12 janeiro 2015

Harmonizando :: queijo Brie São Vicente, vinho e cerveja

O queijo, em formato triangular, é vendido em embalagens de 125 g. 

Incentivado pelos queijos que recebi da Laticínios São Vicente, tradicional produtor do Sul de Minas com fábricas em São Vicente de Minas e Ritápolis, resolvi fazer o segundo post sobre queijos, porque o brasileiro faz uma relação imediata entre vinhos e queijos. Então, esse blog não poderia deixar de falar sobre o tema.  

O queijo de hoje é o Brie, que pode ser encontrado nos bons supermercados Brasil a fora, sem maiores dificuldades. Sua origem é a região da França que dá nome ao queijo, situada na parte noroeste do país, vizinha da região de Champagne. 

É classificado como queijo branco mole, grupo que tem como características principais a casca branca aveludada, interior cremoso e sabor de cogumelos. A matéria prima do Brie é o leite de vaca e a casca é responsabilidade do fungo Penicillium candidum, que é aplicado logo após o queijo tomar forma nos moldes. A casca é formada por milhões de cogumelos microscópicos da família da penicilina, cujo processo leva cerca de duas semanas, mas para melhor apreciar a complexidade desse queijo sugere-se provar uma peça com mais de 30 dias de maturação. 



Para consumir o Brie há uma infinidade de possibilidades, algumas muito simples e tradicionais, como acompanhando pão artesanal e geleia de frutas, figos, nozes, damasco etc. Para acompanhar essas deliciosas combinações o clássico é uma taça de Champagne, até porque as regiões são vizinhas e essa aproximação geográfica também colaborou para que a harmonização tornasse um clássico. Mas, como o famoso espumante francês não é para qualquer bolso, um bom espumante brut brasileiro fará bonito.

Há receitas mais elaboradas, como ingrediente fundamental em risotos com damasco ou com ervilha e bacon, mas também nas saladas e massas. Basta procurar por aí. 

Para harmonização, além dos espumantes brut, há várias sugestões na literatura, como os brancos elaborados com a uva chardonnay ou pinot gris, mas também com tintos da Borgonha (pinot noir) ou da Côte-du-Rhône. Imagino que por suas características aromáticas e gustativas, lembrando cogumelos, o queijo irá muito bem com vinhos tintos que possuem essa característica também, como um syrah e principalmente um carmenère chileno. 

No campo das cervejas testei com uma Duvel, uma famosa representante do estilo Belgian Blonde Ale e gostei bastante, embora tenha lido em algum lugar que uma Pale Ale seria a melhor opção. 

Saúde a todos!

Um comentário:

Thiago Carvalho disse...

Gil, experimente oportunamente combinar o queijo brie e frutas (frescas ou secas) a uma boa Belgian Tripel. Depois em conte o resultado.
Abraço.