13 dezembro 2015

Para fazer bonito com a sobremesa: Ciclos Tardío Malbec-Tannat 2011


É uma pena que os vinhos de sobremesa apareçam pouco por aqui, mas parece ser uma tendência do consumidor brasileiro o pequeno consumo desses vinhos. Por outro lado, as experiências que temos normalmente são muito agradáveis e bate aquele arrependimento de não abrirmos os vinhos que temos na adega. 

Esse aqui nós ganhamos há algum tempo do amigo Fernando Pupim, que o trouxe da Argentina e, ao que parece, não é exportado para o Brasil. É elaborado pela Bodega El Esteco, no Vale de Cafayate, com uvas super maduras, com alta concentração de açúcar, das variedades Malbec e Tannat. Tem passagem longa por barricas de carvalho francês e americano (24 meses). Tem 13,8% de álcool. 

Um vinho muito prazeroso, de boa complexidade, que acompanhou muito bem um pavê de amendoim que os amigos Paulo e Carol trouxeram para um jantar aqui em casa.

Na taça uma coloração densa, um rubi bastante escuro, com alguns reflexos dourados. Bastante aromático, revelou uma pontinha de álcool, frutas muito maduras, geleia, compota, mas também aparecendo baunilha, chocolate e um tostado provenientes da passagem por barricas. 

Em boca o dulçor não é exagerado, sendo possível apreciar a boa fruta e a boa complexidade que a passagem por madeira deu ao vinho. Os taninos são macios e existe bom equilíbrio entre acidez e o açúcar. Final longo, muito prazeroso, deixando a sensação de que os 500 ml de uma garrafa não são suficientes. Ótima experiência.

* Talvez alguém que não tenha muita experiência com esse tipo de vinho possa ficar em dúvida se pode ser comparado a um vinho do Porto. A resposta é não, porque para esse Tardío não há acréscimo de aguardente vínica para interromper a fermentação e deixar o teor de açúcar mais alto, já que as leveduras param de consumir o açúcar da uva. Nesse vinho de hoje o açúcar percebido em boca vem da própria uva super madura, por isso no rótulo há a indicação de ser um vino dulce natural


Detalhes da compra:

Os vinhos da vinícola são importador para o Brasil pela Bruck, mas não encontramos esse produto em seu portfólio. Então, não dá pra saber exatamente o preço que custaria por aqui, embora no mercado argentino seja vendido na faixa dos $110 Pesos, o que daria R$44 para nosso mercado. Considerando os impostos e os demais acessórios, creio que seria vendido por aqui perto dos R$80, tantum speculando!  

Saúde a todos!



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