29 janeiro 2015

Interessante Vinho Verde com apenas uma uva: Covela Edição Nacional Avesso 2013


Há algum tempo tinha lido a história de como a Quinta de Covela havia sido adquirida, em 2011, pelo brasileiro Marcelo Lima e pelo inglês Tony Smith, jornalista que trabalhou no Brasil como correspondente internacional. Porém, ainda não havia experimentado seus vinhos e tive oportunidade em dezembro de provar dois brancos e um tinto, que serão objeto de três postagens aqui no blog essa semana.

O surgimento da quinta remonta ao século 16 e conta ainda com ruínas datadas da época do Renascimento. Desde a aquisição a propriedade passou por recuperação de suas instalações e dos seus 49 hectares 18 são ocupados pelos vinhedos, com solos graníticos característicos da região dos Vinhos Verdes e xistosos da região produtora do Vinho do Porto.

Os vinhos estão sob a responsabilidade do enólogo Rui Cunha, que faz parte do projeto inicial desde 1992 e da elaboração dos vinhos Covela desde 1998. 

Se você ficou interessado nessa história, indico a excelente matéria da Revista do Vinho, de Portugal, escrita por Alexandra Prado Coelho: O brasileiro, o britânico e a quinta de Manoel de Oliveira.  

Vamos ao vinho! 

É elaborado na região dos Vinhos Verdes, que tem inúmeras uvas brancas autorizadas para composição dos vinhos, especialmente alvarinho, avesso, azal, batoca, loureiro, arinto (pedernã) e trajadura. Mas, esse Covela é elaborado com 100% avesso, uma variedade de boa produtividade e rústica, também chamada de borral, bornal ou bornão. 

O vinho tem 12,5% de álcool e estagiou um tempo sobre as borras da fermentação (sur lie). Foram elaboradas 25.000 garrafas. 

Na taça tem coloração amarelo palha. Aromas em boa intensidade, frescor e mineralidade bem aparentes. Notas lembrando frutos brancos, amendoim e especiarias (alecrim) apareceram em alguns momentos. Em boca a mineralidade reaparece, com ótima acidez, deixando a boca salivando, indicando boa vocação gastronômica do vinhos. Final de média persistência. 

Cuidado com a temperatura: servido muito fresco o vinho deixa de ser tão interessante. Sugiro algo entre 8º e 9ºC. Vinho refrescante, mas não deixaria de experimentá-lo com peixes grelhados ou comida japonesa.      


Detalhes da compra

É trazido ao Brasil pela Magnum Importadora, de Curitiba, e vendido em lojas virtuais na faixa dos R$89. Também degustaram o vinho os amigos Celso Lima e Mário Dal Pont, vorazes apreciadores de vinhos brancos, e minha esposa Érika, que sempre prefere os brancos.

Saúde a todos!



Um comentário:

John Klok disse...

O sabor do Vinhos Kosher é muito diifferent, eu gosto deste vinhos gosto.