03 junho 2015

Difícil errar com vinhos dessa vinícola: Doña Dominga Reserva Viognier 2013


A Viognier está entre as uvas que mais sentimos saudade aqui em casa, porque a oferta de vinhos com ela não é muito grande em nossa região. Então, quando encontramos algum vinho com uma boa chance de acerto, não temos dúvida em arriscar. 

Quando compramos uma garrafa desse vinho a chance de erro era pequena, porque é elaborado pela ótima Viña Casa Silva, chilena fundada em 1997, no Vale de Colchagua, e que tem à sua frente o experiente enólogo Mario Geisse. 

Pertence à linha Doña Dominga, lançada em 1999, que tem vinhos em várias gamas de preços. Esse pertence à linha Reserva. Em sua elaboração 35% do vinho passa pela fermentação malolática em barricas de carvalho francês. Essa fermentação (transformação do ácido málico em ácido lático) acaba contribuindo para uma maior complexidade, diminuindo os aromas primários da uva, acrescentando outros. 

Após o término das fermentações essa parcela (35%) permanece envelhecendo por 3 meses em barricas de carvalho e os outros 65% permanecem em cubas de aço inoxidável.

Amarelo palha. Bons aromas, boa complexidade: frutos brancos maduros, melão, pera, abacaxi em calda, notas cítricas também, maracujá e fermento, uma contribuição da fermentação malolática, lembrando os vinhos que passam tempo sobre as borras da fermentação - sur lie). Uma ponta de álcool apareceu (14% de teor). 

Na boca é untuoso, maduro, acidez mediana e potência, uma combinação do álcool bem presente e as notas amadeiradas. Repetiram-se os frutos tropicais e a eles se juntaram as nuances da madeira, como baunilha. Final "quente", de boa persistência. 

Vinho que precisa de um prato para domá-lo, porque somente como aperitivo parece não ser a melhor escolha, já que tem potência e 14% de álcool. Aqui em casa tínhamos apenas petiscos para acompanhar, mas ficou muito bom com queijos, especialmente com o brie. Mas, parece ideal para acompanhar pratos à base de carnes brancas e peixes, especialmente se tiverem molhos mais encorpados. Arriscaria também com culinária oriental, como a tailandesa, além de parecer um bom acompanhamento para uma paella.  

Gosto dessa uva, gostei do vinho e mesmo não preferindo esse estilo mais intenso em todas as ocasiões, gostei do resultado. Apenas um senão para o álcool, mas aí não é problema do vinho, mas questão de gosto pessoal. 


Detalhes da compra:

No contra-rótulo a informação é que seu distribuidor é a Premium, mas no site da empresa não constam os vinhos dessa linha. De qualquer sorte, paguei R$33 pela garrafa em um empório aqui de Uberlândia. Valeu a experiência!

Saúde a todos!



5 comentários:

Anônimo disse...

coprei esse vinho e achei um pouco alcoólico também, mas é bem aromático e delicioso.

Vinhos Bons e Baratos! disse...

Também gosto muito dessa vinicola, foi sem dúvida uma surpresa positiva quando provei um cabernet deles.

Outro dia experimentei um com a Viognier da chilena Veo, só que em corte com a Chardonnay, achei excelente, o preço era por aí uns R$ 30.

Abraço

Silas Sequetin

Pai Ogro disse...

O curioso é que sempre vi os vinhos da linha Doña Dominga: a linha básica (que indicava apenas o local do vinhedo - Old Vines e Pacific), a linha "Reserva" e a linha "Gran Reserva". Agora tenho visto novos rótulos para estas duas últimas... a Gran Reserva passou a se chamar "Gran Reserva de los Andes" e a Reserva também mudou, não me lembro para que nomenclatura.

elisabete swenar disse...

Onde encontro esse vinho.pois o ano passado encontrei em um supermercado.mas agora não acho.me falaram que está em falta.moro em Curitiba

Unknown disse...

Um otimo vinho! No grupo barramas encontram com bons preços