11 junho 2015

Isso sim é o que podemos chamar de "unificação italiana": Gran Sasso TRE Autoctoni

No rótulo a indicação das três regiões de origem utilizadas na elaboração do corte. 

No dia de nosso 12º aniversário de casamento resolvemos abrir um vinho especial. Eram muitos, felizmente, na adega e resolvemos experimentar esse tinto italiano que estava guardado há algum tempo, talvez dois anos ou algo bem próximo a isso. 

É um vinho com algumas curiosidades em torno de sua elaboração, principalmente porque o corte de três variedades utiliza uvas de regiões diferentes da Itália, simbolizando as uvas autóctones (nativas), tão importantes na vitivinicultura europeia. Por isso a brincadeira com a "unificação italiana", que foi finalizada em 1870 com a anexação de Roma.  

A vinificação é feita em separado e depois o corte é realizado. De Abruzzo vem a montepulciano, da Puglia utilizaram a primitivo e da Sicilia a nerello marcalese, todas nativas e com características próprias que mesmo em assemblage não desapareceram. Talvez porque o vinho não teve passagem por madeira e foi vinificado e amadurecido em tanques de aço inox essas características ficaram mais nítidas, mais francas.

A elaboração fica por conta da Farnesi Vini, que não revela o percentual de cada uva no vinho, nem a safra em que foram colhidas, deixando tudo ainda mais interessante.

O resultado é um vinho estruturado, interessante em aromas e sabores. De coloração púrpura, denso, tem aromas em boa intensidade: frutos negros, ameixa, flores, tostado e chocolate.

Tem bom corpo, maduro, frutos marcando grande presença, notas adocicadas, chocolate amargo, boa acidez e um tostado elegante, mesmo sem barricas de carvalho. Taninos bem presentes, ainda com leve rascância, caminhando para amaciarem nos próximos 2-3 anos. Final de ótima persistência, marcado por frutos negros, tostado e chocolate amargo formando um conjunto interessante e diferente.




Harmonização: As notas adocicadas deixam o vinho fácil de beber, com a acidez ajudando a formar um conjunto que não é enjoativo, permitindo o vinho acompanhar uma imensa gama de pratos. Mas, no dia em que abrimos o vinho imaginamos algo tipicamente italiano, então nada mais apropriado (e fácil de fazer) do que uma massa com molho vermelho e polpettas, imaginando que a acidez do vinho, algo bem natural nos italianos, daria conta do recado. E deu! Outras opções com carnes vermelhas também serão uma boa pedida.    


Detalhes da compra:

Recebi esse vinho da Assessoria de Comunicação da importadora La Pastina e à época o vinho era vendido na faixa dos R$ 168,00.

Saúde a todos!



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