09 janeiro 2015

Uma cerveja clássica :: Delirium Tremens



- Família: Ale

- Estilo: Belgian Golden Strong Ale

- Cervejaria: Huygue - Melle - Bélgica

- Teor alcoólico: 8,5%

- Preço: R$ 23.

Essa é a primeira Cerveja Clássica que comento no blog, uma daquelas que você deve "beber antes de morrer". Curiosamente não está no livro com esse mesmo nome, mas deveria estar. Não só pelos atrativos da garrafa, dos elefantes cor-de-rosa voadores, do crocodilo exibido, da garrafa estilizada, mas porque é uma baita cerveja.

É produzida pela Brouwerij Huyghe, que foi adquirida por Léon Huyghe em 1906, quando já tinha uma história de 250 anos. Após a aquisição vieram as duas Grandes Guerras e as dificuldades financeiras foram muito grandes, o que só foi amenizado na década de 1980 com o lançamento de novas cervejas: a Artevelde, em 1985 e a Delirium Tremens, em 1989. 

O nome curioso, delirium tremens, que numa tradução livre do latim significa "delírio trêmulo", é uma alusão ao efeito psicótico causado pela abstinência ou suspensão do uso de álcool, drogas ou medicamentos para combate ao alcoolismo, resultando em alucinações e tremedeira. Por essa razão a cerveja chegou a ser proibida nos Estados Unidos por fazer alusão ao consumo do álcool. Mas, o apelo irônico do rótulo venceu e hoje é um produto obrigatório para quem é apreciador das boas espumas. 

É uma cerveja de alta fermentação (da família das Ale, portanto), cujo estilo é Belgian Golden Strong Ale, um dos mais clássicos estilos belgas, que pode enganar os menos avisados porque na cor se parece com uma cerveja Lager, bem leve, mas o teor alcoólico pode variar entre 7,5 a 10,5%. São cervejas fortes, muito frutadas e com amargor típico dos lúpulos utilizados, têm espuma densa e cremosa.

Quem já bebeu uma cerveja dessas certamente vai se lembrar da espuma generosa, dos aromas florais e frutados, às vezes cítricos, deixando a impressão de que será uma bebida adocicada, principalmente por conta dos maltes utilizados que lembram aromas de caramelo. Na boca é encorpada e uma sensação complexa é percebida de imediato, com o álcool aparecendo (8,5%), mas sem deixar a cerveja pesada, os sabores maltados são intensos e secos, com generoso amargor do lúpulo.

Uma cerveja para ser bebida devagar, apreciando cada detalhe desse clássico. O copo ideal para essa cerveja é o tipo tulipa, como esse da foto. Aliás, essa espuma que escorre pelas paredes da taça é o que chamam de lace (renda), algo comum nesse estilo de cerveja. 




Saúde a todos!

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