23 dezembro 2014

Um vinho branco brasileiro muito bem feito, por menos de R$40: Campos de Cima Viognier 2014 #CBE


Hoje tenho dupla satisfação em publicar sobre esse vinho. Primeiro porque há muito queria provar algum produto da Campos de Cima, jovem vinícola fundada em 2002, com sede em Itaqui (RS), na microrregião conhecida como "Campanha Ocidental". São 15 hectares de vinhedos próprios implantados na propriedade familiar de mais de 150 anos, hoje capitaneada pelo casal José Silva Ayub e Hortência Ravache Bradão Ayub.  

O segundo motivo de alegria por esse post é atualizar um pouco mais as publicações para a Confraria Brasileira de Enoblogs, já que o tema de hoje deveria ter sido publicado em 1º de novembro. A escolha foi da Ju Gonçalves, do blog Vou de Vinho, que determinou: "vinho branco brasileiro de qualquer valor". 

Pois bem. Esse é um vinho de uma uva especial, a Viognier, que apreciamos muito em casa. Na verdade ele foi rotulado como varietal (apenas uma uva), mas leva um pequeno percentual de Chardonnay. Um vinho de personalidade, ideal para os que gostam de vinhos brancos mais intensos em aromas e estrutura. É provável que tenha uma passagem por carvalho ou tenha permanecido sobre as borras durante a fermentação. Não sei ao certo, mas sua complexidade sugere alguma prática enológica nesse sentido.

Aliás, esse é o primeiro Viognier da vinícola - que lançou o vinho em 2008, 2009 e 2011 - que contou com a consultoria do enólogo francês Michel Fabre, que além da experiência europeia trabalhou por três anos em vinícola da região Nordeste. O enólogo cuidou não só da elaboração do vinho, mas da uva no vinhedo, providenciando, por exemplo, uma poda mais vigorosa para garantir frutos de mais qualidade capazes de refletir na taça esse cuidado.

A produção é limitadíssima a 1.200 garrafas. Abrimos a de número 09.

Na taça o vinho tem cor amarelo palha, com reflexos esverdeados. É muito aromático, com floral bem evidente, mas a maior intensidade fica por conta dos frutos brancos maduros, como pera, melão e banana. Em alguns momentos maracujá doce.

Na boca é maduro, de bom corpo, certa potência dada pelo álcool, afinal são 13,5% de teor. Novamente se repetem os frutos brancos e tropicais, mas notas minerais aparecem em boca. Vinho untuoso, potente, em nada discreto. Muito bem feito, tem final de boa persistência e será par ideal para peixes, carnes brancas e massas com molho branco.  


Detalhes da compra:

Recebi esse vinho da .Doc, Assessoria de Comunicação da vinícola, informando que o preço médio desse vinho no mercado é R$37,90,

* Esse é o 99º vinho que comento para a CBE, primeira e única confraria de vinhos virtual do Brasil. 

Saúde a todos!



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