix de St. Jean Lo Mainatge AOC 2007

Interessante vinho francês que não passa por barricas de carvalho.

Esse vinho vem da região de Minervois, sub-região do Languedoc-Roussillon. Seus vinhos tintos são elaborados tendo como uva principal a Carignan - que participa com até 40% do corte -, mas são também autorizadas Grenache, Mourvèdre, Syrah e Lledoner Pelut. Há também vinhos brancos, mas em quantidade menor, elaborados a partir de Viognier, Muscat, Macabeu, dentre outras. 

O tinto de hoje foge à regra de ter como uva principal a Carignan, porque é um corte de 70% Grenache e 30% Syrah, sem passagem por barricas de carvalho, mas foi colocado no mercado depois de 2 anos amadurecendo em garrafa para ganhar complexidade. 

Na taça um vinho de coloração rubi, translúcido e brilhante. Aromas em boa intensidade, com muitos frutos maduros, ameixas, leve tostado e notas de mel. Na boca explode em sabores, tem bom corpo, notas adocicadas, alguma evolução, muita fruta e repetição de tostado, aparecendo também a lembrança de chocolate e café. 

Tem bom corpo, com taninos elegantes, macios e boa acidez. Final de boca de média persistência. Pede comida e ficou ótimo com um cassoulet que a Érika fez em casa. Pronto para ser consumidor agora para aproveitar a fruta ainda intensa e a estrutura de taninos e acidez. 

Em resumo: bom no nariz, excelente em boca e final um pouco mais ligeiro do que o esperado. Parece ter a elegância do Velho Mundo e um pé na intensidade do Novo Mundo.  


Detalhes da compra:

Esse vinho pode ser encontrado em várias lojas virtuais, mas comprei essa garrafa na loja Vinum Domo, no Uberlândia Shopping, pagando R$ 88.

Saúde a todos!



2 comentários:

Orestes de Andrade Jr. disse...

Gosto muito desse vinho, Gil. Vale provar ainda o outro de mesmo nome, corte etc, só que da safra 2005 com mais tempo em carvalho e garrafa. Agora uma curiosidade: O enólogo francês Michel Febre, que faz este vinho, esteve há pouco no RS e fez a poda de inverno dos vinhedos da Campos de Cima, em Itaqui. Na próxima safra ele virá fazer a colheita e a vinificação. Com certeza teremos boas novidades... Abs, OAJ

Gil Mesquita disse...

Orestes, valeu pela dica e pela informação. Fiquei bastante curioso com esse vinho da Campos de Cima.
Abraço!