30 agosto 2015

Cerveja do mês :: Schornstein Witbier


- Família: Ale

- Estilo: Witbier

- Cervejaria: Schornstein - Pomerode/Holambra - Brasil

- Teor alcoólico: 5%

- Preço: R$ 20,00.

O mês de agosto quase acabando, mas felizmente consegui postar a "cerveja do mês", mais uma boa surpresa brasileira que conheci em julho, quando fui com os amigos Cristiano Orlandi e Cláudio Werneck à fábrica (filial) da Cervejaria Schornstein, em Holambra (SP). A matriz, na cidade catarinense de Pomerode, foi fundada em 2006 e em 2010 abriram a filial paulista. 

Chegamos ao bar da cervejaria para comprar algumas cervejas, mas por não conhecer nenhuma delas pensamos em provar essa witbier, porque se essa fosse um bom produto os outros estilos provavelmente seriam igualmente bons. Não deu outra. A cerveja é muito boa e acabei comprando outros três estilos (pilsen, stout e IPA), duas delas já com importantes premiações. 

O estilo witbier nasce na Bélgica, em 1966, pelas mãos de um leiteiro da cidade de Hoegaarden, que apesar do declínio da indústria cervejeira da região, que culminou em 1955 com o fechamento da última cervejaria, resolveu fabricar sua própria cerveja usando uma velha receita. 

A witbier é uma cerveja de trigo, que utiliza geralmente trigo não-maltado e alguns adjuntos (temperos), como semente de coentro e casca de laranja, o que deixa a cerveja seca e com aromas e sabores cítricos. Na Bélgica são vendidas também como acompanhamento para as sobremesas e seu teor alcoólico pode variar entre 4,5 a 5,5%.  

Por essa descrição já se percebe que é uma cerveja de trigo com estilo muito diferente daquele encontrado nas cervejas alemãs, mais encorpadas, com os característicos aromas de cravo e banana. Particularmente, gosto mais das witbier porque são mais refrescantes e menos enjoativas, mas é apenas uma opinião pessoal, ok?

Essa Schornstein tem 5% de álcool. De coloração clara e turva, tem boa formação de espuma. Aromas condimentados e cítricos, lembrando laranja e mexerica (tangerina) e algo especiado proveniente das sementes de coentro. Discretos aromas de levedura. É seca, leve e refrescante, sem ser enjoativa em nenhum momento. Final de média persistência, picante. Tem boa drinkability

Parece ser uma boa companhia para saladas e peixes fritos, além de ser obrigatória a tentativa de harmonização com alguma sobremesa, como fazem os belgas.


Saúde a todos!

Um comentário:

Rodrigo disse...

As cervejas da Schornstein são mesmo muito boas. Além da Witbier, a Pilsen natural (só em barril) é muito boa. E a pilsen comum, em garrafa, me surpreendeu muito.